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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Monólogo do Oriente
Título: Monólogo do Oriente
Autora: Patrícia Portela
Opinião: Não gostei lá muito deste conto pela simples razão de a indecisão me fazer alguma confusão. Bem, vocês percebem, alguma indecisão é normal, mas levada ao extrema atrofia-me um pouco.
E este conto é o quê? Um longo monólogo de um homem indeciso que saltita de projecto em projecto sem nunca decidir realmente nada, pelas mais variadas e rebuscadas razões.
A certa altura também me fartei de ler que tinha encontrado o amor da sua vida, que por acaso tinha uma ligação qualquer com o país da sua vida, e que não ia visitar por um motivo estapafúrdio qualquer. 3 ou 4 amores e países da sua vida diferentes é um bocado exagerado, digo eu.
Mas a escrita até nem é má, antes pelo contrário.
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Patrícia Portela
No Muro
Título: No Muro
Autor: David Soares
Opinião: Como deve ser fácil de perceber, este era dos contos que mais tinha curiosidade em ler. Mais uma oportunidade para me fascinar pelo trabalho daquele que é indiscutivelmente um dos meus escritores favoritos de sempre.
A ideia é boa, curiosa, ligeiramente bizarra. Um homem fica com a biblioteca do pai, depois deste morrer, e folheia os seus livros como forma de o ficar a conhecer um pouco melhor. A certa altura decide emparedar os livros todos, para os proteger, construindo assim um muro com um livro dentro de cada tijolo, um muro que se manteve de pé e que presenciou os mais variados acontecimentos, de casais a namorarem a pessoas a serem fuziladas.
Como disse, a ideia é boa, e a escrita, enfim, é David Soares, com a ressalva de que aqui pareceu demasiado forçada, como se o autor estivesse demasiado empenhado em exibir o seu vocabulário erudito e requintado. E a história acaba por saber a pouco, mas como acho que já referi, acho que foi mais por falta de espaço do que outra coisa. Continuo convencido que David Soares é bom é a escrever romances de 400 páginas.
Este conto não deixa, ainda assim, de ser dos meus favoritos desta colecção, e dos poucos que me conseguiu agradar minimamente.
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Jean-Charles, Amor de Calções
Título: Jean-Charles, Amor de Calções
Autora: Onésimo Teotónio Almeida
Opinião: Este conto é uma extensa troca de e-mails entre um aluno que está a escrever a sua tese de mestrado e o seu orientador. O primeiro prefere ler mais teoria e tentar obrigar o segundo a escrever um conto, enquanto que este prefere obrigar o primeiro a escrever de facto a tese, enquanto se vai recusando a escrever o tal conto, ainda que vá contando história atrás de história que poderia utilizar no hipotético conto.
O conto é grande, bem, maior que os outros que já li, e dá tempo para tudo, desde discutir a estrutura de um conto até um rol interminável de histórias do filho do professor, de longe a personagem mais interessante, mesmo só aparecendo como personagem das historietas do seu pai.
O rapazote é engraçado. Sempre com a resposta na ponta da língua, consegue dizer as coisas mais inesperadas e desarmantes, e é nos confrontos relativamente amigáveis com os outros que ele brilha e consegue captar o interesse de quem lê. Pelo menos apanhou o meu.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
A Queda de um Anjo
Título: A Queda de um Anjo
Autora: Afonso Cruz
Opinião: Afonso Cruz é um escritor que me tem deixado bastante curioso. Destaque atrás de destaque, tem sido nomeado para inúmeros prémios e distinções, e volta e meia ganha qualquer coisa. Faz parte de uma nova vaga de escritores portugueses que inclui nomes como Gonçalo M. Tavares, José Luís Peixoto e João Tordo, entre outros, que têm ganho nome (e prémios), e sido aclamados pela crítica em geral.
Os livros de Afonso Cruz têm quase sempre títulos fascinantes e premissas curiosas, portanto a minha própria curiosidade estava inflamada e este conto foi a oportunidade perfeita para ficar a conhecer este autor.
E finalmente um conto com história! Uma velhota chega ao Paraíso, e ao ver que não tem o marido ao pé de si, começa a sua viagem em direcção ao Inferno, pois prefere enfrentar as fogueiras ardentes do castigo eterno do que viver banhada na luz de Deus para toda a Eternidade. Interessante!
Mas depois a dita velhota, conforme vai descendo até ao Inferno, vai contando pormenores da sua vida, e a conclusão a que cheguei foi que a mulher era completamente louca. O marido chegou a bater-lhe, tratava-a mal de uma forma geral e parecia não ter muito interesse nela. E ela lá ia, resolvida a renegar a calma do Paraíso em troca da tortura do Inferno, tudo pelo marido, que pelos vistos amava muito.
Já gostei minimamente deste conto, mas no final fiquei um pouco confuso. Não percebi bem se o texto continha uma crítica velada ao amor cego, via sátira, ou se era apenas a história de uma senhora que não batia lá muito bem. De qualquer das formas até que gostei, e o próximo passo é agarrar num livro de Afonso Cruz.
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Quartos de Hotel
Título: Quartos de Hotel
Autora: Inês Pedrosa
Opinião: A escrita não é horrível, o que é uma vantagem. Já o conto em si, para variar um pouco, não me conseguiu despertar muito interesse.
A constante mudança de cenário, de quarto para quarto, ainda que com personagens e histórias vagamente ligadas, tem como principal fio condutor um certo paralelismo nas situações em que as personagens se vêem envolvidas, umas vezes de forma mais directa, outras de forma mais indirecta.
Não literalmente situações, pode ser todo um percurso de vida que é analisado e descrito em poucas linhas, que mostram diferentes abordagens à vida, ao amor e às relações com as outras pessoas.
Desta vez o problema não foi a falta de história, mas a abundância. Este conto tinha potencial para ser algo muito melhor se fosse desenvolvido como deve ser, com mais tempo de antena para cada grupo de personagens, pois o que se passou foi que assim que terminei a leitura, ela me soube a pouco. Tão pouco, que não consegui ficar interessado em nenhuma história em particular, e isso estragou a leitura.
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Coisas que acarinho e me morrem entre os dedos
Título: Coisas que acarinho e me morrem entre os dedos
Autora: Dulce Maria Cardoso
Opinião: Um homem misterioso, uma mulher indecisa e superficial que apenas aparenta ser uma pessoa profunda graças às voltas e reviravoltas da forma como vai contando a história. Não que haja de facto uma história, este pequeno conto é apenas uma forma de exibir uma mente supostamente atormentada pelos seus demónios interiores.
Acho que falha por ter uma premissa tão fútil como um interesse misterioso num misterioso blogger e a dúvida tornada esperança de que o homem misterioso com que se vai encontrar seja também o misterioso blogger. Tudo muito misterioso, como podem ver, mas também desinteressante.
A protagonista tem uma linha de pensamento algo desconexa, com uma estranha fixação por Bangladesh, e a verdade é que não me conseguiu prender minimamente. Este conto é basicamente um monólogo sem nada que o faça algo mais que aborrecido.
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
Dama Polaca voando em Limusine Preta
Título: Dama Polaca voando em Limusine Preta
Autora: Lídia Jorge
Opinião: Eu tinha esperança que algum destes contos tivesse pelo menos uma escrita que me agradasse minimamente. Tive sorte com o de Lídia Jorge.
A história, bem, é sobre uma mulher a andar de limusine, basicamente. Sofre do mal que facilmente atinge um conto: a pobreza de história. Não consegue despertar interesse e não é realmente uma história, suficientemente desenvolvida para ser assim chamada sem qualquer peso na consciência.
Monólogos da Dama Polaca, que têm como resposta monólogos do motorista da limusine, apresentados de forma algo aborrecida. E é pena, porque a escrita não é má. Fica pelo menos a vontade de dar uma oportunidade à autora.
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Ninfas e Adamastores
Título: Ninfas e Adamastores
Autora: Raquel Ochoa
Opinião: O segundo conto que leio desta colecção do DN também não me convenceu. Passado nos Açores, relata a história de um emigrante que ali se estabelece e das dificuldades que enfrenta.
A escrita não me fascinou particularmente, e o enredo era digno de uma telenovela da TVI, com filhos que não se sabiam ter, um casamento nunca terminado que se intrometeu no meio de um segundo casamento... Um festival xaroposo de personagens pouco desenvolvidas com emoções que talvez estivessem à flor da pele, mas que não passaram para fora, durante a minha leitura.
Acho que podia ter sido mais desenvolvido, talvez num formato maior e mais pensado, já que neste formato ficou muito aquém.
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Férias com um casal amigo
Título: Férias com um casal amigo
Autor: Ricardo Adolfo
Opinião: O que raio é que aconteceu aqui? Eu percebo que há toda uma crítica à importância que a sociedade actual dá às aparências, mas a história pareceu-me confusa e a escrita a mesma coisa.
Dois casais amigos vão de férias sem irem de férias, recriam o Brasil dentro de um apartamento, o melhor que conseguem, e fazem umas férias de baixo orçamento, dando a ideia contrária. Tomam todos os cuidados para não serem descobertos e até refilam um pouco uns com os outros.
De uma forma geral, não posso dizer que tenha gostado. Como já disse, pareceu-me demasiado confuso. Não conhecia o autor e não fiquei com muita vontade de o ficar a conhecer melhor. Talvez um dia destes volte a pegar no conto, que pequenito, e tente olhar com outros olhos, mas sinceramente... não me convenceu.
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