segunda-feira, 13 de abril de 2009

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O primeiro livro da colecção 'Destino do Universo', escrito por Frederico Duarte. É verdade, mais high-fantasy tuga! Embora este, na minha opinião não chegue nem perto das Crónicas de Allarya de Filipe Faria.


Mas pronto eu sou ligeiramente suspeito, as Crónicas já são os meus livros preferidos, não há lá muita hipótese para os outros. Agora falando a sério, até que é uma história interessante com reviravoltas emocionantes e o caraças mas... as descrições são um bocado pobres, e a própria maneira de escrever... não sei, não me parece bem. Não dá para nos embrenharmos na história, não ficamos com uma ideia do que é aquele mundo, ao contrário do que acontece nas Crónicas, em que ficamos constantemente à espera que um daqueles monstros nos salte à frente.

Apesar de tudo isso, até que é interessante, e fico à espera do próximo volume, 'Necromancia', pode ser que isto fique melhor...

domingo, 12 de abril de 2009

Os Contos de Beedle o Bardo


Escrito por J. K. Rowling, a célebre autora de 'Harry Potter', não é mau, tem histórias engraçadas, e os comentários de Albus Dumbledore (o director da escola de Hogwarts, até ao 6º livro, onde morreu) e que deixou como testamento a Hermione Granger (a amiga de Harry Potter) este mesmo livro, dão-lhe um toque de... não sei o quê, mas dão. Ao lermos que Dumbledore deixou este livro como testamento a Hermione, e depois ele ser publicado, dando-nos assim a possibilidade de o lermos, é algo de espectacular. Depois tem os pequenos pormenores, como uma pequena frase numa das primeiras folhas, debaixo do título 'Traduzido das runas originais por Hermione Granger'; e os comentários de Dumbledore acima referidos, dão-lhe o tal toque de não sei o quê.


Como em qualquer livro de Harry Potter, vemos a influência portuguesa, causada pelo casamento da autora com um português, e do tempo que cá passou, bem como alguns livros terem sido em parte escritos em Portugal. Neste livro é a capa que chama mais a atenção para isso. Ora vejam lá bem. Não vos faz lembrar um azulejo daqueles à là tuga? Pois é, pois é... Portugal e os portugueses estão sempre presentes nos livros de Harry Potter, normalmente em pequenos pormenores, e este livro não escapa à regra.

E bem... cá fica, não tenho muito mais a dizer do livro. Apenas que é bom e aconselho, especialmente a fãs de Harry Potter.

sábado, 11 de abril de 2009

Dois Anos de Férias


Um livro de Júlio Verne, um dos mais brilhantes escritores de todos os tempos. Desde prever o futuro, a fazer com que coisas que dificilmente aconteceriam na vida real, pareçam verdadeiras. Neste caso, um grupo de crianças entre os nove e os catorze anos, perde-se em alto-mar. Sem mais ninguém a bordo. Encalham numa ilha deserta, e passam lá dois anos sem qualquer contacto com a civilização, ou sem saberem muito bem onde estão. Mas caçam, pescam, organizam aulas, cozinham, têm festa de Natal, uma capoeira, arranjam uns animais parecidos com cavalos, e tudo aquilo que precisam, arranjam. Chá, comida, água doce, uma maneira de substituir o sal, enfim, montes de coisas.


Até elegem um chefe! E durante aquela curta estadia, têm dois, um para cada ano. Um dia descobrem que aquela ilha já tinha sido habitada por alguém, um náufrago francês. Descobrem o seu diário, o que os mete a pensar. Este náufrago encalhou nesta ilha também, e esteve cá uma data de anos e acabou por morrer sem conseguir sair da ilha. Como é que um grupo de crianças vai conseguir?

Pois é, um grande dilema. É então que há uma ruptura e um pequeno grupo deles decide separar-se do resto do grupo e ir viver para a outra ponta da ilha. Esse grupo revoltado descobre que chegaram mais pessoas à ilha, e decide voltar para ao pé dos outros. Enquanto isso, o grupo principal encontra uma mulher, uma das pessoas que chegou de novo à ilha. E... não vou continuar. Já contei a história quase toda, se quiserem saber mais leiam o livro.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Herdeiro de Oz


Para falar do 'Herdeiro de Oz' tenho que falar do seu autor, Gregory Maguire. Este homem, tem uma espécie de... digamos... mania. Agarra em contos de fadas e histórias daquelas clássicas que toda a gente conhece, e escreve uma versão paralela da história, contando a história de outro ponto de vista, como é o caso de 'Confessions of an Ugly Stepsister' um livro que é nada mais nada menos, do que a história da Cinderela contada por uma das suas meias-irmãs, ou o de 'Mirror Mirror' que usa as personagens de Branca de Neve. Escreveu outros livros, de crianças, e outros do mesmo estilo destes dois acima referidos, mas o mais conhecido é sem dúvida 'A Bruxa de Oz' ou 'Wicked' na versão original, livro que conta a história da Bruxa Má do Oeste da história o Feiticeiro de Oz, e que nos dá uma ideia completamente diferente da história, pois o Feiticeiro acaba por ser o mau, e a Bruxa Má do Oeste é que é a boazinha. Para quem conhece a história do Feiticeiro de Oz, é um bocado estranho, acabarmos por estar a torcer pela Bruxa Má, personagem odiada na história original, embora tenha morrido no início. Mas é isso que acontece. E a Bruxa, tem até um filho Liir. E é sobre Liir que fala 'O Herdeiro de Oz', 'Son of a Witch' na versão original.

Depois da morte da Bruxa Má do Oeste, Liir, o seu filho (embora não saiba que o é) parte numa demanda em busca do seu Eu, ou seja para saber quem ele é na realidade. Acaba por fazer carradas de resmas de promessas que, percebe ele passado um bocado, não vai conseguir cumprir (pensa ele no inicio...), desde prometer ajudar uma meio Elefante (falante, por isso é que é com maiúscula) mascarada de humana, até prometer ajudar a Assembleia das Aves a livrar-se dos perigos que a afligem. Ele no final lá consegue resolver tudo, mas como rapaz com baixíssima auto-estima e uma má ideia de si próprio que mete nojo (a sério, mete mesmo nojo) acha sempre que nunca vai conseguir, que é uma porcaria, que não sabe fazer nada, etc. É demais.

Mas pronto, basicamente é isto. Ah, e a história é muito muito muito boa. Um universo de fantasia... não me sei bem explicar... do caraças! Maguire descreve um universo mágico, que mesmo sem revelar demasiados pormenores, faz-nos a nós criar esses pormenores e imaginar os cenários detalhadamente, tal é a envolvência dos livros dele. A sério, é bem bom, e eu só tenho pena que em Portugal só tenham publicado dois livros dele.

Ok resumindo, é muito bom, leiam, está mais que aconselhado, mas comecem pelo anterior 'A Bruxa de Oz', senão não percebem a história.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aventura na Planície Assombrada


"O novo fenómeno literário, depois da Harry Potter" disse o New York Times. E embora eu tenha gostado muito, tanto deste, como do anterior, Túneis - O Segredo da Cidade Eterna, não acredito muito nisso. Porquê? Porque o Harry Potter tem uma história fácil. O bom, o mau, o herói, o bom misterioso, a horda de bons, a horda de maus, os maus que sabemos desde o inicio que são bons, e vice-versa. É simples, e tem tudo escrito, preto no branco. Adivinhamos o que vai acontecer umas 3 ou 4 páginas antes de acontecer, em grande parte dos livros do Harry Potter. Com Túneis isso não acontece. Tem um enredo mais complicado, personagens que não fazemos a mínima ideia de que lado estão, histórias paralelas completamente díspares, e que se fundem nalgum ponto, criando uma confusão do 'caraças'.

Portanto, sim, tem potencial para ser o novo fenómeno literário a seguir a Harry Potter. Até tem potencial para ser melhor. Mas isso não quer dizer que venha a ser. Eu, pessoalmente, já disse que não me parece, é uma história mais inteligente e de certa maneira mais fantástica e mais real que o Harry Potter. Sim, eu sei, os Harry Potter's são livros de magia, com histórias de magia, em que praticamente toda a gente usa magia. É verdade. Mas isso cabe muito melhor no nosso imaginário do que Túneis. Pelo menos eu acho mais fácil imaginar pessoas a fazer magia, do que um mundo completamente escondido nas profundezas da Terra, uma raça de albinos, os Colonos, controlados e chefiados por uma raça mesquinha, os Styx, que usam uma raça apática, os Coprolites para os seus trabalhos de escravo. Isto tudo misturado com pessoas da Superfície (pessoas normais, como as que todos conhecemos) que são raptadas, ou que fogem para a Colónia, a grande cidade desta malta toda.

Gatos anormalmente grandes, os Caçadores, e cães anormalmente anormais, os Sabujos. Há ainda carradas de animais estranhos e que já deveriam estar extintos, e ainda uma raça supostamente poderosíssima e completamente desconhecida de toda a gente. Para chatear ainda mais, temos as tramas e tramóias dos Styx, e dos renegados (Colonos, ou pessoas da Superfície, banidas para as Profundezas). As Profundezas, sítio onde se passa grande parte deste livro, é basicamente uma planície muita grande, completamente às escuras, com alguns segredos e surpresas aqui e ali.

Tenho de confessar que eu próprio fiquei confuso com algumas personagens e algumas reviravoltas, e estou em pulgas para que saia o 3º livro desta colecção.

sábado, 4 de abril de 2009

Dramacon


Sem dúvida, um dos melhores mangás que já li (e vi). Dramacon, um doa poucos mangás até à data traduzidos para português, e lidos da esquerda para a direita, é a história de um romance invulgar, pensado e concebido por Sveltana Chmakova, a primeira Russa a realizar um mangá de sucesso mundial.

Ao longo dos três volumes (que correspondem a anos consecutivos), vamos explorando as aventuras de Christie, uma rapariga de 17 anos totalmente viciada em mangá, nos festivais do mesmo. No primeiro ano, em que vive uma experiência totalmente nova ao ir ao festival pela primeira vez, conhece acidentalmente Matt, um misterioso cosplayer pelo qual se apaixona.
Quanto aos desenhos, num mangá contemporâneo, onde abundam os chibi e o preto carregado. Adorei-os :D

By A.

O Perfume


Arrepiantemente Soberbo. Sem adjectivos.
Acabei à pouco tempo de ler este fenómeno da literatura, e não sei simplesmente o que dizer dele. Depois de ter ouvido inúmeras opiniões sobre este livro, e todas elas diferentes, decidi tirar as minhas próprias conclusões e lê-lo. E adorei simplesmente. A inocência do personagem principal, Jean-Baptiste Grenoeille, mesmo sendo um assassino de mulheres bonitas, apaixona de tal maneira o leitor, que não podemos largar o livro, enquanto não tivermos a garantia da segurança do personagem na história até ao fim do livro.

O Perfume, editado pela primeira vez nos anos 80, conta já em Portugal com a 41ª edição, e foi até adaptado à 7ª arte em 2006, o que na verdade lhe deu a fama.

Recomendo totalmente :D
By A.