Espero que gostem,
Espero não ter de pagar direitos de autor pela composição que fiz com as imagens do cabeçalho,
Espero que o outro contribuidor nao me bata se achar que está uma porcaria,
Espero ter mais visitantes a partir de agora,
Espero que todos tenham umas boas leituras :D
sexta-feira, 22 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Flatland

Um livro escrito em 1884, Flatland, de Edwin A. Abbott, é, além de um grande livro explicativo de teorias matemáticas sobre outras dimensões, uma crítica à sociedade vitoriana. Como narrador temos um quadrado, que vive em Flatland, um mundo a duas dimensões, comprimento e largura, onde todos os habitantes são figuras geométricas. Na primeira parte do livro, este quadrado descreve-nos Flatland, a maneira como funciona a sociedade, a sua hierarquia, os aspectos biológicos dos seres que a habitam, e as várias maneiras que permitem aos flatlanders reconhecerem-se, entre outras coisas. Esta primeira parte está brilhantemente escrita, as várias formas de reconhecimento entre flatlanders, é até descrita de maneira a que nós a possamos experimentar.
A segunda parte do livro, é sobre a descoberta de outras dimensões. Primeiro, o quadrado, num sonho, visita Lineland, um mundo com uma única dimensão. Todos os seus habitantes são linhas, ou pontos, e o seu Universo é uma única linha. Só conseguiam ver em frente, não tinham qualquer noção do que era a direita ou a esquerda. A maneira como esse mundo funciona, é então explicada ao quadrado, pelo seu monarca. As tentativas do quadrado de mostrar outras dimensões aos linelanders, apenas resultaram numa revolta, da qual o quadrado teve que fugir rapidamente, acordando de repente.
Depois é-nos relatada a visita de uma esfera ao quadrado. Primeiro o quadrado fica abismado e surpreendido com ela, pois apenas consegue ver uma secção da esfera de cada vez, tentando mesmo atacá-la, pensado ser um dos temíveis Irregulares de Flatland, os criminosos e delinquentes. Mas a esfera facilmente se esquiva, e como as suas tentativas de mostrar uma nova dimensão ao quadrado se mostraram infrutíferas, ela empurra-o para cima, mostrando-lhe Spaceland, o mundo de três dimensões, habitado por sólidos. Com algum treino, o quadrado consegue vislumbrar a terceira dimensão, e há uma série de diálogos teóricos sobre as várias dimensões, seguindo uma simples analogia. Temos um ponto que não tem nem altura, nem comprimento nem largura. Se ele se mover para algum lado, ficamos com uma linha recta, que apenas tem comprimento. Se essa linha recta se mover paralelamente a si mesma, obtemos uma figura geométrica, com comprimento e largura. Se agora essa figura geométrica se mover para cima, obtemos um sólido, com comprimento, largura e altura. A certa altura, o quadrado faz uma sugestão que enfurece a esfera. E se esse sólido, agora se movimentar de alguma maneira que vá dar a um extra-sólido, pertencente ao reino das quatro dimensões? E se esse extra-sólido se movimentar de tal maneira que vá dar um extra-sólido divino, do reino das cinco dimensões, e por ai adiante, até, quem sabe, as nove e dez dimensões?
A esfera fica tão enfurecida, que manda o quadrado de volta para Flatland. Passado algum tempo, o quadrado tem um sonho, no qual a esfera o leva até Pointlad, o abismo sem dimensões. É um Universo inteiro, com o tamanho de um ponto, onde vive um ponto, que é rei e senhor de si e de todo o Universo, que é ele. Por fim, o quadrado é preso, e a história acaba.
Só tenho a dizer que, apesar de apresentar alguns conceitos algo abstractos, estão muito bem explicados, por isso, qualquer pessoa com o dois dedos de testa, percebe tudo; e também que, é uma história espectacular. A maneira como o autor descreve e imagina os diferentes mundos é genial, deixando-nos assim, uma excelente introdução às dimensões.
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Edwin A. Abbott
sexta-feira, 15 de maio de 2009
A Demanda do Talismã/A Grande Batalha
Este post vai ser dedicado, não a 1, mas a 2... montes de papel com letras. A história é... claramente copiada de outros livros, desde Senhor dos Anéis, a Eragon. E o que não é claramente copiado, mostra uma falta de originalidade fora do normal. Os diálogos são dolorosos de se ler, e o gajo tem aquela mania de escrever as gargalhadas nos diálogos: '- Ah ah ah ah ah!' É parvo.
Depois as personagens ganham poderes assim do nada, numa página estão a aprender a fazer um projéctil de médio tamanho, na página seguinte já disparam os enormes às carradas. São mais 2 daqueles livros, que só existem por uma cunhazita, pois qualidade só se for a da capa.
Sinceramente, é tão mau, que nem sei bem o que dizer. Mas acho que uma palavra descreve bem aquilo que isto significa para mim:
LIXO!
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André Amaral
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Esteiros

Bem, o que é que eu hei de dizer... É um livro tão interessante como ver o 'Você na TV' de trás para a frente. É que desta vez, nem a escrita me interessou minimamente. Talvez eu ter uma edição de 1974, em que sozinho ainda se escreve 'sòzinho', o que é estranho, mas pronto.
Basicamente, a história é sobre um bando de miúdos maltrapilhos que... pronto, fazem coisas de miúdos maltrapilhos. Roubam fruta aos agricultores, tentam arranjar trabalho de vez em quando para ganharem uns trocos, andam à porrada, fazem porcaria, jogam à bola, discutem entre si, ajudam-se uns aos outros, andam a pedir esmola, e sonham com belos futuros que não chegam.
Gaitinhas, o cantor, Sagui o viajante, Maquinetas, o puto 'com jeito para serralheiro', Malesso, o puto que morre lá para o meio do livro, Gineto, o pequeno criminoso com um bom coração, Cocas, o aleijadinho. Acho que estão aí todos os rapazes do grupo. Se me faltar algum é porque não era muito importante. Quer dizer, nenhum deles era. Gaitinhas não passa de um miúdo chorão, que não faz mais nada a não ser cantar e chorar; Sagui passa a vida a contar as suas histórias de viagem, gabando-se de como é viajado, e no fim pisga-se; Maquinetas quer é andar nas máquinas na Fábrica Grande, mas não consegue, e acaba por se tornar num sacana; Malesso, que... bem, que morre; Gineto, o líder da esquadrilha e o principal organizador dos assaltos; Cocas, que anda por ali a coxear; são estas as personagens principais.
Resumindo, o que é que eu achei? Não presta.
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Soeiro Pereira Gomes
terça-feira, 5 de maio de 2009
Ponte para Terabítia

O livro que é dado nas escolas americanas. Lindo. Para quem gosta de histórias que fazem chorar: "Bridge to Therabithia", livro que já foi adaptado a filme, pelos criadores de "As Crónicas de Nárnia".
Um romance forte, controverso e dramático que nos ensina directamente o valor mais importante da amizade: o amigo. E que nos deixa uma resposta pendente: O que acontece se ele desaparece subitamente.
Não direi mais nada. Para ler.
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Katherine Paterson
domingo, 3 de maio de 2009
Os Filhos do Flagelo

A brilhante continuação do livro 'A Manopla de Karasthan', e o 2º volume das Crónicas de Allaryia, 'Os Filhos do Flagelo' continua a história de Aewyre e dos seus companheiros, que se encontram agora separados. Quenestil e Babaki dirigem-se a Jazurrieh, a cidade negra dos eahanoirs, para resgatar Slayra, um dos membros do grupo que foi raptada. O resto do grupo persegue Kror, um drahreg que partilha a Essência da Lâmina com Aewyre, pelas estepes de Karatai, o domínio dos Ocarr.
Quenestil e Babaki, uma vez em Jazurrieh, conseguem resgatar Slayra do seu captor, Tannath, um vil assassino eahanoir, mas a um grande preço. Babaki morre. Quando estavam a fugir da cidade, um grande grupo de eahanoirs ataca-os, e Babaki entrega-se à sua natureza selvagem de Shakarex e combate-os, ganhando tempo para Quenestil e Slayra fugirem.
Enquanto isso, o resto do grupo persegue Kror, mas Hazabel, a harahan que persegue o grupo para se apoderar de Ancalach, a Espada dos Reis, vai no seu encalço, e invoca os udagai, uma amaldiçoada estirpe de guerreiros sanguinários que vivem nas estepes. Depois de um combate que une o grupo, Kror e os Ocarr, para combater os udagai, os Ocarr oferecem abrigo e comida ao grupo, que, de bom grado aceitam. Nesta altura, Kror e Aewyre fazem umas tréguas.
No final, o grupo reencontra-se, sofrem todos muito com a morte de Babaki, e passam a noite numa estalagem. Estalagem essa que Hazabel ataca, tentando matar Aewyre. Mas Lhiannah protege-o, sendo brutalmente espancada.
Mais uma vez, um brilhante livro de Filipe Faria, que continua na perfeição a saga das Crónicas de Allaryia. Embora o primeiro tenha sido escrito tinha ele apenas 16 anos, este já foi uns anos depois, e revela já mais alguma maturidade e capacidade de escrita. As personagens têm uma evolução favorável, o enredo adensa-se e complica-se, mas tudo isto para melhorar. Aparece uma nova personagem, que é uma das melhores, Tannath, e, infelizmente, Babaki morre. Acho que é dos poucos que eu tive mesmo pena que tenha morrido, acho que podia dar uma jeitão para andar mais tarde à porrada.
Mas tirando isso, está excelente, e mais do que aconselhado!
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Filipe Faria
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Feira do Livro '09

Entre 30 de Abril e 17 de Maio, está aberta, a Feira do Livro no Parque Eduardo VII, com o seguinte horário:
2ª a 5ª Feira
Das 12h30 às 20h30
6ª e véspera de feriados
Das 12h30 às 23h00
Sábados
Das 11h00 às 23h00
Domingo
Das 11h00 às 22h00
Com mais de 140 editoras presentes, e alguns autores que lá passam para autografar livros, é um autêntico paraíso para qualquer leitor que se preze. Livros interessantes e baratos. Bem, pelo menos mais baratos do que numa livraria qualquer! Eu já lá fui, e aconselho que visitem. Preparem-se é para andar, que aquilo ainda custa um bocadito... Mas tirando isso, é um espectáculo!
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