Autor: Gonçalo M. Tavares
Opinião: Leram bem. Não acabei o livro. Nem consegui chegar a meio, para ser sincero. Fiquei praticamente onde estava desde a última vez em que falei do livro. E entretanto decidi largá-lo e avançar. Algo que eu já não fazia desde que tinha uns... treze anos. Portanto obrigado, M. Tavares, conseguiste fazer-me quebrar um recorde de nove anos.
Questionemos a minha decisão. Como perceberam com o outro texto, não estava nada satisfeito com o que estava a ler. Não me estava a dar o mínimo de prazer, e a partir de certa altura passei a ver o livro como um empecilho que estava entre mim e coisas que valiam a pena ler.
Não foi uma decisão fácil, por um lado, mas foi simples e deu-me um alívio tremendo, por outro. Depois de quase duzentas páginas lidas, ainda me faltavam mais de duzentas. E o que é que eu estava a retirar da leitura? Nada. Já nem o conseguia analisar minimamente, para depois dizer mal (ou bem, ou neutro, ou chamar nomes). Eram apenas palavras numa folha que eu tinha de ultrapassar para chegar a um sítio melhor.
E quando a leitura começa a ser uma obrigação, está na altura de largar. Já não estou na escola, em que era mesmo obrigado a ler as coisas (se bem que nem por isso, já que os professores de português fazem vista grossa aos resumos e livros de análise de afins). Posso decidir o que leio, e quando é que o faço!
Foi então que num momento de rebelião contra os meus próprios princípios, tirei o meu marcador, fechei o livro e arrumei-o na estante. Poucas coisas nos últimos tempos me souberam tão bem. E ninguém me convence de que este autor é uma ilusão. Um tipo com talento, sim senhor, mas incapaz de escrever algo coerente.
Perdoem-me a comparação, a sério, mas Gonçalo M. Tavares, para mim, é uma versão discreta, com escrúpulos e mais intelectualidade, do Pedro Chagas Freitas. Não há volta a dar. o PCF é um aldrabão e nem sequer o considero um escritor, é um idiota que por ali anda a ganhar dinheiro; não digo tanto do M. Tavares. Mas que é mais uma manobra de marketing do que um escritor realmente bom? Sem sombra de dúvida.
Questionemos a minha decisão. Como perceberam com o outro texto, não estava nada satisfeito com o que estava a ler. Não me estava a dar o mínimo de prazer, e a partir de certa altura passei a ver o livro como um empecilho que estava entre mim e coisas que valiam a pena ler.
Não foi uma decisão fácil, por um lado, mas foi simples e deu-me um alívio tremendo, por outro. Depois de quase duzentas páginas lidas, ainda me faltavam mais de duzentas. E o que é que eu estava a retirar da leitura? Nada. Já nem o conseguia analisar minimamente, para depois dizer mal (ou bem, ou neutro, ou chamar nomes). Eram apenas palavras numa folha que eu tinha de ultrapassar para chegar a um sítio melhor.
E quando a leitura começa a ser uma obrigação, está na altura de largar. Já não estou na escola, em que era mesmo obrigado a ler as coisas (se bem que nem por isso, já que os professores de português fazem vista grossa aos resumos e livros de análise de afins). Posso decidir o que leio, e quando é que o faço!
Foi então que num momento de rebelião contra os meus próprios princípios, tirei o meu marcador, fechei o livro e arrumei-o na estante. Poucas coisas nos últimos tempos me souberam tão bem. E ninguém me convence de que este autor é uma ilusão. Um tipo com talento, sim senhor, mas incapaz de escrever algo coerente.
Perdoem-me a comparação, a sério, mas Gonçalo M. Tavares, para mim, é uma versão discreta, com escrúpulos e mais intelectualidade, do Pedro Chagas Freitas. Não há volta a dar. o PCF é um aldrabão e nem sequer o considero um escritor, é um idiota que por ali anda a ganhar dinheiro; não digo tanto do M. Tavares. Mas que é mais uma manobra de marketing do que um escritor realmente bom? Sem sombra de dúvida.

















