Autor: Akira Toriyama
Tradutora: Olga Martinho
Opinião: Podem começar por reler a minha opinião à primeira parte desta manga. E assumir desde já que concordo com todas as previsões que fiz aí, e que não eram bem previsões. O melhor ainda estava para vir.
A saga dos Sayajins, de Freezer, de Cell, de Bu... Epah, eu nem sei. Parece que voltei a ser puto. Há qualquer coisa nestes desenhos, e nestas personagens e nestas histórias que chama por mim. Não consigo evitar.
Esta segunda parte, muito maior, é também muito melhor, pelo menos até à recta final, altura em derrapa um pouco. É que tirando a saga de Bu, tudo é original e novo e inovador e fantástico. Cada um desses arcos narrativos dá-se ao trabalho de introduzir qualquer coisa nova ao universo de Dragonball, construindo um mundo cada vez mais complexo - e ligeiramente incoerente, de vez em quando - pedacinho a pedacinho.
Primeiro são os Sayajins, a noção de que há aliens e que o Son Goku é um, assim como Coraçãozinho; depois é a viagem até Namek, e a descoberta de várias raças de aliens, mais bolas de cristal e um vilão super poderoso que acaba por causar a transformação de Goku em Super Sayajin, outra noção nova.
E depois um Trunks vindo do futuro, os ciborgues do Dr. Gero, poderosas réstias do império da Legião Vermelha (onde é que isso já vai!), Cell, os limites dos Super Sayajins a serem ultrapassados, Bu e tudo o que ele traz de novo, ainda que sejam só amálgamas de tudo o que já tinha sido feito... Impressionante!
A sério, isto é um daqueles casos de sucesso com a base mais estranha de sempre: um ar para putos, piadas para adultos, temáticas bem maduras, lutas juvenis, história bem conseguida e universo riquíssimo. Como é que se junta isso tudo e se faz algo bom? Perguntem a Toriyama!
Eu cá não podia estar mais satisfeito desta decisão de reler estes livros, e a melhor conclusão que retiro desta experiência é a seguinte: não foi a última vez!
