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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Dragonball Z (Dragonball #17 - #42)


Autor: Akira Toriyama
Tradutora: Olga Martinho

Opinião: Podem começar por reler a minha opinião à primeira parte desta manga. E assumir desde já que concordo com todas as previsões que fiz aí, e que não eram bem previsões. O melhor ainda estava para vir.

A saga dos Sayajins, de Freezer, de Cell, de Bu... Epah, eu nem sei. Parece que voltei a ser puto. Há qualquer coisa nestes desenhos, e nestas personagens e nestas histórias que chama por mim. Não consigo evitar.

Esta segunda parte, muito maior, é também muito melhor, pelo menos até à recta final, altura em derrapa um pouco. É que tirando a saga de Bu, tudo é original e novo e inovador e fantástico. Cada um desses arcos narrativos dá-se ao trabalho de introduzir qualquer coisa nova ao universo de Dragonball, construindo um mundo cada vez mais complexo - e ligeiramente incoerente, de vez em quando - pedacinho a pedacinho.

Primeiro são os Sayajins, a noção de que há aliens e que o Son Goku é um, assim como Coraçãozinho; depois é a viagem até Namek, e a descoberta de várias raças de aliens, mais bolas de cristal e um vilão super poderoso que acaba por causar a transformação de Goku em Super Sayajin, outra noção nova.

E depois um Trunks vindo do futuro, os ciborgues do Dr. Gero, poderosas réstias do império da Legião Vermelha (onde é que isso já vai!), Cell, os limites dos Super Sayajins a serem ultrapassados, Bu e tudo o que ele traz de novo, ainda que sejam só amálgamas de tudo o que já tinha sido feito... Impressionante!

A sério, isto é um daqueles casos de sucesso com a base mais estranha de sempre: um ar para putos, piadas para adultos, temáticas bem maduras, lutas juvenis, história bem conseguida e universo riquíssimo. Como é que se junta isso tudo e se faz algo bom? Perguntem a Toriyama!

Eu cá não podia estar mais satisfeito desta decisão de reler estes livros, e a melhor conclusão que retiro desta experiência é a seguinte: não foi a última vez!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dragonball (Dragonball #1 - #17)


Autor: Akira Toriyama
Tradutora: Olga Martinho

Opinião: Ah, Dragonball. Há qualquer coisa neste universo que me fascina, a mim e a muitos outros. Já devo ter visto todos os episódios uma média de cinco vezes. Não é difícil de imaginar que tenho os livrinhos todos, comprados há muito tempo (ainda têm o preço em escudos!!), e que também já os li várias vezes.

Infelizmente estive sem o fazer durante uns anos. Não sei se foi por ter passado pelo meu período mais cheio de leituras de sempre, ou se o foi culpa de ter os livros literalmente encaixotados e fora de vista durante muito tempo, mas lá andei longe destas páginas durante este tempo todo.

Decidi regressar há pouco tempo. E estou a delirar. É das coisas mais engraçadas que me lembro de ler, e o peso da nostalgia é imenso. Son Goku é uma personagem fantástico, um menino com uma cauda e uma força imensa, num mundo em que magia, porcos e gatos voadores que mudam de forma e dinossauros são o pão nosso de cada dia.

A busca pelas bolas de cristal, apesar de ser, muito provavelmente, o aspecto mais conhecido deste universo, tem uma importância praticamente secundária, face ao desenvolvimento de cada uma das personagens e, claro, ao humor brejeiro.

É fácil de esquecer o Yamcha, um tipo forte, mas claramente pouco excepcional, que não consegue estar ao pé de mulheres, mas como deixar passar a Bulma, a energia desta equipa? Ou Mutenroshi, o Tartaruga Genial, uma das personagens mais hilariantes que conheço?

Os vilões, esses, pelo menos nesta fase, não são nada de extraordinário. Os primeiros, Pilaf e a Legião Vermelha, estão lá para a comédia e pouco mais, mesmo quando conseguem vencer Son Goku - que se limita, obviamente, a tornar-se mais forte, o tipo parece que só sabe fazer isso - e até parece que vão ganhar.

Só com a introdução da história de Coraçãozinho de Satã é que as coisas se complicam e aparece o primeiro grande vilão. É aqui que começam a morrer personagens importantes e o próprio destino do mundo está nas mãos de Goku. Muito melhor.

Outra característica interessante, e que nunca se vai perder por muito que a história avance, é o Grande Torneio das Artes Marciais. Aliás, daqui a quase 30 livros, tudo acaba, exactamente, num desses torneios. É bom ver a evolução do torneio e dos participantes, em parte causada por Goku e companhia, cada vez mais fortes e completamente inatingíveis por comuns humanos.

Sei que os próximos volumes são dos melhores, com a história de Vegeta, depois Freezer e depois os ciborgues e Cell, portanto mal posso esperar... Mas vou-me obrigar a fazer uma ligeira pausa, para combater o impulso de me fechar em casa até ler o que me falta!