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quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Figurão Espanhol

Título: O Figurão Espanhol
Autor: Balzac
Tradutor: Milton Persson

Opinião: Se Balzac é tido como um dos grandes vultos da literatura e do pensamento mundial, ainda tenho que encontrar algo dele que realmente me prove isso.

Nesta história apenas vi um enredo confuso, emaranhado dentro dum conto que nunca me conseguiu interessar particularmente. E até a escrita me pareceu bastante mediana.

A culpa pode ter sido do tradutor, que tenho a impressão de ter apanhado meia dúzia de coisas que me fizeram espécie e que soaram mais a asneira de tradução do que outra coisa.

Mas não vale muito a pena bater no tradutor, já que tenho a certeza absoluta que mesmo com a melhor tradução da história das traduções, a minha opinião sobre o conto seria a mesma: aborrecido, confuso e sem grande interesse.

Podia ter sido um conto mais cativante, já que envolve guerras de independência francesa, e histórias dentro de histórias sobre amores secretos e partos às escondidas, mas o autor não conseguiu agarrar em nada para se focar, e é o conto que perde com isso.

terça-feira, 25 de junho de 2013

O Último Adeus


Título: O Último Adeus
Autor: Honoré de Balzac
Tradutor: João Gaspar Simões

Sinopse: Por entre o fragor da guerra e a retirada das tropas napoleónicas, Philippe de Sucy consegue salvar a condessa Vandières pondo em risco a sua própria vida. Separados pelo desenrolar dos acontecimentos, o Sr. De Sucy não pára de se interrogar sobre o destino da bela condessa. Onde se encontra Stéphanie? Estará viva ou morta? E quem é a misteriosa Geneviève, que se passeia pelos bosques e que tanto se assemelha à condessa Vandières?

Opinião: Comprado a 25 cêntimos, este conto é a minha primeira incursão na obra de Balzac, e devo dizer que fiquei agradado.

O estilo realista do autor é bastante descritivo e típico dos escritores mais clássicos. No entanto fiquei espantado com o poder descritivo de Balzac. Especialmente no que toca àquilo que mais aparece ao longo do conto: a miséria.

A forma como Balzac descreve a miséria, o desespero, o pânico, o medo, a solidão... É muito bom. Fiquei seriamente impressionado.

Já a história não me fascinou por aí além, provavelmente por ser basicamente uma história de amor relativamente banal, para as quais não costumo ter grande paciência.

Acho sempre interessante é ver como as personagens destes autores clássicos eram acometidas por emoções tão intensas que desmaiavam dia sim dia não. Eu compreendo a noção, mas aquilo não acontece na vida real... Pelo menos não agora!

Mas pronto, é uma boa leitura, que passa depressa e que se lê bem, graças a uma boa escrita e descrições fascinantes.