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quarta-feira, 1 de maio de 2013

A Magia dos Ventos (A Saga de Alex 9 #3)

Título: A Magia dos Ventos
Autor: Bruno Martins Soares

Opinião: Como conclusão da trilogia não está nada mal. Tem até uma qualidade superior aos outros dois livros. A escrita está melhor, a gestão das linhas narrativas, as descrições de acção, a rarefacção de "AHAHAHAHAH" e afins... Mas falha em pontos essenciais que me impedem de o achar um bom livro e, consequentemente, de achar que esta é uma boa trilogia.

Nomeadamente na gestão das linhas narrativas, que é aquilo que para mim esteve pior. Eu disse que estava melhor, não disse que estava propriamente boa. Podem imaginar que ao longo da trilogia há duas grandes linhas narrativas: uma num passado futurista, com Pierre e Kaoru Bach como personagens principais; e uma num futuro medieval, com Alex 9 como protagonista.

Como devem estar à espera, a linha que acompanhamos mais tempo é a segunda *aponta para o título da saga*, que segue Alex 9, e como já mencionei na crítica anterior, eu gostava muito mais de ter seguido a primeira durante mais tempo. Há ainda aquele que para mim foi o principal problema... A certa altura, e quando a história dos mestres de Alex 9 se podia tornar ainda mais interessante, o autor simplesmente deixa de os acompanhar. E tudo aquilo que faltava saber, incluindo as informações sobre o passado de Alex 9 e da sua missão ultra-secreta, é-lhe revelado, e a nós leitores, através de uma carta escondida.

Típico. Banal. Aborrecido. Na minha opinião, Bruno Martins Soares até tinha uma boa história para contar, uma história que se torna mais interessante, ainda que lentamente, com o passar das páginas. E podia tê-lo feito de forma bastante interessante, se tivesse seguido as linhas de narrativas de Alex 9 e dos seus mestres como verdadeiras paralelas que deviam ser, iguais em importância e convergentes para um mesmo final, ainda que nunca se encontrassem. Mas optou por dar mais destaque a Alex 9 e a perder muito tempo com os seus pseudo-dilemas de mega-ninja-vinda-de-um-passado-distante-e-transformada-em-mulher-devota-num-futuro-retrógrado. Acho que bastava não lhe ter dado tanto destaque e ter aproveitado para construir uma história mais longa em redor de Pierre e Kaoru, e a história tinha sido muito mais interessante.

Em termos técnicos, acho que a escrita foi melhorando progressivamente, mas nunca perdeu alguns dos seus tiques, que mesmo assim foram sendo cada vez mais controlados. As descrições de batalhas e cenas de acção repletas de e's, a mania irritante de chamar uma certa personagem por todos os seus títulos de cada vez que ela aparecia (4 linhas de títulos! repetidos até à exaustão!), e os gritos e risos a aparecerem escritos, entre outros de menor importância.

Portanto, no geral, achei a trilogia mediana. A qualidade dos livros vai melhorando, juntamente com a da escrita, mas nunca nenhuma se destaca particularmente, e a insistência em Alex 9 acaba por prejudicar a saga. Mas ficarei atento a futuros livros do autor, que com estes na bagagem acredito ser capaz de escrever algo melhor.

terça-feira, 30 de abril de 2013

A Coroa dos Deuses (A Saga de Alex 9 #2)

Título: A Coroa dos Deuses
Autor: Bruno Martins Soares

Opinião: Depois de um primeiro volume com algum potencial bem escondido, este segundo livro conseguiu ser melhor, sem se tornar espectacular, ou sequer 'bom'.

A escrita de Bruno Martins Soares é muito melhor, e há menos gritos a aparecerem escritos, mas... ainda existem. E as descrições de acção, em que os soldados fazem isto e aquilo e depois isto outra vez e mais aquilo e aparecem mais soldados e é então que acontece algo e e e e e e e... Percebo a ideia de querer dar um ritmo mais acelerado à leitura, mas a única coisa que me fez foi atrapalhar-me a leitura.

Mas tirando isto, e algumas situações bastante estranhas, posso dizer com segurança que até gostei do livro. A história começa a formar-se como deve ser, deixando de parte o semi-caos aleatório do primeiro volume, e ainda que a personagem principal, Alex 9, continue a ser uma super guerreira ligeiramente overpowered, isso acaba por estar bem relativamente bem explorado.

E tenho que confessar que algumas partes me foram surpreendendo. Os livros têm um ar bastante juvenil, e o primeiro volume pouco ou nada faz para contrariar esse aspecto, mas neste volume já começam a aparecer situações mais agressivas e violentas, incluindo pelo menos uma que me deixou chocado, não pela situação em si, que já li pior, mas por ter acontecido naquele momento, neste livro. Não estava, de todo, à espera!

O autor conseguiu, pelo menos, manter-me interessado e impedir-me de atirar o livro pela janela, por causa dos "AHHHHH", e "HAHAHAHAHAHAHAH" que foram aparecendo, ao construir uma narrativa mais sólida e ao começar a juntar as peças do puzzle.

Só tenho pena de uma coisa: que a protagonista seja a Alex 9. A história é claramente sobre ela, e ela é em praticamente todos os momentos o centro de tudo o que acontece, de uma forma ou de outra, directa ou indirectamente; mas eu fiquei muito mais interessado em seguir a linha narrativa dos seus mestres, Pierre e Kaoru Bach. Pareceram-me personagens mais interessantes e com mais potencial que a própria Alex 9, mas isso pode ter sido por eu ter problemas com personagens demasiado poderosas a quem as coisas correm invariavelmente mal *cough* Super-Homem *cough*.

Sem muito mais a dizer, quando falar do terceiro e último volume já vou estar capaz de dar uma apreciação global da trilogia. Fica a nota de que ao ler este volume achei que isto estava a melhorar, mas nunca fiquei a pensar que se iria tornar propriamente bom. É um livro razoável duma trilogia que se me afigura como mediana.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Guardiã da Espada (A Saga de Alex 9 #1)

Título: A Guardiã da Espada
Autor: Bruno Martins Soares

Opinião: Já há algum tempo que tinha curiosidade para pegar nesta trilogia transformada em livro único, mas depois de conhecer pessoalmente o Bruno Martins Soares, prometi a mim próprio que o iria fazer nas proximidades.

Acabei há alguns dias o primeiro livro, e a ideia geral que tenho é a de uma grande salganhada semi aleatória, com demasiadas linhas narrativas para um livro tão pequeno.

Mas antes de passar a isso e falar a sério do livro, quero referir aqui que tive um sério problema com esta leitura, um problema que ainda estou a ter, no volume seguinte: os risos aparecem nos diálogos e os gritos aparecem escritos.

Eu lamento muito, gosto de liberdade criativa, e acho que abusar um pouco da língua portuguesa pode trazer vantagens, mas eu isto não perdoo. A escrita do autor é razoável duma forma geral, mas estes risos e gritos que me aparecem como "Ha! Ha! Ha!", e "AHHHH", ou "Iiiiiiiiiih", são pecados imperdoáveis. Se eu estivesse na dúvida entre considerar este livro mediano-alto ou bom, rapidamente o classificaria como mediano-baixo.

Infelizmente nunca tive essa dúvida. Só posso classificar este primeiro volume como mediano-baixo, de uma ponta à outra. A história até mostra ter algum potencial, e notei que quando o acabei fiquei com curiosidade para perceber o que raio ia acontecer e o que raio se andava a passar ao certo. Mas, verdade seja dita, grande parte dessa curiosidade é gerada pela confusão total que grassa nestas páginas.

Misturar uma rapariga badass, com treino em artes marciais e que é basicamente uma ninja letal e com acesso a armas de fogo e gadgets, com um mundo medieval, ao mesmo tempo que se conta a história de um passado mais futurista que o presente da rapariga, e mais meia dúzia de linhas narrativas paralelas, é complicado fazer algo inteiramente bom.

É por isso que não posso gostar tanto quanto isso deste livro. É verdade que me conseguiu deixar interessado no próximo volume, mas deixou-me também receoso quanto ao que lá vou encontrar. Espero apenas que o que me dizem seja verdade, e isto melhore bastante, porque caso contrário sou capaz de me chatear a sério com os "ah ah ah!" e deixar o livro fechadinho.