Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Ruiz Zafón. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carlos Ruiz Zafón. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Rose of Fire


Título: Rose of Fire
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutora: Lucia Graves

Opinião: Sem nunca ter lido nada deste autor, posso dizer que fiquei curioso. O título deste conto já é interessante, ligeiramente banal, mas interessante. E depois logo no princípio fala-se em dragões e... Pronto, apanharam-me.

Conhecido pela sua espécie de trilogia que inclui A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu, Carlos Ruiz Zafón é um escritor que conheço apenas vagamente, ainda que me mantenha sempre atento, pois sei que uma boa parte destes seus livros giram em volta de uma biblioteca colossal, ou algo parecido.

Este conto é uma espécie de prequela a essas obras. Entre rosas, dragões e livros, o autor conta resumidamente a história da concepção e da construção do labirinto/biblioteca que pelos vistos é o centro dos seus outros livros. E fiquei interessado. Não fiquei muuuito excitado, porque achei a escrita algo seca e não muito envolvente, mas possivelmente a culpa é de ser uma tradução de uma língua latina, algo que raramente me soa bem.

Mas enfim, tem um dragão e fala-se muitas vezes de livros e algumas vezes de labirintos, eu não podia pedir muito mais, não é verdade? Imagino que para quem já leu os outros livros seja muito mais interessante do que para mim, mas gostei e fiquei com curiosidade para ler esses ditos livros, em parte também por causa do excerto do terceiro livro, O Prisioneiro do Céu, que vem no fim do conto (e que é maior que o conto em si...).

E quer dizer... Pode ser que tenham dragões.

sábado, 23 de abril de 2011

Que as citações nos caiam em cima [1]

Esta citação inaugural foi-nos enviada pela Catarina Café, também conhecida por Cat SaDiablo, autora do blog A Bibliófila. É uma bonita citação, retirada de um livro que conta com excelentes críticas por toda a blogosfera: A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón.

"Seguimos o guardião através daquele corredor palaciano e chegámos a uma grande sala circular onde uma autêntica basílica das trevas jazia sob uma cúpula retalhada por feixes de luz que pendiam lá do alto. Um labirinto de corredores e estantes repletas de livros subia da base até à cúspide, desenhando uma colmeia tecida de túneis, escadarias, plataformas e pontes, que deixavam adivinhar uma gigantesca biblioteca de geometria impossível.Olhei para o meu pai, boquiaberto. Ele sorriu, piscando-me o olho.


- Bem-vindo ao Cemitério dos Livros Esquecidos, Daniel. 

(...) - Este lugar é um mistério, Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar as suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte."


A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón. Tradução de J. Teixeira de Aguilar pp. 13-14. D. Quixote (2004)


Já sabem, para nos enviarem mais citações só têm que enviar um e-mail para queaestantenoscaiaemcima@gmail.com. Boas leituras!