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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fire Above, Fire Below

Título: Fire Above, Fire Below
Autor: Garth Nix


Opinião: Baseado numa ideia interessante, este conto de Garth Nix agradou-me.

Logo para começar, envolve dragões, o que é sempre um ponto positivo, na minha não-tão-humilde-quanto-isso opinião.

Imaginem que os dragões são criaturas que vivem debaixo da terra, e que quando estão perto de morrer sobrem à superfície, para se escapulirem.

Agora imagem que um dos sítios preferidos para os dragões saírem das profundezas da Terra, fica numa cidadezinha pacata, e que andaram a construir coisas por cima desse local.

Como devem imaginar, acontece bodega. A fantástica ilustração de David Hunt que tenho ali em cima, para além de absolutamente fantástica, é bastante sugestiva. Acho que conseguem perceber...

Felizmente a cidade tem um pacto com os Dragonborn um estranho grupo de pessoas que são meio-dragão. Ou talvez um pouco mais de meio... Ylane é a mulher misteriosa (e badass, diga-se de passagem) que responde ao chamamento do Mayor e do Chefe dos Bombeiros, e que promete resolver a situação.

A forma como o faz é bastante curiosa, e só fiquei desapontado com o fim. Embora faça o seu sentido, e esteja bem escrito, foi demasiado repentino e pouco explicativo. Isto podia até nem ser mau, mas neste caso achei que a explicação final caiu ali um pouco de pára-quedas, sem necessidade nenhuma.

No entanto isso não me estragou a leitura, e posso afirmar que gostei deste conto. Tendo já lido uma trilogia de fantasia do autor, Fire Above, Fire Below (grande título, já agora) conseguiu despertar a minha curiosidade adormecida sobre as restantes obras de Garth Nix.

sábado, 27 de junho de 2009

Abhorsen e os Hemisférios de Prata


A conclusão da trilogia de Garth Nix, é uma continuação mais imediata que a anterior. O 2º livro passa-se 14 e 18 anos depois do 1º, ao passo que neste não há nenhum salto no tempo, pega na história exactamente onde a deixou. Isso torna-o muito mais... interessante, vá. No 1º livro, aquilo ficou praticamente acabado, não havia muita coisa a acrescentar de interesse, e o 2º foi quase só introdução a coisas novas. Só que ficaram a meio, e o 3º livro veio dar uma conclusão e um fim às pontas soltas do 2º livro.

Um bocado confuso, eu sei, mas pronto! O que eu quero dizer com isto, é que este foi o meu preferido dos 3 livros. Sameth torna-se muito mais interessante, e há uma clara evolução na personagem de Lirael. A situação de Mogget (o gato branco, um espírito da Magia Livre, aprisionado há mil anos, e obrigado a servir os Abhorsen, de quem eu acho que me esqueci de falar...) é um completo mistério durante a maior parte do livro, até ao final, onde toma um caminho completamente imprevisível!

Uma grande surpresa está também destinada à Cadela Desavergonhada, que se revela ser muito mais do que se pensava, embora já houvessem alguns (muitos) indícios disso mesmo. A história de Nick, o amigo de Sameth, e de Hedge, o necromante malvado, (duas personagens que eu acho que também não referi, ou referi muito pouco nos outros posts), adensa-se, e tem mais "tempo de antena" neste livro, pois acaba por se tornar o principal.

Para acabar, um final quase apocalíptico, que tenho que dizer que gostei, especialmente de alguns pequenos pormenores que achei simplesmente espectacular! Quando à escrita, continua a mesma, rápida, descritiva q.b., e agradável. Já a tradução... Há uma parte em que se fala de 'uma sensação de já visto'. Isto é claramente má tradução. 'Já visto' é a tradução literal de dèja vu, que NUNCA se traduz. Mas pronto, nem tudo podia ser perfeito...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Lirael - A Rapariga do Glaciar


O segundo livro nesta trilogia de Garth Nix, continua a história do livro anterior, 14 e 18 anos depois. Sabriel e Touchstone, já casados e com dois filhos, Sameth e Ellimere, governam o Reino Antigo. Mas na minha opinião, a melhor parte do livro é a história paralela que nos é apresentada. A história de Lirael, uma Filha das Clayr, que, por ser diferente de todas as Clayr, está constantemente a tentar integrar-se.

Lirael é posta a trabalhar na biblioteca e com a ajuda de um livro, cria uma amiga, a Cadela Desavergonhada, que é mais do que parece à primeira vista. Algum tempo depois, Lirael encontra as 7 flautas de Pã, o Espelho Negro e o Livro da Lembrança e do Esquecimento, e torna-se uma Lembradora, alguém que consegue ver o passado.

Já quase no final do livro, Lirael e Sameth encontram-se, e juntos vão até à Casa de Abhorsen, onde Lirael descobre que é meia-irmã de Sabriel, a mão de Sameth, e consequentemente, sua tia. Chocados com esta notícia, chegam à conclusão que Lirael deve ser a Futura Abhorsen, e não Sameth, que fica aliviado com esta descoberta.

Uma boa continuação, e devo dizer que vi logo duas coisas quando ia a meio do livro. Não gosto do Sameth, mesmo nada, e Lirael é quase de certeza a minha personagem preferida de toda a trilogia, até agora. Sameth não passa de um rapazinho cobarde, que teve a sorte de ser filho de quem é, e por causa desse legado ser um Mago da Carta poderoso. Já Lirael... Sem saber quem era o seu pai, e completamente isolada do resto da sua comunidade, acaba por fazer grandes coisas sozinha. Derrotou um grande mal na Biblioteca, criou a Cadela, e descobriu os artefactos que fizeram dela uma Lembradora. Mais tarde, tornou-se a Futura Abhorsen.

Tal como o livro anterior, uma escrita rápida, mais concentrada na história que outra coisa, mas com um enredo mais complexo, ao invés do enredo mais linear do livro anterior. Mas continua excelente. As partes do Sameth eram um bocado irritantes, mas pronto eu não gosto dele, sou suspeito!

sábado, 20 de junho de 2009

A Missão de Sabriel



O primeiro livro desta trilogia escrita por Garth Nix, é uma introduão perfeita a este mundo. A Muralha separa o Reino Antigo de Ancelstierre, estando o primeiro repleto de Mortos que caminham sobre a terra, e o segundo relativamente seguro. Sabriel é uma necromante, filha de outro necromante, conhecido como Abhorsen, e, com 16 anos, encontra-se a salvo dos mortos do Reino Antigo, no Colégio de Wyverley. O seu pai visita-a de vez em quando, ensinando-lhe a necromancia, enquanto pelo colégio, ela aprende a Magia da Carta.

Mas uma noite, o pai não a visita, e em vez disso, envia-lhe a sua espada e os seus sinos de necromante. Sabriel acha estranho, e acha que o pai só pode estar morto, ou em vias de morrer, por isso vai à sua procura. Uma vez no Reino Antigo, vai até a Casa de Abhorsen, onde conhece Mogget, um misterioso gato branco, que é, afinal, um espírito de Magia Livre, tão antigo quanto a Muralha, aprisionado e condenado a servir os Abhorsen. Juntos partem em busca do pai de Sabriel, a voar numa Asa de Papel, uma construção dos Abhorsen.

No caminho são atacados, e a Asa de Papel despenha-se e é destruída, caindo dentro de um buraco fundo, onde Mogget, liberto da sua coleira, tenta matar Sabriel, como vingança por estar preso, mas Sabriel consegue voltar a aprisioná-lo, e encontram uma galeria que os leva até outro recinto, onde se encontravam vários barcos, tendo um deles, um jovem aprisionado. Sabriel entra na Morte, e traz o seu espírito até à Vida, libertando-o da sua prisão de 200 anos. Ele agradece-lhe, mas não se lembra do seu nome, por isso Mogget chama-lhe Touchstone, como referência a algum acontecimento passado, que só os dois se lembravam e sobre o qual não podiam falar, subjugados por algum feitiço.

Agora com Touchstone para os guiar, os três partem juntos, novamente em busca do pai de Sabriel, e no caminho ajudam uma cidade a libertar-se dos Mortos que os estavam lentamente a matar. Chegam, por fim, a Belisaere, onde encontram um reservatório subterrâneo, onde está o corpo do pai de Sabriel, preso na Morte, para se salvar a ele próprio de Kerrigor, um Adepto da Morte. Sabriel mergulha na Morte, e traz o pai de volta à Vida, mas apenas por alguns momentos, o suficiente para ele lhes dizer para fugirem, e para tocar o Astarael, o sino que leva para a Morte todos os que o oiçam. Mogget fica lá, e Touchstone e Sabriel fogem até Ancelstierre, levados por outra Asa de Papel, que lhes foi dada por duas Clayr, habitantes dos glaciares.

Chegados a Ancelstierre, vão em busca do corpo de Kerrigor, e quando não conseguem abrir o sarcófago, levam-no até ao colégio de Sabriel, para que as alunas das aulas de Magia, e a professora de Magia os ajudassem com essa tarefa. Kerrigor vai também até ao colégio, e no meio da batalha, o sarcófago é aberto, e Kerrigor é mandado de volta para o seu corpo. Mas isto apenas o enfraqueceu, tal como enfraqueceu Sabriel, e ele conseguiu agarrar em Sabriel, e preparava-se para a matar, quando Sabriel o aprisiona da mesma maneira que tinha aprisionado Mogget. Num último esforço, Kerrigor atira a espada de Sabriel contra ela, e prepara-se para matar Touchstone, quando o aprisionamento faz efeito, e o transforma num gato, preto.

Sabriel, mergulhada na Morte, desce o rio até ao último Portão, até que todas as gerações de Abhorsen antes dela a convencem a voltar para trás, e a viver.

Uma bela história, de acção rápida e condensada. O livro é pequeno, mas tem uma quantidade de coisas que até parece impossível. A maneira como aborda a necromancia, especialmente pela parte dos Abhorsen, é interessante, e a escrita é rápida, sem se demorar muito em descrições, concentrado-se na história, dando um ritmo rápido à história. Parece que tudo acontece muito depressa! Um bom livro, mais do que aconselhado!