Texto: José Luís Peixoto
Ilustrações: Daniel Silvestre da Silva
Sinopse
Opinião: Mais um livro que me foi emprestado por um colega do museu, e desta vez um no qual eu nunca iria pegar de livre e espontânea vontade. Sim, tenho um problema com o Peixoto. E não foi este livro que o resolveu.
Sendo um livro para crianças, seria de imaginar que dou um desconto e tal, mas não. Os livros infantis são tão bons de ler como outros quaisquer, e um bom livro infantil pode bater aos pontos qualquer outro tipo de bom livro.
Não é o caso. A história é engraçada, tem uma boa ideia e alguma escrita inteligente. Cedo a mão à palmatória, de vez em quando há bons momentos. Toda a noção de uma criança que é filha da chuva é muito interessante, e o tratamento que lhe é dado, tanto pelo texto como pelos desenhos, é bom, pelo menos a espaços.
Quer dizer, as ilustrações são sempre boas. Realistas mas algo... Difusas. Não demasiado elaboradas, mas com pormenores suficientes para se dizer que têm de facto pormenores relevantes. Como um sonho. E isso, pelo menos, é fantástico.
O texto é que deixa muito a desejar. E não, não estou a dizer isto só por ser o Peixoto. Desde frequentes falhas gramaticais que me deram enfartes agudos do gramaticárdio, até sintaxes demasiado elaboradas para um livro de crianças, passando por um final sem imagens, com pelo menos quatro páginas inteiras de texto texto texto, a tentar ser poético e a falhar redondamente nisso, e em ser acessível para crianças.
Um livro para crianças que não acessível a crianças? É verdade. Foi isso que Peixoto escreveu. E nem as ilustrações de Daniel Silvestre da Silva o salvaram.
Ilustrações: Daniel Silvestre da Silva
Sinopse
Opinião: Mais um livro que me foi emprestado por um colega do museu, e desta vez um no qual eu nunca iria pegar de livre e espontânea vontade. Sim, tenho um problema com o Peixoto. E não foi este livro que o resolveu.
Sendo um livro para crianças, seria de imaginar que dou um desconto e tal, mas não. Os livros infantis são tão bons de ler como outros quaisquer, e um bom livro infantil pode bater aos pontos qualquer outro tipo de bom livro.
Não é o caso. A história é engraçada, tem uma boa ideia e alguma escrita inteligente. Cedo a mão à palmatória, de vez em quando há bons momentos. Toda a noção de uma criança que é filha da chuva é muito interessante, e o tratamento que lhe é dado, tanto pelo texto como pelos desenhos, é bom, pelo menos a espaços.
Quer dizer, as ilustrações são sempre boas. Realistas mas algo... Difusas. Não demasiado elaboradas, mas com pormenores suficientes para se dizer que têm de facto pormenores relevantes. Como um sonho. E isso, pelo menos, é fantástico.
O texto é que deixa muito a desejar. E não, não estou a dizer isto só por ser o Peixoto. Desde frequentes falhas gramaticais que me deram enfartes agudos do gramaticárdio, até sintaxes demasiado elaboradas para um livro de crianças, passando por um final sem imagens, com pelo menos quatro páginas inteiras de texto texto texto, a tentar ser poético e a falhar redondamente nisso, e em ser acessível para crianças.
Um livro para crianças que não acessível a crianças? É verdade. Foi isso que Peixoto escreveu. E nem as ilustrações de Daniel Silvestre da Silva o salvaram.