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sexta-feira, 26 de julho de 2013
Já não sou a mesma
Título: Já não sou a mesma
Autora: Nancy Kilpatrick
Tradutora: Brigith Guimarães
Opinião: Narrado na primeira pessoa, este pequeno conto é interessante e ligeiramente arrepiante, mas acho que peca por ser demasiado curto.
Mas até envolve fantasmas índios! E sugestões de que há vampiros envolvidos, bem como crianças demoníacas.
O tom da narradora é frio, seco e distante, quase nunca mostrando nenhum ardor nem qualquer tipo de sentimentos, excepto mais perto do fim, quando se começa a exaltar. Esse tom desapaixonado pareceu-me estar de acordo com a ideia de que a narradora já não era a mesma.
No entanto, lá está, merecia mais páginas, mais desenvolvimento, mais pormenores. Acaba por ficar apressado e aquém daquilo que podia ter sido.
Mas pelo menos é mais um sinal da qualidade desta autora, que só conheci recentemente, quando comecei a ler os seus contos de vampiros. E não deixa de ser um conto bastante interessante.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Leesville, Louisiana
Título: Leesville, Louisina
Autora: Nancy Kilpatrick
Tradutora: Brigith Guimarães
Opinião: Não há forma mais fácil de descrever este conto do que dizer que é verdadeiramente arrepiante.
A história é sobre uma rapariga que se junta a um circo em que, entre várias figuras estranhas, se encontra um "Apanhador de Sonhos", uma personagem repulsiva e aterrorizadora por si só.
Com estranhos sonhos e estranhos acontecimentos, Nancy Kilpatrick consegue criar uma atmosfera negra e arrepiante bastante intensa, com tudo a parecer girar em torno do dito Apanhador de Sonhos, ainda que não de forma tão óbvia quanto isso, ao início.
Essa sensação arrepiante prolonga-se durante o conto e apenas se intensifica, até chegar ao final que está muito bom para o conto que é, e que me deixou com uma sensação estranha.
Só não chamaria a isto um conto de vampiros, é preciso ser-se um bocado liberal na definição de vampiro para que o seja. Mas consigo ver o porquê de o enquadrarem nesta antologia.
Resumindo, é mais um bom conto desta autora, provavelmente o meu favorito.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Mulher de Lavrador
Título: Mulher de Lavrador
Autora: Nancy Kilpatrick
Tradutora: Isabel Sousa
Opinião: Conto interessante e que achei bem escrito, Mulher de Lavrador mostra-me que esta é uma autora a ter em conta.
A história mantém-se muito calma durante a maior parte do tempo, apenas com algumas pistas aqui e ali sobre o que vai eventualmente acontecer, e é no fim que desaba tudo. De forma literalmente explosiva, já agora.
Bem, mais ou menos. Mas a protagonista pareceu-me bem construída e bem aproveitada, com um conflito interior interessante e uma caracterização psicológica surpreendentemente profunda, tendo em conta a brevidade do conto.
Há alguns pormenores mais previsíveis, e mais banais, mas pronto, de uma forma geral acaba por ser uma boa história, e é só isso que eu peço.
Se eram precisas provas de que ainda é possível escrever como deve ser sobre vampiros, basta ler os contos desta autora.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
A Montanha Aguarda
Título: A Montanha Aguarda
Autora: Nancy Kilpatrick
Tradutora: Eduarda Carvalho
Opinião: Um conto deveras interessante, este. A premissa começa por ser algo relativamente desinteressante, uma aldeia que faz sacrifícios anuais a uma vampira, que em troca não chateia ninguém o resto do ano.
Mas depois a história gira em torno de uma rapariga, que resiste a esse sacrifício e como que se revolta, "derrotando" a vampira de forma curiosa: com perguntas.
Esta revolta leva o conto para além da simples história de vampiros, transformando-o numa história de confronto entre a passividade e a resistência, a passividade e a sobrevivência.
Ao revoltar-se, e resistir, a protagonista causa problemas na sua aldeia. Sobrevive, mas a que custo? Ter-se deixado servir de alimento, como as outras crianças, teria salvo a aldeia, mas a que custo?
É um debate duro, em que as opções são uma aldeia inteira arrebanhar as suas crianças e entregá-las a uma vampira, ou resistir e condenar a aldeia a um ano de mortes e tormentos afins.
Não sacrificar ninguém e perder alguns, ou sacrificar alguns e não perder ninguém? Esta é a pergunta que o conto faz, sem propriamente responder. Mostra-nos o que acontece nos dois casos, com a tradição a levar ao sacrifício sem que ninguém pense muito nisso, e a essa mesma tradição a ser quebrada e a levar à desgraça.
A Montanha Aguarda é então um bom conto, que levanta questões interessantes e que conseguiu deixar-me a pensar bem depois de o ter acabado. Ainda por cima a escrita não é má.
Por outras palavras, e apesar de ser de vampiros, aconselho!
quarta-feira, 17 de julho de 2013
A Cave
Título: A Cave
Autora: Nancy Kilpatrick
Tradutora: Virgínia Rocha
Opinião: Confuso, ainda que interessante, a verdade é que cheguei ao fim sem perceber muito bem o que se tinha passado. Ou se se tinha sequer passado alguma coisa.
Um conto sobre uma cave misteriosa, que encerra um caixão misterioso. É isso que isto é. A personagem principal, aparentemente neto da dona da casa (e do caixão?) anda por ali, indeciso quanto a alguma coisa.
E borradinho de medo. Mas eu cá não consegui muito bem perceber o quê. Era medo da avó, que era uma vampira? É possível, mas não garanto nada.
A escrita não é má, mas não me pareceu particularmente brilhante. E foi, acima de tudo, bastante confusa. As descrições da cave não foram as melhores, e as constantes intromissões do estado de espírito do protagonista pareceram deslocadas.
Portanto a autora fica com um conto interessante e um conto não muito agradável, até agora. Logo vejo os próximos.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
A Clarabóia
Título: A Clarabóia
Autora: Nancy Kilpatrick
Tradutora: Virgínia Rocha
Opinião: Com uma escrita agradável e um começo tão banal quanto possível, este conto surpreende.
Muitos, eu incluído, argumentam que já é difícil escrever boas histórias de vampiros que sejam de facto interessantes, mas Nancy Kilpatrick conseguiu-me surpreender.
E por uma razão muito simples: este conto sobre uma mulher a tomar banho, aborrecida com o barulho que os vizinhos fazem, tinha tudo para ser bastante previsível, e conseguiu não o ser.
Curto, dá pistas, mas passam ligeiramente ao lado, especialmente face àquilo que domina a história, a clarabóia. Misteriosa e imponente, não se percebe muito bem o porquê da relevância de algo tão banal, e a autora consegue torná-la no ponto central das suas descrições de forma bastante interessante.
Já no fim, mesmo no fim, dá uma volta ao que está a passar, e juro que fiquei surpreendido. Estive o conto todo a pensar em algo parecido com a revelação final, mas os últimos acontecimentos apagaram-me essas desconfianças... Só para as últimas linhas me provarem que estava certo!
Não sendo propriamente original, porque enfim, A Clarabóia acaba por ser um interessante conto de vampiros, o que, devo dizer, é sinceramente refrescante.
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