Autor: Peter Watts
Tradutor: Luís Santos
Opinião: A primeira impressão que tenho deste conto é que é altamente confuso. Interessante, mas confuso. Só depois de pensar um pouco e de me distanciar da leitura é que consigo perceber mais ou menos o que estive a ler.
A causa desta confusão é o narrador. Primeira pessoa, muito íntimo, mais uma transcrição de pensamentos do que uma narração propriamente dita, o estilo acaba por ser bastante peculiar.
E confesso que acabei por não perceber a história na totalidade. O narrador é... algo, que assume o controlo apenas vagamente consciente de uma série de pessoas (e um cão) e vive através delas.
Entre momentos estranhos e confusos, o narrador assume-se como uma personagem, e depois outra, e outra, e várias ao mesmo tempo, e tem consciência de ser uma e outra, mas elas parecem ter uma certa medida de livre arbítrio.
A história passa-se numa base na Antárctida, no meio de um nada gelado, e o ambiente é o perfeito para histórias de terror e suspense: misterioso, negro, lento e creepy.
Mas o que é que aconteceu exactamente? Gostava de saber, a sério que gostava. As personagens parecem desconfiar que algo estranho se passa, e o narrador parece ser algum tipo de extraterrestre em missão de sobrevivência.
Não tenho a certeza se se perdeu muita coisa na tradução, mas acho que é o mais provável. O facto de não ter lido o conto duma assentada deve ter ajudado à minha confusão, mas o próprio estilo do conto, ainda que seja interessante, foi a principal causa.
Talvez devesse tentar ler a versão original, mas por agora não fiquei muito fã.