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sábado, 6 de abril de 2013

An Authentic Narrative of a Haunted House


Título: An Authentic Narrative of a Haunted House
Autor: Sheridan le Fanu

Opinião: Desde que li o Carmilla, de Sheridan le Fanu, que fiquei com boa ideia do autor. Infelizmente as suas obras não abundam por aí, e não chegou nada assim tão espectacular que me fizesse andar activamente à procura. Foi preciso andar a pesquisar por e-books para descobrir uma série de obras do autor, entre as quais figurava este pequeno conto.

Um conto cujo título não podia ser mais explicativo. É uma história sobre uma casa assombrada, que passa por um relato verídico, à boa moda das histórias do estilo e da época em que foi escrito, algures pelo século XIX.

Já depois de o ler, vim a descobrir que o autor foi um dos mais importantes escritores escritores de histórias de fantasmas do século XIX, e embora este conto em particular não me tenha enchido as medidas, posso compreender porquê.

A escrita é detalhada e cuidada, como não podia deixar de ser, e o enredo está envolto em mistério, com figuras misteriosas a aparecerem e a desaparecerem, em horas e lugares impróprios, sem razão nem explicação aparente.

Pessoalmente achei que tudo se desenrola de forma algo lenta, apesar da brevidade do conto, mas acabei por apreciar bastante o final, em que tudo se interligou e fez sentido, numa história algo rebuscada e obtida demasiado facilmente, é verdade, mas pronto, isso é um detalhe. Só acabei por não gostar mais exactamente pelo ritmo lento e demasiado pausado, que nem o mistério e o suspense conseguiram intensificar, fazendo com que a narrativa perdesse alguma da força que podia ter tido.

Apesar disto, An Authentic Narrative of a Haunted House é um conto interessante, com uma escrita muito boa e um enredo com pontos positivos e pontos negativos mas que, de uma forma geral, dá predominância aos positivos.

sábado, 11 de setembro de 2010

Carmilla

Ora cá está uma boa história de vampiros! E das antigas, que este livro data do início do século XIX.

Carmilla é uma estranha rapariga, frágil e adoentada, que recebe abrigo de um caridoso homem e da sua filha (a narradora da história), depois do coche onde viajava ter um acidente, e de a sua mãe ter pedido ao pai da narradora, que ir por acaso a passar, para tomar conta dela.

O homem aceita, relutante a início, mas fica agradado ao ver como a sua filha fica feliz por ter companhia.

A palavra "vampiro", em si, só é dita mais para o final do livro, mas são dadas várias pistas ao longo do livro, como o facto de Carmilla ser estranhamente pálida, e irresistivelmente sedutora; de descer do quarto sempre muito tarde, e de ser vista a passear pela floresta, a altas horas da noite.

Bem, há mais coisas, mas não consigo explicar, só lendo. Eu adorei o livro, a escrita minuciosa, tão típica da altura, e a história, com um tom predominantemente gótico e arrepiante, que conta uma história de vampiros que não brilham ao sol, e sem haver sangue por todo o lado.

Sem dúvida um dos melhores desta colecção (que conta com vários bons livros), e que só tem um ponto negativo, na minha opinião. Adivinhem lá qual é.

Pois. A edição.