
Se há coisa que me apercebo depois de ter lido este livro, é de quão pouco eu sei, pois lembro-me de vários adjectivos para classificar este livro (bem como a trilogia que finaliza), mas no entanto, não me parecem nem perto de serem suficientes.
Vejamos: Não existem mais do que 2 ou 3 páginas "desperdiçadas", no sentido de conterem puramente palha, ou de informações pouco relevantes e dispensáveis. Tudo é importante, para a caracterização das personagens, para que entremos um bocado nas suas mentes, para que as percebamos melhor, e para termos uma melhor noção da história, bem como do mundo onde ela se passa.
Na minha opinião, é neste livro que conseguimos apreciar totalmente toda a saga. Tal como as Teias de visões e de feitiços descritas nos livros, em "Rainha das Trevas", assistimos a um relativamente lento, ainda que extremamente intenso, emaranhar de todos os pequenos fios que se criaram ao logo dos outros dois livros, até culminar num dos mais bem preparados clímax que já li.
Embora o final em si não seja propriamente surpreendente, o caminho até lá é verdadeiramente invulgar. Começando pelo papel dos parentes no meio de toda a história, e acabando na peça chave que Daemon se revela, embora de forma muito, muito, mas muito disfarçada.
Anne Bishop consegue, mais uma vez, e neste livro mais do que nunca, transportar-nos para um mundo muito especial (e especialmente cruel), não precisando para isso de descrições muito exaustivas, nem de grandes paragens na acção. É aliás, muitas vezes, através da acção que o ambiente é caracterizado, pois conseguimos literalmente sentir a tensão que envolvem algumas cenas mais fortes.
Dizer que este foi o meu livro favorito desta saga, é dizer pouco, mas a verdade é que o foi. Uma trilogia que vale muito a pena, e que não deixa, nunca, de ser interessante.





