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domingo, 15 de julho de 2012

So Long, and thanks for All the Fish

Título: So Long, and Thanks for All the Fish
Autor: Douglas Adams

Sinopse: Back on Earth with nothing more to show for his long, strange trip through time and space than a ratty towel and a plastic shopping bag, Arthur Dent is ready to believe that the past eight years were all just a figment of his stressed-out imagination. But a gift-wrapped fishbowl with a cryptic inscription, the mysterious disappearance of Earth's dolphins, and the discovery of his battered copy of The Hitchhiker's Guide to the Galaxy all conspire to give Arthur the sneaking suspicion that something otherworldly is indeed going on. . . .
God only knows what it all means. And fortunately, He left behind a Final Message of explanation. But since it's light-years away from Earth, on a star surrounded by souvenir booths, finding out what it is will mean hitching a ride to the far reaches of space aboard a UFO with a giant robot. But what else is new?

Opinião: E assim chego ao fim de uma saga, da Trilogy of Four do Hitchhiker's Guide to the Galaxy. Mas não com a melhor das conclusões, diga-se. Este quarto livro é mais sério, mais focado numa história que se vai desenvolvendo lentamente e que tenta atar todas as pontas deixadas soltas nos livros anteriores, mostrando até uma clara preocupação com esse assunto.

Mais sério e, portanto, menos virado para a comédia, o que significa que nem parece um livro da mesma saga que nos primeiros 3 livros apresenta verdadeiras pérolas de comédia geek. Este, vá, é engraçado, mas nada de extraordinário. Ainda por cima a melhor personagem dos 4 livros mantém-se ausente durante a maior parte dos acontecimentos: Marvin. O paranoid android, agora 37 vezes mais velho que o próprio Universo, graças às tarefas que lhe são designadas e aos frequentes saltos temporais, sempre extremamente deprimido e desiludido com tudo o que o rodeia e consigo mesmo, é sem dúvida a melhor parte de tudo isto.

Ainda por cima o fim deixa muito a desejar. Uma grande demanda, tanta coisa que passaram, durante tempo tempo, tanta peripécia mais ou menos perigosa e depois... Enfim, fraquinho, mesmo.

Aquilo que ainda posso dizer é que fiquei desapontado com este último livro. Acho que a trilogia tinha ficado muito bem como trilogia normal. Este livro, e possivelmente os outros dois que o continuam, parecem-me ser desnecessários

De qualquer forma é uma óptima saga. Não correspondeu às minhas expectativas, esperava muito, muito melhor, especialmente para o primeiro livro, mas reconheço que é um marco na ficção científica e uma das suas obras mais importantes, ao fugir ao estereótipo de seriedade e se atrever a ser pura ficção científica e uma comédia ao mesmo tempo.

Vale também a pena reparar em todos os pormenores e em todas as situações saídas da imaginação de Douglas Adams que vieram a ter um grande impacto cultural, especialmente no universo geek. Qualquer pessoa remotamente ligada a esse universo, ao ler os livros pela primeira vez, vai de certeza descobrir coisas que lhe são familiares. Isso é também sinal da importância desta obra que merece, apesar de tudo, ser lida.

sábado, 14 de julho de 2012

Life, the Universe and Everything

Título: Life, the Universe and Everything
Autor: Douglas Adams

Sinopse: Join Arthur Dent, earthling, "jerk", kneebiter and time-traveler; sexy space cadet Trillian; mad alien Ford Prefect; unflappable Slartibartfast; two-headed, three-armed ex-head Honcho of the Universe Zaphod Beeblebrox... and learn to fly. Is it the end? With Douglas Adams it's always up in the air!

Opinião: A capa aqui é claramente diferente da capa que esteve ali ao lado, a dizer o que é que eu andava a ler. A explicação é simples: a capa que ali estava era a errada. Não era a capa de nenhuma edição deste livro, mas sim de um outro livro de um outro autor, sobre este Universo de Douglas Adams.

Esta confusão só aconteceu porque eu estou a ler esta saga numa edição que tem os quatro juntos, com o nome The Trilogy of Four, e que, portanto, só tem uma capa. Aquilo que eu tenho feito é arranjar as capas dos livros individuais, para as opiniões aqui no blog, e ao procurar pela capa deste encontrei aquela, que me pareceu ser a melhor, mas que não reparei que não era a capa do livro.

Com este pequeno pormenor explicado, passemos à opinião. Este terceiro livro é bem melhor que os outros dois, com um propósito claramente definido e um enredo mais direccionado para uma história com princípio, meio e fim. O segundo já tinha sido bastante melhor que o primeiro, mas este ainda o consegue superar, o que espero que signifique que o próximo ainda será melhor.

Mas bem, depois de no primeiro terem descoberto a resposta para a Questão Suprema sobre a Vida, o Universo e Tudo, a busca agora é pela pergunta. Já se sabe a resposta, não se sabe exactamente qual é a Questão Suprema. A partir desta ideia tão original e tão simples, tudo o resto se desenrola de forma absolutamente hilariante.

Introduzem-se mais meia dúzia de noções espectaculares, como um computador que é basicamente um restaurante italiano, e que faz os seus cálculos usando o movimento dos convivas robóticas, daquilo que é pedido e daquilo que acontece à mesa; ou um mundo há muito prisioneiro de um envelope temporal que não permite aos seus habitantes saírem do planeta, e faz com que o tempo passe mais devagar dentro do envelope.

Enfim, continua-se a acompanhar as aventuras de Arthur, Zaphod, Ford e Trillian, desta vez numa autêntica missão para salvarem o Universo, juntamente com Slartibartfast, o homem que, espantem-se, desenhou e criou os fiordes do Norte da Europa.

Em tudo um livro que vem dar continuação à saga do Hitchhiker's Guide to the Galaxy de forma hilariante, que demonstra uma contínua evolução da história e até da escrita, mais trabalhada e menos aleatória, e que prova que esta saga tende a melhorar, com cada livro, o que faz dela uma autêntica leitura obrigatória não só para qualquer geek que se preze, mas também para qualquer pessoa em geral.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

The Restaurant at the End of the Universe

Título: The Restaurant at the End of the Universe
Autor: Douglas Adams

Opinião: Muito mais interessante que o anterior! Um livro com uma história mais estruturada, "The Restaurant at the End of the Universe" começa exactamente onde o outro acaba, e tem uma colecção de conceitos que a mim me pareceram infinitamente mais interessantes que os do primeiro livro.

O próprio Restaurante no Fim do Universo é uma ideia simplesmente fascinante. Neste mundo criado por Douglas Adams, as viagens no tempo são uma coisa relativamente banal e, como tal, alguém se lembrou de criar um restaurante em que o importante não é a localização espacial, mas a localização temporal. Não onde, mas quando.

Esse quando é exactamente no Fim do Universo. Este restaurante foi construído no futuro, e serve refeições durante as últimas horas do nosso Universo moribundo, permitindo a pessoas de todos os cantos do Universo e de todas as épocas, comerem enquanto assistem ao Fim do Universo, voltando depois às suas épocas e lugares respectivos.

Nesse restaurante, o grupo de viajantes composto por Ford, Trillian, Arthur e Zaphod, encontraram um antigo amigo do primeiro, Hotblack Desiato, que infelizmente não se encontra em, vá, condições de comunicar. Este Desiato é membro de uma banda de rock, conhecida em todo o Universo como a mais barulhenta. Achei a descrição dos concertos bastante interessante, já que o livro diz que o melhor sítio para ouvir o concerto é num bunker subterrâneo, a alguns quilómetros de distância do palco, e que os próprios músicos tocam os instrumentos à distância, numa nave em órbita à volta do planeta em questão.

Outra coisa genial é o Total Perspective Vortex, uma máquina que permite ao utilizador ter um vislumbre do infinito que é o Universo, com um pontinho microscópico dentro de um pontinho microscópico, a assinalar a pessoa em causa. Esta máquina é usada como tortura e forma de execução de prisioneiros, ao pôr a insignificância da pessoa em perspectiva com a imensidão do Universo. Genial ou genial?

No meio disto tudo, Ford e Arthur vão parar a uma nave que se dirige a um planeta, para um colonizar, e que descobrem ser um planeta que conhecem bastante bem, só que num passado longínquo; e Zaphod e Trillian, juntamente com Marvin, que é de longe a personagem mais interessante, se vêem envolvidos na demanda pelo homem que realmente comanda o Universo (e que é a segunda personagem mais interessante).

E pronto, é isto, um livro muito melhor que o primeiro, na minha opinião, e que demonstra o alcance da imaginação de Douglas Adams, algo já visto no primeiro livro, mas que me pareceu mal aproveitado. Este ainda não é perfeito, mas continua a ser pura comédia geek, só que melhor. Se a tendência destes livros for para melhorar, mal posso esperar pelos próximos!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

The Hitchhiker's Guide to the Galaxy

Título: The Hitchhiker's Guide to the Galaxy
Autor: Douglas Adams


Sinopse: When Earth is destroyed to make way for a Hyperspatial express route, Arthur Dent discovers that space is big, as he is taken on a hair-raising tour of the Galaxy and its very strange inhabitants, by his friend Ford Perfect.


Opinião: A minha primeira reacção, depois de ter lido este livro é: meh. Ou seja, é um bom livro, um autêntico Santo Graal da comédia geek, recheado de pormenores icónicos que qualquer fã deste género reconhece.

Quem é que nunca ouviu falar da resposta para a Vida, o Universo e Tudo, algo tão simples como 42? Tenho que dizer que adorei essa parte, e que gostei bastante de vários aspectos do livro, especialmente a comédia meio nonsense, meio crítica. Mas no geral não posso dizer que tenha adorado este livro.

É um bom livro, e isso tudo, mas não esteve à altura das minhas expectativas. Para um livro tão icónico e reverenciado pela cultura geek, não é nada de especial. Quer dizer, tem algumas ideias e noções deliciosas, como a nave Heart of Gold, guiado pelo Improbability Drive, que consegue fazer basicamente tudo, desde que se consiga calcular exactamente a improbabilidade de uma determinada coisa acontecer. Isso serve de explicação para uma série de encontros e situações improváveis que acontecem ao longo do livro. Bem vistas as coisas, foi algo que deu bastante jeito à narrativa, o autor pode simplesmente escrever e inventar o que lhe apeteceu, por mais improvável que fosse.

Tirando isso... Bem, as personagens são engraçadas, mas não têm uma profundidade por aí além. A história em si não tem um enredo que seja nada de particularmente especial. Eu cá acho que isto é culpa deste livro ter começado por ser uma série de episódios radiofónicos, mais tarde adaptados a livro. Essas coisas raramente funcionam excepcionalmente bem.

O segundo livro, que já comecei, também é uma adaptação dos episódios que passaram na rádio, mas tenho esperanças que seja melhor, e mais esperanças ainda tenho para os últimos dois livros. Por agora fica uma impressão mediana deste livro.