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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Falling Skies [T3]



Há limites para a minha paciência. Esta série conseguiu ultrapassá-los todos. Aliás, fez o impossível, e conseguiu ser mais banal, fraca, estúpida e apenas vagamente interessante. Muito, muito vagamente.

As personagens continuam a tomar decisões estranhas, e o enredo avança aos soluços, com certos acontecimentos cujo único propósito e motivo para acontecerem é exactamente esse: fazer avançar o enredo.

Pior que isso é todos esses acontecimentos estão tão mal feitos que dói. As personagens não aprenderam nada nas últimas duas temporadas, e continuam a cometer os mesmos erros estúpidos. Até durante a temporada, resolvem um problema, mas dois episódios depois é preciso resolver o mesmo problema, com outra pessoa, e já ninguém sabe.

Todo o enredo consegue dar várias voltas que não fazem a mais pequena ponta de sentido, com ataques e contra-ataques, alianças e traições que se sucedem sem nenhum fio condutor razoável relativamente às situações que as despoletam.

Os actores, esses tirando dois ou três que se safam, estão péssimos. Continuam a existir muitos momentos de "vou contar a esta personagem o que aconteceu", para que tudo fique explicado. E os diálogos são sofríveis, com muitos, mas muitos actores completamente incapazes de ter mais do que uma ou duas formas de dizer as suas falas.

Já falei do cientista nuclear que vive na cave e que nunca ninguém mencionou e que, já agora, também sabe fazer sequenciação de ADN on the fly, a partir do que tinha à mão de semear?

Enfim. A única coisa que se safou nesta temporada foi mesmo o oitavo episódio, muito bem feito, realmente impressionante e cativante, apesar de ser mais do que óbvio o que raio estava a acontecer. Mas foi um bom momento da narrativa, que deu para esquecer o resto do enredo idiota durante uma hora.

Tirando isso, tudo mau. Péssimo. De tal forma que vou deixar a série a meio, em vez de me martirizar com os 24 episódios em duas temporadas que me faltam. Estou farto de aturar esta invasão alien de meia tigela!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Falling Skies [T2]


Malta... Há esperança. Pouca, ténue e periclitante, mas ela existe. Depois de uma primeira temporada muito, mas muito mediana (e a tender para fraca), Falling Skies conseguiu arranjar uma segunda temporada mais interessante, mais bem feita, com uma narrativa melhor, grandes desenvolvimentos das personagens e uma abordagem melhor, de uma forma geral!

A sério, fiquei impressionado. Não se excitem demasiado, que continua a ser uma série mediana, só que esta temporada conseguiu tender para o "bom". Muitas personagens continuam a tomar decisões questionáveis, e os acontecimentos têm uma sequência algo... peculiar. Quase como se fossem programados de forma óbvia para aparecerem nos momentos em que vão causar mais impacto.

Sim, eu sei que é o que acontece com tudo, só que aqui é tão explícito que dói.


Mas vá, a verdade é que esta temporada foi consideravelmente melhor do que a anterior, com a maior parte das falhas a serem problemas que já vinham de trás. As personagens estão muito mais coerentes, se ignorarmos os últimos episódios e em especial as novas personagens, e a narrativa é muito mais sólida (e interessante, diga-se de passagem).

Só é pena que os diálogos continuem a ser péssimos. Das más decisões que as personagens fazem, enfim, já nem vale a pena e isso até melhorou um pouco. Mas os diálogos são, sinceramente, dolorosos.

Felizmente a trama adensou-se e teve direito a um momento final (relativamente) inesperado, ainda que não seja grande cliffhanger, como era suposto, mas que teve pelo menos a capacidade de me pôr a pensar "sim senhor, quero ver no que isto vai dar".

A grande força desta segunda temporada, no entanto, não está em nada daquilo que falei até agora. Não, esse papel fica para os skitters, aqueles aliens verdes e couraçados de muitas pernas que andavam pela primeira temporada a raptar crianças e a efectuarem o belo do mind control via centopeias gigantes e cintilantes.


A evolução deste grupo de personagens, especialmente as revelações que são feitas, são dignas de uma boa série, e fiquei com muita pena que se tenham perdido no meio de tantos dramas adolescentes vividos por adultos traumatizados. É que o argumento quer forçar o espectador a prestar atenção ao Tom, e à sua luta com os filhos, ou à sua luta com a médica que o tem apanhadinho, ou à sua luta com as patentes superiores, ou à sua luta consigo próprio, enfim, Tom, o grande, Tom, o importante, Tom, o protagonista.

Tretas. Mais tempo de antena para os aliens, se faz favor, que são tão mais interessantes que os humanos que até me sinto envergonhado.

Agora falta ver como é que tudo evoluiu. A série tinha tudo, neste ponto, para se tornar verdadeiramente boa, só não sei se aproveitaram ou não, mas nesta altura do campeonato já torço para que sim!