quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Moeda



Título: A Moeda
Autor: Gonçalo M. Tavares

Opinião: Este é um autor que tenho esperança que ainda me venha a convencer. Porque a escrita até é boa, e sempre que leio algo dele os meus bizarrómetros disparam. O que é bom.

Infelizmente fica sempre muito aquém. Gonçalo M. Tavares tem várias mensagens que quer fazer chegar a quem o lê, e não se poupa a esforços. Isso leva a que o que escreve esteja constantemente a tentar forçar uma determinada ideia.

E eu pessoalmente não suporto isso. É principalmente por essa razão que não fiquei particularmente fã deste conto, que para além de ser demasiado pequeno para ser capaz de apresentar de forma sólida o nonsense que tenta apresentar, não passa de um mero meio de transmitir a mensagem do autor, de forma pura e dura.

Não sei se me faço entender, mas não sou capaz de gostar de Gonçalo M. Tavares, se tudo o que ele escrever for assim.

Um rio chamado Angústia



Título: Um rio chamado Angústia
Autor: Eduardo Madeira

Opinião: Com piadas sem grande piada pelo meio e trocadilhos que, enfim, não foram grande coisa, Um rio chamado Angústia é mais um conto sem interesse nenhum.

A ideia é a de um rio ficcional que serve como metáfora mal disfarçada e bastante óbvia. A escrita também não é nada de especial.

Sei que isto está curto, mas não tenho mais nada a dizer... Nada se aproveita.

A Porrada


Título: A Porrada
Autor: Mário de Carvalho

Opinião: Achei este conto bastante fraquinho. É sobre um casal todo finório mas cheio de problemas, em que o marido frequenta um clube onde anda à porrada. É isto.


Bastante superficial, a história não chegou a mostrar-se-me interessante. Um casal discute, tratam-se por você e não dizem nada de jeito nem discutem por nada em concreto.

E depois o marido vai para um clube onde anda à porrada. Só porque sim. Chega a casa todo esmurrado e feliz da vida.

A sério, não percebi o propósito.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sobre Dragonlance...

O Universo de Dragonlance já me fascina há vários anos, e a recente edição deste livro aqui ao lado pela Saída de Emergência voltou a despertar-me o interesse.

Eu ouvia falar disto, e lia sobre isto, e havia referências em praticamente todo o lado, mas nunca me tinha dado ao trabalho de pesquisar informações sobre esta saga.

Era uma coisa que me estava no imaginário pessoal, e que se limitava a aparecer de vez em quando e dizer "isto tem um ar porreiro, hás-de comprar". Pois bem, é o hás-de!

Hoje dei por mim a pesquisar. Eu sempre soube que isto havia de ser fixe, é uma saga cujo nome mete dragões, afinal. Só não sabia é que já contava com cerca de 200 livros relacionados.

Eu repito: cerca de 200 livros relacionados. Em termos bastante visuais, isto é uma estante. Não é uma prateleira, é uma estante. Os livros sobre este Universo enchem uma estante.

Bem sei que a Fantasia é extensa, de uma forma geral, mas eu espero sinceramente que esta saga seja verdadeiramente genial, na melhor acepção possível da palavra. Só isso justifica a existência de 2 centenas de livros. E sim, tenho noção que há uma trilogia inicial, que depois evolui para outra trilogia, e depois há mais sequelas e prequelas, e ao-mesmo-tempo-quelas e sei lá mais o quê, mas que dá para simplesmente agarrar numa trilogia e ficar por aí.

Pelo menos é isso que me ando a tentar convencer.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Desatenção dá nisto




E desde aí que andava à espera do quarto volume da colecção, para o qual me babo sempre um bocado, quando o vejo na FNAC, mas nunca me deu comprá-lo, vá-se lá perceber porquê, que eu até gosto bastante desta saga.

Mas um gajo deixa-se estar desatento a uma saga durante um bocado... E os sacanas (no melhor dos sentidos) dos autores espetam-me com mais DOIS LIVROS!

Ainda por cima nada disto está publicado por cá... Vou ter que andar a sofrer, porque ou espero pelos volumes em português, para continuar a saga como comecei, ou compro tudo em inglês e leio os 3 primeiros outra vez, o que não é mal pensado... Excepto para a minha carteira, essa acabou de me tentar esganar.

Portanto deixo um conselho: não. se. distraiam. NUNCA.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Um velório alegre



Título: Um velório alegre
Autor: Mário Zambujal

Opinião: O que é que foi isto? Boa pergunta. Este conto é um bocado disperso sem ser propriamente abrangente, e acabou por não me convencer minimamente.

Nem a escrita me agradou. Por vezes chega a parecer português do Brasil, o que é normal se for um brasileiro a escrever, mas que quando é um português apenas soa a mau português.

E nem sequer se percebe muito bem a história. Um tipo discorre sobre a mulher que desejava mas que desejava outro, e depois pensa que o outro morre, mas afinal não morreu e... Não sei, não gostei mesmo nada.

A musa irrequieta



Título: A musa irrequieta
Autor: Pedro Paixão

Opinião: Este conto surpreendeu-me pela positiva, por ter uma escrita que achei acima da média destes contos do DN. Não lhe consegui encontrar grandes falhas em termos do que quer que seja, pareceu-me de facto bem escrito.

Mas como não podia correr tudo bem, a história não me fascinou. Ou melhor, não lhe achei particular piada. Começa por ter uma ideia interessante, a da aluna que é "eleita" como alvo das aulas do protagonista, para que este se consiga concentrar melhor ao imaginar que dá as aulas especificamente para essa pessoa.

Acho que a relação entre o professor e a(s) sua(s) musa(s) está bem explorada e isso tudo, mas depois descamba no romance barato de trazer a lagriminha ao canto do olho. Não ficou mal escrito, mas ficou uma história que achei desinteressante e da qual não teria gostado nada se não tivesse sido o início.