quarta-feira, 4 de junho de 2014

Prisioners of Time


Argumento: Scott Tipton e David Tipton

Opinião: Acho que já falei disto algures aqui pelo blog, mas não me importo de repetir: sou um fã incondicional de Doctor Who. É a minha série de televisão favorita, e o facto de ter um grande universo partilhado que sai fora do pequeno ecrã e invade livros, rádio, BD's, jogos e tudo o que possam imaginar, só ajuda à causa.

Dito isto, acho que é óbvio que mais dia menos dia tinha que ler qualquer coisa. Mas há tanta coisa! E é tudo tão relativamente complicado de arranjar por cá... Felizmente não há nada como o 50º aniversário para me fazer esforçar um pouco e aproveitar a BD comemorativa, que saiu ao longo de 2013, Prisioners of Time, à velocidade de um comic por mês, cada um mais focado num Doctor, e o último, saído em Dezembro, a conter o confronto final com todos os Doctors e todos os companions.

A opinião geral é que gostei imenso da experiência. Deu para revisitar alguns Doctor, ficar a conhecer outros, deparar-me com alguns dos vilões da era clássica e ainda aproveitar a história e o nível extremo de caos causado por estarem 11 Doctors na mesma divisão.

No entanto decidi fazer uma coisa diferente, para esta opinião. Sou altamente parcial quanto a Doctor Who, seja em que forma for, e mais rapidamente tento desculpar uma falha com lógica retorcida, ao mesmo tempo que impinjo a série a alguém, do que dou uma análise crítica e fiel daquilo que achei da leitura. Portanto agarrei nas notas que tirei depois de ler cada comic, tal como as tirei, e transcrevi-as para aqui.

Aquilo que vão ler são opiniões em estado bruto, nem sempre coerentes, nem sempre com um português muito famoso, mas que me parecem ser uma forma fantástica de vos mostrar aquilo que achei. Eu digo-vos, já não me lembrava do que tinha escrito, e foi como ter o comic a passar-me à frente dos olhos. Momentos chave. Partes aborrecidas. Expressões engraçadas. Tudo porque estas notas estão extremamente expressivas.

Deixo-vos com elas. Vou acrescentar umas notas minhas (dentro de [ ]), de agora, em alguns sítios, para clarificar certas coisas, mas de resto vão ler as minhas opiniões sobre esta BD no seu estado mais puro!

1 - Desenhos terríveis, mas uma representação fantástica do First Doctor, assim como dos companions. Os hartnellisms sempre presentes, a necessidade que o Doctor tem de estar acompanhado... Tudo bem esgalhado. E hey, ZARBI!

2 - Bastante interessante, mesmo não conhecendo o Second Doctor, nem os seus companions. Um deles tem um kilt, though, hurray! Foi bom ver o centro comercial com tantas espécies (algumas delas que consegui reconhecer) e ver a luta do Doctor contra os slave traders, aliando-se a Ice Warrios, mostrando que está do lado do Bem, e não de uma raça em particular. He fights evil and allies with good, no matter who is on either side!

3 - O Third Doctor mais action-oriented, slightly mais dark, o que é bastante agradável, mas este comic foi fraquinho, com os americanos a declarerem a obliteração nuclear da Grã-Bretanha por dá cá aquela palha, e a invasão alien a ser invadida por... nada, really.

4 - Muito fraquinho. Este Doctor não me agradou por aí além, e a história é seriamente palerma, embora tenha uma premissa altamente interessante: um diamante multifacetado que serve como hive-mind para uma raça de seres cristalinos... Mas a forma como a história está contada é que non non non

5 - Bastante interessante, quem diria que este Doctor [achava eu que era um dos Doctors menos interessantes... fool!] conseguia entrar numa história que me agradasse tanto... E brilhante caracterização dos Sontarans.

6 - Quem diria que seria com um dos Doctor que menos me diz, [mais um caso de um Doctor que eu não achava interessante mas que tem potencial para ser dos meus favoritos] que ia aparecer uma das melhores histórias? O retrato do Sixth Doctor enquanto alegre maníaco e perigoso sociopata está fantástico, e o Frobisher [que é basicamente um alien capaz de mudar de forma que costuma parecer um pinguim] é awesome. E depois o fim, timey wimey, com o Tenth a ajudar, great!

7 - Este Doctor é mesmo porreiro. E o Master é um dos poucos vilões verdadeiramente à altura. A Ace também é uma companion mais do que fixíssima! Esta história estava porreira, e cheira-me que a partir do Eight Doctor, a coisa começa a revelar-se melhor...

8 - Um bom Doctor, ainda que mal caracterizado, e uma arte pobre, fazem deste comic bastante mediano. Isto apesar da história relativamente interessante, que peca por ser pouco desenvolvida e se desenvolver mais no tell no que show...

9 - Sendo o meu Doctor favorito, gostei bastante de o ver bem retratado. Não gostei tanto da história, do dilema que não é bem um dilema, mas tudo é compensado com o fim, a aproveitar o tipo com uma entrada USB na cabeça [it's a long story] de forma brilhante! E o Doctor a levar um pontapé na cara e a ficar no chão, a sangrar? Unexpected! Gruesome! E fitting, para o Doctor soldier. Muito bom.

10 - Doctor falador e saltitão, como o Tennant nos habituou na série. Parece foi que teve pouca história, mas foi interessante. Gostei que a escolha de companion tenha caído sobre a Martha, provavelmente a menos apreciada pelos fãs. Encaixa bem, se bem que, e antecipando o que tenho a certeza que aí vem, ver a Donna a gritar por todo o lado por causa deste plano marado do Master e do Adam seria simplesmente hilariante. Nice touch no final terem o Tenth a emitir a mensagem que vimos o Frobisher receber no comic do Sixth...

11 - Mais rápido a chegar ao cerne da questão, o Eleventh deve ser o Doctor melhor retratado nestes comics. Isso provavelmente deve-se a ser um Doctor bastante... alien, engraçado e caricaturesco. Mas a história agora está num momento interessante, e mal posso esperar pelo fim, para ver de que forma é que tudo se resolve...

12 - Uma nice conclusion, com todos os Doctors reunidos e todas as dificuldades de gestão de cenas que isso implica, mas que até são bem tratadas. O fim é o costume para algo de Doctor Who: sentimental, com um sacríficio, etc etc. O Master prova que é um dos GRANDES adversários do Doctor, e provavelmente o mais maléfico.

Espero que tenham percebido alguma coisa e que até tenham ficado com alguma curiosidade para saber mais sobre esta personagem e esta série, que mesmo com 50 anos acabados de fazer, se continua a reinventar. Do comic, fiquei fã! É só uma questão de tempo até pegar em mais qualquer coisa, e todos sabemos que o tempo não problema para o Doctor...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

As Mãos Frias


Autor: Branquinho da Fonseca

Opinião: Um conto interessante e com um tom marcadamente bizarro. Branquinho da Fonseca já não me é estranho, portanto pelo menos não foi completamente inesperado, antes pelo contrário.

A prova de que se escrevia boa literatura portuguesa de fantástica há uma data de anos está aqui. Um autor (relativamente) clássico, tipicamente português, a escrever dentro do género da Fantasia. E Terror, ainda por cima!

Se bem que, bem vistas as coisas, a história é menos de terror e mais de estranheza causada por algo relativamente banal. Uma narrativa tão simples sobre uma rapariga que visita uma casa onde está um morto torna-se numa sequência quase sonhada, de tão intensa.

As descrições integram-se perfeitamente no ambiente e no tom que o autor cria para embrenhar o leitor, e a escrita consegue ser simples e não exagerar naquelas verborreias tugas, normalmente descritivas.

Um bom conto, de um bom autor, que claramente merecia mais destaque!

sábado, 31 de maio de 2014

Os gostos são para se discutirem

Se há coisa que gosto de fazer, é discutir. Não no pior sentido da palavra, normalmente não tenho qualquer interesse em trocar galhardetes com alguém só porque sim. O que eu gosto é de debater, de trocar impressões, de conversar, no fundo.

Por isso não gosto nada quando estou a falar com alguém, seja pelo que for, e a certa altura sacam do argumento: “gostos não se discutem”. É uma forma simples e eficaz de matar uma conversa e de esse alguém se descartar de uma argumentação. Ou de me aturar.

Se a opção for a última, pronto, é legítimo. Qualquer coisa serve para evitarmos alguém. Mas quando esse “argumento”, que é mais uma sentença do que outra coisa, é usado a meio duma conversa sobre, digamos, livros… Bem, aí está o caldo entornado.

Eu imagino que o propósito dessa sentença seja o que Saramago tinha em mente quando disse que tinha aprendido a não convencer ninguém: não devemos forçar ninguém a pensar de nenhuma forma em particular, e muito menos tentar impingir a nossa forma de pensar. Isso é basicamente opressão.


Mas no entanto nada vejo de mal em tentar convencer o outro, a bem. Não com o intuito de forçar ao que quer que seja, mas de forma leve e amigável, digamos. E mesmo assim, "gostos não se discutem" continua a ser usado para matar conversas. "ah, os livros da Stephenie Meyer são os melhores de sempre", "não são nada, são uma grande bosta", "bem, gostos não se discutem".

Não, não e não. Os gostos discutem-se, claramente! Têm que, por exemplo, estar devidamente fundamentados. Além de que não vejo problema nenhum em tentar perceber o outro, e porque raio está ele a gostar de determinado livro (e onde).

É por isso que eu agradeço que comentem aí pelo blog, ele está cá para essas coisas! Quase tudo o que escrevo para aqui são opiniões, que tento sempre apresentar da forma mais fundamentada possivel, mas podem duvidar de alguma coisa.

E dessa forma é porreiro "tentar-me convencer" do que quer que seja... É pouco provável que me façam realmente mudar de ideias, mas talvez veja as coisas a uma nova luz. Isso é "discutir os gostos". Que, lá está, não prejudica nada...

Agora vejam lá se discutem coisas, e as debatem, e se tentam convencer uns aos outros das mais variadas coisas... Eu cá continuarei a fazê-lo, diga o ditado popular...

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Jogo da Ratazana e do Dragão

Autor: Corwdainer Smith
Tradutora: Ana Mendes Lopes


Opinião: Este conto foi uma pequena surpresa. Nem conhecia o autor, nem nunca tinha ouvido falar do conto e, ainda por cima, achei o nome vagamente idiota. Mas dei uma oportunidade de mente aberta, porque parvo ou não, o título envolvia a palavra "dragão".

O que encontrei foi uma história bem construída, em que os humanos têm uns Parceiros com quem se unem telepaticamente de forma a chacinar uns "dragões" intergalácticos super destrutivos.

Essa união é feita porque os Parceiros têm uma capacidade de reacção bastante superior à nossa, o que faz deles ideais para usar como co-pilotos que precisam de disparar contra entidades poderosíssimas que se movem demasiado depressa para o nosso gosto.

A parte fascinante é que alguns parágrafos depois do conto começar, se revela que os parceiros são... gatos. Gatos mais ou menos comuns, mas gatos. Fascinante.

E o autor, para mostrar que sabia o que estava a fazer, focou-se bastante na caracterização das personagens sem olhar a distinções: pessoa ou gato, todos eram personagens e todos ficaram muito bem caracterizados, com personalidades próprias e, no caso dos gatos, que até soam a gato.

A descrição da batalha é um bocado confusa e complicada de seguir, mas eu até compreendo, que é suposto ser demasiado rápida para que os humanos acompanhem. Acho que podia estar melhor conseguida, mas tendo em conta a premissa, bem, pelo menos faz algum sentido.

O final é que é um pouco estranho. Ao longo da história acompanhamos uma dupla de pilotos, humano e gata, que funcionam muito bem juntos, e se dão muito bem durante a junção telepática e depois... Enfim, estão a mesmo a ver, não é? Soa bastante peculiar, mas a verdade é que o autor lida bem com isso e consegue dar pormenores ao longo da história que atenuam a estranheza.

Nota final para o facto de não ser um conto de FC convencional, e que funciona muito bem assim mesmo. A visão do autor é curiosa, e não está nada mal explorada. Ou seja, um autor a explorar!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Fantasma Inexperiente

Autor: H.G.Wells
Tradutor: Cabral do Nascimento

Opinião: Wells é um autor de ficção científica, não é difícil concordar com isso. Imaginem portanto a minha "surpresa" quando vi que tinha um conto num pequeno livro de fantasmas, acompanhado de Lord Dunsany, Robert Louis Stevenson e Virgina Woolf (outra "surpresa").

Não foi exactamente surpresa porque eu sei que o autor era versátil e que escrevia noutros géneros. Foi mais uma sensação de estranheza, como se visse que o David Soares ia publicar um livro de ficção científica.

Por outro lado, as histórias de fantasma estiveram na moda. Acho que praticamente todos os escritores nascidos no século XIX devem ter tentado pelo menos uma vez.

Falando do conto, o tom é maioritariamente cómico. O título diz tudo: um fantasma com pouca experiência, que tenta aprender a assustar pessoas e a cumprir o seu papel de alma penada. A leveza com que Wells caracteriza o fantasma e o ambiente não conseguem, no entanto, esconder uma certa veia negra que surge em grande plano no final inesperado e que consegue a proeza de transformar uma comédia numa história arrepiante.

A escrita de Wells praticamente não tem defeitos. Não acho que seja um grande portento, mas é boa e relativamente simples, o que permite um maior foco nas ideias do autor, essas sim sempre fascinantes.

O Fantasma Inexperiente é assim um conto que aconselho, especialmente se forem fãs do autor e quiserem admirar a sua versatilidade e competência.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

The Hero of Ages (Mistborn #3)

Autor: Brandon Sanderson


Opinião: Para alguém tão prolífico como Brandon Sanderson, seria de esperar que nem tudo o que escreve é absolutamente fantástico. Mas a verdade é que desde que comecei a ler esta trilogia que a qualidade tem vindo a aumentar (o primeiro foi muito bom, e o segundo foi melhor ainda), culminando nestas 700 páginas de quase-perfeição e que são impossíveis de largar.

Precisei de toda a minha força de vontade para parar de ler e estudar ou fazer o que quer que fosse. Especialmente na segunda metade do livro, embora todo o livro tenha um ritmo alucinante. De desenvolvimento atrás de desenvolvimento, o autor consegue guiar-nos pela sua história e pelo seu mundo de forma magistral.

Sanderson conta a história que quer, como quer. E se haviam dúvidas vindas dos outros livros, este livro esclareceu-as. Todas (ou quase)! Torna-se até um ligeiro lugar-comum, mas é daquelas coisas que só lendo até ao fim é que se percebe a magnitude tremenda daquilo que o autor criou.

O meu problema agora vai ser falar-vos deste livro sem revelar demasiado. Como já disse, neste livro tudo se junta, todas as peças acabam por se organizar e encaixar num todo maior do que a trilogia, por vezes de forma surpreendente, outras de forma mais ou menos esperada, mas sempre, sempre!, de forma pensada e bem contada.

A maior qualidade que vejo em Sanderson é exactamente essa. Sim, as suas personagens são normalmente bastante boas, o sistema de magia é primoroso e as cenas de acção são bem pensadas e ritmadas, mas... A história. O background. Cativantes, interessantes, a primeira é bem contada, o segundo é bem explorado. Dificilmente poderia pedir mais.

E não há grandes artifícios literários nem construções frásicas complicadas. Sanderson marca com a intensidade da narrativa, em vez da intensidade da linguagem, preferindo mostrar do que contar. Consegue fazê-lo mais e melhor do que a maior parte dos outros autores que já li! Os conceitos complicadas e emoções complexas que consegue fazer passar através de um gesto subtil ou de uma expressão facial momentânea ou até de uma hesitação na fala de uma personagem... Muito bom.

Outro aspecto fascinante é a diversidade que Sanderson conseguiu pôr nestes três livros, que ainda são formam um trilogia coesa. Final Empire transmite uma certa sensação de heist movie, mas em grande escala; The Well of Ascension soa a fantasia de política medieval, à là Martin; e este The Hero of Ages é apocalíptico. Ou melhor, uma história de sobrevivência: dos protagonistas, do mundo, dos deuses e da felicidade e esperança.

Com o mundo a acabar, de forma bastante literal, Vin tem que descobrir o que se passa sem que uma força praticamente omnipotente dê por ela, ao mesmo tempo que Elend, recém-tornado Mistborn, tem que governar um império. Acho que a personagem de Vin estagnou um pouco, mas Elend teve uma boa evolução, de chato académico mimado para rei-guerreiro capaz de tomar decisões duras e complicadas.

O resto das personagens também teve uma boa evolução, de uma maneira geral. Sazed e as suas dúvidas, Spook (o antigo nome de Lestibournes era mais fixe) com uma mudança mais radical, para melhorar, a confirmação da personalidade benevolente e complexa de Breeze, as informações sobre a mente dos koloss e dos Inquisitors e dos kandra e e e...

Como já devem ter percebido, fiquei fã. Completamente rendido. Está mais do que aconselhada, esta trilogia, e este autor, embora não lhe tenha lido mais nada. O primeiro livro de Mistborn vai sair em português, pela Saída de Emergência, e o tipo tem mais alguns que me andam a chamar a atenção, nomeadamente The Way of Kings, o primeiro de dez livros de fantasia épica que me parecem ser o tipo de coisa que se vão tornar clássicos, da mesma forma que The Wheel of Time de Robert Jordan, por exemplo (e que o Sanderson, por acaso, acabou de escrever, depois da morte do autor).

Acho que o pior vai ser estar muito tempo sem ler Sanderson. Ainda por cima descobri na sua wiki que a maior parte dos seus livros se passa num mesmo universo partilhado, com personagens em comum e uma história em pano de fundo, subtil, da qual já vi sinais nesta trilogia. Rendo-me!

sábado, 24 de maio de 2014

Feira do Livro 2014

Dá gozo, passear no meio de livros. Mesmo para quem não leia muito, há qualquer coisa de muito interessante a passar-se nas livrarias e nas secções literárias da FNAC, por exemplo. Seguir um simples trajecto que nos obrigue a cruzar estantes e a ler lombadas de livros só para não nos aborrecermos diz-nos qualquer coisa.

Em especial a nós, leitores, claro,

Esta é uma das razões para a popularidade do evento que junta todos os anos uma quantidade enorme de livreiros e editoras, com a programação ainda salpicada com alguns autores.

Mas sabem o que é que eu gosto mesmo da na FL? O facto de ser possível, de forma bastante literal, duas horas a olhar para livros, a folhear e a mexer e a ler sinopses e primeiros parágrafos... Sem mais nada à minha volta, zero de problemas e zero de preocupações.

Mais ou menos como o hakuna matata.

Felizmente, para apimentar um pouco as coisas, tem havido uma certa polémica com esta edição da FL. Desde os pavilhões novos, supostamente comprados em tempos de crise profunda, até à sua realização no Porto. Já vi que não se ia fazer, e depois que afinal se ia fazer, que ia ser clandestina e tal... E agora sinceramente já não sei como é que isso anda.

Há ainda a questão do voluntariado, uma polémica mais discreta mas que está lá a fincar o pé. Parece que a organização gosta pouco de ter que pagar aos seus trabalhadores, então arranja voluntários para trabalharem basicamente de graça, vendendo-lhes o "cargo" como óptimo para o desenvolvimento pessoal e não sei quê.

Eu cá vejo isso como exploração. Cheguei a candidatar-me (sem sucesso) o ano passado, mas este ano aquilo não me entrou muito bem na cabeça. Voluntariado é para ajudar em catástrofes, ou questões sociais. Não para estar na feira do livro a... Nem sei muito bem.

Mas pronto, felizmente nada disto é problema comigo, desde que aquilo continue a abrir dia 29 deste mês e a estar aberto pelo menos duas semanas... Se bem que é uma pena aquelas confusões que já quase são tradição, no Porto.

Por agora nada ma resta a não ser esperar e desesperar ligeiramente, enquanto não chega a altura de chafurdar em livros!