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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mania


Título: Mania
Autora: Luísa Costa Gomes

Opinião: Confuso e sem qualquer espécie de fio condutor, neste conto nem a escrita se safou. De peripécia (acho eu) em peripécia, o protagonista, Sáurio, um escritor acabado e uma personagem muito pobrezinha, tenta fazer algum sentido da sua vida, ou algo do género. Nem percebi muito bem.

Na ânsia de filosofar um pouco, e de tentar criar uma narrativa profunda e complexa, a autora conseguiu apenas escrever um conto sem ponta por onde se lhe pegue, que começa com um telefonema enganado e acaba com um leitor enganado.

Afinal, a autora supostamente tem uma carreira já cimentada em torno da escrita, nomeadamente de contos. E este Mania é o que é. Possivelmente é por ter sido reescrito, já que é uma reciclagem de um outro conto, mas vou manter as minhas reservas.

Aquilo que encontrei foi uma escrita miserável e um conto deplorável. Um dos piores exemplos que esta colecção tem para oferecer, no meio de tanta coisa já de si bastante mediana.

domingo, 1 de julho de 2012

Terrortório

Título: Terrortório
Autor: Vários

Opinião: Esta colectânea de contos prometia, com nomes como Poe, Asimov, Kafka e Lovecraft, por exemplo, ainda que apresentasse ali pelo meio uns nomes portugueses, a maior parte deles completamente desconhecidos para mim.

Ainda por cima começa bem, com um conto de Poe, simples e obviamente bem escrito, mas a partir daí, tirando os grandes nomes e algumas (poucas) surpresas nacionais, pouco se aproveitava.

Para começar, nem todos os contos são propriamente de terror, com o de Asimov e Creach a tender para o humorístico, enquanto que o de Luísa Costa Gomes é apenas uma nódoa, completamente banal e sem ponta por onde se lhe pegue.

Tirando esses defeitos e essas falhas na construção deste elenco que, volto a frisar, tem nomes excelentes que produziram contos excelentes, como seria de esperar. Imagino que o objectivo fosse como que lançar este género com tão pouca visibilidade em Portugal, e aproveitando para mostrar que a produção nacional se recomenda.

Bem, aquilo que posso dizer é que ainda bem que a sobrevivência deste género por terras lusas não dependeu deste livrito, já relativamente antigo. Se assim fosse, acho que eu ia ter muito mais dificuldades em ler Stephen King, Lovecraft, Bram Stoker, bem como em assistir à crescente popularidade de autores como David Soares.

Se isto era uma mostra do talento nacional num campo relativamente renegado da literatura, falhou redondamente. Lá está, tem contos interessantes, mas falha no geral.

Ou seja, se o tiverem por causa, não perdem nada em ler, mas não se preocupem muito em andar à procura dele.