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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Um romance



Título: Um Romance
Autor: Rui Zink

Opinião: Já li este conto há algum tempo, e por acaso entretanto já li e comentei outra história do autor, da qual até gostei. Mas este conto não me agradou minimamente, e a ideia com que fiquei do autor foi a de que ele é um tipo parvo.

Não querendo ofender ninguém, sempre o achei um homem que se esforça demasiado para ser engraçado, e acaba por falhar redondamente, caindo mais facilmente na palermice do que no humor.

Enfim, não conheço o homem e não sei praticamente nada dele, portanto não quero aqui fazer juízos de valor, mas é esta a ideia que o conto me transmite. Não achei a escrita nada de especial, e a história não ata nem desata, chegando mesmo a ser uma parvoíce pegada.

"Não me convenceu minimamente, e se já tinha pouca curiosidade quanto aos seus livros, agora não tenho nenhuma.", foi o que eu anotei depois de ler isto, mas agora não sou tão radical, depois de ter lido A Espera. A ver vamos!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Que as citações nos caiam em cima [46]


"Um livro serve para nos protegermos do mundo."


A Espera
Rui Zink

A Espera


Título: A Espera
Autor: Rui Zink

Opinião: As minhas expectativas para este conto não era muito elevadas. A ideia que tenho de Rui Zink é a de um pseudo-intelectual com a mania que tem piada. É a imagem que tenho do pouco que sei do homem, e acredito que não corresponda de todo à verdade, mas já lhe li algumas crónicas e nunca vi nada de interesse.

Felizmente A Espera conseguiu surpreender-me. As personagens são cativantes e, no caso de Tom, seriamente enigmáticas. A estrutura é curioso, com vários momentos intercalados, contando em paralelo a visão que Paulo, o jornalista, tem da caça à baleia nos Açores e a sua relação e de Ana, a fotógrafa, com Tom e Sharon, os estrangeiros misteriosos com um pequeno barco chamado Nicole.

O ponto de vista da caça à baleia do ponto de vista do caçador é certamente interessante e diferente do normal, e Rui Zink consegue retratar os caçadores não como vilões, mas como homens a fazerem o que melhor sabem: caçar baleias. Esperar.

Ao longo da narrativa há momentos de um humor bastante particular, que apreciei. A escrita tem alguns vícios, como usar "olfactar" e "cônscio" e palavras menos comuns de uma forma que não me agradou por aí além, mas aceito que seja o estilo do homem e até nem estraga muito a leitura (para além de ser uma questão meramente subjectiva).

O conto consegue ser assim uma boa surpresa, que me deixa curioso para ler um livro do autor. Se conseguirem encontrar este livrinho, experimentem.

domingo, 1 de julho de 2012

Terrortório

Título: Terrortório
Autor: Vários

Opinião: Esta colectânea de contos prometia, com nomes como Poe, Asimov, Kafka e Lovecraft, por exemplo, ainda que apresentasse ali pelo meio uns nomes portugueses, a maior parte deles completamente desconhecidos para mim.

Ainda por cima começa bem, com um conto de Poe, simples e obviamente bem escrito, mas a partir daí, tirando os grandes nomes e algumas (poucas) surpresas nacionais, pouco se aproveitava.

Para começar, nem todos os contos são propriamente de terror, com o de Asimov e Creach a tender para o humorístico, enquanto que o de Luísa Costa Gomes é apenas uma nódoa, completamente banal e sem ponta por onde se lhe pegue.

Tirando esses defeitos e essas falhas na construção deste elenco que, volto a frisar, tem nomes excelentes que produziram contos excelentes, como seria de esperar. Imagino que o objectivo fosse como que lançar este género com tão pouca visibilidade em Portugal, e aproveitando para mostrar que a produção nacional se recomenda.

Bem, aquilo que posso dizer é que ainda bem que a sobrevivência deste género por terras lusas não dependeu deste livrito, já relativamente antigo. Se assim fosse, acho que eu ia ter muito mais dificuldades em ler Stephen King, Lovecraft, Bram Stoker, bem como em assistir à crescente popularidade de autores como David Soares.

Se isto era uma mostra do talento nacional num campo relativamente renegado da literatura, falhou redondamente. Lá está, tem contos interessantes, mas falha no geral.

Ou seja, se o tiverem por causa, não perdem nada em ler, mas não se preocupem muito em andar à procura dele.