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sábado, 30 de janeiro de 2016

Uma Nova Era (Marvel Salvat #3)


Argumento: John Ney Rieber
Arte: John Cassaday
Tradução: Paulo Moreira


Opinião: Capitão América. Outra vez. Parece espantoso que com todos os problemas que tenho com a personagem, me cheguem às mãos tantos livros dele. Aparentemente, é um dos favoritos por esse mundo fora, provavelmente por causa do enorme favoritismo que tem nos EUA, quase exclusivamente derivado do seu valor patriótico.

Esse ausência de valor enquanto personagem sempre me chateou. Para além de ser um símbolo e uma personagem basicamente perfeita, há ali pouco sumo, digamos assim. Só que tem sorte, pois com tanta visibilidade acaba por ter uma quantidade de histórias e de equipas criativas enorme, o que significa que só com muito azar e/ou incompetência é que não se arranjavam algumas coisas decentes!

Felizmente este livro consegue ser um desses casos felizes. Calma, continua a não ser nada de extraordinário, mas tendo em conta que é um livro do Capitão América... Estou impressionado.

Ah, e melhor ainda. Este podia muito perfeitamente ser o pior livro do Capitão América de sempre, já que começa com a personagem a lidar com as consequências do atentado de 11 de Setembro de 2001. Sim, a personagem mais patriótica de sempre num dos momentos mais emocionais de sempre da nação que representa. Sabem que cheiro é este? É patriotismo. Este livro exala disso.

Mas John Ney Rieber, o argumentista, consegue fugir, em grande parte, a essa faceta, e escreve uma história que serve de homenagem às vítimas e mensagem de esperança para toda a gente. Não é uma história perfeita, longe disso, mas mostra o Capitão América a ser uma pessoa real, como apenas raramente acontece. E só por isso, até vale a pena espreitar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Vingadores: O Último Acto (Marvel Salvat #2)


Argumento: Brian Michael Bendis
Arte: David Finch, Danny Miki, Frank D'Armata
Tradução: Paulo Furtado


Opinião: Começo a achar que as histórias dos Vingadores não têm muito para me dizer. Para além de sofrerem de um óbvio problema de chefia (o verdadeiro super-poder do Capitão América é, na realidade, a liderança), não me conseguem cativar de uma forma geral.

Grande parte vem do facto de não fazerem sentido. São a maior e mais poderosa equipa de super-heróis de sempre, e deixam-se enganar, vez após vez, por coisinhas menores.

Neste caso há uma personagem que volta a fazer das suas e que já não me surpreende (a sério, quantas vezes é que vão ter de morrer quase todos, antes de perceberem?

Enfim, o livro não é completamente desinteressante e tem uma boa premissa: as desgraças começam a acontecer em catadupa, tudo em cima dos Vingadores, sem que alguém faça a mínima ideia do que se passa realmente.

Até morrem alguns dos Vingadores, incluindo personagens mais ou menos não-secundárias. É um ponto positivo, dar consequências reais e palpáveis aos acontecimentos do passado. Digamos que é daquelas coisas que eu procuro sempre em qualquer história que veja/leia/oiça/o-que-quer-que-seja. Densidade narrativa, logo a seguir à coerência narrativa.

Este livro falha um pouco em ambos os campos e nunca deixa de ser um livro razoável. Tenho sempre pena destas coisas, pois até costumam ser histórias com bastante potencial, como este.

Ainda por cima o fim deixa mais do que um pouco a desejar. Há tantas personagens envolvidas em cada página, que não é fácil seguir e acompanhar toda a gente, o que não é bom. Pelo menos o úlimo capítulo está bem feito, graças à arte original de cada uma das histórias mencionadas, numa iniciativa que merece ser louvada!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Regresso às Origens (Marvel Salvat #1)


Argumento: J. Michael Straczynski
Arte: John Romita Jr.
Tradução: Paulo Furtado


Opinião: A minha primeira leitura nesta fantástica colecção da Salvat! E logo a começar com uma boa história do Homem-Aranha, que altera a sua origem de forma retroactiva, ainda que introduzindo alguns elementos que não me agradaram por aí além. 

Pelo menos estão pensados e a coisa foi bem feita. Os diálogos estão bons, especialmente as constantes piadas do próprio homem aranha, igual a ele próprio e uma das personagens com uma representação mais consistente nos comics. Acho que nunca vi ninguém a falhar a essência da sua personalidade. Falharem o Peter Parker é o pão nosso de cada dia, mas o Homem-Aranha? Sempre impecável!

O vilão, Morlun, é intenso e consegue ser assustador, e a introdução de Ezekiel, mais um tipo com poderes de aranhiço, levanta mais questões do que respostas, e embora um dos elementos de que eu não tenha gostado muito tenha sido, exactamente, a história que este conta (e que explica a perseguição que Morlun faz aos heróis aranha), a verdade é que toda a conversa dos totems me deixou muito, mas muito curioso.

Por outro lado, é de destacar o próprio Ezekiel, que merecia as suas próprias histórias... tanto potencial num herói que se recusa a ser herói!

No final, a tia May descobre que o sobrinho querido é o homem aranha, e só acho mal que eu vá ter de esperar tanto para descobrir as consequências. Mas é um óptimo começo para a colecção!