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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Vingadores: O Último Acto (Marvel Salvat #2)


Argumento: Brian Michael Bendis
Arte: David Finch, Danny Miki, Frank D'Armata
Tradução: Paulo Furtado


Opinião: Começo a achar que as histórias dos Vingadores não têm muito para me dizer. Para além de sofrerem de um óbvio problema de chefia (o verdadeiro super-poder do Capitão América é, na realidade, a liderança), não me conseguem cativar de uma forma geral.

Grande parte vem do facto de não fazerem sentido. São a maior e mais poderosa equipa de super-heróis de sempre, e deixam-se enganar, vez após vez, por coisinhas menores.

Neste caso há uma personagem que volta a fazer das suas e que já não me surpreende (a sério, quantas vezes é que vão ter de morrer quase todos, antes de perceberem?

Enfim, o livro não é completamente desinteressante e tem uma boa premissa: as desgraças começam a acontecer em catadupa, tudo em cima dos Vingadores, sem que alguém faça a mínima ideia do que se passa realmente.

Até morrem alguns dos Vingadores, incluindo personagens mais ou menos não-secundárias. É um ponto positivo, dar consequências reais e palpáveis aos acontecimentos do passado. Digamos que é daquelas coisas que eu procuro sempre em qualquer história que veja/leia/oiça/o-que-quer-que-seja. Densidade narrativa, logo a seguir à coerência narrativa.

Este livro falha um pouco em ambos os campos e nunca deixa de ser um livro razoável. Tenho sempre pena destas coisas, pois até costumam ser histórias com bastante potencial, como este.

Ainda por cima o fim deixa mais do que um pouco a desejar. Há tantas personagens envolvidas em cada página, que não é fácil seguir e acompanhar toda a gente, o que não é bom. Pelo menos o úlimo capítulo está bem feito, graças à arte original de cada uma das histórias mencionadas, numa iniciativa que merece ser louvada!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A Essência do Medo (Universo Marvel #14)


Argumento: Matt Fraction
Arte: Stuart Immonen, Laura Martín, Wade von Grawbadger, Larry Molinar, Matt Milla, Dexter Vines, Justin Ponsor
Tradução: Filipe Faria

Opinião: Comecei a ler este livro sem grande confiança. A contracapa diz que é o seguimento de Cerco, que diz na contracapa que é o seguimento de Invasão Secreta, que diz na contracapa que é o seguimento de Dinastia M e Civil War.

O primeiro é fraco, o segundo é fraquíssimo, o terceira fica aquém, e o quarto tem fama de ser um dos piores eventos da história da Marvel. Este A Essência do Medo é o culminar das histórias que se desenvolveram ao longo desses eventos todos, portanto... Bem, não esperava grande coisa.

E é por isso que vou já dizer que fiquei surpreendido. Pela positiva! Estão a ver Marvel? Um bocadinho de mitologia só vos faz é bem! Neste caso a nórdica, com uma presença ainda mais acentuada do que anteriormente, da melhor forma possível!

Em vez de andarem à porrada, os heróis decidem ajudar-se uns aos outros, e tudo prometia correr bem, com Tony Stark a prometer ajudar na reconstrução de Asgard. Mas a filha do Red Skull, estranhamente chamada Sin, tem outros planos e desperta um antigo deus nórdico, a Serpente, irmão de Odin e que o quer destronar.

No processo converte uma série de heróis e vilões com uns martelos super poderosos - não, não é à marretada, os martelos dão poderes - nos seus arautos, e toca a causar caos e destruição.

Há heróis a morrer e a sacrificarem-se, e o Homem de Ferro a fazer uma das poucas coisas razoáveis que o vi fazer, tendo em conta o génio que é: aliar a sua tecnologia à magia de Odin para criar armas, e uma armadura para si, super-poderosas, com as quais os vilões foram derrotadíssimos, ainda que para isso alguns heróis se tenham sacrificado.

A verdade é que estas armas são espectaculares, e quem me dera que houvesse um comic dedicado a estes heróis, com estas armas. Infelizmente todos as devolvem, excepto a Red She-Hulk, claramente a pessoa mais esperta do grupo.

No meio disto tudo há de facto uma boa história, com bons diálogos, uma boa arte, e um desenrolar que não é demasiado precipitado nem demasiado lento. Não é, de todo, uma história perfeita, mas é pelo menos uma história muito boa!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Demónios (Universo Marvel #6)


Argumento: David Michelinie, Bob Layton
Arte: John Romita Jr., Bob Layton, Ben Sean, Carl Gafford, Carmine Infantino, Bob Sharen, Bob McLeod, Bob Wiacek
Tradução: Filipe Faria


Opinião: É bom, mas não é assim tão bom. Muitas das críticas que encontrei, incluindo a que vem na contracapa, elevam esta história a uma das melhores histórias do Iron Man de todos os tempos, e embora eu não tenha lido histórias suficientes dele para confirmar ou negar essa afirmação, posso sem dúvida dizer que esta história não me pareceu nada de especial.

Mesmo descontando a ingenuidade das histórias mais antigas, e a arte muito típica da altura, o que sobra é uma narrativa que quer confrontar Tony Stark com o que é suposto ser o seu pior inimigo, o alcoolismo, mas que entre tantos vilões e tantos esquemas secundários, a única coisa que consegue é passar a ideia de que o protagonista é completamente incorrigível e só fazia bem em emprestar a armadura a outra pessoa.

A autêntica batalha que trava com Namor é impressionante, e mais à frente consegue mesmo ver-se o desespero do homem quando se começa a aperceber o mal que a bebida lhe faz, especialmente quando isso começa a interferir com as suas intervenções heróicas, mas para uma história chamada Demon in a Bottle, estava à espera de algo muito mais agressivo e cru.

Queria ver o Iron Man completamente destruído pela bebida, um Tony Stark furioso e exaltado e um Iron Man completamente perdido. Queria ver um super-herói com um problema real e sério de alcoolismo. Mas não é isso que é retratado.

Não é que a leitura tenha sido má, porque não foi. Mas deixou um sabor amargo. É uma história com potencial para enfrentar problemas reais, o que até fez, de certa forma, mas que se ficou por uma intervenção demasiado superficial, na minha opinião.

Aliás, o grande momento de luta contra a bebida surge nas últimas cinco páginas. De um livro com praticamente duzentas páginas. É o que eu digo: nada mau, mas podia ter sido bem, mas bem melhor!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Iron Man vs Whiplash


Argumento: Marc Guggenheim, Brannon Braga
Arte: Phillippe Briones, Andrea Mutti, Matt Milla, Chris Chuckry, Sotocolor, Brandon Peterson


Opinião: Encontrei este livro a um preço irrisório, por estar ligeiramente usado (provavelmente de ter passado demasiado tempo em exposição). Nada de muito grave, no entanto.

Fiquei sem perceber muito bem se isto é uma adaptação do filme, ou se o filme é uma adaptação disto, ou se foram escritas em paralelo com umas guidelines comuns, porque a história é parecida o suficiente, mas diferente o suficiente, o que por um lado é bom e por outro é mau.

É que o filme, Iron Man 2, foi o pior da saga. Dá para entreter, mas não foi grande espingarda. O Mickey Rourke, como Anton Vanko, fez um bom papel, mas o filme em si... meh.

Esta BD, parecida como é, sofre do mesmo. Meh. Mas tem a sorte de ser diferente o suficiente para ainda assim conseguir ter mais interesse.

A premissa é porreira: tirar o controlo ao Iron Man e virar a opinião pública contra ele. Simples, eficaz e pior do que enfrentar qualquer vilão. Os esquemas políticos nunca assentaram muito bem com Anthony Stark, enfant terrible da Marvel, portanto percebem que uma coisa destas é, ao mesmo tempo, óbvio e perfeito.

Só que depois as coisas complicam-se, com Vanko, um homem em busca de vingança que não é mais do que um fantoche para algo maior do que ele, e um plano para roubar a tecnologia do Stark e usá-la para fazer coisas. O argumento não é propriamente consistente e nunca se eleva acima de banal, o que não é nada, nada bom, especialmente quando se tem personagens tão boas nas mãos.

A arte também me pareceu relativamente genérica, apenas detalhada em alguns momentos, que acabaram por funcionar bem, principalmente algumas das sequências de acção. Mas no geral é um livro que deixa a desejar...