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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Triunfo e Tormento (Universo Marvel #12)


Argumento: Roger Stern, Gerry Conway, Bill Mantlo
Arte: Mike Mignola, Mark Badger, Kevin Nowlan, Terry Austin, Bob Sharen, Gene Colan, Tom Palmer, Ben Sean, P. Craig Russel, Peter Scotese
Tradução: José de Freitas, Filipe Faria


Opinião: É impossível não reparar no traço de Mignola. O autor de Hellboy tem um estilo tão característico que salta à vista mesmo numa capa relativamente simples como esta. A história que dá título é livro ainda é de um Mignola a construir o seu estilo, no entanto, mais suave e detalhado do que aquilo que se torna habitual mais tarde.

Não deixa de ser um traço interessante, mas quase completamente ofuscado pelo fantástico argumento! Esta foi, sem sombra de dúvida, uma das melhores histórias que li nos últimos tempos: Dr. Strange e Dr. Doom unidos numa aliança insegura para resgatar a alma da mãe de Doom!

E isto porque o Dr. Doom é também um feiticeiro - não fazia a mais pálida ideia - dos mais fortes que andam por esse mundo fora e consegue combater frente a uma série de feiticeiros poderosíssimos, sendo apenas parado pelo próprio Dr. Strange, que tem então de lhe conceder um desejo (burocracia de feiticeiros, nem vale a pena tentar perceber).

Juntos, treinam e descem ao Inferno para enfrentarem as hostes demoníacas e resgatarem uma alma inocente do tormento eterno, companheiros contrariados juntos por um lado, pela necessidade e, por outro, pelo sentido de honra que ambos possuem.

Só que Doom tem também um orgulho inabalável, e uma imensa falta de escrúpulos com a qual Strange não estava propriamente a contar... E resto é o habitual, as coisas não correm como deviam, mas o herói ganha na mesma. Mais ou menos.

O resto do livro tem histórias aleatórias, que chegam a incluir o Namor e que não são nada de especial. O essencial é esta história maior, Triunfo e Tormento, verdadeiramente épica, trágica, intensa e, acima de tudo, emocional. É interessante ver o Dr. Doom por outro prisma, e também o Dr. Strange numa posição que não lhe é habitual. Ambas as personagens estão bastante bem modeladas, e os desenvolvimentos têm o ritmo certo para prender o leitor a tudo o que se está a passar. Sem dúvida uma leitura a fazer!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Vingadores: Para Sempre #2 (Universo Marvel #11)


Argumento: Kurt Busiek e Roger Stern
Arte: Carlos Pacheco, Jesús Merino, Steve Oliff
Tradução: Paulo Moreira


Opinião: Tenho alguma pena deste livro. Estava condenado à partida. Depois do primeiro volume, poucas eram as hipóteses que iam fazer subir a minha opinião desta história. E como é óbvio, nenhuma delas se concretizou.

Em vez disso tive direito, enquanto leitor já francamente desiludido, a um dos livros mais fracos que já li da Marvel, sem qualquer ponta por onde se lhe pegue. Um desfilar de personagens só porque sim, acções completamente fora do carácter de várias das personagens, por algum motivo desconhecido, e um ritmo mais do que inconstante.

E, novamente, é uma pena. O potencial está lá: uma série de personagens relacionadas umas com as outras, mas só mais ou menos, com excesso ou falta de problemas para resolver entre eles, e uma série de combates emocionais que o argumenta tenta mostrar a serem travados... e falha redondamente.

Todos os momentos que poderiam servir para desenvolvimento desta ou daquela personagem acabavam por ser demasiado artificiais e forçados, como se os autores tivessem que incluir esses momentos, mas não o quisessem fazer. Enfim.

O resultado é esta desgraça, em que, muito sinceramente, não se percebe pevas. Há uma personagem em particular que serve de vilões e heróis (sim, opostos, sim, plural) e que tinha tudo para ser o elo de ligação entre as várias linhas narrativas, mas que se revela simplesmente como uma personagem fraca e sensaborona, a tomar decisões ao ritmo a que a narrativa exigia para não morrer de vez.

Desilusão e alguma pena, é tudo o que sobra desta leitura. Definitivamente a não repetir.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Vingadores: Para Sempre #1 (Universo Marvel #10)


Argumento: Kurt Busiek e Roger Stern
Arte: Carlos Pacheco, Jesús Merino, Steve Oliff
Tradução: Paulo Moreira


Opinião: Quando a Marvel decide brincar com viagens no tempo, há potencial. Pelo menos há bons precedentes. Mas como este livro prova, também pode dar barraca.

Um dos motivos é o excesso de esforço. Este livro tem tantas personagens, tantas linhas narrativas, tantos conflitos, tantos mistérios... e é só a primeira parte! Isto podia ser bom, mas o argumento não lida da melhor forma com tanta coisa e acaba por tornar este livro um dos mais fracos desta colecção, ainda que dê para entreter.

Outro motivo é algo que até considero um conceito genial, mas que é bastante mal aproveitado. Além do mais-ou-menos-vilão também ser o mais-ou-menos-herói, apenas em pontos diferentes da sua linha temporal, também a equipa de Vingadores foi reunida de várias épocas, todos escolhidos a dedo: um Capitão América desapontado, dois Hank Pym em fases opostas da sua vida, um Hawkeye ligeiramente selvagem... Enfim, estão a perceber a ideia.

O objectivo é bom, e a equipa até foi bem reunida, mas a coisa acaba por não funcionar. Ou melhor, até funciona, mas a ideia com que fiquei foi a de que teria funcionado com praticamente qualquer outro conjunto de personagens, de qualquer outra época. O livro não vinca o suficiente a necessidade de serem estas personagens em específico.

E depois toda a história é uma grande confusão. Demora-se muito a perceber quem é quem e quem é que está a fazer o quê, e depois há várias iterações da mesma pessoa e uma grande confusão. Dá para entreter, como já disse, e a arte é competente e agradável, embora me tenha parecido banal, mas não passa disso.

A quantidade imensa de texto e de explicações literais também prejudicou bastante a obra. Digamos que só avancei para o próximo por uma questão de ficar a saber a conclusão...