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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Star Wars: Clássicos 12

Título: Star Wars: Clássicos 12

Guiões: Mary Jo Duffy
Desenhos: Cynthia Martin, Sal Buscema, Steve Leialoha
Arte-final: Art Nichols, Sam de la Rosa, Ken Steacy, Whilce Portacio
Cores: Petra Scotese, Glynis Oliver, M. Wrigthson, Daina Grazinus, Elaine Lee
Tradução: Renato Neves e José Vala Roberto

Sinopse: Agora que a ameaça do Império ficou para trás, surge um novo inimigo que põe em risco a tão desejada paz: os Nagai, uma raça alienígena chegada de outra galáxia. Luke Skywalker já enfrentou um dos seus piores comandantes, Den Siva, tendo perdido o amigo Kiro nessa batalha, e Han Solo nutre um ódio antigo pelo líder, Faca. Mas os Nagai talvez não sejam o único inimigo a enfrentar e os nossos heróis terão de pôr à prova o seu valor, a sua força e até a lealdade numa batalha recheada de surpresas e de alianças inesperadas.

Opinião: Com muita pena minha, achei este livro, o último dos que comprei desta colecção, bastante fraco.

Há um certo limite para a quantidade de palhaçada e de raças/personagens completamente unidimensionais e sem qualquer tipo de interesse que eu consigo aturar.

Os primeiros livros foram deveras interessantes, e o destaque destes 12 volumes vai para os momentos em que os autores, fossem quem fossem, se passavam dos carretos e faziam algo completamente diferente do geral.

Infelizmente não há nada do estilo, neste livro. Se no anterior a continuação pós-história-dos-filmes tinha ficado relativamente bem feita, ou plausível, pelo menos, neste estragam tudo, com um argumento que parece ter sido escrito por uma criança a brincar com os bonecos da saga, personagens descabidas e momentos que roçam demasiado o cómico, estragando por completo o tom da série.

É impossível a história parecer dramática e intensa, como é suposto, se paralelamente vai aparecendo uma raça de baratas gigantes e palermas que só fazem asneira. Há momentos para se brincar e há momentos para se contar uma história séria. Fazer ambas as coisas ao mesmo tempo envolve um certo grau de mestria que claramente não está presente aqui.

Os desenhos, pelo menos, são moderadamente interessantes, embora pareçam demasiado genéricas, em certas alturas. O que, mais uma vez, é uma pena. O universo de Star Wars é tão único, e tem tanto para contar, e acaba por não ser minimamente aproveitado neste livro, nem nesta saga em geral.

Já me disseram que a coisa melhora, eventualmente, e um dia agarrarei nessas histórias mas, por agora, fica o desapontamento.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Star Wars: Clássicos 11

Título: Star Wars: Clássicos 11

Guiões: Mary Jo Duffy, Archie Goodwin
Desenhos: Jan Duursema, Sal Buscema, Cynthia Martin, Al Williamson, Ron Frenz
Arte-final: Tom Mandrake, Tom Palmer, Steve Leialoha, Bob Wiacek, Art Nichols, Al Williamson, Sam de la Rosa
Cores: Glynis Wein, Petra Scotese, Glynis Oliver
Tradução: Renato Neves e José Vala Roberto

Sinopse: Depois de terem destruído a segunda Estrela da Morte e derrotado o Império, os heróis rebeldes acreditavam terem acabado com a guerra. Contudo, ainda terão pela frente a maior de todas as batalhas: restabelecer a confiança na República. Ainda restam tropas imperiais activas em alguns cantos da galáxia, dedicando-se ao tráfico de escravos e à disseminação do caos. Para as enfrentar, a Aliança precisa de um exército disciplinado. Luke Skywalker é o responsável pelo seu treino, mas o último Jedi tem grandes dúvidas sobre se deve transmitir os segredos da Força às novas gerações.

Opinião: Um livro novamente perfeitamente mediano. É porreiro, mas não é nada de especial. Nem o argumento nem a arte me fascinaram particularmente.

Se bem que mesmo assim, há um ponto a favor. Pelo menos por enquanto estou a gostar da direcção que a história está a tomar: com os vilões derrotados e a história a chegar a um "fim", a saga conseguiu não se perder e ganhar a aposta de continuar após um momento tão marcante.

Para isso fez aparecer novos vilões, que não caíram de céu. Apareceram de forma relativamente normal, ainda que brusca, mas pelo menos fez sentido. Algum, vá.

Quer dizer, é interessante pensar "então e agora que o Império foi ao ar, o que é que isto implica?". Desde tropas imperiais demasiado longe da catástrofe para saberem o que aconteceu, até civilizações que se viram livres do jugo imperial e podem agora prosperar, são várias as hipóteses razoáveis.

Lá vão aparecendo algumas personagens ridículas que não são o Jar Jar. Esse nem sequer apareceu nestas BD's, abençoado. Mas as tentativas de humor palerma que vão aparecendo são demasiado ridículas. Podiam perfeitamente enveredar por uma temática mais séria e madura, sem terem que recorrer ao humor idiota para aligeirar a coisa.

E, claro, o Luke está outra vez na mesma, irritante e cheio de dúvidas completamente estapafúrdias. É uma personagem que não me consegue agradar, de maneira nenhuma. Aborrece-me!

O livro pelo menos dá para passar um bom bocado. E duma coisa não me posso queixar: é sempre agradável regressar a este universo.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Star Wars: Clássicos 10

Título: Star Wars: Clássicos 10

Guiões: Linda Grant, Roy Richardson, Mary Jo Duffy, Randy Stradley, Ann Nocenti
Desenhos: Bob McLeod, David Mazzucchelli, Tom Palmer, Bret Blevins, Tony Salmons
Arte-final: Tom Palmer
Cores: Glynis Wein, Michael Higgins, J. Ferriter, Bob Sharen
Tradutores: Renato Neves e José Vala Roberto

Sinopse: Após a derrota do Império, a Aliança Rebelde tem agora de unir todos os planetas para garantir a paz futura. Como é óbvio, tal não será tarefa fácil. Regressam velhos amigos e antigos inimigos que põem os nossos heróis à prova. Lando Calrissian aceita regressar a Drogheda para ajudar a rainha Sarna, com quem no passado esteve prestes a casar-se. Entretanto, no seu papel de embaixadora da nova Aliança de Planetas Livres, a princesa Leia enfrenta os perigos da política, os quais por vezes se revelam... mortais.

Opinião: O décimo volume de uma colecção que já me começa a custar a ler até nem foi muito mau.

Tem umas histórias menos agradáveis, ou que na prática não têm história, mas aquilo que sinto é que com a história de fundo dos filmes terminada, fica pouca coisa para contar.

Ou melhor, fica muita coisa para contar, mas falta de jeitinho e oportunidade para a contar. É por isso que algumas das histórias deste livro parecem tão "secas" e chegam a tornar-se aborrecidas. Falta uma história geral como pano de fundo, falta a motivação.

Isso é de tal forma notório que a melhor história é mesmo quando flashbackam para uma altura anterior ao fim do Império. A história que contam é decente, tem personagens cativantes e um conflito ético e emocional bastante credível. Até gostei e tudo!

Mas isto foi uma história no meio de tanta história aleatória. Para ser honesto, até nem foi a única história interessante, mas foi a única em que acabei e pensei "epah, sim senhor!". Mas já lá vou.

Antes quero falar duma história que tem aquela personagem que vem na capa. Aquela que parece um Darth Vader com mamas. Essa mesmo. Eu não sei qual foi a parte dela parecer um Darth Vader com mamas que as outras personagens não perceberam, mas só suspeitam que ela talvez seja um bocado psicótica depois de ela se revelar como psicótica. Well, DUH!

E depois há uma história com contornos tão idiotas que até me doeu o históriatálamo. Logo para começar, o Luke chega ao pé de outra personagem e vira todo sensei Jedi: "Eu sinto a Força em ti, Kiro... Foi a Força que usaste...", ao que a outra personagem responde: "Sim! Treina-me na arte de ser Jedi!", como é óbvio, quem é que não diria o mesmo?

Parece a oportunidade perfeita. Luke é o último Jedi, e tem ali um amigo com potencial. O que é que ele responde? "Não.". E porquê? Por causa de motivos. Fuck you lógica.

Mas ainda há melhor! Metade dos heróis diz aos manda-chuvas que vai de férias, e a outra metade é um bocado atrasada por um ataque qualquer de alguém, mas o Conselho dos Planetas Livres realiza-se na mesma, completamente inflexível, e acaba com uma Presidenta, muito séria, a dizer: "Ao não comparecerem, os nossos heróis optaram por não nos ajudarem a governar!".

Vai-te. Lixar. Não é assim que as coisas funcionam. Mas pronto. Pelo menos a seguir há um planeta cheio de wookies, e mais uma história minimamente sólida, com um conflito interessante, em que até chegamos a ver o Chewbacca a apanhar porrada para que não lhe magoassem a família. É comovente ver o grandalhão nessa posição.

E assim se acaba o livro, nem foi mau de todo, apesar das coisas aleatórias e sem sentido que volta e meia dão um ar de sua graça. Está é na altura de fazer uma pausa nisto e agarrar noutras BD's, que já não posso com a fronha bondosa do Luke...

sábado, 22 de junho de 2013

Star Wars: Clássicos 9

Título: Star Wars: Clássicos 9

Guiões: David Michelinie, Mary Jo Duffy
Desenhos: Ron Frenz, Luke McDonnell, Klaus Janson, Tom Mandrake, M. Hands, Tom Palmer
Arte-final: Tom Palmer, Bob Layton
Cores: Glynis Wein, Klaus Janson, Christie Scheele, Stan G.
Tradutores: Renato Neves e José Vala Roberto

Opinião: Estou bastante chateado com este livro. Furioso. Mas já lá vou. É melhor começar pelo princípio.

As histórias neste volume oscilam entre o "hey, que coisa tão fixe" e "epah, bela duma bodega". A partir do momento em que se tem toda uma história em que alguém salva o dia por conseguir cantar e encantar um alien acabado de ultrapassar puberdade... Enfim.

Mas essas criaturas são bastante curiosas. E ridículas. Enquanto jovens são criaturas fofinhas, uns Ewoks mais felinos e com pequenos fatos militares que só ajudam ao seu arzinho de peluche; mas quando chegam à maturidade como que evoluem para seres primitivos e simiescos, com menos de meio cérebro e que cuja principal forma de comunicação é "AAAAARRRRGGGGHHHHHHHHH".

Voltando às histórias, há de tudo um pouco: uma história que nem é boa nem má, uma que não tem qualquer propósito e que serve apenas para encher, uma história final triste, triste, triste, mas não particularmente interessante...

É importante é referir 2 coisas que me agradaram bastante. Uma delas é que lá pelo meio aparece uma história chamada O Aprendiz, sobre, adivinharam, um aprendiz. A história é bastante interessante, está bem construída, expressa bem a inevitabilidade das escolhas do dito aprendiz... Gostei bastante. E como bónus ainda tem a arte, distinta das outras histórias da melhor forma possível.

A outra coisa interessante é o final de uma história sobre um robot fêmea e um rebelde desaparecido. Ao longo da história vai-se criando uma ligação entre essa robot e o dróide protocolar de serviço, C-3PO. E depois no fim... Desculpem estragar-vos a história, se ainda queriam ler isto, mas digamos que a imagem final tem o C-3PO em primeiro plano, com o resto dos heróis a afastarem-se do leitor, e com a chuva que cai a formar 2 rios de lágrimas que o dróide nunca poderia ter chorado.

É uma imagem forte, intensa, emocional e bastante bem conseguida. Foi dos pontos altos deste volume, e uma das poucas coisas que me fez continuar a ler depois do que vou falar a seguir.

Não sei se têm noção, mas estes livros supostamente são paralelos aos filmes, ou seja, contam a histórias dos filmes e ainda o que acontece entre um e outro, e ainda depois. Li a história sobre o primeiro filme, feliz da vida, sobre o segundo filme, idem idem aspas aspas, e mesmo quando já começava a estranhar nunca mais aparecer o terceiro filme, BAM, salta-se um pedaço de história e começa-se a contar a história DEPOIS do terceiro filme.

Num momento procura-se por Han Solo, congelado em carbonite, no outro está ele feliz da vida, rodeado de Ewoks, a trocar charme com a princesa Leia, enquanto o Chewbacca dorme enroscado com os ursinhos de peluche ambulantes nativos de Endor. Fiquei fulo. A sério. O livro em si já era mediano, com este salto no enredo ficou para sempre classificado na minha mente como fraco.

A ver se consigo ignorar isto e avançar para os volumes que me faltam sem ter vontade de trepar paredes.

domingo, 16 de junho de 2013

Star Wars: Clássicos 8


Título: Star Wars: Clássicos 8

Guiões: David Michelinie, Mary Jo Duffy
Desenhos: Ron Frenz, Gene Day, Kerry Gammill, Tom Palmer
Arte-final: Tom Palmer
Cores: Glynis Wein, Christie Scheele, Stan G.
Tradutor: José Vala Roberto

Opinião: Achei este volume melhorzito, pelo menos que o anterior. Mesmo com algumas coisas estranhas que foram aparecendo.

A primeira história é um bom começo, tem um enredo minimamente sólido e interessante, em que as emoções negativas são exploradas sem se recorrer ao Lado Negro da Força nem a nenhuma encontro do Darth Vader com o Luke.

Na segunda, que dá pistas sobre o passado de Bobba Fett, fiquei genuinamente interessado. O caçador de recompensas é uma personagem bastante interessante mas sobre a qual se sabe pouco ou nada, para além de que tem uma armadura porreira. Foi bom ver as suas origens a serem exploradas.

É na terceira que começa a desgraça. Poucas páginas depois de começar, há uma página inteira a fazer um flashback à história imediatamente anterior. Uma página inteira dedicada a isso. É o que se chama encher espaço. Depois há todo um momento em que enganam um Stormtrooper com a seguinte deixa: "olha, tens os atacadores desatados". Foi tão palerma que me deu pena.

E algures no meio desta história, há alguma coisa que é traduzida como "borregar". Pode ser um termo técnico todo bonito e não sei quê, mas ficou tão, mas tão feito... Acho que o tradutor podia ter feito um melhor trabalho.

O único verdadeiro problema que tenho com a história seguinte é um momento que me fez desligar por completo da história, de tão ridículo que foi. Um gajo diz o seguinte, "a estatueta tem mais ou menos este aspecto", enquanto desenha no chão de terra. O resultado? Um desenho exacto e preciso da estatueta, extremamente detalhado. Um desenho feito no chão, apelidado de "mais ou menos assim", e que depois parece ser uma fotografia? Não.

É então que encontram Han! Não, não encontram nada, é tão óbvio. Nem é preciso conhecer a saga para perceber que o enredo desta história estava bastante pobrezito.

Depois vá lá, apareceu uma história minimamente interessante, ainda que o que me tenha feito gostar tenha sido Dani, a alien de pele vermelha com a líbido mais activa das redondezas, que é tão, mas tão engraçada!

A história seguinte é bastante pouco interessante e improvável, digamos que envolve criaturas fofinhas, uma cidade aparentemente abandonada, e umas cassetes guardadas numa sala do tesouro. Ah, e pessoas a voar em balões de ar quente? Porque vai-te lixar nave espacial, quem precisa de ti quando temos balões de ar quente?!

Por fim, as últimas duas histórias passam-se num planeta praticamente composto por água, em que se conhecem uns extraterrestres interessantes mas que não passa disso mesmo. Mesmo a desgraça que acontece entretanto, é tão previsível... Mas pronto, nem foram muito más.

No geral achei que a qualidade melhorou, mas continua abaixo do esperado. Estas histórias deviam ser geniais, há tantas coisas em Star Wars passíveis de serem exploradas! E continuam a não dar quase tempo nenhum de antena a um dos maiores vilões de sempre: Darth Vader. Isso é que me chateia sempre, as histórias são sempre sobre os bons da fita e sobre como é difícil serem os bons da fita... Vão-se catar, eu quero é ver o Darth Vader a estrangular pessoas e a cortar coisas ao meio com o lightsaber!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Star Wars: Clássicos 7



Título: Star Wars: Clássicos 7

Guiões: David Michelinie, Michael Fleisher
Desenhos: Walter Simonson, Joe Brozowski, Carmine Infantino
Arte-final: Tom Palmer, Vince Colletta, Rudi Nebres
Cores: Glynis Wein, Tom Palmer, George Roussos
Tradutor: Renato Neves

Opinião: Embora se mantenha relativamente interessante, só continuo a ler estas BD's porque sou um grande fã de Star Wars. Os argumentos por vezes são bastante ridículos, os diálogos sofríveis, e a arte tem variações brutais entre livros, e às vezes dentro do mesmo livro, e nem sempre o resultado é tão bom quanto isso.

Neste volume em particular, uma das histórias consiste numa personagem a contar a sua história de vida. Tudo bem até aqui. O problema é isto passar-se a meio dum tiroteio. Sim, foi um desses momentos parvos que assalta muita BD de super-heróis, durante os quais está a acontecer a maior parte da acção a um ritmo estonteante, e alguém está a falar que se desunha.

Histórias previsíveis, algumas intensas, pelo menos foi interessante ver uma história com o Skywalker a duvidar de si próprio e a questionar o seu próprio estatuto de herói-bom-da-fita, que nunca tem propriamente razão de ser para além de "sou um dos bons". Algumas das histórias também têm desenvolvimentos demasiado simples, normalmente com Luke a resolver tudo recorrendo à Força, uma das suas melhores armas e da qual só se lembra de vez em quando, curiosamente quando a história se meteu nalgum beco e está a precisar de um milagre para continuar sem matar um protagonista, ou algo do estilo.

E não se preocupem, os soldados imperiais continuam inúteis. Já consumi uma boa dose de Star Wars, entre filmes, séries, paródias e BD's, mas é algo que me deixa sempre de boca aberta. Para o grupo mais poderoso do Universo, o Império deve ter os piores militares de sempre.

Na penúltima história, que envolve ladrões de água, os diálogos e os monólogos chegam a ser verdadeiramente dolorosos. Muitas das vezes o seu único objectivo é explicarem ao leitor o que se passa, o que não se faz num diálogo... É na narração. Ou nas imagens, sendo isto uma BD. Ou confiando que o leitor se lembra do que se passou na história anterior. Enfim.

Já mesmo na última história, os desenhos mudam radicalmente e a história não começa onde acabou, mas algum tempo à frente, sem mostrar grande continuidade directa. Mas pelo menos voltamos a ter direito ao Han Solo! É sem dúvida uma das personagens mais interessantes, e que me parece sempre muito mal aproveitada... Um bocado como o Darth Vader, o Lord Sith super poderoso que passa a maior parte do tempo nalguma nave gigante, a sufocar oficiais, em vez de andar por aí, a usar a Força para exterminar os Rebeldes.

Pronto, é isto, acho que estas BD's cada vez mais são fãs da saga e não para alguém que não tenha particular interesse, pelo simples facto de que não são tão apelativas quanto isso. Têm alguns momentos fantásticos, mas a maior parte do tempo têm uma qualidade mediana. É esperar que a Força esteja com os próximos volumes.

sábado, 4 de maio de 2013

Star Wars: Clássicos 6

Título: Star Wars: Clássicos 6

Guiões: David Michelinie, Chris Claremont
Desenhos: Walt Simonson, Carmine Infantino
Arte-final: Thomas Palmer, Kupperberg, Frank Giacioa, Al Milgrom
Cores: Don Warfield, Glynis Wein
Tradutor: José Vala Roberto

Opinião: Definitivamente melhor que o volume anterior, este sexto livro desta colecção é capaz de ser o que tem o argumento mais bem construído e menos palerma, e os diálogos mais naturais (ainda que nunca verdadeiramente naturais).

Com uma ilustração de boa qualidade, e ainda sem a presença de Han Solo, as histórias desenvolvem-se a bom ritmo e conseguem lidar com uma personagem tão ridícula como Plif, uma espécie de coelho alienígena com poderes telepáticos, sem caírem no absurdo nem no deplorável.

Lando Calrissian, por sua vez, está mais interessante e cada vez mais parecido com um Han Solo num processo de ganhar confiança em si próprio. Já Luke aparece menos, o que nos poupa aos seus dilemas aberrantes e aborrecidos durante a maior parte do tempo. O maior destaque vai para a princesa Leia, uma rebelde com huevos e que vai se vai mostrando como uma personagem muito forte, mesmo que tenha alguns momentos ligeiramente inverosímeis.

E tudo isto sem esquecer a história em duas partes sobre um planeta em que tecnologia de ponta convive com homens de ar ligeiramente medievais que ainda lutam com espadas, e que é o melhor exemplo de uma boa narrativa nesta saga até agora, provavelmente devido ao excelentemente trabalhado narrador, o governante do dito planeta, com uma voz muito própria e que carrega a história com uma carga emocional muito real.

Podem, portanto, confiar que a qualidade desta colecção não se perde nos primeiros livros, e que após um leve interregno volta em grande neste sexto volume e, espero, nos próximos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Star Wars: Clássicos 5

Título: Star Wars: Clássicos 5

Guiões: Archie Goodwin, Wally Lombego, Larry Hama, Mike W. Barr
Desenhos: Al Williamson, Carlos Garzón, Carmine Infantino, Gene Day, Walt Simonson, Tom Palmer
Arte-final: Day, Stone, Tom Palmer
Cores: Glynis Wein, D. Warfield, C. Scheele
Tradutor: Renato Neves

Opinião: Por muito que eu goste de Star Wars, há um limite para o número de enredos manhosos que consigo aturar. Tenho que ser sincero e dizer que nunca estive à espera que a qualidade destas BD's fosse algo de extraordinário. São obras que derivam de filmes, e cujo objectivo de expandir o universo da saga se mistura muitas vezes com o de ganhar umas massas, portanto sempre estive à espera de uma qualidade medíocre com laivos de brilhantismo por ali espalhados.

Mas até agora tenho encontrado algo mais oposto: não digo histórias excelentes, mas boas histórias, interessantes, com alguns laivos de mediocridade, por vezes desesperante. Tem sido uma boa surpresa, mas agora que já ultrapassei a excitação de fanboy, e apanho um livro de uma forma geral bastante mediano, tenho que me queixar um pouco.

A maior parte das histórias desenvolvidas neste volume sofrem do mal que algumas das histórias de volumes anteriores também sofriam: mau argumento. A diferença é estas histórias estarem agora em maioria. É que a sério, eu sei que isto é um universo de ficção científica, em que há raças que parecem ursinhos fofinhos e outras que parecem ursos ameaçadores e isso tudo, mas acho que se existirem 3 ou 4 pessoas neste planeta capazes de tornar uma história sobre o Darth Vader e a Princesa Leia envolvidos em lutas económicas e ligeiramente cómicas credível, é muito.

Já não há paciência para este tipo de argumentos manhosos que só servem para encher chouriços e que apenas estão vagamente relacionados com o enredo principal. Mas enfim. Era difícil isto continuar espectacular durante 12 volumes? Espero apenas que o próximo volume me anime mais um bocado...

Se bem que, não desesperem, as personagens continuam interessantes, dentro dos seus limites. Nota-se é bastante a falta de Han Solo, e em comparação a personagem de Lando Calrissian é muito, muito, muito pouco carismática. E o Yoda! Onde é que anda o Yoda?! E porque raio é que o Darth Vader, uma das personagens mais interessantes de sempre do que quer que seja, tem tão pouco tempo de antena? É uma maldição, digo-vos.

sábado, 2 de março de 2013

Star Wars: Clássicos 4



Título: Star Wars: Clássicos 4

Guiões: Archie Goodwin
Desenhos: Carmine Infantino, Bob Wiacek, Gene Day, Michael Golden, Al Williamson, Carlos Garzón
Cores: Petra Goldberg, Nelson Yomtov, Michael Golden, Glynis Wein
Tradutor: José Vala Roberto

Opinião: Este livro para mim está dividido em 3 partes: as 6 primeiras histórias, continuações directas do livro anterior, a sétima história Cavaleiros no Vazio!, um bocado de lado, e as últimas 4 histórias, já o início da adaptação do segundo filme da trilogia original, Star Wars Episode V: The Empire Strikes Back.

Faço esta divisão por causa dos desenhos. Os primeiros 6 capítulos têm os mesmos traços que os volumes anteriores, clássicos e algo toscos; o Cavaleiros no Vazio! tem um traço mais cuidado e arredondado, bastante mais agradável à vista e que destoa entre os capítulos anteriores e os posteriores; e por fim os últimos 4 capítulos, que também têm um traço diferente, nos quais é possível ver claramente um Harrison Ford na figura de Han Solo, um Mark Hamill como Luke Skywalker e uma Carrie Fisher como Princesa Leia.

Devo confessar que normalmente não sou fã de adaptações de um meio para o outro. Há filmes baseados em livros que se vão safando, livros baseados em jogos tenho as minhas dúvidas mas ainda hei-de experimentar, e livros baseados em filmes deixam-me sempre de pé atrás.

Mas Star Wars é Star Wars. Quando nos deixamos prender por este Universo ficamos irremediavelmente parciais relativamente a tudo o que a ele lhe pertença. E estas BD's não são excepção, como tive oportunidade de comprovar definitivamente ao ler o princípio da adaptação do segundo filme, que deve ser o meu filme favorito da saga, e cuja adaptação em BD, até agora, provou ser dos meus momentos favoritos desta colecção. Foi interessante ver o filme transposto para o desenho, especialmente com desenhos tão precisos e parecidos com os actores.

Ainda mais extraordinário quando se teve direito ao interlúdio entre os primeiros capítulos do primeiro volume, a adaptação do primeiro filme, e estes capítulos que começam a adaptação do segundo. Nesse interlúdio ficamos a conhecer melhor as personagens, as relações entre elas, as suas motivações e as peripécias pelas quais passaram, assim como ficamos a ter uma visão mais ampla deste Universo e das criaturas que o povoam.

Acho que estes capítulos finais apenas são superados pelo capítulo imediatamente anterior, Cavaleiros no Vazio!, em grande parte devido ao aspecto, que foi o melhor que já vi nestes 4 livros, mas também devido à história, que achei deveras interessante, ainda que tenha sido quase completamente à parte da linha narrativa principal, sem lhe acrescentar muito.

Portanto, caros fãs da saga, leiam que não se vão arrepender.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Star Wars: Clássicos 3


Título: Star Wars: Clássicos 3

Guiões: Archie Goodwin, Mary Jo Duffy, Chris Claremont
Desenhos: Carmine Infantino, Bob Wiacek, Gene Day, Mike Vosburg, Steve Leialoha
Cores: Carl Gafford, Petra Goldberg, Ben Sean, Glynis Wein, Bob Sharen
Tradutor: José Vala Roberto

Opinião: Só de imaginar que ainda vou ter pelo menos mais 9 destes para ler... Não podia estar mais deliciado. Se bem que para ser honesto tenho que apontar as várias falhas que vão aparecendo, que ainda são algumas.

O Luke continua a ter o mesmo problema que para mim tem desde que o vi pela primeira vez: é o bom da fita só porque sim. Não tem propriamente uma motivação, nada. É bom e acabou. Aqui nas BD's até está melhor, a relação entre ele e o Darth Vader (pré-revelação bombástica que já toda a gente sabe qual é) é mais explorada, assim como a sua evolução no domínio da Força. Torna-se mais interessante, mas ainda assim...

Aquilo que achei mais interessante neste livro deve ter sido a história de um jovem Obi-Wan Kenobi que Leia conta ao resto do pessoal. É uma pequena visita a um Obi-Wan que está algures entre as duas trilogias, e que mostra todo o potencial da personagem. Só tem o defeito de me ter deixado com vontade de ler mais histórias daquelas!

E pronto, há sempre o problema das coisas se resolverem de forma demasiado fácil para os nossos heróis. São capturados, mas um deles é o escolhido de uma profecia qualquer e de repente têm todo um planeta a ajudá-los. Enfim, são coisas que estão lá para desenrascar e fazer avançar a história, mesmo sem fazerem grande sentido, ou sendo ligeiramente incoerentes. Não fosse isso e já Luke e companhia limitada tinham falecido há uns tempos.

Mas pronto, tirando os defeitos, que estou mais do que disposto a ignorar, a qualidade é boa, as histórias são interessantes e aparecem cada vez mais personagens curiosas, como o Barão Taggae, cegado por Darth Vader e que ser vingar a todos os custos, bem como algumas personagens com ligações ao passado dos vários protagonistas, deste um antigo professor de Leia a uma companheira de bandidagem de Han Solo e Chewbacca.

Portanto, mais uma boa colectânea de comics que precisa de ser continuada com mais qualidade no próximo volume, para que a saga começo a ficar menos interessante... Tenho esperanças que cortem nas miraculosas saídas de situações complicadas e se foquem mais na história e no passado das personagens. A ver vamos!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Star Wars: Clássicos 2


Título: Star Wars: Clássicos 2

Guiões: Archie Goodwin, Chris Claremont
Desenhos: Carmine Infantino, Terry Austin, Walt Simonson, Bob Wiacek, Herb Trimpe, Allen Milgrom, Gene Day
Cores: Janice Cohen, Bob Sharen, Marie Severin, Gaff, George Roussos
Tradutor: Pedro Vidal

Opinião: Continuando na mesma linha do livro anterior, só que desta vez totalmente composto de histórias extra-filmes, o segundo volume desta fantástica (maravilhosa! espectacular!) colecção foi uma metafórica delícia.

Neste volume acompanhamos mais Han Solo e Chewbacca, duas personagens interessantes e que sempre prometeram muito mais para além daquilo que se viu na trilogia original, mas sem nunca deixar de acompanhar Luke e a princesa Leia, juntamente com a Aliança Rebelde e os sempre hilariantes R2-D2 e C-3PO.

Quando escrevi a opinião do primeiro livro, acho que estava um excitado demais, e acabei por não falar tanto do livro como gostaria. Aproveito agora para falar com mais detalhe de algumas coisas que se aplicam tanto a este livro como ao anterior.

A primeira coisa é que o Chewbacca das BD's tem muito melhor aspecto do que o dos filmes. É mais primitivo e agressivo, se é que isso era possível, mas também com uma inteligência fora do normal e bastante inesperada, após a primeira impressão. Já Han Solo não engana ninguém e pareceu-me ser a personagem que foi melhor transposta do cinema para estas páginas, sarcástico, galifão, um mercenário leal e de bom coração.

É claro que isto é verdade se não contarem com os dróides. A mim ninguém me convence que uma das melhores coisas do Universo Star Wars não são exactamente os 2 dróides que toda a gente conhece e que fazem parte da cultura mainstream, além de terem os seus altares pessoais nos cultos geeks: R2-D2 e C-3PO. Tanto nos filmes como nas BD's, são um bocadinho os bobos da corte, especialmente o C-3PO, providenciando alguns dos momentos mais hilariantes de toda a saga, mas acabam invariavelmente por ter um papel importante no desenvolvimento da história.

O livro termina num momento dramático, embora aquilo que aconteceu realmente, e que será provavelmente revelado no próximo volume, não seja surpresa nenhuma. Mais uma vez, Han Solo e Chewbacca em grande destaque, uma característica destas histórias que me tem agradado bastante e que espero que continue, nos próximos volumes. Agora é esperar pelo próximo!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Star Wars: Clássicos 1


Título: Star Wars: Clássicos 1

Guiões: Roy Thomas, Don Glut, Archie Goodwin
Desenhos: Howard Chaykin, Steve Leialoha, Rick Hoberg, Bill Wray, Frank Springer, Tom Palmer, Alan Kupperberg, Carmine Infantino, Terry Austin
Cores: Marie Severin, Steve Leialoha, Glynis Wein, Paty, Carl Gafford, Tom Palmer, F.Mouly, Janice Cohen
Tradutor: Luís Santos

Opinião: Poucas terão sido as minhas opiniões aqui escritas que tenham sido tão parciais quanto esta. Não há-de ser grande surpresa eu ser um fã acérrimo da saga Star Wars, e portanto conseguem imaginar logo à partida que a minha leitura deste livro, que compila os 11 primeiros comics da saga Classic Star Wars: A Long Time Ago..., envolveu a minha pessoa com o ar mais embasbacado e deliciado do mundo, com os olhos a brilhar e um enorme sentimento de satisfação pessoal.

Para começar, a edição é praticamente perfeita. Capa dura e páginas de qualidade, sem falhas nas cores nem erros (que me lembre de ter apanhado) na escrita. Depois é Star Wars.

Começa por ser uma adaptação do primeiro filme, ou seja, do Episode IV: A New Hope, e a certa altura já é uma expansão da história, com acontecimentos cronologicamente situados entre esse primeiro e o segundo filme. Os desenhos têm um ar que eu descrevo como "clássicos". Não sou especialista em BD, longe disso, portanto não vos sei elaborar muito mais. São BD's antigas e têm ar disso mesmo, o que, na minha opinião, lhe dá um certo toque especial...

A parte escrita da coisa não me agradou profundamente, mas é mais porque eu não gosto de ler BD's traduzidas. Devido ao formato em que a história é contada e apresentada, a tradução pode mudar muito o registo e estragar a cena que temos ali desenhada à nossa frente. Acho que os balões e afins numa língua que não a original parecem sempre deslocados do desenho. Mas enfim, tirando isso, não tenho razão de queixa.

Até porque é Star Wars! Luke Skywalker, R2-D2, C-3PO, Han Solo, Chewbacca, Princesa Leia, Obi-Wan Kenobi... Darth Vader! E outros! Toda uma série de personagens que conheço demasiado bem e que gostei bastante de ver neste novo formato. Só tinha visto os filmes, e devo dizer que o universo de Star Wars funciona muito bem, passado para banda-desenhada... Provavelmente graças àquele batalhão de pessoas envolvidas na criação de cada um destes comics, que não foram realmente aqueles todos para cada um deles, mas cada um foi escrito, desenhado e colorido por um subconjunto daquele pessoal todo.

Este primeiro volume, ainda por cima, começa por contar a história do filme, portanto garanto-vos que tenho dificuldade em falar muito mais sobre ele. Só sei que adorei a leitura, ainda que não tenha sido perfeita, e que mal posso esperar pelos restantes 11 volumes!