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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Mulheres da Marvel (Universo Marvel #16)


Argumento: Christ Claremont, Marjorie Liu, Stuart Moore, Kelly Sue DeConnick
Arte: Milo Manara, Dave Stewart, Filipe Andrade, Nuno Plati, Jay Leisten, Sandu Florea, SotoColor, Mark Brooks, Walden Wong, Emily Warren, Ryan Stegman, Tom Palmer, Victor Olazaba, Juan Doe
Tradução: José de Freitas, João Miguel Lameiras, Paulo Furtado

Opinião: Este foi daqueles que antes da leitura era uma perfeita incógnita. A capa é apresentação suficiente do artista envolvido, Milo Manara, e não sou particularmente fã da sua obsessão com um ou dois tipos idealizados (e exagerados) de mulheres, que desenha até à exaustão, com mínimas variações.

Mas nem só de Manara se faz este volume, que conta com contribuições de artistas portugueses, Filipe Andrade e Nuno Plati, e ainda mais duas histórias, perfazendo assim um volume diversificado, tanto a nível de argumentos como de arte, apesar da "temática" central das mulheres como protagonistas.

É interessante, de um ponto de vista cultural, reparar como isto soa diferente até nos dias de hoje, em que supostamente somos tão progressivos e as personagens femininas ganham cada vez mais (ou menos) destaque qualquer que seja o meio.

Mas essas considerações não são relevantes. Aquilo de que quero falar é de como Manara me supreendeu, os portugueses me deixaram bastante satisfeitos, a arte da terceira história me apanhou desprevenido, e como a última história deixou muito a desejar a todos os níveis.

Primeiro, Manara. Com argumento fraco de Chris Claremont, um veteraníssimo destas andanças, Manara não se deixou intimidar e demonstra uma arte impecável. Continuo a ter um problema com as mulheres que ele desenha, assim como com as "acidentais" poses semi-eróticas e roupas curtas e justas que insiste fazer aparecer por todo o lado, mas o nível de detalhe é fantástico, e dá gozo olhar para estas páginas. É mesmo uma arte boa!

Claro que a história das super-heroínas que vão de férias e se vêem subitamente sem poderes e envolvidas em problemas não é completamente desinteressante, mas o facto de se reunirem meia dúzia das mutantes mais poderosas à face da Terra, e ainda assim precisarem de um homem para salvar o dia... Cai mal, e falha um bocado o objectivo.

A segunda história é a que conta com a contribuição de Andrade e Plati, com um a desenhar as sequências reais, e outro as sequências sonhadas. Foi sem dúvida a minha história favorita, e em grande parte graças à fantástica arte dos dois portugueses, tão diferentes e estranhamente complementares entre si. O argumento é algo confuso, porque é o meio de qualquer coisa e envolve um clone feminino do Wolverine com problemas de identidade, e bastante negro. Diria até surpreendentemente negro, tendo em conta o estilo mais leve e humorístico tão típico da Marvel.

Foi a história seguinte, sobre duas personagens relativamente obscuras, Cloak e Dagger, que me surpreendeu, com um estilo muito parecido a desenhos animados, luminoso e com uma espantosa sensação de movimento.

A história final é sobre Sif, uma asgardiana, e conta com a participação de Beta Ray Bill, um alien muito parecido com o Thor e que é das personagens mais peculiares que já encontrei. Infelizmente, desta vez nem a história nem a arte nem nada me cativou minimamente.

Avaliando o geral, acho que é um livro que vale a pena ler. Tem os seus problemas, a vários níveis, algumas das histórias mais do que outras, mas a arte das três primeiras histórias, especialmente a de Manara e a da dupla Andrade/Plati mais do que compensam. Um livro que foi uma pequena surpresa!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Dias de um Futuro Esquecido (Universo Marvel #9)


Argumento: Chris Claremont, John Byrne
Arte: John Byrne, Terry Austin, Glynis Wein, John Romita Jr., Bob McLeod
Tradutor: Paulo Furtado


Opinião: Tenho a história principal deste volume, a titular Dias de um Futuro Esquecido, numa outra colecção de BD, mais antiga, de quando eu era mais novo. Essa colecção foi essencialmente o que me deu a conhecer muita banda desenhada, e a própria existência de banda desenhada de qualidade.

Não será surpresa, portanto, que tenha gostado bastante de ler isto. A nostalgia é um grande ponto a favor, e juntar X-Men com viagens no tempo e um mundo distópico é, confesso, mais de meio caminho andado.

A primeira coisa que fiz foi ver o índice, porque eu lembrava-me perfeitamente que Dias de um Futuro Esquecido não ocupava a média de 180 páginas que esta colecção costuma ter, e confirma-se: apenas ocupa dois capítulos em sete!

Isso apenas realça a eficácia da história, que nem tem cinquenta páginas e ainda assim é das histórias com um maior impacto de sempre dos X-Men. E já tem mais de trinta anos!

As outras histórias no volume são interessantes, e não fiquei chateado por "ter" que as ler para chegar ao mais importante, o que é bom sinal. O facto de a maior parte dar alguma relevância ao Nightcrawler ajudou, que é dos meus mutantes favoritos.

Mas do que quero falar é de Dias de um Futuro Esquecido, uma história curta quando comparada com os mega-eventos de hoje em dia, mas que foi mais do que suficiente para servir de base ao mais recente filme dos X-Men com o mesmo nome, e que infelizmente é bastante medíocre.

Nesta história podemos ver um futuro distópico em que os mutantes são perseguidos e oprimidos, mas o grupo do costume (menos alguns, que morreram, para dar alguma emoção à coisa logo à partida) não se contenta e decide enviar Kitty Pryde ao passado para tentar resolver a situação antes de ela começar.

A partir daí a história oscila entre o presente e o futuro, com as partes no presente a serem o elo fraco numa narrativa coesa e bastante cativante. A pobreza dos desenvolvimentos é um problema, mas tudo é compensado com as fantásticas e emocionais cenas no futuro, que deixam qualquer fã dos X-Men com o coração nas mãos.

O fim é suficientemente ambíguo para ficarmos sem saber se os X-Men realmente alteraram o futuro, simplesmente seguirem outro caminho que levará ao mesmo fim, ou se criaram simplesmente uma linha temporal divergente e os X-Men do futuro que conhecemos aqui continuaram condenados. É um dilema interessante e um bom tratamento deste tipo de paradoxos temporais.

Já perceberam que gostei, e embora tenha reconhecido algumas falhas, não me queixo muito. Aconselho que leiam, especialmente se já viram o filme, porque isto é tão, mas tão melhor...

P.S.: para ajudar à confusão, o futuro e o presente desta história já estão ambos no nosso passado!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Eu, Wolverine

Título: Eu, Wolverine
Argumento: Chris Claremont
Arte: Frank Miller


Opinião: Raramente digo que não a ler qualquer coisa com o Wolverine. É dos meus super-heróis favoritos: para terem noção do quanto gosto dele, vi todos os filmes dos X-Men e ambos os Wolverine. Foi preciso um certo nível de devoção, garanto-vos...

Felizmente, no que a banda desenhada diz respeito, acho que é complicado um autor estragar uma personagem como esta. Eu sei que as más histórias (e as terríveis) dele devem andar por aí, mas até agora nunca me vi muito mal servido.

Este livro não foge à excepção, e eu nem sequer sabia que era a base para o filme mais recente, ou muito provavelmente teria adiado a sua leitura. Não o fiz e não fiquei desapontado.

O retrato de Wolverine enquanto um "samurai falhado" é fantástico. Faz sentido com representações anteriores da personagem, e é pareceu-me ser uma evolução natural na compreensão que o público tem da personagem. Pelo menos eu não estranhei.

As outras personagens já não me fascinaram tanto, mas este Wolverine com problemas, com dificuldades e a debater-se não só com o mundo e os vilões, mas consigo próprio, agradou-me. Não me deu propriamente uma visão nova da personagem, embora talvez o tenha feito aos leitores da altura, mas é impressionante a forma como Claremont e Miller conseguem fazer com que a personagem contraste tão fortemente com o cenário da história, o Japão, ao mesmo tempo que se integra na perfeição.

O equilíbrio é delicado, e só mostra o quão complexa é esta personagem, e o porquê de ser tão popular. Para além das gloriosas patilhas, obviamente.

Uma boa leitura, que aconselho não só a fãs da personagem, mas a toda a gente com o mínimo de interesse, ou até a quem tenha vontade de descobrir o mundo das BD's.

sábado, 4 de maio de 2013

Star Wars: Clássicos 6

Título: Star Wars: Clássicos 6

Guiões: David Michelinie, Chris Claremont
Desenhos: Walt Simonson, Carmine Infantino
Arte-final: Thomas Palmer, Kupperberg, Frank Giacioa, Al Milgrom
Cores: Don Warfield, Glynis Wein
Tradutor: José Vala Roberto

Opinião: Definitivamente melhor que o volume anterior, este sexto livro desta colecção é capaz de ser o que tem o argumento mais bem construído e menos palerma, e os diálogos mais naturais (ainda que nunca verdadeiramente naturais).

Com uma ilustração de boa qualidade, e ainda sem a presença de Han Solo, as histórias desenvolvem-se a bom ritmo e conseguem lidar com uma personagem tão ridícula como Plif, uma espécie de coelho alienígena com poderes telepáticos, sem caírem no absurdo nem no deplorável.

Lando Calrissian, por sua vez, está mais interessante e cada vez mais parecido com um Han Solo num processo de ganhar confiança em si próprio. Já Luke aparece menos, o que nos poupa aos seus dilemas aberrantes e aborrecidos durante a maior parte do tempo. O maior destaque vai para a princesa Leia, uma rebelde com huevos e que vai se vai mostrando como uma personagem muito forte, mesmo que tenha alguns momentos ligeiramente inverosímeis.

E tudo isto sem esquecer a história em duas partes sobre um planeta em que tecnologia de ponta convive com homens de ar ligeiramente medievais que ainda lutam com espadas, e que é o melhor exemplo de uma boa narrativa nesta saga até agora, provavelmente devido ao excelentemente trabalhado narrador, o governante do dito planeta, com uma voz muito própria e que carrega a história com uma carga emocional muito real.

Podem, portanto, confiar que a qualidade desta colecção não se perde nos primeiros livros, e que após um leve interregno volta em grande neste sexto volume e, espero, nos próximos.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Star Wars: Clássicos 3


Título: Star Wars: Clássicos 3

Guiões: Archie Goodwin, Mary Jo Duffy, Chris Claremont
Desenhos: Carmine Infantino, Bob Wiacek, Gene Day, Mike Vosburg, Steve Leialoha
Cores: Carl Gafford, Petra Goldberg, Ben Sean, Glynis Wein, Bob Sharen
Tradutor: José Vala Roberto

Opinião: Só de imaginar que ainda vou ter pelo menos mais 9 destes para ler... Não podia estar mais deliciado. Se bem que para ser honesto tenho que apontar as várias falhas que vão aparecendo, que ainda são algumas.

O Luke continua a ter o mesmo problema que para mim tem desde que o vi pela primeira vez: é o bom da fita só porque sim. Não tem propriamente uma motivação, nada. É bom e acabou. Aqui nas BD's até está melhor, a relação entre ele e o Darth Vader (pré-revelação bombástica que já toda a gente sabe qual é) é mais explorada, assim como a sua evolução no domínio da Força. Torna-se mais interessante, mas ainda assim...

Aquilo que achei mais interessante neste livro deve ter sido a história de um jovem Obi-Wan Kenobi que Leia conta ao resto do pessoal. É uma pequena visita a um Obi-Wan que está algures entre as duas trilogias, e que mostra todo o potencial da personagem. Só tem o defeito de me ter deixado com vontade de ler mais histórias daquelas!

E pronto, há sempre o problema das coisas se resolverem de forma demasiado fácil para os nossos heróis. São capturados, mas um deles é o escolhido de uma profecia qualquer e de repente têm todo um planeta a ajudá-los. Enfim, são coisas que estão lá para desenrascar e fazer avançar a história, mesmo sem fazerem grande sentido, ou sendo ligeiramente incoerentes. Não fosse isso e já Luke e companhia limitada tinham falecido há uns tempos.

Mas pronto, tirando os defeitos, que estou mais do que disposto a ignorar, a qualidade é boa, as histórias são interessantes e aparecem cada vez mais personagens curiosas, como o Barão Taggae, cegado por Darth Vader e que ser vingar a todos os custos, bem como algumas personagens com ligações ao passado dos vários protagonistas, deste um antigo professor de Leia a uma companheira de bandidagem de Han Solo e Chewbacca.

Portanto, mais uma boa colectânea de comics que precisa de ser continuada com mais qualidade no próximo volume, para que a saga começo a ficar menos interessante... Tenho esperanças que cortem nas miraculosas saídas de situações complicadas e se foquem mais na história e no passado das personagens. A ver vamos!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Star Wars: Clássicos 2


Título: Star Wars: Clássicos 2

Guiões: Archie Goodwin, Chris Claremont
Desenhos: Carmine Infantino, Terry Austin, Walt Simonson, Bob Wiacek, Herb Trimpe, Allen Milgrom, Gene Day
Cores: Janice Cohen, Bob Sharen, Marie Severin, Gaff, George Roussos
Tradutor: Pedro Vidal

Opinião: Continuando na mesma linha do livro anterior, só que desta vez totalmente composto de histórias extra-filmes, o segundo volume desta fantástica (maravilhosa! espectacular!) colecção foi uma metafórica delícia.

Neste volume acompanhamos mais Han Solo e Chewbacca, duas personagens interessantes e que sempre prometeram muito mais para além daquilo que se viu na trilogia original, mas sem nunca deixar de acompanhar Luke e a princesa Leia, juntamente com a Aliança Rebelde e os sempre hilariantes R2-D2 e C-3PO.

Quando escrevi a opinião do primeiro livro, acho que estava um excitado demais, e acabei por não falar tanto do livro como gostaria. Aproveito agora para falar com mais detalhe de algumas coisas que se aplicam tanto a este livro como ao anterior.

A primeira coisa é que o Chewbacca das BD's tem muito melhor aspecto do que o dos filmes. É mais primitivo e agressivo, se é que isso era possível, mas também com uma inteligência fora do normal e bastante inesperada, após a primeira impressão. Já Han Solo não engana ninguém e pareceu-me ser a personagem que foi melhor transposta do cinema para estas páginas, sarcástico, galifão, um mercenário leal e de bom coração.

É claro que isto é verdade se não contarem com os dróides. A mim ninguém me convence que uma das melhores coisas do Universo Star Wars não são exactamente os 2 dróides que toda a gente conhece e que fazem parte da cultura mainstream, além de terem os seus altares pessoais nos cultos geeks: R2-D2 e C-3PO. Tanto nos filmes como nas BD's, são um bocadinho os bobos da corte, especialmente o C-3PO, providenciando alguns dos momentos mais hilariantes de toda a saga, mas acabam invariavelmente por ter um papel importante no desenvolvimento da história.

O livro termina num momento dramático, embora aquilo que aconteceu realmente, e que será provavelmente revelado no próximo volume, não seja surpresa nenhuma. Mais uma vez, Han Solo e Chewbacca em grande destaque, uma característica destas histórias que me tem agradado bastante e que espero que continue, nos próximos volumes. Agora é esperar pelo próximo!