Argumento: David Michelinie, Bob Layton
Arte: John Romita Jr., Bob Layton, Ben Sean, Carl Gafford, Carmine Infantino, Bob Sharen, Bob McLeod, Bob Wiacek
Tradução: Filipe Faria
Opinião: É bom, mas não é assim tão bom. Muitas das críticas que encontrei, incluindo a que vem na contracapa, elevam esta história a uma das melhores histórias do Iron Man de todos os tempos, e embora eu não tenha lido histórias suficientes dele para confirmar ou negar essa afirmação, posso sem dúvida dizer que esta história não me pareceu nada de especial.
Mesmo descontando a ingenuidade das histórias mais antigas, e a arte muito típica da altura, o que sobra é uma narrativa que quer confrontar Tony Stark com o que é suposto ser o seu pior inimigo, o alcoolismo, mas que entre tantos vilões e tantos esquemas secundários, a única coisa que consegue é passar a ideia de que o protagonista é completamente incorrigível e só fazia bem em emprestar a armadura a outra pessoa.
A autêntica batalha que trava com Namor é impressionante, e mais à frente consegue mesmo ver-se o desespero do homem quando se começa a aperceber o mal que a bebida lhe faz, especialmente quando isso começa a interferir com as suas intervenções heróicas, mas para uma história chamada Demon in a Bottle, estava à espera de algo muito mais agressivo e cru.
Queria ver o Iron Man completamente destruído pela bebida, um Tony Stark furioso e exaltado e um Iron Man completamente perdido. Queria ver um super-herói com um problema real e sério de alcoolismo. Mas não é isso que é retratado.
Não é que a leitura tenha sido má, porque não foi. Mas deixou um sabor amargo. É uma história com potencial para enfrentar problemas reais, o que até fez, de certa forma, mas que se ficou por uma intervenção demasiado superficial, na minha opinião.
Aliás, o grande momento de luta contra a bebida surge nas últimas cinco páginas. De um livro com praticamente duzentas páginas. É o que eu digo: nada mau, mas podia ter sido bem, mas bem melhor!




