sábado, 11 de julho de 2015

Sci-Fi LX - 18 e 19 de Julho de 2015


Preparados para a maior convenção de Ficção Científica em Portugal dos últimos anos (acho eu)? É já no próximo fim de semana, no Instituto Superior Técnico (lá vou ter que voltar a esse sítio antes do próximo semestre), e promete!

Vai haver cinema, cosplay, jogos, palestras, literatura, banquinhas e workshops. De tudo um pouco, para todos os gostos, desde feira do livro, jogos de tabuleiros e de miniaturas, palestras sobre cinema, steampunk e afins, a workshops de (algo muito parecido a) Arduino, cosplay, escrita criativa e, novamente, afins.

Tudo isto junto no mesmo sítio? E eu de férias? Sou tipo para passar lá os dois dias, oh se sou!

Já mencinei os workshops de jedi fencing? Para quem não estiver a perceber, há um tipo que vai ensinar a lutar com sabres de luz.

Este barulho que ouviram foram as vossas mentes a estoirar.

Caríssimos, não há muito mais a dizer. Vale a pena. Apareçam!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Agents of S.H.I.E.L.D. [T2]



Ah, Coulson, Coulson, Coulson. És realmente qualquer coisa de especial. Não sei como é que o actor, Clark Gregg, relativamente pouco conhecido como era, tem conseguido manter uma das melhores personagens do Universo Cinemático da Marvel com tanta qualidade! O apreço por ele é praticamente unânime por entre os fãs, o que é para lá de ridículo.

Mas compreensível. O homem faz da personagem o que quer: Coulson é um tipo porreiro, com um carisma imbatível, uma confiança praticamente inabalável, e um nível de espectacularidade bem acima da média. O facto de existirem várias personagens bastante boas não o prejudica nem por ele é prejudicado, pois consegue dar o lugar a quem de direito, e manter-se fixe, em segundo (e até terceiro e quarto) plano.

Podia ficar aqui bastante tempo nisto, mas ia acabar por escrever odes a esta personagem, em vez de dizer algo de interessante sobre a série, portanto vamos lá a concentrar.

Esta segunda temporada já não tinha a muleta da novidade, nem a de servir única e exclusivamente para expandir um Universo já criado. Depois de tudo o que aconteceu até agora, e de todas as revelações que já foram feitas, esta temporada já estava sentada no seu próprio espaço, com uma mitologia própria (ainda que integrada num mundo mais vasto) e um conjunto de regras específicas.

Para começar foge claramente dos filmes no ponto mais óbvio: quando falamos de grandes vilões estamos literalmente a falar de grandes entidades maléficas como a Hydra e conspirações afins, e não de super-vilões apenas derrotáveis por super-heróis com poderes vistosos.

O que faz todo o sentido, lá está: Agents of S.H.I.E.L.D., mesmo incluindo pessoas com poderes, nunca foi sobre super-heróis e nunca o será propriamente. Mais do que salvar o mundo, o objectivo é fazer o que está certo, tanto uns pelos outros como por toda a Humanidade, com uma ênfase ao mesmo tempo mais particular e mais geral.

Para fazer isso, a primeira temporada tentou balançar a ficção científica em que assenta o Universo Marvel com o desenvolvimento das personagens, que se quiseram fortes desde o início, com mais ou menos sucesso. No início desta temporada as coisas estão muito diferentes, há personagens que se revelaram como completamente diferentes daquilo que esperávamos, outras que sofreram consequências inimagináveis, e todas sem excepção têm que lidar com as escolhas que foram feitas.

O fantástico desta segunda temporada está nisso mesmo: apesar de (mais do que) ocasionalmente morna, a história andou a um bom ritmo e não se limitou a introduzir situações novas. Em vez disso continuou a desenvolver as antigas, porque elas não desapareceram nem ficaram magicamente resolvidas. Tal como acontece realmente! As mazelas foram e são demasiado grandes para serem simplesmente ignoradas, e raramente o são.

Depois as principais linhas narrativas são todas interessantes por si só e confluem de forma bastante inteligente, se querem que vos diga. Uma segunda S.H.I.E.L.D., nascida das mesmas cinzas da S.H.I.E.L.D. que temos estado a acompanhar, os Inumanos (introduzidos vários anos antes de terem direito a um filme seu, o que ainda me deixa espantado e me diz que a Marvel tem grandes, GRANDES, planos para este grupo), os resquícios da Hydra, os poderes de Skye... E por aí fora.

(a forma como convergem não vos digo, para não perder o interesse)

Aquilo que mais afectou a temporada e lhe tirou bastante do seu brilho, foi mesmo um problema intrínseco à série: o número de episódios. Vinte e dois é demasiado, e a sensação que tenho é que o argumento se aproveita disso para arrastar algumas coisas que não deviam ser arrastadas, e assim dar origem a vários episódios bastante medianos. Obrigar a malta criativa a contar as suas histórias em metade dos episódios, para além de desafiante e de implicar incluir menos coisas, seria uma forma bastante fácil de tornar a série melhor.

É que nem só de Coulson vive a série, e por muito que o Fitz, a Simmons, a Bobbi, o Hunter, o Mack, a May, a Skye, e as outras quinhentas mil outras personagens que por lá andam, se esforcem, precisavam de episódios mais intensos e mais bem planeados.

Mas a temporada acaba bem, depois de todos os conflitos evoluírem e evoluírem e evoluírem, incluindo o pai da Skye, que vemos finalmente na sua forma monstruosa (ou pelo menos a caminho). Pelo menos a mim, deixou-me interessado, falta ver se a coisa se concretiza como deve ser na próxima temporada, ainda em Setembro deste ano.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Orquídea Negra


Argumento: Neil Gaiman
Arte: Dave McKean
Tradução: José de Freitas e João Miguel Lameiras


Opinião: A inconfundível arte de Dave McKean é bonita o suficiente para dar valor a qualquer livro em que apareça. O tipo consegue fugir às normas da ilustração da BD com um estilo muito característico e ao mesmo tempo cinematográfico e onírico, quase abstracto.

O argumento de Neil Gaiman por cima disso ainda melhora a coisa. Se bem que, reparem, por muito espectacular que Gaiman seja, este livro em específico quem ganha é McKean. A história é interessante, sim, e demonstra novamente que autores consagrados e semi-alternativos a trazerem de volta personagens semi-esquecidos é a melhor coisa de sempre, mas nada se compara às sequências oníricas que McKean espalha pelas páginas.

Até porque a história, apesar de interessante, é confusa e extremamente estranha, ao ponto de me ter deixado a perguntar "mas que raio?" e não no bom sentido.

Foi bom ver cameos de outras personagens de DC, assim como é fácil de apreciar a mensagem ecologista e tudo o mais, mas nunca é uma história que cative. Começa bem, e deixou-me logo em pulgas, mas depois acalma e torna-se num livro morno. Discreto.

Não tem menos valor por isso, apenas não me agradou tanto. Podia ter-se tornado mais envolvente, mas a personagem principal, a titular Orquídea Negra, nunca é suficientemente próxima do leitor. E nem sei se por culpa de Gaiman, se por culpa de McKean. O que acontece é que não há nada onde o leitor se possa agarrar. A personagem principal é completamente alienígena, os vilões são, enfim, vilões, e pouco mais há de relevante.

Portanto, digo-vos: esperava mais. Mas vale bem a pena, de qualquer forma. Abençoado sejas, Dave McKean.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

XIII #11 a #22


Eu tentei, a sério que tentei. Mas este barulho que estão a ouvir, sabem o que é? É o desapontamento a aterrar violentamente aqui ao pé de mim, sem mais nem menos. De tal forma que decidi que não valia a pena continuar a arrastar isto: este texto serve como opinião para os últimos onze volumes e a saga como um todo.

Opinião essa que não é muito famosa: se a primeira meia dúzia de volumes (talvez um bocadinho mais, vá) foi realmente interessante, o resto da saga arrasta-se de uma forma ridícula e que dá pena. A sério, dá mesmo pena.

Tanto potencial para contar uma história de espiões e intrigas medievais e rocambolescas nos dias de hoje! No início ainda é exactamente isso, um belo de um conjunto de histórias com personagens que não são más, situações interessantes e resoluções cativantes.

Algumas reviravoltas estranhas, é certo, especialmente com a identidade de XIII, mas tudo razoável. Até ao momento em que deixou de o ser e nunca mais se endireitou. As conspirações passaram a ter conspirações dentro delas, bem enroladas noutras conspirações diferentes das duas primeiras e servidas num prato feito de porrada.

A arte, essa, tem limitações, mas é interessante. Só que aborrece. Não há nada demasiado chamativo (o que até é bom, normalmente) e nem a lufada de ar fresco do argumentista e do artista fez com que a coisa melhorasse.

Enfim, a certa altura isto apenas consegue alongar-se e alongar-se sem propósito para além de chocar e surpreender e tentar a todo o custo manter os leitores cativados. A única coisa que consegue, na minha opinião, é confundir toda a gente que tente perceber a história de XIII. E a história é interessante, apenas mal contada, nem quero imaginar se fosse uma seca descomunal!

Fica, portanto, o aviso. Isto até é porreiro, mas assim que parece que está a descambar, é porque está. Não vale a pena continuarem.

sábado, 4 de julho de 2015

Fim de semestre

Depois de vários dias com o monstro dos exames pendurado do meu pescoço, cá estou eu. Ainda estou a sofrer as mazelas de insanidade temporária, mas já estou a restabelecer. Confiem em mim, isto agora entra nos eixos. Se bem que acabei as aulas, os testes e os exames, e vou começar um estágio de pelo menos mês e meio, já para a semana.

Ninguém me mandou vir para engenheiro, é verdade, e vai ser esta a vida que me espera, cromo como sou. Estudar, estudar, estudar. Acho bem que valha a pena.

Mas tirando isso, muitas leituras interessantes me esperam! Várias BD's, incluindo portuguesas, vários autores portugueses que nunca li, alguns clássicos da FC, epopeias, enfim, o costume.

Depois eu não quero é ficar a prometer muita coisa, mas... Juro que vai este Verão que vou mexer em qualquer coisa aqui no blog. Vou acrescentar umas páginas, tentar organizar isto de forma diferente... Provavelmente mentalizar-me de que será uma coisa para se ir fazendo, com pequenas mudanças todos os meses, conforme for tendo tempo.

"Como é que não vais ter tempo, agora que estás de férias?", perguntam vocês. Vão-se lixar e não me chateiem a cabeça, respondo eu. Hum... Eu queria dizer que durante o semestre (e, enfim, o ano) fui adiando várias coisas para o Verão, portanto tenho muito que fazer, ainda que de forma diferente.

Não tenho grandes prazos, nem avaliações idiotas, apenas coisas para fazer. Coisas que me interessam! Vai dar trabalho, vou sentir falta de umas belas dumas férias, mas vai-me saber bem, também, realmente trabalhar.

E ter tempo para os meus projectos! E tenho bastantes, alguns coisas pequenas e pessoais, como arranjar um Arduino para me divertir (vai ser das primeiras coisas), outras são maiores (e mais secretas, muahahahah), mas todas me interessam bastante e vai ser bom finalmente ter tempo.

Acima de tudo, aquilo que quero é conseguir que o próximo ano tenha tudo balançado, com conta, peso e medida, que tem que correr consideravelmente melhor que este.

Mas já chega de falar sobre a minha excelsa pessoa. Segunda há mais para ler, e desta vez prometo regularidade ininterrupta para os próximos meses!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Até tenho vergonha

Mas este semestre anda puxado. Eu juro que vos compenso depois.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O Vendedor de Passados


Autor: José Eduardo Agualusa


Opinião: Depois de ler este livro tenho que me render: venham a mim os escritores luso-africanos! Até agora tinha apenas a experiência de ler Mia Couto (NOBEL! NOBEL! NOBEL!), e Agualusa convenceu-me definitivamente de que não é sorte, há definitivamente aqui um filão a explorar em força.

Para começar, o título. Soa bem, é intrigante, faz sentido, é perceptível e tem várias camadas de simbolismo. Óptimo.

Depois, o narrador. Que é uma osga. Eu e o meu fascínio por narradores agradecemos.

A escrita não é tão fenomenal como a de Mia Couto (NOBEL! NOBEL! NOBEL!), mas é boa, e consegue contar uma história do princípio ao fim sem nunca perder o interesse. Os capítulos curtos e bem feitos ajudam, pois quase obrigam a uma leitura muito rápida, mas a conjugação da escrita e da história contada é realmente o que faz com que a leitura valha a pena.

Ainda há espaço para que as coisas fiquem confusas, e também muito estranhas, mas o fio condutor desenrola-se bem, não fica com nós, e desfia-se num final fantástico, novamente muito bem feito, que me custou um pouco a aceitar, ao início, por parecer demasiada coincidência ao mesmo tempo, mas que depois até é bem explicado.

O protagonista, um albino, é um homem que se especializou em, literalmente, vender passados. Constrói passados semi-fictícios para pessoas que precisam de um melhor, e vende-os. Uma ideia tão simples, e tão eficaz, que só podia acabar em desgraça, como realmente acaba, quando aceita um cliente muito especial e se enamora de uma rapariga muito especial.

No meio disto, o narrador-osga, que afinal é uma pessoa reencarnada e que têm um ligação onírica e telepática com o protagonista. Fascinante? Para lá disso! Fiquei mesmo agradado. Não fosse a confusão que grassa lá pelo meio, tinha ficado completamente rendido ao livro... O que é que querem, boas escritas deixam-me assim.

Vou sem dúvida manter este autor debaixo de olho!