Mostrar mensagens com a etiqueta Bang!. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bang!. Mostrar todas as mensagens

sábado, 17 de janeiro de 2015

Mais fácil do que uma crónica [3]


Ora bem, vamos lá falar um bocadinho. Estou sem tempo para escrever grande coisa (época de exames do IST é a melhor de sempre /fimdeironia), portanto ficam com um texto destes, simples e que dá pouco trabalho e que ainda assim consegue ser minimamente interessante. Próximo Sábado prometo uma crónica a sério!

Por agora vejam bem essa imagem. Não vos está a fazer impressão? Não querem esses livros todos, nessas edições? É que nem interessa que livros são! Estas edições da Folio Society são das edições mais bonitas que já vi, e a minha vontade é fazer colecção, mas são edições caras como o caraças!

Duas coisas que já estão atrasadas: vão até ao blog do Joel G. Gomes, meu colega da Oficina de Escrita e autor de livros fixes que eu até já entrevistei, e passem a acompanhar a nova rubrica dele, em que faz entrevistas peculiares a vários autores; depois podem ir ver o vencedor do Prémio Bang!, que é (como seria de esperar em termos estatísticos) brasileiro. Os meus parabéns, e agora fico à espera que apareça o livro!

Sem saírem do site da Bang!, podem espreitar esta retrospectiva de 2014 sobre o Fantástico, pela mão do João Campos, outro colega da Oficina de Escrita que é sempre interessante de acompanhar.

Em termos de notícias há duas que merecem destaque. Ou pelo menos apanhei duas que merecem claramente destaque. A primeira é a de que a Porto Editora engoliu a Livros do Brasil, qual LeYa dos pequeninos, e vai relançar alguns dos seus livros. Infelizmente, nada de Fantástico, o que significa que podem tirar o cavalinho da chuva se estavam à espera de Argonautas. Mas eles que se lembrem de continuar a colecção... A LeYa até chora.

A segunda notícia é uma muito interessante, vinda do outro lado no Atlântico: a McDonalds dos EUA vai passar a dar livros como brinde dos Happy Meal. Fixe? Mais ou menos. Interessante? Definitivamente!

Mudando de assunto, aproveitem para espreitar o site do Imaginauta, para ficarem a saber tudo sobre o novo concurso, desta vez para criar um RPG, mais uma iniciativa fantástica deste grupo, que soma e segue!

(talvez tente participar, mas não prometo nada)

Por fim, lembram-se deste livro?


Foi ontem que falei dele, portanto espero bem que sim. É só para dizer que me foi oferecido pela minha namorada, e acho que nunca recebi um livro tão bom na minha vida. Isto dá vontade de folhear. E de reler. É uma autêntica orgia de referências literárias, de Wells a Borges, passando por Calvino, Verne, Stevenson, Stoker, Shelley e sei lá mais o quê! Fascinante, simplesmente fascinante...

E pronto, por hoje é tudo. Eventualmente há mais.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

As Mãos do Marido



Autor: Adam-Troy Castro
Tradutor: Manuel Alberto Vieira

Bang! #13

Opinião: Essencialmente perturbadora, este conto tem pernas para andar logo desde o início. E de vez em quando de forma demasiado literal.

Adam-Troy Castro usa o futuro para explorar os horrores da guerra, apresentando-os muito bem e de forma simples: os soldados só morrem se forem completamente vaporizados. Qualquer coisa que sobra é devolvido aos entes queridos, com a consciência do soldado.

Há quem volte sem cabeça, há quem volte só um monte de órgãos internos dentro de uma caixa, quem volte só como uma tira de pele... E o marido da protagonista recebeu-o de volta só como mãos.

Se pensam que isto é perturbador, esperem até ouvirem falar de outra personagem, cujo marido também voltou só como mãos, que decidiu amputar as suas para usar as do marido.

Como já disse, o assunto está bem explorado, com uma escrita boa e cativante e um final, digamos... Feliz e perturbador.

(devia arranjar sinónimos de perturbador)

Aquilo que o autor fez melhor foi descrever as acções e o conflito interno da protagonista e do marido-mãos, com ambos a oscilar entre o horror, o medo e o amor, incapazes de ignorar o que se passa, como é óbvio.

No fim é um bom conto, que vale a pena ler. É bom ver autores com ideias originais (tanto quanto eu saiba), uma boa execução, e sem medo das consequências das suas ideias!