Mostrar mensagens com a etiqueta Imaginauta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Imaginauta. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Conversas Imaginárias 2015


Devido às obras na Biblioteca de Telheiras, este ano não foi possível haver Fórum Fantástico. Mas o Rogério Ribeiro e o João Campos, incapazes de estarem quietos, lá se esforçarem para trazer um mini-evento em substituição. Estas Conversas Imaginárias, que pelo que percebi, já se tinham feito noutros anos.

O resultado foi positivo. O espaço partilhado entre a livraria Fyodor e o Café Ideal foi pequeno para tanta gente que lá apareceu de início e que lá esteve durante boa parte da tarde, mas chegou. O único defeito foram mesmo os problemas de som, já que sem microfones, com barulho de pessoas aleatórias a comprar livros na Fyodor, tornou-se difícil ouvir certas partes das conversas.

No entanto foi bom ver António de Macedo a falar bem como sempre, e a anunciar livros e filmes como se fosse um jovem, apesar da saúde fragilizada. Só por isso valeu a pena!

As três conversas, Universos Partilhados, O Fantástico e o Real, e Iniciativas em Comunidade foram todos muito interessantes, com convidados como Luís Filipe Silva, João Barreiros, o já mencionado António de Macedo, David Soares, Carlos Silva pela Imaginauta, o responsável da H-Alt, a Liga Steampunk, Ricardo Lourenço pelo Projecto Adamastor, e João Campos, Artur Coelhos e Cristina Alves a juntarem-se a João Barreiros para a já habitual sessão de recomendações que dura mais do que devia.

Pelo meio houve ainda tempo de se venderem os primeiros exemplares da Colecção Barbante, que inclui um conto meu, muito convívio e muitas conversas entre partes de uma comunidade que gosta de se chatear consigo própria, mas que não resiste a estes momentos de autêntica confraternidade.

Pela minha parte comprei livros recomendados pelo Luís Filipe Silva e editados pelo João Barreiros (A Pegada, de Larry Niven e Jerry Pournelle, ambos os volumes) e um livro aprovado por Rogério Ribeiro (Under Heaven, de Guy Gavriel Kay), recebi uns marcadores impressos em 3D pelo professoris excepcionalis Artur Coelho (duas Enterprise e um Dalek, para partilhar com a namorada) e conheci amigos virtuais (Luiz, foi um prazer).

Uma tarde bem passada, e a prova de que basta esta malta juntar-se que acontecem coisas porreiras.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Lançamentos: "De onde veio a máscara?" e "Nos Limites do Infinito"

Malta, mal posso esperar. Hoje decorre o Conversas Imaginárias, na Fyodor Books, como espécie de substituição do Fórum Fantástico deste ano, e entre outras coisas, vai ser lançada a Colecção Barbante da Imaginauta, da qual faz parte um conto meu!

Depois, dia 19 deste mês, no próximo Sábado, às 14h30 em Lisboa, na Biblioteca São Lázaro e às 18h em Torres Vedras, na Junta de Freguesia de S. Maria, S. Pedro e Matacães decorre o lançamento da antologia "Nos Limites do Infinito", com um conto meu a acompanhar os de outros cinco autores, pela Editorial Divergência. Estarei em ambas!


E já sabem, estão convidados para ambas as coisas! O evento de hoje não tem nenhum lançamento formal (que eu saiba), mas o do próximo Sábado sim!

sábado, 6 de junho de 2015

Resposta a "Estantes Emprestadas [17] - Comunicado"


Consegui! Desafiei a malta da Imaginauta, e correu bem! Vejam aqui o meu desafio, desta vez sob a forma de um comunicado ficcional dentro do Universo do Comandante Serralves (deviam arranjar-lhe um nome) e, mais importante ainda, vejam aqui a resposta.

Estou imensamente orgulhoso e fico-lhes imensamente agradecido. Só acho é que agora deviam lidar com terem incluído o Luís Filipe Silva e o João Barreiros no Universo deles, eheh. Se calhar andam por lá, crio-preservados, à espera de serem descobertos!

sábado, 30 de maio de 2015

Estantes Emprestadas [17] - "Comunicado"


A crónica deste mês é especial. Talvez seja melhor descrevê-la como peculiar, já que desafiei, nem mais nem menos, do que a malta da Imaginauta, chefiada pelo Carlos Silva e o Vítor Frazão. Por entre várias iniciativas, o objectivo deles é estimular a escrita e a leitura de ficção especulativa. Por cá tenho tentado ajudar, com divulgação em primeira mão de sinopses do livro que depois comprei e li, Comandante Serralves: Despojos de Guerra, que tem contos muito bons e cria um universo partilhado muito interessante; e com a participação na iniciativa natalícia Operação Livros no Sapatinho, que teve direito não a uma, não a duas, mas a três respostas! Isto para além da divulgação que vou fazendo das suas várias iniciativas. Eu bem tento, que se há projecto que merece, é este!

Por agora fiquem com a minha parte do desafio, que esforcei-me. A resposta há-de surgir nas proximidades.



*início de gravação*

Está a gravar? Isto está... Raios parta a gerigonça, está ou não? Onde é que eu meti as instruções... Hum... Aqui... Deixa ver. Carregar aqui, ali, já está, se estiver a luz acesa, está a gravar. Ah!

Desculpe lá isto, mas ainda não me entendo com o hologravador Bem, não interessa. Estou-lhe a enviar esta mensagem porque hoje apareceu um sujeito na minha banca a vender-me uns livros que achei muito estranhos. Aliás, o sujeito também era bastante estranho, e nunca sequer o tinha visto por estas bandas.

Comprei os livros para os manter debaixo de olho, mas ele ainda me disse que depois me arranjava mais. Antes de lhe conseguir perguntar alguma, desapareceu. Esteve o tempo todo com um capacete que não deixava ver-lhe a cara e que devia ter um modulador de voz.

Mas pronto, vamos ao que interessa. Já enviei os livros para o seu gabinete pelo comutador quântico que mandou instalar aqui no meu armazém. De qualquer forma, são os seguintes. "Intermitências da Morte", de um José Saramago, tem um aspecto muito estranho, muito simples, sem grandes desenhos, e pelo que folheei, parece ter texto muito denso.

Há também um muito, muito estranho, um "Terrarium", de João Barreiros e Luís Filipe Silva. Nem sequer percebo como podem duas pessoas escrever o mesmo livro, na altura em que isto foi publicado ainda não existiam osciladores de matéria... Mesmo agora, para fazer alguma coisa assim era preciso ser-se um génio!

O último é o mais chocante. "V de Vingança", de Alan Moore, quase não tem texto. Está é recheado de imagens. Para lhe ser sincero, este assustou-me mais do que os outros. Ainda se as folhas fossem ecrãs orgânicos ultra-finos, mas não, são só imagens estáticas. Nem lhe mexi mais.

Aquilo que acho mais estranho é estarem imaculados, apesar de terem séculos de idade. Por favor diga-me como proceder.

E agora onde é que se desliga isto? Hum... Deve ser aq...


*fim de gravação*

http://imaginauta.net/

sábado, 25 de abril de 2015

Estantes Emprestadas [16] - Universos Partilhados


O Joel é um tipo fantástico. É mais um amigo/colega da Oficina de Escrita que recruto para esta rubrica, e mais um que de certeza me vai responder de forma espectacular. Dono de um humor peculiar, mas fantástico, e de uma imaginação sem limites, podem segui-lo principalmente pelo seu site e restantes links que por lá encontrarem. Acreditem que vale a pena. Já o entrevistei, já lhe li algumas coisas mais pequenas, e outras assim a dar para o maiorzito, além de todos os contos que submeteu para a Oficina, e sou fã. Vocês preparem-se!


Tenho um fraquinho por Universos partilhados. Nem vale a pena tentar esconder. Há qualquer coisa no conceito de algo maior onde todas as histórias cabem, que me fascina. Aquela sensação de continuidade ao longo de vários livros independentes, ou que atravessa vários episódios de várias séries diferentes... É qualquer coisa.

Já tentei muitas vezes tentar perceber o porquê, e ainda não tenho a certeza. Mas em parte só pode estar relacionado com a forma como esses Universos me deixam mergulhar mais completamente nas histórias. Mais que não seja porque o autor teve que pensar em muito mais do que apenas aquele livro e aquela história, tornando-a assim mais coerente e mais forte.

Por outro lado tem a ver com fascínio puro. É quase como uma mitologia. Uma história muito maior do que aquela que estiver a ler naquela momento, e que de certa maneira tem influência em tudo. Já para não falar dos pormenores que vão surgindo aqui e ali, por vezes de tal forma subtis que passam completamente ao lado até sabermos da história toda.

E nessa altura, tudo faz sentido. Pode ser uma explicação dada pelo autor numa entrevista, ou uma situação demasiado óbvia noutro livro, mas dá-se aquele click e todo um novo mundo universo se abre diante de nós!

Querem um exemplo simples e porreiro? A Middle-Earth de Tolkien. Não exemplos muito melhores de um enorme Universo dentro do qual o autor inseriu (quase) todas as suas histórias. Funciona? E de que maneira! Tolkien é um caso particular, que o mundo que ele criou é particularmente detalhado e ele foi particularmente meticuloso nos seus livros, mas não deixa de ser representativo por causa disso.

Aqui está um bom exemplo de um autor que cria um universo e depois escreve histórias sobre o que se passa nesse mundo. Adopta diferentes (mais ou menos, vá) pontos de vista, aborda diferentes (mais ou menos, vá) histórias e consegue realmente construir toda uma mitologia, digamos, funcional.

Outro caso completamente diferente é o de Stephen King, que não só é um dos meus autores favoritos, como foi um dos primeiros de cujo Universo partilhado me apercebi. Isso acontece porque ainda não li nada de Dark Tower, saga na qual já me prometeram existir todas as ligações/explicações e mais algumas; e também porque King o faz de forma extremamente subtil. Pelo menos nos livros que li.

Para começar, nem todos os livros precisam de estar inseridos nesse Universo. Depois a forma como o faz é com a introdução das mesmas personagens uma e outra vez em vários livros diferentes, muitas vezes sem qualquer relevância para o enredo. Ou então um vilão que nunca é bem explicado num livro mas que faz todo o sentido para quem tiver lido o segundo.

Mas isto não fica por aqui, que continua a existir muita gente a insistir neste fenómeno, que é de facto extraordinário. E difícil de cumprir. Mas há mais um autor que faz isto muito bem (acho eu, que ainda não lhe li assim tanto quanto isso): Brandon Sanderson. Este tipo sim, é subtil. Uns nomes largados aqui, uns nomes largados acolá, países e cidades e raças estranhas, sempre no tom simples, calmo e divertido que usa sempre.

Quando descobri, depois de ler a trilogia Mistborn, que todos os seus livros estavam de alguma forma relacionados uns com os outros. Não imaginam a minha excitação!

Fora da literatura também há coisas interessantes, embora alguns casos tenham que ser abordados com uma mente aberta, pois não são bem Universos partilhados, ainda que o sejam. Como por exemplo, Doctor Who, que eu consigo sempre, de alguma forma, usar para explicar ou falar sobre alguma coisa. É incrível. Mas bem, Doctor Who, a série?

Errado. Doctor Who, a série, o filme, os livros, as bandas-desenhadas, os jogos, etc, ok? A grande diferença é qual a abrangência da partilha. Tolkien partilhava o seu Universo pelas várias histórias que escrevia; Doctor Who, por outro lado, partilha a sua história por uma série de meios, desde a série original até às bandas-desenhadas que ainda não saíram, existe de tudo um pouco!

E não nos podemos esquecer dos grandes Universos dos pesos pesados das BD's americanas: Marvel e DC. É fácil de esquecer que sejam realmente Universos partilhados, mas são, e dos bons! Bem, pelo menos dos mais completos, ainda que também dos mais incongruentes.

O mais incrível ainda consegue ser o que se faz por cá. Milagre, não? Um bocado. Mas a Imaginauta esforça-se, em parte, exactamente para contrariar esse preconceito: histórias são boas, ficção especulativa é boa, universos partilhados são bons. Deixai-os andar!

Tudo isto para vos mostrar que estes Universos andam por aí, muitas vezes escondidos nos detalhes, de tal forma que até passam despercebidos. E também que valem a pena. De certa forma, este tipo de Universos, depois de descobertos, quase que obrigam a um certo investimento da parte dos leitores, que começam a sentir que fazem parte. Pelo menos é o que me acontece a mim.

E além disso, esses Universos partilhados servem como base para muita coisa, e acabam, de vez em quando, por sustentar completamente várias histórias. Ou então dão uma nova profundidade a determinado livro. Como por exemplo, ao Hobbit, que é porreiro por si só, mas que quando lido sabendo tudo o que sabemos sobre a Middle Earth se torna muito melhor.

Mas ainda falta falar de uma coisa: os Universos partilhados que não o são realmente. Ou se preferirem, os Universos partilhados que são feitos à força pelos fãs. Aquelas ligações estranhas que se fazem entre as coisas, seja por coincidência seja por vontade deliberada de alguém. Já vos aconteceu? E a ti Joel?

Por favor digam de vossa justiça, e fiquem à espera da resposta do Joel, que será de certeza bastante interessante!

sábado, 11 de abril de 2015

Mais fácil do que uma crónica [5]


Foi-se um dos grandes. Ainda não lhe li nada, mas tenho o The Colour of Magic muito próximo na lista, numa edição fantástica. Para quem não conhece Terry Pratchett, querem saber quão grande era? Reparem aquiaquiaqui, aqui e aqui. O homem deve ter sido um dos poucos escritores a gozar de tanta unanimidade no respeito e na admiração. E não se preocupem, que ainda há um livro novo para sair em Setembro.

Mas pronto. Avancemos, que é o melhor. Aliviem o luto e espreitem coisas interessantes como esta pequena BD, que é das coisas mais hilariantes (e tocantes) que encontrei nos últimos tempos.

Depois percam algum tempo a maravilharem-se com esta entrevista que o David Soares fez ao António de Macedo. É uma autêntica delícia divida numa, duas, três partes.

E para terminar (tenho mais coisas, mas não tenho muito tempo para as apresentar como deve ser), não percam a última iniciativa da Imaginauta, a Biblioteca Fantasma. Estou a gostar da vitalidade desta iniciativa, que insiste em apresentar coisas novas, diferentes e originais. Incansáveis!

Desta vez é tudo, prometo para a próxima tentar fazer algo mais completo. Mas só naquela entrevista de Soares a Macedo já têm pano para mangas...

sábado, 17 de janeiro de 2015

Mais fácil do que uma crónica [3]


Ora bem, vamos lá falar um bocadinho. Estou sem tempo para escrever grande coisa (época de exames do IST é a melhor de sempre /fimdeironia), portanto ficam com um texto destes, simples e que dá pouco trabalho e que ainda assim consegue ser minimamente interessante. Próximo Sábado prometo uma crónica a sério!

Por agora vejam bem essa imagem. Não vos está a fazer impressão? Não querem esses livros todos, nessas edições? É que nem interessa que livros são! Estas edições da Folio Society são das edições mais bonitas que já vi, e a minha vontade é fazer colecção, mas são edições caras como o caraças!

Duas coisas que já estão atrasadas: vão até ao blog do Joel G. Gomes, meu colega da Oficina de Escrita e autor de livros fixes que eu até já entrevistei, e passem a acompanhar a nova rubrica dele, em que faz entrevistas peculiares a vários autores; depois podem ir ver o vencedor do Prémio Bang!, que é (como seria de esperar em termos estatísticos) brasileiro. Os meus parabéns, e agora fico à espera que apareça o livro!

Sem saírem do site da Bang!, podem espreitar esta retrospectiva de 2014 sobre o Fantástico, pela mão do João Campos, outro colega da Oficina de Escrita que é sempre interessante de acompanhar.

Em termos de notícias há duas que merecem destaque. Ou pelo menos apanhei duas que merecem claramente destaque. A primeira é a de que a Porto Editora engoliu a Livros do Brasil, qual LeYa dos pequeninos, e vai relançar alguns dos seus livros. Infelizmente, nada de Fantástico, o que significa que podem tirar o cavalinho da chuva se estavam à espera de Argonautas. Mas eles que se lembrem de continuar a colecção... A LeYa até chora.

A segunda notícia é uma muito interessante, vinda do outro lado no Atlântico: a McDonalds dos EUA vai passar a dar livros como brinde dos Happy Meal. Fixe? Mais ou menos. Interessante? Definitivamente!

Mudando de assunto, aproveitem para espreitar o site do Imaginauta, para ficarem a saber tudo sobre o novo concurso, desta vez para criar um RPG, mais uma iniciativa fantástica deste grupo, que soma e segue!

(talvez tente participar, mas não prometo nada)

Por fim, lembram-se deste livro?


Foi ontem que falei dele, portanto espero bem que sim. É só para dizer que me foi oferecido pela minha namorada, e acho que nunca recebi um livro tão bom na minha vida. Isto dá vontade de folhear. E de reler. É uma autêntica orgia de referências literárias, de Wells a Borges, passando por Calvino, Verne, Stevenson, Stoker, Shelley e sei lá mais o quê! Fascinante, simplesmente fascinante...

E pronto, por hoje é tudo. Eventualmente há mais.

domingo, 28 de dezembro de 2014

OLS: Agora digo eu! [3]


Um desafio que se arrastou mais do aquilo que eu estava à espera. Malditos sejam vocês todos (os seis) que participaram! E se alguém pensou que eu não ia cumprir, é favor ler a primeira parte da resposta, a segunda, a ronda bónus, e ficar para ler esta terceira e última!

Sem mais demoras, vamos às sugestões do Artur Coelho, que até respondeu ao desafio por conta própria, no seu blog. Deixem-me dizer que foi a lista que mais me fez googlar...

Primeiro, Hypnotherapy For Dummies, para o Dr. Caligari. Não tenho nada engraçado a dizer sobre isto. A única coisa que o Artur conseguiu foi fazer-me lembrar da existência deste filme, que tem um ar fantástico. Verei nas proximidades!

Depois, Sublime Dreams of Living Machines, para o T-800, que caso alguém não saiba, é o Exterminador de Exterminador Implacável, também conhecido como Arnold Schwarzenegger. O livro, esse, é uma descoberta fantástica, um livro sobre a história do autómato e, mais importante ainda, da ideia do autómato. Fantástico. E isto agora é injusto, mas imaginei o Schwarzenengger a tentar ler um livro desses, e ri-me. Só que pronto, isto não tem piada, porque o tipo é na realidade uma espécie de génio...

NASA Main Shuttle Crew Operations Manual para o Buck Rogers. Tenho a sensação que o tipo se ia rir e descartar isto, mas não conheço a personagem bem o suficiente. Esta sugestão leva pontos bónus por mencionar o tipo que aparece na capa da Amazing Stories que vem na capa do Terrarium!

Para fechar esta desafio, vamos aos contra-desafios anónimos de um anónimo muito anónimo, que decidiu ignorar o meu desafio e perguntar-me o que é que eu oferecia a este a àquele. Decidi aceitar, vá, em nome do espírito da época, que tão frequentemente me falta.

Portanto, o que é que eu oferecia ao Barreiros (que ele não tenha já)? Bem, não sei o que é que ele tem ou deixa de ter, e sei que tem mais livros do que é razoável acumular dentro de uma casa sem que esta comece a rebentar pelas costuras, mas vou arriscar. Tendo em conta que é a única pessoa que existe mesmo e que talvez até veja o meu blog de vez em quando, era porreiro se me respondesse. Ouviu? O que é que tem a dizer quanto a Contos de fadas politicamente correctos2001 nights (já é a segunda vez que aconselho este livro, em três dias, deviam mesmo dar uma olhadela), ou o Cidade-túmulo?

Para o George Martin é mais complicado. Li menos coisas e conheço pior o seu estilo de escrito, portanto não posso especular tão bem quanto ao seu estilo de leituras. E tirando o óbvio, que o Francisco Fernandes já fez, de lhe oferecer um livro de dietas e afins, não sei muito bem o que sugerir. A não ser que... Claro! Os livros do Joel! Para o Martin ver como é que se faz o que ele faz, à là tuga, de forma mais interessante e complexa!

Agora ao Harry Potter. A minha vontade é ir procurar guias de coisas para tótós, porque o rapaz não faz nada de jeito ao longo dos sete livros, mas acho que lhe oferecia Hogwarts: Uma História, com uma dedicatória a dizer "acho que se tivesses lido isto, tinhas sido útil", e depois gravava a reacção da Hermione.

Para terminar com estas sugestões, e de vez com o desafio: o que é que eu oferecia ao Doctor? Excelente pergunta. Podia dizer tanta coisa. Mas estranhamente, há um livro que me surge na mente, e que nem sequer li: O jogo do mundo, de Júlio Cortázar. Fiquei a conhecê-lo muito recentemente, no Fórum Fantástico, a propósito do seu centenário, e faz todo um sentido. É um livro que se pode ler pela ordem que nos apetecer, e para o qual o próprio autor sugere duas sequências de capítulos, incluindo uma, linear, do capítulo um ao cinquenta e seis, em que se ignoram os últimos noventa e nove capítulos. Ah! Era mesmo isto!

E pronto, dou por terminado o desafio e a minha contribuição para a Operação Livros no Sapatinho, da Imaginauta. Como retribuição, fico à espera de novidades quanto ao projecto!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Feliz Natal e assim... E OLS: Ronda Bónus!


E bem, é Natal, hoje. Ontem também foi Natal e falei de detectives canibais, nada como pessoas a mastigar outras pessoas para levantar o espírito!

Hoje, cedo à pressão e desejo-vos um bom Natal, ou umas boas festas, que prefiro. Esta época dá-me comichões, exactamente por toda a gente ficar mais simpática e agradável e perdoarem coisas "porque é Natal" e afins... O facto de ser preciso um dia para que isso aconteça, aborrece-me. No fim, é uma desculpa para se trocarem prendas e juntar a família na reunião que tem de haver para parecer bem.

(De uma forma geral, vá, não me caiam em cima.)

Mesmo tu, que me lês agora, e achas que eu sou é parvo porque tu tens um Natal muita porreiro, que não é nada assim, pensa lá se não há sempre alguém que é assim? Sempre. Eu, pelo menos, sou coerente e não discrimino, sou desagradável em qualquer altura do ano! A probabilidade de dar uma resposta torta é igual em todos os 365 dias do ano.

Mas enfim. Boas festas, caríssimos leitores. Passemos ao resto!

Fiz uma promessa, depois comecei a responder, e recentemente continuei a responder. Ainda faltam duas pessoas (daqui a uns dias, sim?) mas por hoje decidi fazer algo diferente, para animar a coisa. Quem escolhe os livros sou eu, e quem os recebe(ria) são as pessoas que me responderam ao desafio!

Para o Anónimo que não percebeu as regras do jogo, dava-lhe o Todos os Nomes, do Saramago. Ou os dois parágrafos do Memorial do Convento com os nomes dos trabalhadores todos. Porque enfim

Para a Jules podia escolher muita coisa, mas fico por algo simples como uma antologia de fan fiction de Harry Potter, só para ver a reacção dela.

O Carlos Silva já é um cliente mais complicado... Talvez uma graphic novel dos Guardiões da Galáxia, para se inspirar e introduzir um Groot no universo do Comandante Serralves. E se precisar de alguém que escreva alguma história dessas, sei com quem falar... *aponta para si próprio, pisca o olho*

O Vítor Frazão levava um high five por juntar Verne e Odisseu na mesma linha, ainda com o Conde de Monte Cristo por perto, e depois dava-lhe a transcrição das conversas no grupo da Trëma, no Facebook. Acreditem que valia a pena ter uma coisa dessas.

Depois o Francisco Fernandes (asesereis, desculpa lá, vais ser para sempre atormentado com este nome) recebia o livro da Leopoldina escrito pelo Filipe Faria. Depois de As Crónicas de Allaryia, e de saber a minha opinião sobre o Perraultimato, acho que um livro sobre um pássaro amarelo gigante com mamas é o próximo passo lógico.

Por fim, o Artur Coelho, acho que lhe dava o 2001 Nights, uma manga que li há pouco tempo e que além dele ser capaz de gostar, ainda tinha a vantagem de eu depois ler a opinião dele sobre o livro, que são sempre engraçadas de ler. Não sei se ele conhece e já leu, mas pronto.

E são estas as minhas escolhas. Vou continuar embora nunca tenha parado o meu dia, vocês divirtam-se e façam o essencial nesta quadra festiva: enfardem que nem frades!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

OLS: Agora digo eu! [2]


Continuando a cumprir o prometido, está na altura da segunda dose de explicações. Para esta vez decidi avançar com a sugestão da minha namorada, a Júlia, e as do Francisco Fernandes, os dois comentadores mais assíduos aqui do sítio.

Para começar mesmo bem, vamos à sugestão, digamos, interessante, da Júlia: oferecer o 120 Dias de Sodoma, do Marquês de Sade, ao Principezinho. A culpa é minha, que faço estes desafios. E ofereço este tipo de livros à rapariga... Mas confesso que gosto da ideia.

De um ponto de vista simpático, bem, podia ser que uma das personagens mais irritantes de sempre, o simpático e adorável Principezinho, aprendesse alguma coisa. Mas de um ponto de vista mais agradável e próximo do meu, diria que era óptimo para o pôr a vomitar enquanto eu me ria e ria e ria e ria e ria. Não gosto da personagem, não gosto do livro, e as descrições que a Júlia me fazia do livro de Sade enquanto o lia eram demasiado até para mim, portanto parece-me perfeito!

(querias ver se me apanhavas, não era? toma lá morangos!)

Ora bem, vamos então às várias sugestões do Francisco, que lê muito, escreve umas coisas e vem aqui mandar eloquentes bitaites com alguma frequência.

A primeira é Introdução ao Direito, de Oliveira Ascensão, e os tomos de Direito Penal do Professor Figueiredo Dias, ao Eng. Sócrates. Algo para se entreter enquanto estiver a ver o Sol aos quadradinhos, imagino, se bem que para ele aquilo já deve ser uma espécia de cartão do bingo: "Olha, já quebrei esta. E esta. É por esta que estou aqui. Pensei nesta, mas adiei para o próximo ano. Ah, mas esta marchou! BINGO!".

Economia e Gestão para tótós, oferecido ao pessoal do governo e da administração pública, é demasiado fácil. E ia ser a coisa mais divertida de sempre. "Não podemos gastar mais do que temos? És engraçado, tu, chama lá o motorista para eu ir ao café."

Para o George R.R. Martin, ia um livro de dietas e de emagrecer de forma saudável, para ver se o desgraçado não morre antes de acabar a história. Ia ser a maior facada de sempre. Mas não imagino aquele homem a comer vegetaizinhos e saladinhas, enquanto chacina completamente o elenco dos seus livros...

Depois para o Ned Stark, personagem de George Martin, ia O Príncipe, de Maquiavel, A Arte da Guerra, de Sun Tzu, e Os Cinco Anéis, do samurai Myamoto Musashi. Mas que grande conjunto para o desgraçado honesto que devia ter tido umas aulas com o Tyrion. Podemos é ignorar os outros livros e concentrarmo-nos em Os Cinco Anéis, um livro escrito por um SAMURAI. Que fantástico. E parece - nunca tinha ouvido falar - que é do estilo do livro de Sun Tzu, só que pronto, escrito por um SAMURAI. Tenho que ver se encontro!

Para terminar, o Francisco diz que oferecia a si próprio uma cópia do guião do novo filme de Star Wars, e que se não fosse bom ia atrás do J.J.Abrams para lhe bater. O que é perfeitamente compreensível, eu também não espero nada menos do que um nível máximo de espectacularidade, deste filme!

E pronto, por hoje volta a ser tudo... Mas ainda há mais duas pessoas que precisam de resposta. Não percam o próximo episódio, porque nós... Também não!

domingo, 21 de dezembro de 2014

OLS: Agora digo eu! [1]



Como prometido, está na altura de explicar as vossas escolhas. Devo dizer que se excederam as minhas expectativas, e agora tenho uma quantidade enorme de justificações para inventar! Até consegui que houvesse uma reacção ao meu desafio noutro blog... Sucesso!

Mas avancemos. Para inaugurar a mini-rubrica, decidi começar pelos progenitores do Projecto Imaginauta, que é quem apoia e divulga esta iniciativa OLS.

Logo para começar, vamos às sugestões do Carlos Silva, jovem autor português de FC.

A Arte da Guerra, de Sun Tzu, para o Ghandi. Mais que não fosse para nos rirmos do ar dele ao receber um livro destes. Por outro, valia a pena pedir-lhe para ler e comentar com anotações nas margens. Não só ficava um livro valioso, como seria um livro de guerra e agressividade (seja em que meio for) anotado por um pacifista.

O Senhor dos Anéis, de J.R.R.Tolkien, para o Jerónimo de Sousa. Os livros têm alguma simbologia (que pode ser interpretada como) comunista, mas eu dizia-lhe que era uma narrativa sobre um povo de elite, que se pode dar ao luxo de andar a passear pelo mundo fora, sem grandes preocupações, e uma classe oprimida, retratada como feia e que é explorada por um industrialista que é apenas o fantoche do capitalista por excelência, que quer as jóias todas para ele.

Passemos agora às do Vítor Frazão, também ele um jovem autor português de FC, e que me deixou mais do que muitas sugestões.

O primeiro é O comunismo será solúvel em álcool?, de Antoine & Philippe Meyer, para o Nixon. Ora, eu não conheço nem o livro, nem o antigo presidente dos USA, portanto não posso opinar grande coisa. Talvez valha a pena vê-lo a tentar ler em português, mas... Ignorem.

Depois The Space Merchants, por Frederik Pohl e C.M. Kornbluth, para a Chicken Boo dos Animaniacs. Confesso que não conhecia a personagem, mas descobri que é um bicho engraçado. E aqui tenho que perguntar directamente: o livro fala sobre um tipo com um passado interessante a ser obrigado a tornar-se num trabalhador dos reles, mas que continua a usar as suas capacidades para fazer coisas. Pelo menos é o que me diz a sinopse, assim por alto. Depois de ver o vídeo, fico a pensar que não achas, Vítor, que a Chicken Boo é algo assim? Ela tinha uma missão, bateu com a cabeça, e agora continua com a missão, mas não a a cabeça...

Dois Anos de Férias, de Júlio Verne, um livro sobre um grupo de rapazes perdidos e abandonados numa ilha deserta no meio do nada, para Odisseu, que demorou anos e anos a regressar a casa. Duh. É para aprender a fazer uma jangada, para o caso d eficar em gente no barco...


O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, para Mathias Sandorf, personagem que Verne criou para um livro que ele queria que fosse O Conde de Monte Cristo da sua colecção. Esta sugestão por acaso até seria útil, porque Sandorf pode andar no seu desejo de vingança à vontade, que eu ainda não vi uma uma fúria e uma paixão por vingança a arder tão intensamente como no livro de Dumas. Aquilo é, no melhor sentido possível do termo, lindo.

All Flesh is Grass, de Clifford D. Simak, para Dale Barbara, um actor que aparece em Under the Dome, adaptado da obra de Stephen King. Parecia uma coisa um bocado aleatória, mas fui ver a sinopse do livro e... Bem, o que interessa é que o King continue a atirar livros da qualidade da maior parte da sua sobra cá para fora, pormenores como existir algo mais antigo com praticamente a mesma história, não interessam para nada!

E pronto, aqui ficam as minhas curtas (mas eficazes, espero) explicações. Voltem sempre, que daqui a uns dias há mais!

sábado, 6 de dezembro de 2014

OLS: Digam-me vocês!


Pensei um bocadinho muito sobre a Operação Livros no Sapatinho. Mas não consegui nenhuma ideia super original em tempo útil. Para ser honesto, nem sequer encontrei lá muito tempo útil. Portanto decidi-me por uma das sugestões originais, um desafio que podem ler ali no título.

Mas dizer é mais fácil do que fazer, e portanto não sei muito bem como responder o desafio. Ou seja, vou fazer o que costumo fazer: aldrabar. E ter alguma confiança! Porquê? Porque vou pedir a colaboração de quem me lê...

Vamos lá pessoal. O que eu quero é que me digam a figura pública ou personagem fictícia, e o livro que lhe ofereciam (faça ou não sentido!) que eu invento a razão. Conforme a quantidade de participações, posso ir publicando de vez em quando, até ao Natal, ou então esperar e publicar tudo duma vez.

Vou-vos dar um exemplo: o Comandante Serralves (aposto que o pessoal da Imaginauta não estava à espera desta, eheh) e um livro de culinária. Para explicar, primeiro deixem-me mostrar-vos como é a barba dele, descrita no livro, à là souvarov:
Ou: abusei da máquina quando estava a apará-la no queixo

Agora tudo faz sentido, como já devem ter percebido. A única forma de alguém com uma barba daquelas manter uma namorada/mulher/amante, seja lá o que for, é se, no mínimo dos mínimos, souber cozinhar. E como o Serralves me parece ser mais do tipo Patinhas, capaz de cozinhar uma lata de feijões de milhentas formas diferentes, em quaisquer condições, mas absolutamente mais nada, leva um livro de culinária.

Perceberam? Então vá, comentem aqui com a personagem fictícia ou figura pública e o livro que lhe ofereciam, mesmo que não tenham qualquer motivo. O resto fica a meu cargo. Pode ser? Óptimo. Agora divulguem isto, que é para me dar trabalho e espalhar a palavra. Qualquer projecto que incentive a oferta de livros merece visibilidade. Go Imaginauta!

sábado, 8 de novembro de 2014

Mais fácil do que uma crónica [1]



Sejam bem-vindos à primeira instância de algo que me vai dar muito jeito! Reparei nos últimos dias que a minha capacidade de acumular coisas interessantes é imensa, e portanto nada melhor do que partilhar as minhas descobertas. E já agora, ter menos trabalho do que a escrever uma crónica...

Comecemos pelo marco importante da vida deste blog: após 5 anos, cheguei às 200 mil visitas, o que já é qualquer coisa digna de se ver! Acho que estes números fazem desta estante um "pequeno blog amador" profissional, o que é algo muito engraçado de dizer às pessoas.

Mas é assim que me considero, tal e qual. Isto é claramente amador, mas já tenho regularidade, trabalho investido e - espero eu - qualidade, para me considerar um amador profissional. Isto já é claramente mais do que um passatempo! Mas este rótulos são só para me divertir, o essencial é que eu possa continuar a dizer parvoíces e que vocês as possam continuar a ler e a apreciar.

E por isso, um obrigado.

Continuemos agora com as novidades a sério. Primeiro há a nova iniciativa da Imaginauta, a Operação Livros no Sapatinho, que tem o objectivo de pôr mais gente a ler através dum incentivo à troca de prendas literárias este Natal. O que apoio incondicionalmente. Especialmente se forem para mim. Estão a ver aquela imagem? Não estou a brincar. Não preciso de mais meias, preciso de mais livros!

Para balançar a coisa, também gosto bastante de dar livros, portanto não se preocupem. E daqui a uns tempos darei mais notícias, possivelmente novidades, sobre este projecto.

Depois é preciso não esquecer que no próximo fim-de-semana há Fórum Fantástico, ainda sem programa revelado (será revelado hoje, às 17, na FNAC Chiado!), mas já com a indicação dos novos Prémios Adamastor do Fantástico, uma iniciativa fantástica para premiar principalmente o que de bom se faz por cá na área do Fantástico. E com a particularidade de, se forem ver na secção de contos elegíveis, ter lá o meu nome!

Sim, a minha modesta participação na Fénix III é tecnicamente elegível para os prémios Adamastor deste ano! Deixem-me que vos diga que é daqueles pequenos prazeres da vida que já ninguém me tira. É claro que não vou ganhar nada, já viram o resto da lista?, mas vão haver mais edições, e mais escritos meus (espero eu), portanto... Um dia!

Mas nem só de Fórum Fantástico se fazem os eventos de Novembro... Há também o Episódio III dos Mensageiros das Estrelas, um encontro com um programa interessantíssimo sobre o Fantástico, a Portugal Time Lord Academy e um evento do Whoniverso para celebrar o aniversário da série.

Só coisas interessantes, isto é uma desgraça... Mas falta uma que me é especial. Já ouviram falar dum tipo com uma máquina de escrever antiga que anda por aí a fazer retratos escritos das pessoas, e a escrever-lhes cartas e essas mariquices todas? Pois é, é meu primo, chama-se André Pereira, e lança o seu primeiro livro, chamado pequenas estórias de muitas vidas, este fim de semana.

Hoje em Leiria, amanhã em Lisboa, aconselho-vos a ir. Eu não vou conseguir, que Leiria fica-me longe e no Domingo trabalho, mas hei-de ir à apresentação do próximo, de certeza. Como é óbvio, sou um suspeito um bocado parcial neste assunto, que ele é meu primo e basicamente o culpado de eu me ter metido nos blogs, mas não deixarei de ler o livro com o mesmo espírito crítico de sempre... Talvez não seja tão mau como às vezes sou, se o livro não for muito bom, e talvez seja mais gozão do que seria normalmente, mas tenho a certeza que não vou ter problemas: sei bem a qualidade dos escritos do André.

E sim, há-de ser entrevistado. Não se escapa.

Para finalizar, gostava de publicitar aqui um concurso de escrita de horror e dois artigos muito interessantes que li esta semana, uma cronologia da ficção gótica, com links para ebooks e tudo, e um artigo que me foi mostrado pela minha amiga louca de Letras, a Beky, sobre como o pessoal de Ciências também sabe escrever umas coisas.

Este último ponto dava um artigo por si só, mas vou-me abster, pelo menos por agora! Acabei por escrever mais do que para uma crónica, mas garanto-vos que deu menos trabalho, portanto o título ainda se aplica. Agora já sabem, Fórum Fantástico, Portugal Time Lord Academy, Mensageiros das Estrelas, o lançamento do livro do meu primo, comecem a escrever contos de horror e não se esqueçam de oferecer livros este Natal!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Comandante Serralves - Despojos de Guerra


Autores: Carlos Silva, Vítor Frazão, Inês Montenegro, Joel Puga, Rui Leite, Ana Filipa Ferreira


Opinião: Vamos lá falar de coisas importantes, nomeadamente sobre este livro, o primeiro resultado palpável do projecto Imaginauta. Desde que foi anunciado que fiquei bastante interessado no projecto, e tive direito a sinopses em primeira mão e tudo (já agora, acertei em quase tudo, eheh).

A primeira coisa a dizer é que a capa é fantástica. A sério, fantástica. Não só uma das melhores capas que já vi no panorama nacional, mas de uma forma geral. É lindíssima, e ficam aqui os meus sinceros parabéns à artista, Ana da Silva Monteiro!

Senti foi falta de um prefácio, uma introdução ao projecto, qualquer coisa. Da forma como está, embora possa com alguma facilidade apelar a um público maior, acaba por parecer direccionado a quem conhecer o projecto - porque quem não conhecer, não o vai conseguir fazer só por pegar no livro. O que para um projecto novo desta natureza, talvez fosse o ideal!

Na parte de trás do livro, há um pequeno problema com a espécie de sinopse: gralhas. Em bom português, frases mal enjorcadas! Mas nada muito grave, só é chato porque é normalmente o segundo contacto que um leitor tem com o livro, depois de passar pela capa...

Avancemos para os contos. A qualidade geral é acima da média e, espantem-se, acho que foi um dos poucos livros que li que conseguiu ir ao encontro das minhas expectativas. Não as superou, mas também não ficou aquém, e não por por eu as ter demasiado baixas.

O primeiro é do Carlos Silva e chama-se Métodos de Evasão. Pouco depois de o começar já tirei as medidas ao Comandante Serralves: é só juntar um bocadinho de Star-Lord (Guardians of the Galaxy) ou um bocadinho de Jack Sparrow (Pirates of the Caribbean) e já temos o essencial. Felizmente a personagem revela-se bem mais do que isso, com o passar das páginas e dos contos, mas seu carisma transborda para fora do livro, o que é bom.

É um conto curto, porreiro e que serve bem como ponto de partida para ficarmos a conhecer o resto do Universo criado por este grupo de autores. O mistério e a acção também estão bem trabalhados, e foi bom ver como o Serralves não era propriamente o foco principal da história, que conseguiu ser bem interessante.

Depois vem Sinais, de Vítor Frazão, que tem um bom começo e explora bem o Serralves e o seu grupo de rebeldes, tem óptimas cenas de acção e boas pistas sobre o passado e o carácter do Comandante, mas, e isto é um grande mas, tem diálogos com "Ah! Ah" de pessoas a rirem-se. O meu problema com essa escolha estilística está bem documentado e não dou hipótese. Fazer isto, para mim, é pecado. A vontade com que fico é a de fechar o livro!

E como cereja no topo do bolo, há uma personagem cuja relação com Serralves é metida a martelo, e o conto acaba com um final muito pouco satisfatório. Ou seja, acabei por não gostar tanto quanto poderia ter gostado, tendo em conta os pontos (bastante) positivos que mencionei. Uma pena.

Felizmente a seguir vem Dogson, de Inês Montenegro, um conto muito interessante e que explica de forma bastante explícita e ligeiramente perturbadora como raio é que funciona a aparente imortalidade de Serralves. De vez em quando aparece uma frase com uma sintaxe um bocado esquisita ("Mas no que lhe dizia respeito, já não mais seria um deles.") que só conseguiram distanciar-me da leitura, e eu queria mesmo era que o conto fosse maior, mas gostei, particularmente das descrições da luta mental que Serralves acaba por (obviamente) ganhar.

O segundo conto de Carlos Silva, Despojos de Guerra, mostra-me que o livro está muito bem equilibrado em termos da extensão dos contos e da forma como revela informação sobre Serralves e o resto do universo criado. E bem, tem piratas espaciais! Eu tinha razão, o que é que há para não gostar?

A história até é porreira, e aparece a nave do Serralves, chamada Maria (pormenor delicioso) mas tudo começa a descambar quando duas pessoas que sabem perfeitamente como algo funciona sentem necessidade de explicar um ao outro o funcionamento dessa coisa com algum detalhe. É um bocado como ver os tipos do CSI a explicarem tudo uns aos outros, como se não tivessem todos os mesmos conhecimentos básicos.

E é então que aparece um "Ahahahahah!". Nope nope nope. O fim não ajuda, fraquinho e a deixar claro que não havia propriamente uma história relevante para o que quer que fosse.

O conto seguinte, Das Eigentum, da Ana Ferreira, não ajuda à causa, com um começo interessante mas a descambar rapidamente (também é pequeno, vá). Por muito interessante que seja seguir o ponto de vista de um alien, a personagem do Serralves não bate certo com o que já se conhece, e o final é abrupto e difícil de acreditar. Boa escrita, no entanto!

Guerra Esquecida, de Joel Puga, foi o conto que menos gostei. Podia ser bastante interessante, mas fica claramente aquém, além de precisar de uma boa dose de revisão. E epah, o pessoal que me desculpe o spoiler, mas atlantes? A sério? A mim o que mais me espanta é um arqueólogo chegar a essa conclusão em cerca de vinte minutos, sem indicações especiais. "Vamos lá ver que ruínas são estas, tão estranhas... Ah, claro, atlantes, aquela civilização que, tanto quanto sei, nunca existiu." Enfim! O que ainda se aproveita mais é o facto do Serralves ir parar a um corpo um pouco... diferente do do que estava habituado, mas até isso é completamente desperdiçado.

Tudo melhora, no entanto, com Static Falls, de Rui Leite, o meu conto favorito deste livro, que acho que só peca pela facilidade em derrotar o vilão, e pela demasiado súbita mudança de ideias (de toda a gente). A verdade é que todo o ambiente e o desenrolar da história estão muito bem feitos. A forma como explora a personagem do Serralves, pondo-o ao lado de uma Emily de cinquenta anos (que conhecemos anteriormente bem mais nova), é muito boa, e embora não tenha ficado nada mau, ficou a faltar um final mais assertivo para ainda melhorar mais o conto.

No fim, posso dizer que gostei e irei certamente seguir o projecto. Não se deixem enganar pela minha picuinhice mais virulenta do que é normal, não consigo evitar ser mais rígido com projectos novos que me interessam. Na realidade, tirando talvez Guerra Esquecida, não posso dizer que tenha de facto desgostado dos contos. E como disse no início, é um livro claramente acima da média. Os meus parabéns e venham mais!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Imaginauta: Comandante Serralves

O Imaginauta

O que é este Imaginauta, para além de um nome engraçado? Não sei bem. É um projecto a várias mãos, sem grandes limites em termos de formato e conteúdo, e que por enquanto está envolto numa nuvem de mistério que tresanda a óleo de naves espaciais.

A ideia, como diz no site, é ser uma marca. Um universo partilhado a quem praticamente toda a gente pode deitar a mão. Interessante? Hell yeah!!

O anunciado por enquanto é um livro, Comandante Serralves - Despojos de Guerra, com contos de seis autores que acho que já foram anunciados em algum evento, mas que não faço a mais pálida ideia de quem sejam. Bem, até tenho algumas ideias, mas prefiro manter o mistério.

Quem tiver curiosidade pode ler esta entrevista, feita noutro blog, mas por aqui também há novidades. Pois é, apresento-vos em primeira mão as sinopses para os contos presentes no livro, com alguma especulação e crítica cega à priori da minha parte. Fiquem atentos às novidades!

Métodos de Evasão - O Comandante foi capturado e levado para o coração do império, onde longe da sua tripulação e da sua nave, está à mercê dos seus inimigos. Porém, como em tudo em Serralves, nem tudo é o que parece, e ele tem uma surpresa guardada para quem o interroga.

Este tal Serralves, portanto, é uma figura misteriosa e shady. Isso é obviamente bom, mas espero bem que tenha uma personalidade bem vincada e bem construída, que já não há paciência para aqueles anti-heróis de meia tigela que abundam por todo o lado.

Sinais - 
Das minas marcianas às selvas do Vietname há segredos que podem derrubar a Aliança. Infelizmente, na ambição para descobri-los, Serralves por vezes esquece-se que também tem muito a esconder… 

Estão o notar o ênfase no carácter duplo de Serralves? Algo me diz que o sacana vai ser mais vilão do que bonzinho, mas não tenho nada contra isso! E existe uma inevitável Aliança, não é verdade?

Dogson - 
Na juventude, Dodgson disponibilizara o corpo para se tornar um Serralves em potencial. Os anos e a experiência, no entanto, alteraram-lhe a vontade e os ideais, fazendo-o temer pelo destino que lhe poderá levar a existência repentinamente e sem aviso...

Calma, ser um Serralves? Há mais? É um cargo? A última frase leva-me a acreditar que talvez seja uma espécie de consciência que se apodera dos corpos de outras pessoas conforme for, digamos, gastando outros. Interessante, muito interessante...

Despojos de Guerra - 
Na confusão de um contra-ataque a uma tripulação de piratas espaciais, os olhos de Serralves reconhecem uma arma alienígena.

De onde veio ela? Haverá mais? Quem mais tem conhecimento da sua existência?
Uma corrida contra o tempo num dos planetas mais inóspitos do Sistema Solar.

PIRATAS!

Das Eigentum - 
Um pahoehoente resiste na Terra. Para nós, estes aliens quase destruíram o nosso planeta, contudo o Comandante Serralves irá descobrir um outro lado do inimigo.

De onde é que vieram estes nomes, oh chefe? O título parece alemão, o nome da raça alienígena parece alienígena, portanto até aqui tudo bem. Mas agora o Comandante Serralves vai descobrir outro lado do inimigo? Ok, isto até podia soar àquele enredo cliché de "os maus afinal até nem são assim tão maus quanto isso, são só incompreendidos", mas devo dizer que o facto de só existir um alien torna as coisas mais interessantes. Já não são uma força invasora ou atacante, estão reduzidos a um indivíduo, talvez assustado, talvez arrogante, mas sozinho de qualquer forma. Este deixou-me bastante curioso.

A Guerra Esquecida - 
Após uma batalha espacial, Serralves acorda, com um novo corpo, num local gelado e desolado. Não se trata, porém, de um planeta distante, mas de um ponto remoto da Terra onde fará descobertas que mudarão para sempre os livros de história. 

Ora bem, o tipo acorda com um novo corpo. Talvez morrer não seja assim tão mau. Mas espero que isto não seja uma saída fácil de situações como as dos outros contos todos, porque não me cheira que o façam e isto assim corre o risco de se tornar um plot hole que mate isto logo à nascença. Bem, nada tão dramático, mas seria desagradável, vá.

Static Falls - 
Serralves e Emily partem numa missão diplomática à recém-descoberta colónia de "Static Falls" onde tudo parece ter parado em meados do século XX. No entanto, nas entranhas daquela estranha comunidade, escondem-se terríveis segredos que poderão significar o fim do Comandante.

Olha, uma personagem feminina. Mas porque raio é que alguém há-de enviar o tipo shady para uma missão diplomática? Bem, se me queriam deixar interessado... Sucesso!

Agora, sabem dizer pulp, sabem? Isto tem ar de pulp. E todo o ar de ter qualidade, o que é óptimo. Eu cá estou curioso e posso dizer que vou comprar o livro quase de certeza. E vocês?