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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Wolverine: Origem #2



Argumento: Kieron Gillen
Arte: Adam Kubert
Tradução: Paulo Moreira


Opinião: Não é péssimo... mas anda lá perto. Já estava de pé atrás, graças ao primeiro volume, mas ainda tinha alguma esperança. O principal problema tinha sido um Wolverine completamento desprovido dos traços característicos da personagem. Aqui já não era suposto existir esse problema, portanto havia a possibilidade de as coisas correrem bem.

Mas pelo menos em termos de história. não correu. As personagens até são interessantes, assim como a luta de Logan com o seu eu bestial não tão interior quanto isso, mas o enredo é demasiado óbvio e a introdução dos Creed é feita a martelo e força o engano dos olhos dos leitores, de forma tão óbvia que dói (embora já me tenham dito que isso é só problema de eu já conhecer relativamente o Wolverine enquanto personagem).

Enfim. Safa-se a arte, que é verdadeiramente espectacular, principalmente nos momentos iniciais, quando ainda temos um Logan/Wolverine selvagem, a viver com lobos e a matar ursos. Mas de resto, digamos que não me fica na memória...

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Wolverine: Origem #1


Argumento: Paul Jenkins
Arte: Andy Kubert, Richard Isanove
Tradução: Paulo Moreira


Opinião: Wolverine é um dos meus super heróis favoritos. Se não mesmo o favorito. O seu tipo de humor, bem como o seu típico mau-humor, são características mais do que suficientes, mas o passado misterioso, a personalidade complexa, e o estatuto de badass ainda melhoram a situação.

Por isso este livro é ao mesmo tempo algo que sempre quis ler, e algo que nunca quis ler. Se por um lado sou fascinado por histórias de origem, revelar a origem do Wolverine sempre foi, para mim, como revelar a origem do Joker: algo que estraga a personagem, uma vez que parte do interesse vem exactamente da ignorância em que somos mantidos quanto aos detalhes.

Será que é mesmo preciso haver razão para a loucura do Joker? Um motivo, que o tenha tornado louco? Porque é que não o consideramos simplesmente um psicopata fã de caos, intrinsecamente maléfico? Não será isso mais interessante do que vermos que ele era uma pessoa normal a quem foram dados motivos para se tornar naquilo que é?

E o mesmo se passa com Wolverine. Grande parte das suas histórias dependem exactamente de não só o leitor, como o próprio Wolverine desconhecer o seu passado. Dá-lhe uma certa liberdade, torna-o mais intenso enquanto personagem, e adiciona-lhe camadas mentais de complexidade que seriam impossíveis de outra forma.

Mas a curiosidade sempre foi o meu ponto fraco, portanto peguei no livro e não desgostei tanto quanto estava à espera, mas não fiquei muito agradado. Embora interessante, há pormenores da história que são tão óbvios que metem dó. E a origem de Wolverine é menos do que... digna. A evolução da narrativa não é má, e compensa em parte o que acontece (ao mesmo tempo que explica, desnecessariamente, a sua futura fixação com ruivas), mas esta não é uma história que me vá ficar na memória.

É que esta é uma história do Wolverine em que falta aquilo que é essencial às suas histórias: o Wolverine tal como o conhecemos hoje.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Wolverine: Evolução (Universo Marvel #18)


Argumento: Jeph Loeb
Arte: Simone Bianchi, Andrea Silvestri, Paul Mounts, Simone Peruzzi, Morry Hollowell, Frank D'Armata
Tradução: José de Freitas


Opinião: A expressão "oportunidade falhada" é-vos familiar? Não? Então leiam este livro e aprendam o que significa! Isto tem o Wolverine, fala sobre o seu passado (mais ou menos), inclui um dos melhores antagonistas do herói com esqueleto de adamantium, Sabretooth, e tem um argumento escrito pelo mesmo tipo que escreveu um dos melhores livros que li nos últimos tempos, Jeph Loeb... E o resultado é bastante mediano.

Há uma narrativa demasiado complicada, relativamente óbvia, e não tão interessante quanto isso sobre uma raça humana diferente dos Homo Sapiens, dos quais o Wolverine e o Sabretooth e mais alguns heróis/vilões/mutantes lupinos são descendentes.

Bla, bla, bla. Explicação ranhosa, ritmo fraco... Os confrontos entre o Wolverine e o Sabretooth ainda se safam, mas mesmo assim... E qual é o problema? Bem, a arte, para começar. Não fiquei nada fã dos desenhos de Simone Bianchi, são demasiado artificiais, por assim dizer. Por vezes até parecem inacabados!

Depois, a história em si. Não é nada de especial, é rebuscada, mas ao fim e ao cabo é banal e óbvia. Não adiciona realmente nada de novo, e explica muito pouco. Dá visões ao Wolverine, cria uma ligação especial entre os vários seres lupinos, dá dicas de um vilão que tudo está a controlar, mas pouco acontece de facto.

Wolverine, sempre uma personagem badass por quaisquer padrões que usem para o avaliar, aqui parece meio perdido, mas de forma idiota. Há vários momentos em que esta personagem, normalmente, resolveria o problema de forma simples, rápida e eficaz, em vez de ficar atarantado e sem saber muito bem o que fazer, como acontece.

Enfim, uma oportunidade completamente perdida, e que ainda por cima tinha muito potencial. É uma pena que Loeb não me tenha convencido quanto aos Lupus Sapiens, porque é realmente uma boa ideia que apenas teve o azar de não ser bem executada.