Mostrar mensagens com a etiqueta André Pereira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta André Pereira. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de agosto de 2015

Presenças tangenciais

Ah, piadas matemáticas, são sempre tão... derivativas.

Há coisas na Literatura que me fascinam. Não falo apenas de uma escrita particularmente bonita, como a de Mia Couto, ou de histórias particularmente cativantes, como as Stephen King, nem sequer de livros tão próximos da perfeição que até metem medo, como muita coisa de Saramago, muita BD de Neil Gaiman e Alan Moore e O Conde de Monte Cristo. Falo de pormenores, muitas vezes técnicos, que me deixam rendido.

Por exemplo, quem ler histórias minhas rapidamente se apercebe de que gosto de narradores peculiares. É algo complicado de manipular, de um ponto de vista puramente técnico, mas que pode ter efeitos espectaculares.

Algo que cai nesta categoria é algo a que chamo presenças tangenciais. O nome é bastante auto-explicativo, mas estou a falar de personagens que são importantes, muitas vezes até fulcrais, para a história, mas que aparecem muito, ou muito de raspão. Tangencialmente.

Também não é fácil, em termos técnicos, e torna-se particularmente difícil de conseguir em termos narrativos. Como raio contar uma história em que uma personagem importante mal aparece?

Leia um dos vários livros em que isso acontece, para perceber. Que tal O Assassinato de Roger Ackroyd, de Agatha Christie, que tem ao mesmo tempo um narrador interessante e um Poirot que mal aparece que mas que resolve o mistério (a autora deve ter escrito este livro a pensar em mim)? Todo o livro se lê como uma história normal de Poirot mas com o ponto de vista retirado a Poirot e ao seu fiel companheiro, Hastings, e entregue a uma das personagens secundárias.

É espectacular, e embora o ponto forte do livro seja o narrador e a revelação final (pois é, ainda por cima tem um plot twist de fazer corar muitos plots twists, obrigado Agatha Christie), esta presença tangencial de Poirot é importante para que o livro funcione.

O mesmo se podia de muitas das histórias da saga Sandman, de Neil Gaiman, em que Morpheus e Death, que me lembre, aparecem em várias histórias como personagens meramente tangenciais, completamente de raspão, mas acabam por ter um impacto enorme, como não podia deixar de ser. O segredo aqui é a arte de contar histórias de Gaiman, mas isso redundou nessas presenças tangenciais de duas das personagens mais importantes desse universo

De uma forma menos óbvia, podemos falar do que se passa em O Conde de Monte Cristo, livro imenso no qual o Conde de Monte Cristo do título é uma personagem tangencial durante muito tempo. A história do livro é a sua vingança, a sua vida é a motivação de tudo o que acontece, e todos os acontecimentos narrados são de alguma forma relevantes para ele ou por sua causa. E no entanto passamos longas páginas sem ter notícias dele, e quando aparece, muitas vezes disfarçado e com um nome e título diferentes, tem um papel secundário para a acção. Aqui foi novamente a mestria de Dumas que possibilitou esta presença tangencial, mas não deixa de ser impressionante a forma como o fez.

Mas querem dois exemplos a sério de personagens que praticamente não aparecem mas que são as mais importantes no meio daquilo tudo? Comecemos pelo Comediante de Watchmen, então, que morre nas primeiras páginas mas que tem um grande impacto em tudo o que se segue. Foi das coisas que mais me intrigou, quando li o livro, esta capacidade de não estar lá mas influenciar tudo, e é preciso abençoar Alan Moore pela capacidade que teve de fazer isto tão bem feita na brilhante desconstrução dos super-heróis que é esse livro.

O outro exemplo é parecido, mas ainda mais extremo: em Lágrima, o mais recente livro do meu primo André, há uma personagem tão tangencial que nunca chega a aparecer no livro. Os protagonistas são o pai e a mãe dessa personagem, um miúdo que morre antes dos acontecimentos narrados no livro. Mesmo assim, esse miúdo, ou mais propriamente, a sua morte, é o tema principal do livro em redor do qual tudo se desenvolve.

Também em leituras mais recentes, há uma personagem que me cativou e que teve o azar de cair numa série de livros que achei menos bem conseguidos, por um motivo ou por outro: Gued, o Gavião do Ciclo de Terramar, de Ursula K. Le Guin. Extraordinária feiticeiro, faz uma série de coisas para lá da compreensão humana e no fim mantém-se humilde e sábio como ninguém. O primeiro livro é do seu ponto de vista, e é claramente um protagonista muito presente, assim como no terceiro livro, mas a sua presença no segundo e no quarto livro é, durante muitas páginas, tangencial. E isso só faz dele mais interessante, pois adiciona mistério a uma personagem que podia ter sido muito banal.

Mas por falar em mistério, sabem onde é que estas presenças tangenciais caem muito bem? No género do terror e em vilões de uma forma geral. Veja-se quase tudo o que Lovecraft escreveu: o medo e as sensações de horror são transmitidas não pela presença, mas pela ausência. Como o próprio Lovecraft afirma, o medo mais antigo é o do desconhecido. É por isso que nos seus escritos são as sombras que dominam, e também aquilo que se consegue ver, mas não apreender.

Aliás, muito do horror é feito exactamente assim, através do desconhecido e muitas vezes através de personagens tangenciais. Como acontecem com Misery, de Stephen King, em que o protagonista ocupa sozinho uns 80% do livro, enquanto a sua enfermeira psicótica, a impulsionadora de tudo o que acontece, aparece de vez em quando, e quase sempre de raspão. Dá-lhe um ar mais instável e não nos deixa confiar naquilo que vemos: como é que podemos ficar a conhecer uma pessoa a vê-la durante cinco minutos de cada vez?

Tenho a certeza de que existem muitos mais exemplos, mas estes são só os que me lembro claramente, de olhar para a lista de livros que já li. Acho interessante, e é algo que ainda tenho que fazer com sucesso numa das minhas histórias, mas agora que já vos apresentei o conceito e alguns exemplos, lembra-se de mais algum caso? Seja para me relembrar, ou para me dar a conhecer, agradeço!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Lágrima


Autor: André Pereira


Opinião: Lágrima é o segundo livro de André Pereira, que é meu primo, e que escreve bem que se farta. Só esses dois factos me fazem ignorar o nome da "editora" que vem ali estampado na capa. Já me queixei disso mais do que uma vez, portanto vamos avançar para a crítica.

Fim de Abril. Manhã cedo. Afonso dá entrada no consultório com sintomas de absolutamente nada. Bom ar, postura simples, corpo firme. Discurso coerente e articulado. Consciência do espaço e do tempo. Nenhum distúrbio psíquico aparente. Tudo indica que seja mentalmente equilibrado. Um pormenor, o seu filho morreu ontem.

Este é o primeiro parágrafo, uma excelente entrada para o livro, e uma saída fácil para qualquer crítica que se lhe faça. Obcecado (da melhor forma possível) com primeiros parágrafos, não é de estranhar que o André tenha escrito um desta qualidade, que prende logo o leitor, quer ele queira quer não. Mas é também um ponto de partida óbvio, quando se fala do livro, e toda a gente que o fez começou exactamente por aqui, portanto o que se segue?

É que no meio do muito que se possa dizer sobre Lágrima, o mais difícil é defini-lo, exactamente por causa do que se segue ao primeiro parágrafo.

Uma série de capítulos curtos, mas eficazes, a maior parte das vezes bastante emocionais, a contrastar fortemente com o protagonista que parece incapaz de se emocionar. E que é, já agora, um dos protagonistas da história, que tem uma premissa estupidamente simples: um casal que se afasta depois da morte do filho. A mãe chora e desespera, o pai ri e desespera. A mesma consequência, derivada do mesmo motivo, mas por causa de reacções completamente opostas.

Rapidamente se podia escrever um ensaio sobre este contraste de emoções, e como se disse na apresentação do livro, sobre como a maior dor é a de quem não chora, exactamente por não conseguir chorar. Mas eu não concordo. O contraste não é importante, assim como não interessa qual das dores é maior. Até era fácil fazer uma outra leitura, sobre como o pai é uma representação do macho português emocionalmente reprimido, mas isto não é uma aula de Português, portanto não é preciso inventar nada tão elaborado.

A realidade é mais simples que isso, e também mais dura. O ponto central da história, aquilo que faz o enredo avançar, aquilo que motiva todas as personagens e aquilo que dá realmente sumo ao livro, é o facto do filho deste casal ter morrido. O livro começa por aí, de forma disfarçada, e não hesita em discorrer sobre a morte, das mais variadas maneiras. A mensagem que passa é a da dureza da morte, tão esquecida hoje em dia. Com os jornais cheios de morte brutais e sanguinárias, e as ruas cheias de morte lenta e sem tecto, já nos tornámos insensíveis.

Vemos notícias de um violento tiroteio num bairro desagradável qualquer com a mesma impassividade com que vemos notícias de mais uma medida de austeridade, ou mais uma notícia sobre imigrantes ilegais que viajam em condições desumanas para fugirem de condições desumanas, e que acabam por ser tratados de formas desumanas.

Lágrima tem capítulo atrás de capítulo a dizer que a morte é cruel e não quer saber de nada disso. Gostas, não gostas, queres, não queres, tens cuidado, não tens, és novo, és velho, és homem, és mulher, és burro, és um cientista nuclear, pai, mãe, tio, primo, filho, namorada, marido, não interessa. Morres como os outros. A jornada do pai que não chora, e que solta gargalhadas no funeral do filho, é equiparável a qualquer demanda heróica de qualquer outro livro, apenas de forma mais subtil. E no fim, sabem qual é a conclusão? A mesma que no início: o seu filho morreu.

O que este pai percebe, e que toda a gente acha estranho, é que chorar não adianta. O filho continua morto. No final é vencido, por circunstâncias curiosas, mas não tem o filho de volta, porque tinha razão. E a mãe? A mulher deste homem estranhamente feliz com a morte do filho? Ora, não passa de um reflexo distorcido do marido. As acções de um e de outro correm em paralelo de forma quase simétrica, não deixando margem para dúvidas que se está a contar apenas uma história, a da morte do filho, e não outra, nem outras.

No meio disto tudo, personagens muito bem caracterizadas, um desenvolvimento extraordinário, uma escrita para lá de boa, ecos de Saramago, umas técnicas de escrita de pôr cabelos em pé em qualquer professor de português, mas que funcionam de forma maravilhosa, e uma capacidade de ser emotivo, sem nunca se tornar lamechas, de fazer inveja.

Recheado de cenas fortes e a dar vontade de ler duma assentada, este livro comprovas apenas aquilo que eu já disse antes: o André devia dedicar-se aos romances. Porque este é, sem sombra de dúvida (nem parcialidade, garanto), extraordinário.

domingo, 12 de julho de 2015

Lançamento de "Lágrima", de André Pereira


Depois de pequenas estórias de muitas vidas, chegou a altura do meu primo, André Pereira, lançar o seu primeiro romance. É um orgulho, e já está na pilha para ser a próxima leitura, como é óbvio, que ainda por cima tive direito a versão autografada e tudo.

O lançamento foi na Sexta, dia 10, em Lisboa, na Livraria Desassossego, e Sábado, dia 11, em Leiria, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira. Lá estive dia 10, para colmatar ter falhado o lançamento do primeiro livro, e a coisa correu bem.

Antes de continuar, no entanto, e para efeitos de aviso, gostava de dizer que vou deixar de lado os meus problemas com a Chiado. Não, não me agrada fazer publicidade a esta... "editora", mas ainda me agrada menos não fazer publicidade ao livro do meu primo, que eu sei que escreve bem e merecia isto já há muito tempo.

Continuemos.

Daquilo que fiquei a saber sobre o livro, a coisa promete e promete muito. Basta ler o primeiro parágrafo, transcrito na imagem ali em cima, para perceber o calibre do que aí vem. Como foi dito na apresentação, é uma autêntica entrada à leão águia!

Já agora, a apresentação esteve a cabo de Nuno Costa Santos, um criativo da mesma raça do André e que foi seu colega no Rádio Clube Português. Correu bem, mas falou demasiado, na minha opinião. Não é fácil apresentar um livro, como é óbvio, especialmente para um público que ainda não o conhece, mas enfim, tenham em atenção que eu é que não gosto do estilo da apresentação, que tirando isso foi muito boa e sem grandes falhas a apontar.

E o que fica do livro? Que é ao mesmo tempo triste e feliz, e que não é de forma óbvia. É mais feliz a mãe que chora a morte do filho, do que o pai que ri. Tenho a certeza que lá pelo meio há pontadas de humor, ocasionalmente negro como uma mancha de tinta daquelas desagradáveis que teima em não sair, mas sempre bom. Homem dos milhentos ofícios, se há um que lhe é transversal, é o de humorista.

O que, aliás, se notou durante a apresentação, que foi tal e qual como eu estava à espera: emocionada, nervosa, extremamente satisfeita, orgulhosa, engraçada e cautelosa, que se há coisa que não me parece que ele faça, é dar passos maior do que as pernas. Tem noção da sua posição enquanto escritor estreante e sabe para onde quer ir, o que por agora é vender o máximo possível do seu primeiro livro.

Eu estou curioso, quero de certeza ler isto e não tenho dúvidas de que será uma leitura rápida. Estejam atentos, que a opinião há-de aparecer aqui algures.

E para o André, desejava-lhe boa sorte, mas isso é para quem não é bom naquilo que faz, portanto, parabéns e continua assim. Um dia espero ser eu a fazer como tu (sem ser na Chiado, desculpem, não resisti), e por agora fico satisfeito em apresentar o próximo livro!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

pequenas estórias de muitas vidas


Autor: André Pereira


Opinião: Aviso já que o autor é meu primo. Isto é importante por dois motivos, o primeiro dos quais é que era fácil cair na parcialidade, nesta opinião, mas só vai acontecer se me descair. Não tenho este blog para andar aqui a apaparicar autores só porque têm ADN e o Benfica em comum comigo. O outro motivo é que apenas esses laços familiares, juntamente com o facto de já conhecer a sua escrita, me fazem perdoar o facto do livro ser da Chiado Editora.

Mas vamos deixar de lado esta "editora" e seguir para o livro. O André farta-se de escrever, seja para jornais, revistas, um blog que teve em tempos, guiões para programas de televisão, para rádio, para teatro, para stand-up, enfim, de tudo um pouco. E eu, que tenho acompanhado o percurso dele, já conheço bem a sua forma de escrever. Mais ainda, sei que gosto.

Quando peguei no livro, no entanto, torci ligeiramente o nariz, por causa da estrutura. Dividido em várias partes (as estórias) bastante pequenas, um parágrafo, sempre menos do que uma página, não é propriamente o tipo de leitura que me costume agradar. Mas vinte minutos depois, que o livro lê-se rápido, tive que deixar de lado o preconceito e assumir que sim senhor, gostei!

Foi com um tom quase poético, mas sem medo de dizer o que tinha a dizer, da forma que queria dizer, que o André me convenceu, ao falar de vários Temas com letra grande, como a vida, a morte, a felicidade, a tristeza e outros que tais. O truque está na forma como o fez, com pequenas narrativas de momentos muitas vezes banais, mas intensos.

E é fácil de notar um tom trágico ao longo das páginas, um tom de sofrimento. Mesmo as estórias felizes só o são depois de muito se sofrer. E as que mais brilham, pela intensidade emocional que carregam, são sem dúvida as mais tristes, que apertam o coração e nos contagiam com a angústia dos vários narradores, que quase podiam ser identificados como um sujeito poético.

No fim ficam as várias pequenas mensagens, a boa escrita, e uma vontade de ler algo maior e mais estrutura, porque o André tem claramente potencial para algo mais: a sua capacidade de retratar emoções é fantástica, e isso pode-se ver também nos retratos escritos e nas cartas à máquina que de vez em quando escreve. Pensando ainda nas ideias que lhe conheço, apenas lhe posso dizer que fico à espera!

sábado, 8 de novembro de 2014

Mais fácil do que uma crónica [1]



Sejam bem-vindos à primeira instância de algo que me vai dar muito jeito! Reparei nos últimos dias que a minha capacidade de acumular coisas interessantes é imensa, e portanto nada melhor do que partilhar as minhas descobertas. E já agora, ter menos trabalho do que a escrever uma crónica...

Comecemos pelo marco importante da vida deste blog: após 5 anos, cheguei às 200 mil visitas, o que já é qualquer coisa digna de se ver! Acho que estes números fazem desta estante um "pequeno blog amador" profissional, o que é algo muito engraçado de dizer às pessoas.

Mas é assim que me considero, tal e qual. Isto é claramente amador, mas já tenho regularidade, trabalho investido e - espero eu - qualidade, para me considerar um amador profissional. Isto já é claramente mais do que um passatempo! Mas este rótulos são só para me divertir, o essencial é que eu possa continuar a dizer parvoíces e que vocês as possam continuar a ler e a apreciar.

E por isso, um obrigado.

Continuemos agora com as novidades a sério. Primeiro há a nova iniciativa da Imaginauta, a Operação Livros no Sapatinho, que tem o objectivo de pôr mais gente a ler através dum incentivo à troca de prendas literárias este Natal. O que apoio incondicionalmente. Especialmente se forem para mim. Estão a ver aquela imagem? Não estou a brincar. Não preciso de mais meias, preciso de mais livros!

Para balançar a coisa, também gosto bastante de dar livros, portanto não se preocupem. E daqui a uns tempos darei mais notícias, possivelmente novidades, sobre este projecto.

Depois é preciso não esquecer que no próximo fim-de-semana há Fórum Fantástico, ainda sem programa revelado (será revelado hoje, às 17, na FNAC Chiado!), mas já com a indicação dos novos Prémios Adamastor do Fantástico, uma iniciativa fantástica para premiar principalmente o que de bom se faz por cá na área do Fantástico. E com a particularidade de, se forem ver na secção de contos elegíveis, ter lá o meu nome!

Sim, a minha modesta participação na Fénix III é tecnicamente elegível para os prémios Adamastor deste ano! Deixem-me que vos diga que é daqueles pequenos prazeres da vida que já ninguém me tira. É claro que não vou ganhar nada, já viram o resto da lista?, mas vão haver mais edições, e mais escritos meus (espero eu), portanto... Um dia!

Mas nem só de Fórum Fantástico se fazem os eventos de Novembro... Há também o Episódio III dos Mensageiros das Estrelas, um encontro com um programa interessantíssimo sobre o Fantástico, a Portugal Time Lord Academy e um evento do Whoniverso para celebrar o aniversário da série.

Só coisas interessantes, isto é uma desgraça... Mas falta uma que me é especial. Já ouviram falar dum tipo com uma máquina de escrever antiga que anda por aí a fazer retratos escritos das pessoas, e a escrever-lhes cartas e essas mariquices todas? Pois é, é meu primo, chama-se André Pereira, e lança o seu primeiro livro, chamado pequenas estórias de muitas vidas, este fim de semana.

Hoje em Leiria, amanhã em Lisboa, aconselho-vos a ir. Eu não vou conseguir, que Leiria fica-me longe e no Domingo trabalho, mas hei-de ir à apresentação do próximo, de certeza. Como é óbvio, sou um suspeito um bocado parcial neste assunto, que ele é meu primo e basicamente o culpado de eu me ter metido nos blogs, mas não deixarei de ler o livro com o mesmo espírito crítico de sempre... Talvez não seja tão mau como às vezes sou, se o livro não for muito bom, e talvez seja mais gozão do que seria normalmente, mas tenho a certeza que não vou ter problemas: sei bem a qualidade dos escritos do André.

E sim, há-de ser entrevistado. Não se escapa.

Para finalizar, gostava de publicitar aqui um concurso de escrita de horror e dois artigos muito interessantes que li esta semana, uma cronologia da ficção gótica, com links para ebooks e tudo, e um artigo que me foi mostrado pela minha amiga louca de Letras, a Beky, sobre como o pessoal de Ciências também sabe escrever umas coisas.

Este último ponto dava um artigo por si só, mas vou-me abster, pelo menos por agora! Acabei por escrever mais do que para uma crónica, mas garanto-vos que deu menos trabalho, portanto o título ainda se aplica. Agora já sabem, Fórum Fantástico, Portugal Time Lord Academy, Mensageiros das Estrelas, o lançamento do livro do meu primo, comecem a escrever contos de horror e não se esqueçam de oferecer livros este Natal!