domingo, 14 de junho de 2009

Marés Negras


O terceiro volume das Crónicas de Allaryia, e que continua na perfeição os dois títulos anteriores, com um uso de palavras difíceis fora do normal, e um enredo que dá tantas voltas e reviravoltas, que até dá dores de cabeça. O grupo do costume (menos Babaki, que morreu no livro anterior) tanto junto como separado, a enfrentar inimigos de todos os lados e a toda a hora, continua a história de high-fantasy a que o autor já nos habituou, com um estilo parecido à melhor campanha épica de qualquer jogo de Role-Play. Esta semelhança com os jogos, é provavelmente causada pela tenra idade com a qual o autor começou a escrever os livros, embora ao escrever este, já tivesse os seus 19/20 anos, e já se comece a notar uma maior maturidade na escrita.

Claro que, ainda assim, é mais do que vísivel, a tal falta de maturidade, com óbvias semelhanças entre o estilo do livro, jogos de computador, e mesmo algumas coisas de outros livros. Não me entendam mal, não é plágio. Apenas, como todos os escritores, o autor tem fontes de inspiração, e no caso dele, como ainda não tem (ou tinha, na altura) maturidade suficiente na escrita, essas inspirações são mais óbvias de descobrir com a leitura do livro. Ainda assim, um bom livro.

O grupo encontra-se em Tanarch, a o ponto de Allaryia mais perto do seu destino, Asmodeon, onde Aewyre espera encontrar o seu pai, Aezrel. As Marés Negras sobem uma vez mais, pressagiando um futuro negro e tempos difíceis para Allaryia. Dá-se uma grande batalha em Aemer-Anoth, com a fortaleza dos Siruliano a ser cercada por um exército de drahregs, ulkekhlens e ogroblins, liderados por um temível azigoth. Dentro da fortaleza estavam Aewyre e os seus companheiros, bem como 400 e qualquer coisa prisioneiros tanarchianos, que os Sirulianos decidiram usar como exército, e um pequeno batalhão de arqueiros Sirulianos, decididos a ter uma participação pouco activa na batalha.

O azigoth empunhava a Dalshagnar, a espada de Seltor, o Primeiro Pecado, e a meio da batalha, numa situação um bocado esquisita, que envolve o moorul e a harahan a serem trespassados pela Dalshagnar e a Ancalach, tanto Aezrel (que se encontrava preso na Dalshagnar) como Seltor (que se encontrava preso na Ancalach) se libertam, e começam à porrada. Seltor mata Aezrel, e embora tenha dado um novo fôlego ao seu exército, limita-se a desaparecer, e a ordenar a retirada dos monstros.

Estranho. Mas bom.

6 comentários:

Beky disse...

Como é possível que um blogue de livros como este tenha tão poucos comentários?! :O

Rui Bastos disse...

Gostas? =D

Pedro disse...

Já estou a tratar do assunto xDD

Já li, e já conheces a minha extensa opinião XD vou tentar ser conciso aqui.

De toda a saga, "Os Filhos do Flagelo" é o meu livro preferido, de longe!
Este terceiro... Bem, foi bom. Nada mais. Embora seja notória a influência de "O Senhor dos Anéis", esperava mais um bocadinho... Começa-se a notar, neste volume, a tendência do autor para divagar demasiado.

Rui Bastos disse...

Sim, mas mesmo assim, a chega de Seltor compensa as falhas todas deste livro =D

Pedro disse...

É verdade, Seltor é a personagem que vem salvar, na minha opinião, o rumo da história.

By A. disse...

Lol Becky, obrigada pelo elogio :D
Os teus comentários sao sempre bem-vindos!