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sábado, 7 de julho de 2012

As Mil Faces da Beleza Geométrica

Título: As Mil Faces da Beleza Geométrica
Autor: Claudi Alsina

Sinopse: No mundo dos corpos geométricos há um grupo de figuras que se destaca pelo seu particular glamour: os poliedros. Vivem entre nós e proporcionam-nos formas geométricas de grande beleza, mas também soluções funcionais extremamente úteis. Desde sempre interessaram aos geómetras mas também a cristalógrafos e arquitectos, pintores e escultores, a fabricantes de caixas e joalheiros... Vê-los é admirá-los.

Opinião: Para aqueles que acompanham o blog com regularidade, se ainda não repararam na minha paixão pela matemática, é porque andam aqui só a ver as imagens. Ainda por cima tendo em conta que já publiquei 20 e qualquer coisa opiniões de livros de matemática.

Esta pequena introdução para dizer, caso ainda não tivessem lá chegado, que aqui está mais um. Desta vez sobre um cantinho bastante interessante da geometria: os poliedros, que são, explicado de forma simples, sólidos geométricos constituídos unicamente por polígonos.

Este livro mostra como estas construções matemáticas nos rodeiam em todo o lado, seja na Natureza seja no que é fabricado por e para o Homem. As formas naturais podem ser aproximadas por poliedros, de forma mais ou menos grosseira; as casas, as caixas, enfim, praticamente todas as construções relativamente regulares da Humanidade são poliedros.

Se alguém duvida da beleza e da utilidade da matemática enquanto um todo, na vida e no dia-a-dia, aconselho vivamente a leitura deste livro, bem como de todos os outros da colecção.

Como sempre, um bocadinho de história (já referi que a história da matemática é absolutamente fascinante?), para situar o leitor, e um grande pedaço de praticamente tudo o que existe sobre o assunto em causa, neste caso os poliedros, desde as suas propriedades puramente matemáticas até às suas utilidades e utilizações práticas no mundo real. Deveras interessante.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Plantas do Metro e Redes Neuronais

Título: Plantas do Metro e Redes Neuronais
Autor: Claudi Alsina

Sinopse: Um grafo é uma construção extraordinariamente simples: são apenas pontos e as linhas que os unem. Um mapa do metro, o percurso de um estafeta e, de um modo geral, qualquer uma das redes de todo o tipo que conformam o mundo contemporâneo são exemplos de grafos. Ao observar cuidadosamente estas estruturas tão simples, abre-se aos nossos olhos um universo de ligações e conexões onde a matemática é rainha incontestada.

Opinião: Um livro interessante, com uma linguagem clara e objectiva, que transmite na perfeição todas as noções matemáticas a que recorre.

Como qualquer livro desta colecção, o assunto é interessante e a forma como este é apresentado é bastante clara e objectiva, graças à linguagem simples que o autor utiliza.

O assunto deste livro é a Teoria de Grafos, que faz uso de esquemas bastante simples, os grafos, para resolver todo o tipo de problemas, mas principalmente os de optimização. E aquilo que é fascinante nos grafos é a sua quase ominpresença por todo o lado, como acontece, aliás, com praticamente toda a matemática.

Neste caso específico temos o exemplo dos mapas do metro, simples conjuntos de linhas e pontos; das redes neuronais, para um exemplo mais natural; e até toda e qualquer cidade, sendo que as suas ruas são as linhas, e as intersecções de duas ou mais ruas são os pontos.

A utilidade deste tipo de esquemas é a de simplificar ao extremo certas situações, o que permite um estudo mais eficiente dos problemas que possam surgir. São frequentemente utilizados para planear actividades, optimizar processos, e têm inclusivamente utilizações a nível das probabilidades.

No fundo, mais um livro interessante de uma boa colecção sobre um tema que cada vez me fascina mais: a Matemática.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Seita dos Números - O teorema de Pitágoras

Deixem-me já dizer que um dos grandes mistérios para mim, antes de começar a ler o livro, foi o conjunto título/subtítulo deste livro. O que raio é que "O teorema de Pitágoras" tinha a ver com "A Seita dos Números"?

Pois bem, só vos tenho a dizer que tem. E muito. Afinal, a escola pitagórica, fundada por, adivinhem, Pitágoras, era não só uma escola, mas uma autêntica seita religiosa que tinha os números como divindades.

Como já devem ter percebido, também este livro tem uma forte componente de contextualização histórica, tal como os outros da mesma colecção, mostrando como os livros sobre matemática não têm obrigatoriamente que ser coisas horríveis cheias de fórmulas incompreensíveis.

É claro que também as tem. Lá mais para o fim do livro aparecem coisas mais chatinhas, mas nada de muito extraordinário...

E bem, fala muito do antes e do depois da fórmula, como é que se fazia antes dela, quando é que apareceu exactamente, e o que é que depois se desenvolveu com ela. É interessante ver a quantidade de campos que a matemática abrange e, neste caso, a quantidade de campos que uma simples fórmula consegue afectar. Da matemática pura à arquitectura, assim como a arte e aplicações mais quotidianas, e até mesmo, vejam só, os formatos das folhas de papel!

Eu pessoalmente, cada vez mais me fascino com todo este mundo matemático, e me pergunto como é que é possível haver pessoas que se desligam da matemática, ou que a odeiam e não a querem ver à frente. A sério. É impossível!

A escrita, como a dos outros livros, é simples, sem grandes artifícios literários, clara, e deixa transparecer a verdadeira paixão que o autor tem à matemática, e a este teorema em particular. Aconselho, portanto, este livro, na esperança que mais pessoas se deixem contagiar.