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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Último dia de um Condenado

Um relato angustiante na primeira pessoa, de um condenado à morte. A história em si não é nada de especial, é o que poderíamos esperar de alguém condenado à morte: prisão, prisão e mais prisão.

O destaque aqui para aquilo que se sente. O autor, Victor Hugo, consegue transmitir na perfeição todas as emoções do condenado, como a raiva por ter sido preso, o ódio a quem o prendeu, a resignação de que vai morrer, o alívio de saber que a sentença foi adiada quatro dias, a frustração de saber que o recurso falhou...

Tudo isso nos é transmitido de forma quase subconsciente. O facto de ser narrado na primeira pessoa, pelo próprio condenado, facilita essa tarefa, já que lemos, em primeira mão, aquilo que ele está a sentir, e podemos assistir, com facilidade, às suas súbitas mudanças de espírito.

Bem escrito, deu-me vontade de procurar mais coisas deste autor, para ler. É claro, pelo menos pareceu-me, que o autor considera que as condições dos prisioneiros são demasiado duras, pois retrata-as todas a seco, dando uma ideia, se calhar, mais violenta do aquilo que realmente era, se bem que eu não tenho bem ideia de como eram essas condições.

Leiam este, e leiam mais do autor, que eu cá, vou fazer o mesmo!