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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Os Vingadores #8


Argumento: Jonatham Hickman, Nick Spencer
Arte: Mike Deodato, Frank Martin, Rain Beredo, Stefano Caselli, Marco Rudy, Marco Checchetto
Tradução: Filipe Faria

Opinião: Tanto... Texto... Os meus olhos... Não aguentam... Tanto... Texto...

A sério, isto quando um gajo vai ler banda desenhada e os desenhos só servem para sabermos o sítio onde as personagens estão e o aspecto dessas mesmas personagens, fico triste. E em parte foi o que aconteceu aqui, especialmente no primeiro terço, correspondente a um número dos Illuminati.

É que assim até perdi um bocado o interesse em seguir a história. Sim, são um grupo super secreto, mais orientados para as politiquices e isso tudo, mas tem personagens tão boas e tão expressivas, que a tentativa de ser mais sério apenas faz com que a narrativa fique mais pesada e tudo fique mais... Genérico.

Por exemplo, as desavenças entre o Namor e o Pantera Negra são fantásticas de acompanhar, assim como o facto de o grupo ter expulsado o Capitão América, por ser demasiado bonzinho, mas tudo isso acaba por ser pouco explorado.

Felizmente esses aspecto melhoram nas duas partes seguintes, correspondentes ao fim do prelúdio para a saga Infinito. A história é mais interessante, embora mais confusa, e o problema do excesso de texto desaparece em grande parte. O factor "confusão", no entanto, ainda pesa um pouco, e tenho a sensação de que me está sempre a escapar alguma coisa.

Pior, continuam a ser introduzidos pormenores novos que não avançam propriamente o enredo, sem se explicar grande coisa, o que não abona nada a favor da história. Resta-me esperar pelo começo de Infinito, para ver como é que a coisa evolui.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Os Vingadores #7


Argumento: Jonathan Hickman, Nick Spencer
Arte: Mike Deodato, Frank Martin, Stefano Caselli
Tradução: José H. de Freitas, Filipe Faria

Opinião: Mas qual é que é o problema da Marvel? Os X-men andam confusos e dedicados ao engonhanço, e parece que os Vingadores decidiram ir pelo mesmo caminho.

É verdade que no segundo capítulo desta revista se inicia o prelúdio à saga Infinito, mas mesmo assim a história recusa-se a avançar grande coisa. Em vez disso Hickman tem-nos servido número atrás de número de personagens com um grande impacto e que simplesmente desaparecem de cena, longos e cansativos momentos de exposição, súbitas batalhas que correm demasiado bem, e novos vilões ao virar de cada esquina.

Ah, e não esquecer o facto de que o pouco que a história vai avançado, é completamente incompreensível. Já me queixei disto antes, mas o argumento parece mais preocupado em introduzir pormenores novos relativamente à ameaça, do que a explicar de facto qual é a ameaça.

O resultado? Pfft, qual ameaça? Aquilo que eu tenho visto é que acontece uma coisa estranha e os Vingadores tratam mais ou menos dela, sem perceberem muito bem o que se passa. Depois acontece outra coisa estranha, e os Vingadores tratam mais ou menos dela, sem perceberem muito bem o que se passa. E todas essas coisas estranhas têm um aspecto ominoso e parecem ser um presságio de algo grande e poderoso... Presságio esse rapidamente ignorado pelos Vingadores, porque já há outra ameaça completamente-diferente-mas-completamente-relacionada-com-todas-as-outras.

Não há paciência. É que embora seja divertidíssimo ler as falas medievais do Thor, ou explorar a personagem do Hyperion, a história não está a passar disso. O que é uma pena pois, como eu já disse várias vezes, estas personagens têm um potencial imenso, e a história no início até prometia. Só que Hickman começou a perder-se em palhaçadas e já parece enamorado pelo próprio enredo.

Nada de bom, portanto. A arte parece-me banal, competente, mas banal e genérica. E nem vou falar das "explicações" no fim, que ainda são mais confusas que a BD. Venha daí o próximo número e logo conversamos...