terça-feira, 16 de agosto de 2011

Do Goethianismo à Filosofia da Liberdade

Título: Do Goethianismo à Filosofia da Liberdade
Autor: Rudolf Lanz


Sinopse: Um século separa as duas manifestações do espírito humano: o pensamento cientifico de Goethe, designado pelo termo Goethianismo e a Filosofia da Liberdade, de Rudolf Steiner. Aquele nasceu na última década do século XVIII, quando Goethe começou a elaborar suas grandes ideias em matéria de ciências; "A Filosofia da Liberdade" data de 1894, embora Steiner tivesse esboçado as suas bases em escritos anteriores, dedicados - fato significativo - às ideias cientificas de Goethe. Entre ambos medeia um século de estupendas descobertas em todos os campos da Ciência e do progresso ímpar da técnica. Goethe aparece dessa maneira como o último baluarte de uma época que desde o Humanismo até o Romantismo na Alemanha teve como centro uma visão idealista do Universo e do ser humano.


Opinião: Ensaios puramente filosóficos não costumam fazer parte da minha lista de leituras habitual, mas tendo em conta que este me foi sugerido e emprestado, para além do facto de ser pequenino, decidi lê-lo. E é óbvio que o Goethianismo, palavra derivada do nome de Goethe, autor de Fausto, para designar a sua filosofia, também me chamou a atenção.

A primeira impressão é que é um livro de leitura relativamente complicada. Ao tratar assuntos filosóficos sem nenhum outro fim que não seja o puro debate filosófico, qualquer livro se pode tornar denso e relativamente obscuro, e este não foge à regra. Não digo que seja incompreensível, apenas, vá, profundo.

O livro faz a ligação entre duas filosofias separadas por cem anos: o pensamento científico de Goethe e a designada Filosofia da Liberdade, de Rudolf Steiner, filósofo que o autor muito admira, pelos vistos. As filosofias são diferentes, nem que seja pela quantidade de desenvolvimentos que se deram nos cem anos que as separam, mas mantêm, no entanto, um certo grau de parentesco, uma vez que o pensamento de Steiner foi fortemente influenciado pelo pensamento e pelos escritos do autor de Fausto.

Confesso que não consegui apreender grande coisa de nenhuma das filosofias. Talvez a altura em que li o livro (FÉRIAS!) não seja dada a grandes reflexões filosóficos nem a muitos devaneios metafísicos. Ou talvez a minha natural relutância em lidar com assuntos metafísicos tenha tido alguma influência. A verdade é que acabo por me aborrecer de morte com o tipo de questões impostas pela metafísica, apesar de partilhar do espírito de curiosidade insaciável que leva a uma postura do estilo "saber porque sim", ou seja, sem ter em mente nenhum objectivo prático, transformando o saber no seu próprio fim.

Como tal, não sei se devo aconselhar a leitura nem se vos devo dizer para fugirem do livro a sete pés. Deixo apenas a promessa de um dia, talvez daqui a umas semanas, ou talvez daqui a uns anos, o voltar a ler e a reflectir seriamente sobre o seu conteúdo, analisando-o verdadeiramente.

1 comentário:

Rogerio Floripa disse...

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