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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Hubbert e Minnie

Título: Hubbert e Minnie
Autor: Aldous Huxley

Opinião: Aldous Huxley é um autor que tenho em boa consideração, graças ao seu Admirável Mundo Novo, mas que me conseguiu desapontar nesta história.

Também confesso que antes de ler o conto já estava reticente. Depois de lhe ler uma distopia, era difícil de acreditar que seria capaz de escrever uma boa e sincera história de amor.

Pois bem, as minhas expectativas foram atingidas: o conto é fraquinho, não é particularmente interessante, e mesmo tendo uma escrita razoável, é bastante confuso.

Com uma visão pessimista do amor, dos sentimentos e das pessoas em geral, o autor falha em escrever uma história que mantenha o leitor agarrado e que nos deixe realmente a pensar "epah, isto foi bonito".

É óbvio que nem todas as histórias de amor têm que ser assim, e as outras que li nos últimos tempos mostram exactamente como tudo pode acabar com um pensamento mais "grande bodega, é o que é", do que outra coisa.

Mas mesmo essas histórias tinham alguma beleza nelas, uma certa elegância em alguns momentos, se assim quiserem. Um campo em que Aldous Huxley falhou em grande neste pequeno conto.

domingo, 13 de março de 2011

Brave New World


Título: Brave New World
Autor: Aldous Huxley

Sinopse: Far in the future, the World Controllers have created the ideal society. Through clever use of genetic engineering, brainwashing and recreational sex and drugs all its members are happy consumers. Bernard Marx seems alone harbouring an ill-defined longing to break free. A visit to one of the few remaining Savage Reservations where the old, imperfect life still continues, may be the cure for his distress…

Opinião: Um livro absolutamente hipnotizante, inquietante e provocador, faz esta obra memorável de Aldous Huxley.

A história passada por volta do ano de 2500, centra-se na globalização massificada em que se torna a sociedade mundial, desde o desenvolvimento do trabalho em massa levado a cabo por Henry Ford com o primeiro modelo T.

Neste novo admirável mundo novo, não há espaço para emoções ou sentimentos de qualquer tipo, do amor ao ódio. As pessoas nascem e são fecundadas em laboratórios, onde se realiza colonagem em massa, bem como os fetos são preparados para as suas funções futuras já previamente definidas.

Esta nova sociedade, profundamente hierarquizada e conformada desde a nascença com a sua classe social, encontra a felicidade no trabalho, na droga imposta pelo estado e em orgias sexuais, também estas estimuladas. A monogamia é profundamente reprovada, bem como a paixão.

Quando o inconformado Bernard Marx visita uma Reserva Selvagem no sul da América onde ainda permanece uma civilização velha e imperfeita, conhece um Selvagem cujo interesse profundo no mundo civilizado leva Bernard a levá-lo de volta com ele, mostrando-lhe toda a magnificência do novo mundo. Porém, nem tudo parece perfeito aos olhos do Selvagem. Esplêndido, é tudo o que posso comentar desta obra sublime. De lugar obrigatório em qualquer estante.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Admirável Mundo Novo


Passado no ano de 2500, "Admirável Mundo Novo", é, segundo o autor, um "excesso da juventude", embora o tenha escrito com 38 anos. Aldous Huxley, enquanto vivo, várias vezes disse que este era um livro que deveria ter sido revisto e reescrito, mas que nunca o fez pois isso implicaria mudar o livro todo, e provavelmente destruir os méritos que ele tenha.

Neste "Admirável Mundo Novo", Henry Ford é elevado a divindade, e a concepção de novos séries é feita em massa, seguindo o modelo da produção em série idealizado por Ford. Criam-se dezenas de indivíduos, iguais uns aos outros, os chamados grupos Bokanovsky. É basicamente, clonagem em massa. E as pessoas são condicionadas desde embriões, quer a suportar melhor o calor, ou a suportar melhor o frio, a gostar de mais exercício, ou a gostar de pensar mais. Isso leva à divisão por castas. Ípsilons, Deltas e Gamas, que são sempre concebidos em enormes grupos Bokanosvky de 40, 60 ou 80 indivíduos, e os Betas e Alfas, que não passam pelo processo de Bokanosvky.

Além disso, desde a tenra idade dos 5 ou 6 anos, que as crianças têm educação sexual, para que se torne algo natural, e são encorajadas a estar ao pé de pessoas com doenças terminais, para aprenderem a encarar a morte como um processo natural. Tudo isso para que a sociedade esteja absolutamente controlada. Apenas uma pequena parte do planeta não pertence à actual civilização, são as chamadas reservas, onde vivem os Selvagens. É de uma dessas reservas, Malpaís, que vem o Selvagem, demasiado civilizado para Malpaís, e pouco civilizado para o resto do mundo, e portanto, excluído de ambos.

Este livro, mais do que uma obra literária, é uma forte crítica à cada vez mais forte industrialização da sociedade, e os efeitos nefastos do progresso tecnológico e científico. E vê-se claramente que o autor era uma pessoa mais do que pessimista, pois agarrou em coisas completamente normais, e que até poderiam dar (e algumas deram mesmo), azo a grandes avanços tecnológicos para melhor, e mostrou-nos o que de pior poderia acontecer.