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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Arundhati Roy


Arundhati Roy - nascida a 24 de Novembro de 1961 - é uma autora indiana, activista e cidadã do mundo. Em 1997 ganhou o Booker Prize pelo seu primeiro romance O Deus das Pequenas Coisas.

Nascida e criada em Aymanam na cidade de Kerala, deixou a sua terra-natal aos dezasseis anos para ir viver para Deli, onde embarcou num precário estilo de vida, morando numa pequena cabana de telhado de estanho e ganhando a vida vendendo garrafas vazias.
Mais tarde, decidiu prosseguir estudos e tirou uma licenciatura em arquitectura na Delhi School of Achitecture, onde conheceu o seu primeiro marido - o também arquitecto Gerard da Cunha.

O Deus das Pequenas Coisas é, no entanto, o único romance de Arundhati Roy, que desde o Booker Prize tem concentrado a sua escrita em questões políticas, sendo uma das figuras mais marcantes do movimento anti-globalização/pós-globalização e uma crítica veemente ao neo-imperialismo.

Como resposta aos testes de armas nucleares levados a cabo na Índia, Roy escreveu The End of Imagination, um ensaio sobre as políticas nucleares do governo indiano.

Desde então, Roy tem-se dedicado ao movimento e à critica política, trabalhando por causas sociais em simultâneo, tendo ganho em 2004 o Sydney Peace Prize pelo seu trabalho em campanhas de solidariedade e em 2006 o prémio Sahitya Akademi pela sua colecção de ensaios, prémio esse que declinou.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Deus das Pequenas Coisas


Demasiado belo para ser lido uma única vez na vida. Foi o que me ocorreu quando acabei este romance arrebatador de Arundhati Roy.
A história das pequenas coisas. A história das belas coisas invisíveis. Impensáveis. Impalpáveis.
A história da família Kochamma, que não sabia que tudo poderia mudar um dia. A história dos gémeos (biovulares) Estha e Rahel, que depois de separados perdem uma Grande coisa. A história da sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os seus filhos amam de dia. A história do tio Chacko, um Marxista não-praticante que anseia a chegada da sua filha Sophie Mol e da sua ex-mulher Margaret de Inglaterra. A história da tia-avó Baby que um dia amou um homem e que depois foi seduzida pelos encantos da televisão. A história da avó Mammachi, que cega toca o seu violino, ainda recordando a violência do marido. A história de Velutha, o homem Intocável amado de dia e de noite. O Deus das pequenas coisas.

O enredo apanha-nos logo desde o início com as constantes e ritmadas mudanças cronológicas pelo que o fim da história nos é logo relatado no principio. Depois vêm as pequenas coisas, os pormenores que nos conduzem ao fim no início.

Uma leitura profunda e filosófica, sobre o mundo. Extremamente inteligente, de facto, Arundhati Roy, consegue ser a escritora que melhor descreve sentimentos que eu já vi. Lindo, uma poesia em prosa. Seria impossível não classificar este romance com cinco estrelas.

Um livro o b r i g a t ó r i o.