sábado, 26 de outubro de 2013

Ligeira obsessão com um livro

Todos sabem o que o título desta crónica significa. E acho que já toda a gente o deve ter sentido. Talvez discordem quanto ao "ligeira", mas enfim, detalhes.

A verdade é que quando acontece ficar obcecado com um livro, muitas vezes não faz qualquer sentido. Quer dizer, eu babar-me para um livro do David Soares, ou do Stephen King, sempre que por ele passar... tem lógica.

Agora imaginem um livro de um autor que não conheço. Com uma história que não sei porque raio me desperta a curiosidade. Uma capa banal. E que por algum motivo me deixa completamente obcecado e me impede de descansar até pelo menos o ler. Ainda melhor se o comprar!

O mais recente foi o Minha Besta. Neste caso já conhecia o autor e gostava bastante dos seus livros, que achei super engraçados. Mas este não me dizia nada em especial. Sabia apenas que era uma paródia às histórias de vampiros, que o azul cueca da capa era o mesmo do novo símbolo do IST, e que a bolinha vermelha prometia humor (e não só) bastante javardão.

Nenhuma das 3 coisas me dá qualquer tipo de motivação para pegar num livro. Não sou um graaaande fã de paródias, de uma forma geral, embora acabe sempre a rir que nem um perdido; o azul cueca ainda me chateia profundamente; e para humor javardão basta estar com o meu grupo de amigos.

Mesmo assim, fiquei obcecado. Vi-o na FNAC a 3 euros, ou 3.5 e fiquei para sempre com a ideia a dançar num canto escondido da minha cabeça. Porquê? Não faço a mínima ideia. Mas não descansei até o ter, neste caso oferecido.

Depois nem sequer gostei do livro! E continuo a estar muito satisfeito que mo tenham dado. A sério, não percebo! Já me desfiz de livros por menos!

Não encontro qualquer tipo de lógica para isto. É que lá está, se estivermos a falar de autores de que gostamos, ou de livros que por um motivo ou por outro nos apelam especialmente, enfim, faz sentido! Não é estranho, e é perfeitamente normal, ainda para mais sendo o apaixonado por literatura que sou.

Mas casos como este são demasiado estranhos. Eu já aceito que o domínio literário é dos poucos em que deixo o meu lado racional um bocado de parte, durante algum tempo, mas coisas assim ultrapassam-me completamente.

Gostava de saber se é alguma coisa inconsciente, se os tipos do marketing são autênticos génios do subliminar, ou se é mesmo defeito de fabrico: além das toneladas de livros que já quero devorar, porque me interessam realmente, ainda tenho que acrescentar à lista livros que me despertam o interessa desta maneira.

Se perceberem, avisem.

3 comentários:

Ana/Jorge/Rafa/Júlia disse...

Uma obsessão saudável não faz mal a ninguém :P também já senti isso tanta vez, a última vez foi com a trilogia Night Angel do Brent Weeks, que me despertou um interesse desgraçado só por causa da capa parecer o gajo do Assassin's Creed e não descansei enquanto não a arranjei!

Jorge

SMP disse...

:) Não posso ajudar, nunca senti nada de semelhante. Quer dizer, sentir senti, mas era sempre 1) por livros que já tinha lido e adorado; 2) por livros que tinha a expectativa de vir a adorar. Sendo que, no caso 2), a obsessão parava logo que constatava que o livro não era aquela coisa.

Mas, se ajuda, esse livro em particular de que falas também sempre me despertou a atenção. Mais ou menos como um que uma vez me senti irresistivelmente impelida a comprar, «O Melhor Que Pode Acontecer a Um Croissant». Deve ter sido o nome (e o que é, o que é, perguntas tu - não digo...).

Mas, lá está, nesse acertei: tinha até muita piada, uma vez lido...

Rui Bastos disse...

Jorge, eu sei bem a tua opinião quanto a obsessões "saudáveis" xD E é isso, às vezes são coisas completamente irracionais, nem têm nada a ver com o livro em si, mas tem que ser!

SMP, um dia hás-de sofrer assim... E depois falamos!