sábado, 7 de junho de 2014

84ª Feira do Livro (2014)


E aí está ela, senhoras e senhores! O grande evento empobrecedor das massas leitoras! O antro de implacáveis negociantes sem misericórdia para com quem gosta de ler!

A Feira do Livro de Lisboa. Já lá passei e ainda lá vou mais alguma vezes. Já comprei umas coisas, incluindo um O futuro à janela do Luís Filipe Silva, ao preço da chuva, um livro bem bonito mitos, Mitos e Lendas da Terra do Dragão, e um massivo The Decline and Fall of the Roman Empire, com 28 capítulos em 71 do magnum opus de Edward Gibbon.

E como é óbvio tenho outras tantas coisas debaixo de olho. Fiquem a saber que vale a pena visitar os alfarrabistas. E que há rumores de que na banca da Saída de Emergência se pode aproveitar a promoção de pague 2 leve 3 comprando um "normal" e um da banca dos 8 e 5 euros.

A praça LeYa é que é um mimo, aquilo está bem recheado de livros interessantes e bem baratos, embora continue a esconder os clássicos de FC portuguesa e não dar destaque a volumes com a obra toda de Jorge Luís Borges ou de Italo Calvino. Tenho a certeza que devidamente publicitados vendiam que nem churros (que são muito bons, este ano).

As sessões de autógrafos também andam fortíssimos, e eu vou tentar apanhar Mia Couto (e talvez pedir-lhe para ser meu tio, ou assim), Filipe Faria (e fazer-lhe uma vénia por ter criado o Seltor) e Gonçalo M. Tavares (para lhe dar com os livros dele na cabeça). Ok, estou a brincar quanto ao último, embora gostasse realmente de ter oportunidade para conversar com o escritor. E com os outros também, mas enquanto que com Mia Couto ia ser um festival de "VOCÊ MERECE O NOBEL, EU VOU LIGAR À ACADEMIA SUECA!", e com o Filipe Faria ia ser mais "Epah, quando é que escreves mais sobre o Seltor? Talvez uma trilogia. Ou só isso para o resto da tua vida. Mas sim, faz isso.", com Gonçalo M. Tavares ia aproveitar para discutir a sério os livros dele, porque independentemente de ter gostado ou não do que li, e de ainda ter esperanças para o Uma Viagem à Índia, acho o homem fascinante.

Enfim, façam como eu e passeiem muito por lá, que aquilo vale a pena!

6 comentários:

helena frontini disse...

Tenho de me contentar com os relatos dos outros. O trabalho não me permite ir a Lisboa e gastar dinheiro. O Mia Couto e o Filipe Faria são muito simpáticos. O primeiro é também um excelente escritor e, se pudesse, compraria todos os livros dele e iria a todas as apresentações dos livros dele. É um homem encantador. Os meus alunos adoram o Filipe Faria, leem-no e contam-me a trama das obras. Já o convidámos para falar com os nossos alunos duas vezes e esperemos que nos visite de novo. Os leitores agradecem. Tenho "Uma Viagem à Índia" à espera de ser lido, ainda não me pronuncio.

Rui Bastos disse...

Estive hoje à conversa com o Filipe Faria, que me autografou o meu "O Fado da Sombra" e fiquei muito agradado. Impecável! Mia Couto também ia preparado para ter um autógrafo, mas tinha muita gente e estava demasiado calor para esperar!

asesereis disse...

Tenho o "Jesusalém" assinado pelo Mia Couto e "Uma Viagem à Índia" assinado pelo GM Tavares.

Estive um pouco há conversa com os dois e achei-os super acessíveis, o GM Tavares mais que o Mia Couto.

Mas ainda assim, por meros 27 euros - o preço dos livros, tenho um autografo do Mia Couto e do GM Tavares.

Óptimo!!!

Quanto ao Filipe Faria, respeito a aposta que ele faz no género da fantasia e gostava também de falar com ele. Talvez na 3ª Feira...

Rui Bastos disse...

Muito bom! E aconselho que vás falar com o Filipe Faria, ele foi muito simpático e disponível para conversa.

asesereis disse...

Já está, já fui falar com o Filipe Faria.

Tive para ai meia hora à conversa com ele.

Não tem um único tique de grandeza ou soberba e ainda me deu uns bons conselhos se quiser publicar um livro.

Muito bom.

Rui Bastos disse...

Muito porreiro mesmo, fiquei bastante agradado!