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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Comix Record

Título: Comix Record

Argumento: Alessandro Sisti, Francesco Artibani, Tito Faraci, Enrico Faccini, Massimo Marconi, Marco Bosco
Ilustrações: Claudio Sciarrone, Corrado Mastantuono, Enrico Faccini, Massimo De Vita, Nicola Tosolini
Tradução: Isabel Canhoto, Marta Amaral

Opinião: Como qualquer cromo literário que se preze, tenho um fraquinho por edições de coleccionador, limitadas, especiais, de luxo, seja o que for. Esta Comix Record ainda por cima tinha uma premissa fantástica: reunir histórias que se destacaram de alguma forma.

Desde a mais pequena (uma história inteira impressa numa só página!!), à mais romântica, passando por uma sem diálogos e até por uma sem desenhos, esta pequena BD é uma delícia.

A primeira é exactamente a mais pequena de sempre, de tal forma que na altura da publicação original a revista foi vendida com uma lupa. A revista apresenta a versão original e depois uma versão em tamanho normal. Chama-se Mickeyzinhoinho, e é uma história engraçada, que brinca com paradoxos temporais e máquinas que encolhem coisas. Não é nada de extraordinário, mas tem um valor histórico curioso.

Depois vem Mickey e o rio do tempo. A princípio fiquei duvidoso, porque pensei que fosse uma modernização da história antiga mais conhecida do Mickey, mas não, é uma homenagem/sequela bastante bem feita e que me agradou. Foi porreiro ver o Bafo e o Mickey a trabalhar juntos, e os camponeses ricos por causa do peixe que engoliu o diamente (twist! ah!), e o final com os dois a partilharem aperitivos, foi bonito.

Dois passos no parque, centrada no Peninha (e na sua aselhice), tem o Tio Patinhas, o Donald e os três sobrinhos a gozarem com o desgraçado numa história sem uma única fala. Apenas imagens. Bem executada, mas esperava muito mais, talvez uma qualquer razão para não haver falas (além do "bora fazer humor mudo", o que não é completamente mau).

Huguinho, Zezinho e Luisinho, e o tempo das maçãs, nada má, a história toda amorosa e o catano... A princípio torci o nariz (pelas mesmas razões do ilustrador, aparentemente), mas depois até gostei, confesso.

Por fim vem Patos às apalpadelas, que por um lado foi a decepção do livro. Uma história de BD sem desenhos, só falas, por causa de um apagão na Caixa Forte, quando lá se estava a festejar o primeiro negócio do ano para o Tio Patinhas. Gostei, e a coisa está bem feita, mas tem demasiadas personagens e fica confuso.

De destacar ainda a pequena introdução história que antecede cada história e que é sempre um bom complemento a este tipo de coisas. Um livro agradável, que podia ter sido bem melhor, mas que não pecou muito, e que é sem dúvida obrigatório para coleccionadores!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Disney Especial: Horror

Título: Disney Especial: Horror

Argumento: Carlo Panaro, Massimo De Vita, Augusto Machetto, Francesco Guerrini, Fausto Vitaliano, Nino Russo, Casty, Marco Gervasio e Marco Bosco

Ilustrações: Massimo De Vita, Daniela Vetro, Francesco Guerrini, Francesco D'Ippolito, Andrea Freccero, Giorgio Di Vita, Valerio Held, Silvio Camboni, Giampaolo Soldati, Marco Gervasio, Luciano Milano

Opinião: Mais um livro de Mickey, Donald, Tio Patinhas, Pateta e companhia limitada, desta vez sobre a temática do horror.

Eu já devia estar à espera, mas isto de horror só mesmo o nome. A coisa mete uns monstros e uns fantasmas, às vezes, mas enfim, é para putos, não é verdade? Mas eu meti na cabeça que iam ser mesmo histórias de horror, ainda que levezinhas, e confesso que fiquei desapontado.

E depois há uma série de coisas que me chateiam: o Mickey parece ser um favorito dos fãs, assim como as suas histórias, mas eu juro que não suporto os policiais manhosos em que figura sempre. Mistérios dum lado e doutro, e eu sem paciência para ver o Mickey a resolver tudo por pura sorte ou por ser a única pessoa sensata EM TODO O UNIVERSO.

É puramente gosto pessoal, que as histórias até nem costumam estar mal feitas, mas faleço-me todo de cada vez que me aparece uma história destas com o Mickey. Houve uma que se safou mais ou menos, porque tinha uma ideia engraçada: sustogramas. Imaginem uma máquina que vos captura o vosso sustograma e vos tira a capacidade de ter medo. Os sustogramas ficam fantasminhas esverdeados aprisionados em espelhos.

Eu estava a ler aquilo e a pensar "genial, absolutamente genial". Se esquecerem as personagens e os detalhes específicos da história e pensarem na ideia em si, dá para simplesmente agarrar nela e desenvolver uma história qualquer. Por acaso é algo que me fascina neste universo de ratos e patos: a quantidade de ideias fabulosas mascaradas de histórias infantis (e infantilizadas).

Mas como se os policiais do Mickey não fossem o suficiente para me aborrecer, os desenhos modernos e cartoonescos também me batem na tecla errada. Aquilo que ganham em cores vivas e curvas, perdem em detalhes intricados e um ar mais "real", se é que se pode chamar real a um pato de suíças que fala e usa cartola. Vocês percebem.

No fundo gosto dos desenhos como os da história com fantasmas escoceses presente neste livro, que ainda por cima revisita o passado (muuuuito passado) do Tio Patinhas, o que consequentemente me leva a querer reler A Saga do Tio Patinhas, um dos melhores livros de BD que já li, e sem dúvida alguma o meu favorito deste universo em particular.

Pelo meio ainda houve tempo para uma história confusa mas fofíssima de um Donald em criança, outra em que o Donald leva a melhor sobre o Gastão, e que me agradou por isso mesmo,

- TOMA GASTÃO, TOMA, TOOOOOOOOOOOMAAAAAAAAAAAA -

já para não falar de uma história muito boa com o Professor Ludovico e um monstro, que tem um fim tão, mas tão triste, que é a que mais se aproxima de uma verdadeira história de terror, apesar do tom cómico.

Isto tudo para dizer que o livro é uma boa leitura, com alguns pormenores que não me agradaram tanto, mas que não foram o suficientes para eliminar por completo as pequenas e dissimuladas gargalhadas que tive que ir soltando de vez em quando.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Disney Especial: Natal

Título: Disney Especial: Natal

Argumento: Tito Faraci, Bruno Sarda, Gaja Arrighini, Carlo Panaro, Matteo Venerus, Marco Bosco, Stefano Ambrosio, Bruno Enna
Arte: Marco Mazzarello, Giampaolo Soldati, Silvia Ziche, Massimo De Vita, Andrea Freccero, Maria Luisa Uggetti, Vitale Mangiatordi, Giorgio Cavazzano, Donald Soffritti, Roberto Viam, Mauricio Amendola

Opinião: Calhou mesmo bem, a leitura deste Especial. Normalmente até nem faço leituras de acordo com a época, mas como ando a pegar em mais BD's (já que Malazan me está a matar lentamente), aproveitei.

Ainda por cima nunca é tempo perdido, o que se gasta a ler as histórias de Donald, Mickey, Tio Patinhas e companhia limitada. Neste caso em particular podia ser melhor, mas dá para rir e descomprimir à vontade!

O que falha aqui, tal como na maior parte das histórias modernas, são os desenhos demasiado cartoonescos e de cores berrantes, dos quais não sou fã. Prefiro muito mais a arte detalhada e de certa forma mais sóbria de um Carl Barks, por exemplo.

Além disso há ainda que ter em conta as histórias simplistas, que fazem algum sentido, já que o público-alvo são crianças, mas acho que há um limite, também. É claro que percebo que o facto de ser uma edição natalícia ajuda, com as suas morais obrigatórias e desfechos sempre felizes e natalícios, mas pronto.

De qualquer forma, o livro acaba por ser engraçado. Como já disse, estas coisas nunca são tempo perdido. Mas ando a ficar cada vez com mais saudades de revisitar a minha colecção (relativamente antiga) que conta com A Saga do Tio Patinhas e outros que tais, a maior parte da autoria de Carl Barks. Aí está uma releitura que não há-de demorar muito!