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sábado, 30 de maio de 2015

Estantes Emprestadas [17] - "Comunicado"


A crónica deste mês é especial. Talvez seja melhor descrevê-la como peculiar, já que desafiei, nem mais nem menos, do que a malta da Imaginauta, chefiada pelo Carlos Silva e o Vítor Frazão. Por entre várias iniciativas, o objectivo deles é estimular a escrita e a leitura de ficção especulativa. Por cá tenho tentado ajudar, com divulgação em primeira mão de sinopses do livro que depois comprei e li, Comandante Serralves: Despojos de Guerra, que tem contos muito bons e cria um universo partilhado muito interessante; e com a participação na iniciativa natalícia Operação Livros no Sapatinho, que teve direito não a uma, não a duas, mas a três respostas! Isto para além da divulgação que vou fazendo das suas várias iniciativas. Eu bem tento, que se há projecto que merece, é este!

Por agora fiquem com a minha parte do desafio, que esforcei-me. A resposta há-de surgir nas proximidades.



*início de gravação*

Está a gravar? Isto está... Raios parta a gerigonça, está ou não? Onde é que eu meti as instruções... Hum... Aqui... Deixa ver. Carregar aqui, ali, já está, se estiver a luz acesa, está a gravar. Ah!

Desculpe lá isto, mas ainda não me entendo com o hologravador Bem, não interessa. Estou-lhe a enviar esta mensagem porque hoje apareceu um sujeito na minha banca a vender-me uns livros que achei muito estranhos. Aliás, o sujeito também era bastante estranho, e nunca sequer o tinha visto por estas bandas.

Comprei os livros para os manter debaixo de olho, mas ele ainda me disse que depois me arranjava mais. Antes de lhe conseguir perguntar alguma, desapareceu. Esteve o tempo todo com um capacete que não deixava ver-lhe a cara e que devia ter um modulador de voz.

Mas pronto, vamos ao que interessa. Já enviei os livros para o seu gabinete pelo comutador quântico que mandou instalar aqui no meu armazém. De qualquer forma, são os seguintes. "Intermitências da Morte", de um José Saramago, tem um aspecto muito estranho, muito simples, sem grandes desenhos, e pelo que folheei, parece ter texto muito denso.

Há também um muito, muito estranho, um "Terrarium", de João Barreiros e Luís Filipe Silva. Nem sequer percebo como podem duas pessoas escrever o mesmo livro, na altura em que isto foi publicado ainda não existiam osciladores de matéria... Mesmo agora, para fazer alguma coisa assim era preciso ser-se um génio!

O último é o mais chocante. "V de Vingança", de Alan Moore, quase não tem texto. Está é recheado de imagens. Para lhe ser sincero, este assustou-me mais do que os outros. Ainda se as folhas fossem ecrãs orgânicos ultra-finos, mas não, são só imagens estáticas. Nem lhe mexi mais.

Aquilo que acho mais estranho é estarem imaculados, apesar de terem séculos de idade. Por favor diga-me como proceder.

E agora onde é que se desliga isto? Hum... Deve ser aq...


*fim de gravação*

http://imaginauta.net/

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Insonho, Durma Bem


Autores: Carlos Silva, Valentina Silva Ferreira, Vítor Frazão, André Pereira, Francisco J.V. Fernandes, Ana Luiz, Miguel Raimundo, Inês Montenegro, João Rogaciano


Opinião: Desde que esta antologia foi anunciada que andava curioso. A apresentação, no Fórum Fantástico do ano passado, foi um (bom) bocado demorada demais, mas a conversa aguçou-me o apetite. Lá comprei e fiquei bastante satisfeito a vários níveis.

A qualidade de cada conto, de forma individual, varia entre o medíocre e o muito bom. É normal. A qualidade geral da antologia é boa. Podia estar melhor, mas já ficou algo bastante impressionante. Em termos da edição física, então, upa upa. Uma capa excepcional, um cuidado extremo na apresentação interior, uma página preta com biografia e foto deturpada (isto era escusado) do autor antes de cada conto, seguida pela primeira página do conto, também ela preta.

Por aí, impecável. A premissa, essa, também é fantástica, embora eu ache um pouco estranho que seja preciso uma editora brasileira para publicar um livro com autores portugueses sobre folclore português. Mas falemos dos contos!

O primeiro é Ao Meio Dia, de Carlos Silva e ensinou-me o que é um carago. Não, não vou revelar, leiam. O conto é bem porreiro, esepcialmente tendo em conta a forma como conta uma boa história, com uma escrita tão boa, sendo tão curto

De seguida aparece Duelo de Lendas, de Valentina Silva Ferreira, que foi também a organizadora da antologia (parabéns!), e que teve a gentileza de me assinar o conto dela (obrigado!). Infelizmente não gostei muito do conto, que retrata um duelo de cavalheiros entre três seres lendários cuja tarefa é induzir/controlar o sono. A ideia é razoável, a escrita é boa, a execução é meh. E o final? O final é terrível, já para não falar do quão desnecessárias são as notas de rodapé que foram incluídas, que apenas conseguem distrair o leitor.

Em Na Escuridão, de Vítor Frazão, encontrei mais um conto de que não gostei, mas neste caso ainda pior. A escrita é razoável, mas a linguagem oscila muito para começar. A história é fraca, quase não existe, e tenta retratar a vida amaldiçoada de uma rapariga que, enquanto personagem, é incoerente: ora quer matar pessoas ora as quer salvar.

Já A Voz de Lisboa, de André Pereira, pega na figura do Adamastor e dispara por ali fora, o que lhe deu logo pontos bónus. O ambiente também é dos melhores do livro, a escrita é bom, e o único defeito que tenho a apontar é que a voz do protagonista não é grande coisa, talvez um pouco demasiado mecânica para o meu gosto.

O conto que aparece é seguir é estranho como o caraças. A noite em que o bicho-papão encontrou Kafka no cimo de um telhado, escrito por Francisco J.V. Fernandes. É um conto com um título enorme, que revelou uma boa escrita e um tom mais reflexivo de que não costumo gostar, mas aqui me pareceu funcionar bem. Infelizmente, há uns momentos de monólogo que são um completo desperdício de "tempo de antena", e a história que começa bem, desenvolve mal e acaba muito, mas muito meh.

Sant'Iroto, de Ana Luiz foi uma das surpresas, pois revelou-se como o conto com a melhor escrita e com a melhor história, na minha opinião, como é óbvio. As personagens estão bem construídas, assim como tudo nesta história, que funciona às mil maravilhas.

Para compensar essas coisas, existem coisas como Por sete encruzilhadas, por sete vilas acasteladas, de Miguel Raimundo, com a escrita a oscilar entre excelente e muito fraco. A inconsistência do conto estraga por completo algum interesse que pudesse existir na história, que é razoavelmente interessante.

Depois vem Ao Sexto Dia, Inês Montenegro, que é um bocado estranho, mas interessante, com uma das histórias mais bem construídas, ou pelo menos mais bem assente, com fundações mais sólidas.

Mesmo a terminar aparece o infeliz Sangue, Suor e... Unhas, de João Rogaciano, que até costuma escreve umas coisas porreiras, mas que aqui se espalhou ao comprido. A escrita não é má, mas a história é francamente idiota, especialmente depois das doses massivas de tell que há mais para o fim. É que a premissa em si nem é má de todo, mas a forma como isso é explicado... Huuum...

Para terem uma noção, fiquem aqui com um pedaço de diálogo deste último conto: "Ouviu aquilo, padre?! Provinha da torre! Abrigue-se, pois desconheço se o atirador nos tinha como alvo.". Sim, diálogo real entre as personagens. Enfim, torna-se triste. e este conto em particular tinha potencial, eu tinha expectativas, e nem uma coisa nem outra.... Enfim.

Ou seja, no fim disto tudo parece que refilei demasiado para considerar isto um livro bom, mas a verdade não é essa. Isso sou eu a ser o picuinhas do costume. O que se passa é que o livro tem falhas, podia ser melhor, mas já é bastante bom, sem grandes problemas! Os meus parabéns a todos os envolvidos!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Comandante Serralves - Despojos de Guerra


Autores: Carlos Silva, Vítor Frazão, Inês Montenegro, Joel Puga, Rui Leite, Ana Filipa Ferreira


Opinião: Vamos lá falar de coisas importantes, nomeadamente sobre este livro, o primeiro resultado palpável do projecto Imaginauta. Desde que foi anunciado que fiquei bastante interessado no projecto, e tive direito a sinopses em primeira mão e tudo (já agora, acertei em quase tudo, eheh).

A primeira coisa a dizer é que a capa é fantástica. A sério, fantástica. Não só uma das melhores capas que já vi no panorama nacional, mas de uma forma geral. É lindíssima, e ficam aqui os meus sinceros parabéns à artista, Ana da Silva Monteiro!

Senti foi falta de um prefácio, uma introdução ao projecto, qualquer coisa. Da forma como está, embora possa com alguma facilidade apelar a um público maior, acaba por parecer direccionado a quem conhecer o projecto - porque quem não conhecer, não o vai conseguir fazer só por pegar no livro. O que para um projecto novo desta natureza, talvez fosse o ideal!

Na parte de trás do livro, há um pequeno problema com a espécie de sinopse: gralhas. Em bom português, frases mal enjorcadas! Mas nada muito grave, só é chato porque é normalmente o segundo contacto que um leitor tem com o livro, depois de passar pela capa...

Avancemos para os contos. A qualidade geral é acima da média e, espantem-se, acho que foi um dos poucos livros que li que conseguiu ir ao encontro das minhas expectativas. Não as superou, mas também não ficou aquém, e não por por eu as ter demasiado baixas.

O primeiro é do Carlos Silva e chama-se Métodos de Evasão. Pouco depois de o começar já tirei as medidas ao Comandante Serralves: é só juntar um bocadinho de Star-Lord (Guardians of the Galaxy) ou um bocadinho de Jack Sparrow (Pirates of the Caribbean) e já temos o essencial. Felizmente a personagem revela-se bem mais do que isso, com o passar das páginas e dos contos, mas seu carisma transborda para fora do livro, o que é bom.

É um conto curto, porreiro e que serve bem como ponto de partida para ficarmos a conhecer o resto do Universo criado por este grupo de autores. O mistério e a acção também estão bem trabalhados, e foi bom ver como o Serralves não era propriamente o foco principal da história, que conseguiu ser bem interessante.

Depois vem Sinais, de Vítor Frazão, que tem um bom começo e explora bem o Serralves e o seu grupo de rebeldes, tem óptimas cenas de acção e boas pistas sobre o passado e o carácter do Comandante, mas, e isto é um grande mas, tem diálogos com "Ah! Ah" de pessoas a rirem-se. O meu problema com essa escolha estilística está bem documentado e não dou hipótese. Fazer isto, para mim, é pecado. A vontade com que fico é a de fechar o livro!

E como cereja no topo do bolo, há uma personagem cuja relação com Serralves é metida a martelo, e o conto acaba com um final muito pouco satisfatório. Ou seja, acabei por não gostar tanto quanto poderia ter gostado, tendo em conta os pontos (bastante) positivos que mencionei. Uma pena.

Felizmente a seguir vem Dogson, de Inês Montenegro, um conto muito interessante e que explica de forma bastante explícita e ligeiramente perturbadora como raio é que funciona a aparente imortalidade de Serralves. De vez em quando aparece uma frase com uma sintaxe um bocado esquisita ("Mas no que lhe dizia respeito, já não mais seria um deles.") que só conseguiram distanciar-me da leitura, e eu queria mesmo era que o conto fosse maior, mas gostei, particularmente das descrições da luta mental que Serralves acaba por (obviamente) ganhar.

O segundo conto de Carlos Silva, Despojos de Guerra, mostra-me que o livro está muito bem equilibrado em termos da extensão dos contos e da forma como revela informação sobre Serralves e o resto do universo criado. E bem, tem piratas espaciais! Eu tinha razão, o que é que há para não gostar?

A história até é porreira, e aparece a nave do Serralves, chamada Maria (pormenor delicioso) mas tudo começa a descambar quando duas pessoas que sabem perfeitamente como algo funciona sentem necessidade de explicar um ao outro o funcionamento dessa coisa com algum detalhe. É um bocado como ver os tipos do CSI a explicarem tudo uns aos outros, como se não tivessem todos os mesmos conhecimentos básicos.

E é então que aparece um "Ahahahahah!". Nope nope nope. O fim não ajuda, fraquinho e a deixar claro que não havia propriamente uma história relevante para o que quer que fosse.

O conto seguinte, Das Eigentum, da Ana Ferreira, não ajuda à causa, com um começo interessante mas a descambar rapidamente (também é pequeno, vá). Por muito interessante que seja seguir o ponto de vista de um alien, a personagem do Serralves não bate certo com o que já se conhece, e o final é abrupto e difícil de acreditar. Boa escrita, no entanto!

Guerra Esquecida, de Joel Puga, foi o conto que menos gostei. Podia ser bastante interessante, mas fica claramente aquém, além de precisar de uma boa dose de revisão. E epah, o pessoal que me desculpe o spoiler, mas atlantes? A sério? A mim o que mais me espanta é um arqueólogo chegar a essa conclusão em cerca de vinte minutos, sem indicações especiais. "Vamos lá ver que ruínas são estas, tão estranhas... Ah, claro, atlantes, aquela civilização que, tanto quanto sei, nunca existiu." Enfim! O que ainda se aproveita mais é o facto do Serralves ir parar a um corpo um pouco... diferente do do que estava habituado, mas até isso é completamente desperdiçado.

Tudo melhora, no entanto, com Static Falls, de Rui Leite, o meu conto favorito deste livro, que acho que só peca pela facilidade em derrotar o vilão, e pela demasiado súbita mudança de ideias (de toda a gente). A verdade é que todo o ambiente e o desenrolar da história estão muito bem feitos. A forma como explora a personagem do Serralves, pondo-o ao lado de uma Emily de cinquenta anos (que conhecemos anteriormente bem mais nova), é muito boa, e embora não tenha ficado nada mau, ficou a faltar um final mais assertivo para ainda melhorar mais o conto.

No fim, posso dizer que gostei e irei certamente seguir o projecto. Não se deixem enganar pela minha picuinhice mais virulenta do que é normal, não consigo evitar ser mais rígido com projectos novos que me interessam. Na realidade, tirando talvez Guerra Esquecida, não posso dizer que tenha de facto desgostado dos contos. E como disse no início, é um livro claramente acima da média. Os meus parabéns e venham mais!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Antologia Fénix III [2/2]

Título: Antologia Fénix III
Autores: João Rogaciano, Joel Lima, Luís Corujo, Manuel Mendonça, Marcelina Leandro, Nuno Almeida, Ricardo Dias, Rui Bastos (eheh), Rui Ramos, Samir Karimo, Vítor Frazão


Opinião: Podem ler a primeira parte aqui (ou ali em baixo). Vou novamente apresentar na forma de lista, não só por ser mais fácil, mas também porque gosto de listas, de uma forma geral.

  • O primeiro natal ao vivo e a cores, de João Rogaciano, conta com uma boa escrita e uma história curiosa, mas acho que, muito provavelmente pela restrição de palavras, ficou a faltar desenvolvimento. Quer dizer, acho que merecia mais desenvolvimento, porque fiquei realmente interessado!
  • Diálogo no Pólo Norte, de Joel Lima, tem uma ideia minimamente engraçada, mas acaba por ser um conto tão, mas tão mediana, a fazer convergir dois mitos (de classes diferentes, mas pronto)
  • Pinheirinho, de Luís Corujo, é um conto com uma interessante, e inclui algo que raramente falha em qualquer história que apareça: VIKINGS! Apesar disso o autor conseguiu estragar a história com um final absolutamente terrível.
  • Filhós e Azevinho, de Manuel Mendonça, foi um dos contos de que menos gostei. Não fiquei a perceber grande, só que há um demónio a ser ordenhado, que dá sangue, ou sei lá... Nem sei, nem sei.
  • Missão de colonização, de Marcelina Leandro, nem sequer tem uma ideia muito má, mas o conto é terrível. Há uma Imediato Eva, um Comandante Adão, uma escrita mediana e uma conclusão que não conclui grande coisa. Não gostei.
  • Noite de Surpresas, por Nuno Almeida, não está nada mal, mas acho é que o início não está coerente com o final, nem sei bem como explicar, mas o conto parece-me desfasado, de certa forma.
  • Os Três Fantasmas, de Ricardo Dias, é um caso muito particular em que uma ideia excelente (a sério, tremenda) origina um conto fraco por causa da forma como a história é contada. Em vez de contar a coisa de forma cativante, o autor optou por ter as personagens a conversar e a explicar tudo, numa mera exposição que não se torna minimamente interessante.
  • O Julgamento de Natal, não vou comentar, porque foi o conto que eu escrevi. Eu sei que já toda  gente deve estar farta de me ouvir mencionar isso, mas eu quero lá saber, é o meu primeiro conto a ser publicado, sou um tipo mais feliz por causa disto! De qualquer forma, já lá topei uma vírgula mal posta...
  • Conto de Natal, de Rui Ramos, é outro dos contos de que menos gostei, nesta antologia. Uma escrita que achei fraca, diálogos maus, uma história confusa e pouco interessante e, pior de tudo, um Deus e um Lúcifer muito pouco credíveis...
  • Santa Claus Sideral y la Gota de Oro Navideña, de Samir Karimo, é outro conto em espanhol (galego?), mas deste não percebi pevas, portanto abstenho-me.
  • O Último Natal, de Vítor Frazão, é um conto bonito, muito bem escrito, mas acho que a ficção científica não lhe faz falta. É mais uma história de amor passada num cenário de FC para a qual a FC não tem qualquer relevância. Não perde a qualidade por isso, atenção, mas perde alguns pontos, vá...

E pronto, está tudo dito acerca dos contos. Esta segunda parte foi mais fraquinha, e desceu o nível da antologia para mediana, com algumas pérolas tremendas lá pelo meio.

Em termos de considerações gerais, a formatação do ebook não é a melhor, mas o que mais me fez confusão foi o ter contos não traduzidos para português e ainda o facto de incluir contos dos próprios organizadores. É claro que cada pessoa é livre de fazer como muito bem lhe apetecer, longe de mim querer dizer como é que se faz uma antologia, mas acho que os organizadores se deviam abster de participar.

Já para não falar dos contos não traduzidos. Por exemplo, naquele que não percebi pevas, do Samir Karimo, posso estar a perder um conto fantástico. Enfim.

No geral é uma antologia razoável, com contos fantásticos e 2 ou 3 que achei maus, mas com a maioria a cair no mediano. Em termos de experiência, foi bastante agradável ver-me incluído entre tantos nomes que já conheço destas andanças e mal posso esperar por repetir!