terça-feira, 6 de julho de 2010

Géneros Literários (3) - Subgéneros Dramáticos


Não tenciono alongar-me muito mais sobre este género. Como já disse, não sou propriamente fã, e muito menos conhecedor. E para vos ser honesto, não tenho bem a certeza de como escrever esta parte. Não posso emitir uma opinião pessoal sobre os subgéneros teatrais, uma vez que nem faço a mais pálida ideia da maior parte, e mesmo aqueles que conheço de nome, só lhes conheço praticamente isso: o nome.

Para vos dar uma ideia melhor das minhas dificuldades, durante a minha pesquisa, descobri que o stand-up comedy é um subgénero dramático. E descobri que existem coisas como o "teatro invísivel", que é uma espécie de teatro à paisana. Confusos? Imaginem uma peça de teatro que decorre numa praça qualquer. Agora imaginem os actores a irem para uma praça qualquer, e a actuarem ali mesmo, sem dizerem a ninguém que é um teatro. A coisa torna-se real, pelo menos para os inocentes observadores, que podem chegar a participar na peça, sem o saberem, pelo simples facto de estarem no sítio certo, à hora certa.

Não sei se esta ideia me fascina se me assusta... Mas adiante. Entre os subgéneros dramáticos, encontram-se a comédia e a tragédia (ah!, eu sabia!), algo chamado tragicomédia, o auto, a ópera, o musical, o teatro de improviso, o teatro de marionetas, o teatro de miniaturas, a farsa, o muito na moda teatro moderno, entre alguns outros. E, como é óbvio, cada um destes subgéneros há-de ter os seus próprios subgéneros. E isto, se só pensarmos na "teoria clássica", pois segundo a "teoria moderna", se juntarmos qualquer um destes géneros, a qualquer outro, temos um género novo, e por aí adiante e... nunca mais daqui saíamos.

O meu objectivo não é aprofundar este género, mas houve algo que me chamou a atenção. Eu já antes tinha falado sobre o facto de existirem avaliações de forma e avaliações de conteúdo, e ainda irei falar disso, em posts mais à frente, mas deixem-me começar aqui a desenvolver um bocadinho, aproveitando estes exemplos do teatro.

O auto, por exemplo, género [ironia] tão querido dos alunos portugueses [/ironia], graças ao pai do teatro em Portugal, Gil Vicente, que escreveu O Auto da Barca do Inferno, entre outros. Quando se diz que um texto é um auto, diz-se que esse texto está escrito em redondilha. Isso é uma classificação quanto à forma, não nos diz nada sobre o conteúdo. Mas ao dizermos que é um auto, estamos também a dizer que é uma peça que utiliza personagens-tipo (estereótipos) com o objectivo de satirizar, e que assenta fortemente na moral. Isto já é uma classificação quanto ao conteúdo.

E só com esta definição, já arranjo um problema na classificação de obras. Basta encontrar um texto dramático escrito em redondilha, que utilize personagens-tipo, que assente fortemente na moral, em tudo semelhante a'O Auto da Barca do Inferno, até aqui, mas cujo objectivo não seja a sátira. E agora? Já é um género diferente? Pela "teoria moderna", se calhar, é um qualquer híbrido, mas e segundo a "teoria clássica"? Será que é um auto, com excepções? Será que existe um género assim, como eu descrevi?

Não sei, a sério que não. Nem me atrevo a achar seja o que for, pois, como disse, não percebo nada de teatro. Mas o problema que (no meu entender), todos nós enfrentamos quanto ao género narrativo, é algo deste estilo.

1 comentário:

s.i.c.r disse...

venho pedir encarecidamente ajuda na realizacao de um blog recente , que e um projecto muito em fase de construcao mas com colaboracao podera vir a ser muito bem elaborado. agradece -se contributo com historias, episodios reais , de vida , ou exemplos e liçoes a tirar...qualquer coisa ...obrigado