segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Contos de Fadas Politicamente Correctos

Título: Contos de Fadas Politicamente Correctos
Autor: James Finn Garner
Tradutor: Francisco Agarez

Opinião: Um divertido conjunto de histórias infantis modernizadas, para se tornarem "politicamente correctas", o que significa que passam a incluir temas como o feminismo, a igualdade social (entre espécies e tudo), a defesa do ambiente, a luta contra a ganância, enfim, toda uma série de conceitos muito actuais e badalados.

Isto significa que as histórias, a certa altura, se encontram tão diferentes da versão original que ficam quase irreconhecíveis, com os vilões e as vilãs a serem as boas da fita, as damas indefesas a tornarem-se bastante auto-suficientes e normalmente a salvarem-se sozinha, sem esperarem por ajuda, bem como a introdução de vários termos que se afiguram como que deslocados, no nosso imaginário, como biorregião, criatura sereica, e uma insistência em usar a palavra pessoa, para não haver descriminação de géneros.

É claro que a mensagem a passar é muito mais profunda do que aparenta ser. A ideia não é de facto modernizar os contos e torná-los politicamente mais correctos, esta noção não passa de um simples meio para atingir outro fim, o de ridicularizar a sociedade, que parece regredir em termos sociais, ao invés de progredir, com os fanáticos seja do que for a defenderem as suas causas para lá delas próprias, vendo descriminação em tudo o que mexe e mau comportamento social em coisas banais e feitas de forma inocente.

Por exemplo, é mais notícia o facto de uma mulher ser escolhida para ministra, independentemente das suas capacidades, do que o facto de um homem altamente qualificado e promissor ser escolhido para o mesmo cargo. Até houve uma proposta (que não sei se chegou a ser aprovada) de criar quotas no Parlamento para definir o número de mulheres que têm que lá estar. Uma ideia absolutamente ridícula, pois ignora-se por completo as capacidades dessas ditas mulheres em relação à de outros homens, possivelmente mais qualificados, mas que são preteridos em lugar das mulheres, por causa das quotas.

Como este há muitos exemplos, e praticamente todos eles são ridicularizados e satirizados neste pequeno livro, num estilo bastante engraçado e crítico, como não o podia deixar de ser um livro humorista.

1 comentário:

Laura disse...

Este livro parece perfeito para a minha pessoa LOL