quarta-feira, 12 de maio de 2010

A Metamorfose


Uma história curta, e a minha introdução a Kafka, "A Metamorfose" é aquele livro de quem já toda a gente ouviu falar, mas que poucos leram. Eu próprio conheço o livro há anos e anos, e nunca lhe tinha pegado.

Sendo honesto, nunca o fiz porque sempre pensei que era uma coisa grande e densa, mas quando um dia o vi, ali na estante, minúsculo, e o abri e vi a sua letra grande, é que me decidi a lê-lo.

E, verdade seja dita, não custou nada a ler. Mas também não achei grande coisa. Pareceu-me uma história simples, bem escrita, sem nada de muito especial. Mas quando acabei de ler, fiquei com a sensação que tinha faltado algo, da minha parte.

Acho que foi a minha atenção e concentração para analisar este livro como deve ser. No início ainda reparei num certo sentimento de sufoco, transmitido de forma eficiente, mas pouco mais que isso.

Como tal, decidi-me a ler este livro mais tarde, nas férias, quando tiver tempo e calma suficiente para o analisar como deve ser.

Até lá, e para aqueles que tenham lido este post com o intuito de saberem se o livro vale a pena ler, e se sentiram extremamente desiludidos até agora, deixem-me redimir: é, apesar de tudo o que eu tenho dito, um livro bem escrito, com uma história no mínimo curioso, e que eu acho que vale a pena ler (bem como centenas de críticos, que consideram este livro uma obra fundamental da literatura), mas, lá está, apenas se conseguirem estar completamente concentrados e entregues ao livro. Caso contrário não vale a pena.

6 comentários:

t i a g o disse...

Vou tomar em consideração a opinião, e aqui me comprometo a, quando pegar nele um dia, me debruçar verdadeiramente sobre o seu conteúdo.

Rui Bastos disse...

Acho que é a melhor maneira de pegar nele :p

Manuel Cardoso disse...

Deixo-te aqui minha opinião sobre o livro, que na altura em que o li coloquei no meu blog:
Há neste livro qualquer coisa de quase mágico: o enredo baseia-se num acontecimento completamente absurdo, impossível. No entanto, lê-se como se se tratasse de uma realidade, de algo perfeitamente natural e lógico. O leitor é levado a embrenhar-se no enredo, a seguir os sentimentos de Gregor, com a maior das naturalidades. Gregor era um caixeiro viajante que sustentava a família (absolutamente parasita) e suportava um patrão insensível e mesquinho. Inicialmente, a metamorfose parece significar a libertação em relação às obrigações e alienações de Gregor: o trabalho e a família. Mas, aos poucos, ela transforma-se numa terrível prisão que condena Gregor ao mais terrível dos castigos: uma absoluta e cruel solidão. A partir daí Gregor é vítima do desprezo por parte daqueles em função dos quais vivera: a família. Passa a ser considerado um peso, um encargo e nem mesmo a sua morte despertará a compaixão daqueles que tanto amara.

Rui Bastos disse...

Tenho que dizer que do pouco que consegui analisar, concordo com o que dizes na tua opinião! ;)

Tenho que o ler novamente, um dia destes!

djamb disse...

Sem dúvida, um livro imperdível! Tem de ser lido com calma e muita ponderação, para podermos extrapolar para tantas outras realidades.
Boas leituras!

Beky disse...

é uma grande metafora da sociedade, perfeitamente actual, apesar do tempo que já passou. Há que ler, menino Rui, e desta vez com mais atenção.... tenho a certeza que vais delirar.