sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Liga da Justiça: Terra Dois (Super-Heróis DC Comics #1)

Título: Liga da Justiça: Terra Dois

Argumento: Grant Morrison
Desenho: Frank Quitely e Ed McGuinness
Cores: Laura DePuy, Wildstorm FX e Dave McCaig
Arte-final: Dexter Vines
Tradutor: Pedro Miranda

Sinopse: Eles são os mais poderosos super-vilões que o mundo já conheceu: Ultra-Homem, Coruja, Super-Mulher, Johnny Quick e Anel de Poder - o Sindicato do Crime da Amérika! Nunca ninguém conseguiu ameaçar o reino de corrupção global que controlam... até à chegada duma equipa de super-heróis que parecem ser o reflexo distorcido da sua imagem, vindos dum universo paralelo perverso - a Terra 2! Serão eles capazes de derrotar esta "Liga da Justiça", e assim evitar que o Mal perfeito e estável do seu mundo caia, vítima da tirania da Liberdade, da Lei e do Bem?

Opinião: Antes de começar de facto a minha opinião sobre este livro, queria só dizer que acho que a noção de "introdução" ainda escapa a muita gente. Neste livro há uma. De José Hartvig de Freitas. Uma introdução que eu comecei a ler, contentíssimo, até que cheguei a um parágrafo bastante especial: naquelas linhas, foi-me contada TODA a história do que eu ia ler a seguir.

Hum... O que raio se passou? Que pessoa é que escreve uma introdução em que dedica um parágrafo a contar TODO o enredo? Que editor, ou seja lá o que for, é que deixa passar isso para um livro que vai publicar? É que nem sei! Nem sei!

Mas passemos a coisas interessantes. Logo uma das primeiras cenas é uma nave espacial a despenhar-se, de onde sai um Luthor com uma armadura de aspecto perigoso, e que diz uma das primeiras linhas de diálogo mais badass de sempre: "Tu és humana. Eu sou Luthor. Agora... Onde é que posso encontrar o pessoal dos super poderes?"

Fantástico, absolutamente fantástico.

A história do livro tem um Luthor bonzinho, de um mundo alternativo, a visitar o nosso, para pedir ajuda à Liga da Justiça para derrotar o Sindicato do Crime, uma Liga da Justiça maléfica.

É uma história com potencial que teve uma grande importância na altura, por causa da história dos universos paralelos, que permite aos argumentistas resolverem problemas narrativos, fazerem reboots e companhia limitada, sem qualquer tipo de problemas. Como costuma dizer um amigo meu "a DC, quando tem alguma história que corre mal, ou quando alguém morre, ou assim, BAM, universo paralelo, problem solved".

Bem, é um bocado isso. Ou parece, a mim que não acompanho os comics.

Mas confesso que fiquei desapontado com esta história. Não sei se é por não me conseguir situar numa mentalidade em que isto é completamente inovador, mas o argumento pareceu-me demasiado simples. Quase infantil.

Talvez tenha essa ideia em parte por causa de alguns pormenores que não têm nada a ver com a história, mas com a mitologia da DC em geral.

Por exemplo, foi a primeira vez que li uma BD com um Lanterna Verde em acção, e embora tenha momentos bons, como usar macacos voadores, à là Oz (a bruxa era verde e tudo!), acho sempre que aquele anel é completamente idiota. Quer dizer, o super poder. Podem criar o que lhes apetecer, com a força de vontade. Um bocadinho overpowered, não? É como o Super-Homem, que é praticamente um deus entre mortais.

E depois, claro, têm que ter algum tipo de fraqueza ridícula. O Super-Homem tem os pedaços do seu planeta natal, e o Lanterna Verde tem... amarelo. A sério. A fraqueza dele é o amarelo. Não consegue fazer nada a coisas amarelas, e pode ser derrotado se alguém lhe despejar um balde de tinta amarela em cima, porque ele fica sem poderes. Nem sei o que dizer.

Isto foi tudo relativamente à primeira história, mas a segunda também é interessante. Tem até um enredo mais interessante, ainda que seja bastante confusa e comece, literalmente, a meio da acção, sem que se explique nada, o que talvez seja por causa de falta de contexto de alguns números atrás, ou algo do género.

Nem vou comentar é a forma aleatória como tudo acontece. No fim não se percebe grande coisa, mas talvez seja culpa da tal falta de contexto. Mas hey, há uma equipa diferente, uma Liga da Justiça africana, pelo que percebi, bastante original e interessante. Gostava de saber mais.

No fim, o livro fica a saber a pouco. Nenhuma das histórias é realmente extraordinária, e fica a faltar aquela satisfação de se ter lido uma boa história de super heróis, o que é pena, tendo em conta o potencial que havia para aqui.

10 comentários:

Nuno Amado disse...

Rui, Terra 2 não é propriamente um "grande" livro da DC. É apenas um livro "pipoca" para se ir lendo sem grandes doses de concentração do leitor.

Quanto ao Green Lantern... bem, aí tenho de discordar. Tu estás a falar de uma fase bem antiga desse universo. Os Verdes já não têm fraquezas quanto à cor amarela há muito tempo (décadas).
Quanto ao poder, existe poder mais maravilhoso que a imaginação de uma pessoa? Conseguires criar apenas com a tua mente construções através de um artefacto? É o poder mais bonito que conheço!
O Verde neste caso é garantido pela vontade. Só uma grande força de vontade faz com que as construções dos GL sejam efectivas e eficazes. Já vários usaram o anel surripiado aos GL e não conseguiram fazer nada com ele pois apenas a força de vontade consegue fazer funcionar o anel verde. A fraqueza dos GL está no seu próprio cérebro. Se se desconcentrarem não conseguem materializar o seu poder.
(Eu sou fã do universo GL)
lol

Aconselho-te a leitura da melhor linha da DC desde há muitos anos. Podes começar com Green Lantern: Rebirth. Foi aqui que se iniciou a grande expansão do Universo da Luz!
Foram criados vários Corpos possuidores de anel consoante o espectro da Luz: Verde (força de vontade), Rosa - Star Saphires (amor), amarelo (medo), laranja (avareza), vermelho (ódio), Indigo (compaixão), azul (esperança), branco (vida), negro (morte).
Com isto Geoff Johns construiu a mais aclamada série dos comics norte-americanos de há 13 anos para cá, aliás até ao ano passado todo o DC Universe andou completamente a reboque do que se fazia no título Green Lantern! Foi o mealheiro da DC durante quase uma década.

Aconselho a leitura a partir de Rebirth.
;)

Rui Bastos disse...

Confesso que pensava o contrário. Assim já percebo a qualidade da coisa.

E sinto-me pouco confiante quanto a Green Lantern... Compreendo o que dizes, e epah, eu não ando propriamente em cima do acontecimento, vou lendo o que me vai praticamente caindo no colo. Desconheço por completo toda a história (que falta fazem uns guias desta bodega toda, se souberes de alguma coisa assim, DIZ-ME!) do universo DC. Da Marvel ainda sei qualquer coisita e tenho acompanhado mais por causa dos filmes.

Mas talvez tenha que experimentar esse universo. Acho que deixarem de poder ser derrotados pelo Poupas já é um grande ponto a favor, mas o poder em si, pelo menos como aqui foi apresentado... Meh.

Darei o benefício da dúvida!

Nuno Amado disse...

Neste meu post (no final) tens os links por ordem cronológica desde que o Geoff Johns pegou na série. Nessa lista de títulos aqueles que tiverem link, têm post. É uma boa maneira de conheceres um pouco o universo recente dos lanternas

;)

Rui Bastos disse...

Não sei se ias deixar aqui, mas eu já encontrei no teu blog... Vou tentar encontrar o rebirth nas BLX. Obrigado! Eu sabia que eras um tipo porreiro :)

Optimus Prime disse...

Bem o editor tem sempre a mania que sabe mais chega-se ao fim sabe menos que tu e só tem gafes polemicas.Aqui Inovaram tanto que o 2 passou a Dois e la vieram os editores esplicar a gafe e Earth 2 no original não foi compilada porque saiu em gn logo as 100 paginas.A Gn apesar de gostar não achei o muito espetacular tem os seus momentos.Já os Classified odiei.

Rui Bastos disse...

Pois, já vi que me falta conhecer mais coisas para perceber esse tipo de coisas...

Optimus Prime disse...

Se queres ver o Hal humilhado pelo amarelo le isto:

http://www.amazon.com/All-Star-Batman-Robin-Wonder-Vol/dp/1401216811

Rui Bastos disse...

É neste que o Robin o pinta de amarelo, ou algo do género? xD

Optimus Prime disse...

Sim é mas não só o Hal o gozado.lolo

Rui Bastos disse...

Já ouvi falar disto, então! Must be fun :p Mas agora tenho aqui o Rebirth e companhia, graças ali à sugestão do Nuno Amado, para ler a seguir a Martin... Vou tentar manter um espírito aberto :D