quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Noites Brancas

Apesar da má qualidade das edições desta colecção, se há coisa que ela tem feito com sucesso, é dar-me a conhecer novos autores. Dostoievsky é, se bem me lembro o décimo quinto autor com o qual tenho o primeiro contacto através desta colecção.

E como um número razoável desses 15, não me desiludiu. Noites Brancas é a história de um homem, que eu normalmente apelidaria de esquisito, mas ao qual me vou referir como socialmente inadaptado, pois a verdade é que não tem amigos, não tem conhecidos, nada.

A sua vida é casa - trabalho - casa, com os ocasionais passeios nocturnos pela cidade de São Petersburgo. E no período de tempo retratado nesta história (não mais do que 3 ou 4 dias, ou melhor, noites), dão-se as chamadas noites brancas, quando o Sol não se põe na totalidade, mesmo de noite, fenómeno característico do Norte da Europa.

O protagonista, quando passeia, durante uma dessas noites brancas, encontra-se com Nastiénhka, rapariga desconsolada, que espera pelo homem por quem está apaixonada. O amor de Nastiénhka e do seu amante tem uma longa história por trás, que a rapariga conta ao protagonista. Este, por sua vez, promete ajudá-la e, no processo, apaixona-se por ela, mas o destino tinha outros planos...

Mais uma vez, só posso ficar com uma vontade enorme de pegar em mais livros de autores russos. Eu nem sei bem explicar o que é, mas todo o ambiente é diferente, a sensação que é transmitida é diferente da de autores americanos, ingleses, portugueses, franceses, alemães, etc.

Destaque para a escrita, que é muito boa, ainda que dotada de toda a formalidade tão típica da literatura daquela altura, e com as personagens dotadas da ainda mais típica ingenuidade, da mais pura. A nível de história, como alguns outros livros desta colecção, peca por não desenvolver um pouquinho mais. Acho que a obra só ficava a ganhar com isso... Mas não deixa de ser uma óptima leitura!

2 comentários:

tonsdeazul disse...

Dostoievski é excelente! O melhor que li do autor até ao momento foi "Crime e Castigo".
E logo a seguir estão Tolstói e Gogol.

Anónimo disse...

O primeiro que li foi O Jogador, mas Crime E Castigo cativu-me por completo: Uma obra colossal e obrigatória para o verdadeiro amante da literatura.
Fiodor Dostoievsky está entre os escritores que mais li.

sombrasesombreados.blogspot.com