terça-feira, 14 de setembro de 2010

As Intermitências da Morte


Só posso começar esta critica com a frase não ler Saramago é um crime.

É verdade, o grande nobel português ficou automaticamente entre os meus escritores preferidos, e esta é a primeira obra que leio dele.

Há uns anos, quando vi um teatro de marionetas inspirado neste mesmo romance de José Saramago, prometi a mim mesma ler o livro quando me sentisse preparada para ler Saramago. E a altura chegou.

A história, que começa e acaba com a mesma frase "No dia seguinte ninguém morreu", concentra-se nesse mesmo facto: a partir daquele dia, ninguém morreu. No primeiro dia do primeiro mês de um determinado ano, a eternidade foi concedida às pessoas daquele país.

Mas aquilo por que todo o ser humano anseia, a vida eterna, revelou-se um verdadeiro pesadelo: as pessoas que não morriam ficavam num estado de dormência entre a vida e a morte, sem realmente viverem; o ramo funerário entra na falência; a segurança social detêm-se com inúmeros problemas; as pessoas tomam medidas extremas tentando suicidar-se à força.

Uma reflexão profunda sobre a vida e a morte, numa narração perfeita e original.

2 comentários:

Rui Bastos disse...

Bem, gostaste mesmo! E despertaste a minha curiosidade!

Estou a ver que é mais um para a wishlist =D

tonsdeazul disse...

Sim não ler Saramago é estar a perder a oportunidade de conhecer a escrita do melhor contador de estórias! Não creio conhecer um outro igual e ler as suas obras é sempre uma agradável surpresa!
Ainda não li este, mas está para breve. ;)