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sábado, 1 de agosto de 2015

Entrevista? A mim? A sério?


Pois é, esta revista online brasileira, a Nonata, entrou em contacto comigo para me entrevistar, enquanto blogger, sobre releituras. Podem ver as respostas aqui.

Um obrigado à Nonata, em especial ao Jáder Santana, que foi quem me contactou, e um apelo a que sigam esta iniciativa, da qual talvez ainda tenham notícias da minha parte!

(Sei que é um recomeço um bocado curto, depois das mini-férias do blog, mas já é qualquer coisa!)

sábado, 20 de junho de 2015

Mais fácil do que uma crónica [6]

Novidades há muitas, e o texto de hoje não tenciona, de forma nenhuma, estar dentro das mais recentes. Como alguém muito sábio disse, fui "engolido pelo monstro dos exames do Técnico", o que infelizmente é mais verdade do que aquilo que eu gostaria.

O que vale é que o de hoje (sim, um exame às 15h de um Sábado) é de uma temática que me agrada. A parte chata é que é uma das cadeiras mais difíceis e também uma das mais odiadas. Eu cá gosto, mas concordo com a parte do ser difícil.

De qualquer forma, o que interessa é que vos vou falar de coisas, digamos, antigas. Que não são bem novidade, vá, são daquelas coisas que eu vou descobrindo e acumulando para depois mostrar. E muitas das vezes esqueço de qual era a importância de determinada coisa. Portanto vamos lá!

Primeiro o Literary Hub, um novo site dedicado à leitura com conteúdo interessante e variado praticamente todos os dias. Tem-me dado algumas leituras agradáveis, algumas a dar para o estranho, e muitas sinceramente desinteressantes. Para mim, pelo menos! Mas sei que é site para agradar a muita gente e apoio totalmente, que a coisa está bem feitinha.

Depois outro site muito interessante e que me grita aos ouvidos o quão espectacular é: Library of Babel, que recorre às maravilhas da informática e da internet para produzir uma versão virtual da biblioteca infinita de Borges.

Este barulho que estão a ouvir sou eu a guinchar que nem uma adolescente. Dá para ver todos os livros, em todas as prateleiras de todas as paredes em todas as salas. Estão aqui todas as combinações possíveis e imaginárias! QUERO.

Já passou. Distraiam-se com esta história alternativa do Harry Potter, que divaga sobre o que teria acontecido se a tia Petúnia fosse uma pessoa mais agradável. Está tudo muito bem pensado e muito bem esgalhado, e vale a pena perderem uma meia horita a passar os olhos por uma história bem diferente e, de certa forma, bem mais agradável (e até mais realista).

Quase a terminar deixo-vos uma explicação do grande João Campos sobre a suposta infantilização da FC. Não há muitas mentes tão claras e honestas no panorama do Fantástico português como a deste (antigo?) colega da Oficina Escrita, que consegue sempre dizer tudo o que é preciso dizer, da melhor forma possível. Sigam os textos dele!

Por fim, fiquem com uma entrevista da Sofia Teixeira, do Morrighan, a Afonso Cruz, com mais de dois anos e que constitui uma primeira etapa no meu estudo deste autor, que me tem deixado intrigado, antes de pegar no recém-comprado A Boneca de Kokoschka. Bem interessante!

E é tudo, desta vez. Eu sei que isto anda pouco dinâmico, mas perdoem-me, que a vida não anda fácil. Eu prometo que este Verão há mudanças a sério!

P.S.: espero eu, e peço desde já desculpa se a coisa não se cumprir!

P.P.S.: mas ai de mim que não cumpra!

sábado, 23 de maio de 2015

Adaptações de livros


(o que segue não é uma crónica estruturada nem pensada com antecipação, é uma opinião escrita de rajada e que deixa muito por dizer. prossigam.)

O fascínio em adaptar livros a filmes/séries está em alta. Mais do que nunca, que eu me lembre, essa é claramente uma tendência a seguir e que dá muito, mas muito dinheiro. Porquê? Na minha opinião principalmente por duas razões.

A primeira é que é fácil de aproveitar o sucesso da literatura que agrada às massas, e fazer cinema que agrada às massas, que vai aumentar o público literário e por sua vez aumentar o público cinematográfico e por aí fora. É simples e é óbvio.

A segunda é que há um estilo de escrita relativamente moderno que cada vez se vê mais e que facilita ainda mais as coisas: o estilo cinematográfico. É algo geral e usado cada vez mais por um número cada vez maior de autores. Uma escrita mais simples, com uma acção mais directa e uma estrutura mais episódica e mais próximo do cinema (e no limite, do teatro), com vários actos claramente bem definidos e correspondentes a troços de evolução da história muito bem demarcados.

Isto é bastante diferente da literatura de estrutura complexa a que os autores mais clássicos nos habituaram. Era fácil não existir propriamente um protagonista muito proeminente, nem sequer uma história muito bem definida, algo que pode ser bastante complicado de passar para filme (ou televisão). Aquilo que vemos hoje em dia é exactamente o contrário: o livro tem um protagonista, tem uma história, uma acção, um intervalo temporal, e quase zero de momentos mortos, tudo sempre extremamente bem definido.

É por isso que os livros juvenis, especialmente as distopias, têm sido tão adaptadas. Além de serem moda, e de moverem massas, são também simples. A escrita, o enredo, as personagens, a evolução, a acção... É tudo simples, ou melhor, simplificado, graças à tendência "infantilizadora" do termo juvenil.

Não quero apontar dedos, mas...
Se bem que isto não é propriamente verdade. Ou melhor, não é inteiramente verdade. Aquilo que disse até agora é que é uma extrema simplificação da questão, porque se as coisas realmente são assim, como explicar coisas como Game of Thrones? Aquilo de simples, só mesmo a escrita, que é boa e bastante cinematográfica.

O que se passa é que quando pensamos bem neste assunto, temos que ver os dois lados da questão, as duas pontas do espectro. Existem estas adaptações simples e existem as adaptações gritty, mais negras, mais sujas, mais "realistas" (porque têm mais sangue e consequências terríveis). Essa é na realidade uma tendência curiosamente paralela ao primeiro ponto de vista, e que apenas consigo explicar como uma moda.

Se calhar, até como uma tendência de "levar as coisas a sério". Como os filmes do Batman do Nolan, que também são relevantes para esta discussão porque são, tecnicamente, adaptações de livros. Só que BD's, e não de forma muito directa e linear.

Esses filmes, por muito agradáveis que sejam (particularmente o segundo, graças ao brilhante Joker de Heath Ledger), são excessivamente pesados. E o pior é que esse tom depois foi transferido para o novo filme do Super-Homem e parece mais do que a caminho para o Batman vs Superman. O que é um erro, dos grandes.


*sigh*
Faz sentido que tenham criado uma identidade muito própria e muito diferente do tom brincalhão da Marvel, mas claramente exageraram e arriscam-se a deitar tudo a perder. Um problema que não afligiu Game of Thrones, pelo menos, que funciona tal como está, porque os próprios livros já são assim.


E porque é mais fácil adaptar um romance do que uma BD, por mais contra intuitivo que isso possa parecer. Com aquela tendência simplista de que falei no início, queria dizer exactamente que qualquer que seja a obra, é mais fácil de adaptar hoje em dia do que uma obra qualquer de há umas décadas ou séculos atrás. Mas as BD's continuam a não ser fáceis de adaptar.

Isso acontece, em parte, porque o público já tem uma imagem das personagens e do mundo em que se movimentam. Um mau elenco ou um mau design dos cenários, por exemplo, pode estragar tudo sem grande dificuldade.

"O fato dele ficava melhor se fosse todo de cabedal!", disse ninguém, nunca.
Mas no meio desta conversa toda, fica a dúvida: como adaptar? Há várias formas, como é óbvio. Por exemplo, pode-se optar por tentar capturar a essência e o ambiente, usar as personagens e uma história parecida, mas acabar por criar algo radicalmente diferente do livro. Não é a minha hipótese favorita, mas pode fazer sentido em alguns casos.

Outra hipótese é uma adaptação super-hiper-mega fiel. Raramente é uma boa hipótese, porque um livro e um filme têm uma forma de comunicar extremamente diferente. Pelo menos era assim, antigamente, mas com a tendência cinematográfica de um grande pedaço da escrita actual, essa barreira dilui-se com uma facilidade cada vez maior.

A minha hipótese favorita é pegar no livro, tentar seguir ao máximo, mas fazer as alterações necessárias que a conversão livro -> filme exigem. Como exemplo, dou-vos O Perfume, de Patrick Süskind, um livro excepcional que teve direito a um filme excepcional e que não é 100% fiel pela simples razão de que era impossível. Em vez de meter os pés pelas mãos a tentar pôr tudo no ecrã, fez as concessões que eram precisas para contar a mesma história e transmitir a mesma mensagem, com uma história o mais parecida possível.


Não fazer isto foi o erro de um filme que abomino, Harry Potter e o Cálice de Fogo, baseado num livro agradável, mas que é um filme francamente desagradável, e apenas porque tentou contar tudo! Digamos que falha redondamente.

E para quem é apologista de que o livro é sempre melhor do que o filme, fiquem a saber que não concordo. O filme (ou a série, eu estou-me a esquecer de falar de séries mas é tudo igualmente válido) pode conseguir fazer jus ao livro e até ultrapassá-lo. Veja-se o caso de Precious, que achei consideravelmente superior ao livro.

Eu sei que este texto fica relativamente incompleto, mas ou é isto, ou não fazer mais nada o resto do semestre para escrever um ensaio a divagar sobre o assunto. Em vez disso (e para preservar a minha sanidade mental e currículo académico), digam-me a vossa opinião. Perde-se sempre alguma coisa na adaptação? Ou ganha-se sempre alguma coisa? Têm alguma adaptação favorita? Algumas que vos dê vontade de chorar, chamar nomes às pessoas e atirar o filme para a Fossa das Marianas?

Elucidem-me!

sábado, 27 de setembro de 2014

Personagens favoritas


Tendo em conta o número reduzido de comentadores e comentários que este blog tem, basta alguém comentar mais do que uma vez e eu fico a conhecer essa pessoa. E a considerá-la, pelo menos, uma pessoa conhecida.

Alguns, no entanto, são bastante reincidentes. Por esses, poucos, tenho uma grande estima. Ainda para mais quando todas as suas intervenções são relevantes e interessantes, como é o caso do Francisco Fernandes (aka asesereis).

Esta conversa, para além de agradecer a sua contribuição para as discussões aqui no blog, é só para introduzir uma sugestão que o Francisco fez e que vou seguir (mais ou menos): personagens favoritas.

É complicado falar de favoritos, sejam livros, sejam autores, quando somos completamente viciados em literatura, mas no fim fica fácil. Se tiver sido um livro que nos marcou o suficiente para ser o nosso favorito, não nos vamos esquecer. E o mesmo para autores. Mas personagens favoritas? Personagens há muitas!

No meu caso, assim de repente, basta lembrar-me de Tolkien e de Stephen King, e já fico, literalmente, com um manancial de centenas de personagens disponíveis. E se ficar a saber os nomes dos cerca de cem livros que leio por ano já é abusar da minha memória, nem sequer pensem em ficar a saber os nomes de todas as personagens.

Mas no entanto há algumas que ficam. Outras cujo nome já não sei, mas que conheço perfeitamente. Quer queiramos quer não, é como os livros e os autores - só que a uma escala maior.

E com as personagens até é possível acontecerem coisas bastante curiosas... Como por exemplo, uma das minhas personagens favoritas é o Glotka, o torturador desfigurado e manipulador da trilogia The First Law, de Joe Abercrombie, que achei apenas mediana. Mas o meu livro favorito deste autor, Best Served Cold, também tem uma personagem que aprecio, embora bastante níveis abaixo de Glotka: Friendly, o tipo frio e obcecado com a matemática, cujo ponto de vista originou alguns dos capítulos mais interessantes que já li.

O "pior" é quando começo a desbobinar os nomes de que me vou lembrando, e o resultado é uma lista recheada de vilões. Seltor, Joker, Pennywise, a enfermeira psicopata que depois é interpretada por Kathy Bates... Podia ficar aqui o dia todo.

Por outro lado, como raio é que faço uma lista destas sem dar destaque a meia dúzia de personagens de Tolkien? Ou de Alan Moore? Ou de Neil Gaiman? Ou do George R.R. Martin? Ou da Rowling? Ou das outras centenas de autores?

E o Sherlock Holmes? E o Poirot? Impossível! Impossível!

A minha resposta ao teu desafio é esta, Francisco: provavelmente, se me perguntares qual é a minha personagem favorita, digo-te sempre o Seltor, mas se todos os dias me pedires uma lista de cinco personagens favoritas, o mais provável é eu dar-te uma lista diferente de cada vez.

sábado, 23 de novembro de 2013

Livros de quando era puto

Antes de começar a dizer o que quer que seja, preciso que tenham em consideração o facto de eu ter sido puto há pouco mais de meia dúzia de anos. Portanto não esperam livros do tempo em que não havia telemóveis, lamento desapontar-vos...

No fundo podem encarar esta situação como quem encara aquelas biografias "escritas" pelas "celebridades" de vinte e poucos anos. Descrença, uma risada e "oh, you amuse me, fool". Ainda mal tenho idade para me considerar adulto, e já estou a fazer uma coisa destas!

Eu cá concordo com vocês. Mas a verdade é que há uma série de livros que me parecem ter sido comprados quando ainda andava de fraldas (exagero do ano), e aos quais tenho sentido vontade de regressar.

Como podem comprovar pelas minhas temporadas de Harry Potter e das Crónicas de Allaryia. Os da autora britânica estão muito na moda, é certo, e são os preferidos de muita gente, mas eu nem me lembro bem de quando recebi o primeiro. Mas lembro-me de o ler em duas tardes, no infantário, o que significa que estava na primária!

Sabem há quanto tempo estive na primária? Entrei para o primeiro ano em 1999. No milénio passado! Ou seja, podemos contar pelo menos 10 anos desde que li Harry Potter e a Pedra Filosofal pela primeira vez. Mal sabia eu, na altura, que ia ser uma saga que me iria acompanhar durante tanto tempo, e que ainda me ia encantar quando já tivesse idade para ter juízo.

Acho que foi uma boa escolha de leitura. Provavelmente um dos primeiros "livros grandes" que li, e quase de certeza o primeiro livro de Fantástico em que agarrei. Introduziu-me logo em dois mundos diferentes. Três, se contarmos com Hogwarts e companhia. E a re-leitura mostrou-me uma saga não tão juvenil quanto isso, mais na recta final, e com uma qualidade excepcional.

Defeitos, também, é claro, e encontrei muitos mais da última vez que li os livros, mas consegui facilmente passar por cima deles. Alguns são bastante estranhos, e há mesmo defeitos a nível da história (sim, estou a falar do facto de o feiticeiro mais poderoso de sempre ter que confiar no feiticeiro mais inútil de sempre para derrotar o feiticeiro mais maléfico de sempre), mas são coisas que se superam. Ou que eu, pelo menos, superei, mas possivelmente por estar semi-hipnotizado a reconhecer palavras lidas há anos e anos.

Depois existem As Crónicas de Allaryia, de Filipe Faria. Uma monstruosa saga de high fantasy portuguesa escrita por Filipe Faria. O segundo livro, Os Filhos do Flagelo, foi-me oferecido, não sei quando, mas era novo. E deixei-o estacionado nas estantes quase dois anos antes de lhe pegar, e só depois de ter encontrado e lido o primeiro, A Manopla de Karasthan.

Pensam que estes livros são bons? A saga em geral é boa, e tem alguns livros que achei bastante bons, mas em sete, num total de quase 3000 páginas, há muito por onde falhar. Basta olhar para o primeiro livro. Se quando o li pela primeira vez fiquei absolutamente deliciado, a re-leitura disse-me que eu em puto era parvo. É um livro mau! Terrível! Pouco mais do que uma adaptação de um guião de Dungeons & Dragons!

Mas algumas das personagens ficaram-me para sempre na memória (como esquecer Worick?!) e o vilão, Seltor, é dos melhores vilões que já vi na vida. E mesmo após alguns anos, com centenas e centenas de outros livros lidos pelo meio, ainda me ri com as peripécias e fiquei interessado no que se ia passar. Chamem-lhe nostalgia precoce ou cegueira selectiva, o que quiserem, mas que aconteceu, aconteceu. Li o primeiro a um ritmo lento, depois despachei o segundo, o terceiro e por aí fora, até um final GLORIO... Não, o final foi fraquito. Os últimos livros são bem porreiros, mas o final nem por isso.

Não interessa! É uma saga que acarinho e que defendo com unhas e dentes. Sou o primeiro a reconhecer-lhe os defeitos, mas acho que é preciso dar-lhe uma oportunidade. O autor mostra claramente algum potencial, e tenho boas perspectivas para os seus livros mais recentes O Perraultimato e O Andersenal. Só sei que o primeiro tinha ar de livro infantil, abri ao calhas e li umas linhas sobre alguém a puxar as tripas de outro alguém para fora.

De qualquer forma é uma saga que conta como pertencendo à minha infância. E se estão espantados por ainda só ter falado de sagas, a explicação é fácil: cá por casa sempre houve muitas colecções, que os meus pais faziam quase todas as que apareciam nos jornais e revistas e sei lá. Sempre foi uma coisa muito natural para mim, ter vários volumes. Tenho para mim que é por isso que encaro sagas e colecções com tão bons olhos.


Nunca me restringi foi a tipos de livros. Pronto, tudo bem, nunca confiei grande coisa na poesia. E li pouco teatro, mas não foi por querer, tenho muito interesse. Não me julguem! O que eu queria dizer é que não lia só prosa, também me metia nas BD's. Nomeadamente nos do costume: Tio Patinhas, Pato Donald, Mickey (embora sempre tenha sido mais fã dos patos), Pateta, Professor Pardal e por aí fora.


Isto inclui uma descoberta que fiz de forma quase acidental e que acabei por ler tanta vez que, coitado, está num estado desgraçado: A Saga do Tio Patinhas. Parte de uma colecção (que acho que tenho toda), este é dos melhores livros de banda desenhada que já li. E isso inclui leituras mais recentes, como Watchmen, V for Vendetta, Sandman... Eu nem sabia que a personagem do Tio Patinhas podia ser tão interessante, mas as histórias recolhidas neste livro dão-lhe um passado interessante e que justificam claramente o pato avarento mas de coração mole que todos conhecemos.

Muito, mas muito bom mesmo, e se já não o leio há uns bons tempos, tal acontecimento não há-de estar muito longe. Tal como no caso dos próximos livros que vou mencionar e que fazem parte do meu tesouro literário pessoal.

Falo de Dragonball. Toda a gente sabe o que é. Algumas pessoas talvez lhe chamem Son Goku, ou pensem que todas as personagens se chamam Dragonball ou, ainda, que isso é uma série de televisão. Mas os livros existem e são fantásticos. Vi no outro dia que fiz a colecção há uns doze anos, ou coisa que o valha. Tendo em conta que tenho vinte, isso é muito tempo.

E mal posso esperar para os reler! São absolutamente fantásticos! Super palermas, super dramáticos, com altos e baixos mas sempre hilariantes e emocionantes. E nada pode ser melhor do que lembrar-me de um Vegeta a chamar CACHALOOOTE ao Son Goku, na versão portuguesa, por razões que me escapam. A minha teoria até hoje é que era o mais parecido com Kakarot (o nome certo) que encontraram, mas a série estava recheada de momentos desses, autênticas pérolas de tradução.

Enfim, é uma saga inocente, brincalhona, muito bem feita e que no fim do dia conta uma história como deve ser, muito bem contada, algumas partes melhores que outra, mas sem nunca desapontar. Já para não falar das inúmeras personagens e momentos absolutamente memoráveis!

Regressando a livros-livros, mas sem deixar o meu tesouro pessoal, apresento-vos a colecção que mais me orgulho de ter, de um autor que me maravilhou e cujos livros esperei ansiosamente que me chegassem ao correio.


Júlio Verne. Edições de luxo. Cinquenta e um livros, com as ilustrações originais, capas fantásticas e edições fabulosas. Eu não me canso de elogiar estes livros. Babo-me um pouco sempre que olho para eles.

Sei que na altura, há uma catrefada de anos, li os primeiros dez seguidos, ou lá o que foi, e que nesse entretanto me fartei, ou eles começaram a chegar mais depressa do que eu os conseguia ler, nem sei, mas estive sem pegar neles durante alguns anos, até que decidi voltar a ler e li mais uns poucos, intercalados com outras coisas. E agora já há muito tempo que não o faço.

Vocês nem imaginam as ânsias com que ando de ler Júlio Verne. Não há muito tempo até li dois livros dele, mas lê-lo nesta colecção... Lembro-me tão bem de pousar sempre A Volta ao Mundo em Oitenta Dias como se fosse a coisa mais preciosa e frágil do mundo, e de me deitar na cama e mergulhar no As Vinte Mil Léguas Submarinas, de ir aos correios e ter um caixote para mim, com LIVROS lá dentro...

Isto qualquer dia vai ter que ser, é ordená-los todos por ordem cronológica e toca a ir agarrando num de vez em quando. Vai ser lindo, compreendem, lindo!

E por hoje é tudo. Há mais livros, mas nem me lembro assim de repente de muito mais coisas sem ir espreitar as minhas estantes, e isso dá trabalho. Fiquemos por aqui, e da próxima vez há mais.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Harry Potter: The Prequel

Título: Harry Potter: The Prequel
Autora: J.K.Rowling

Opinião: Isto é muito pequeno. Demasiado pequeno. Para quem acompanhou a saga este conto é um pequeno vislumbre de algo que podia ser tremendamente espectacular: uma prequela à saga que contasse a história, ou histórias, dos pais de Harry, de Sirius, Lupin e companhia limitada.

E acho que seria um livro bem mais interessante que toda a saga. Toda essa geração anterior ao Harry e amigos era mais interessante que o Harry e amigos. Há muita curiosidade para conhecer melhor James e Lily Potter, ou ver mais das excelentes personagens que são Sirius Black e Remus Lupin. Ou para ler as aventuras da Ordem da Fénix original. Enfim, todo um rol de possibilidades que a autora podia aproveitar, fazer mais uns milhões largos, e praticamente nenhum fã se ia queixar.

Este conto em particular, lá está, é engraçado. Mas não passa disso. A escrita é o normal de Rowling, coerente e sem grandes artifícios literários. As personagens são Sirius e James, 2 polícias aleatórios e 3 feiticeiros desconhecidos a fazerem das suas. Não está excelente, mas para fãs de saga é uma pequena delícia...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Harry Potter e a Ordem da Fénix



Título: Harry Potter e a Ordem da Fénix
Autor: J.K.Rowling
Tradutor: Isabel Fraga, Manuela Madureira, Isabel Nunes e Alice Rocha

Sinopse: Este tem sido um Verão ainda mais insuportável que o costume, para Harry Potter. Sozinho com os Dursleys, não consegue perceber por que razão Ron e Hermione lhe enviam respostas tão vagas às suas cartas. Isolado do mundo mágico a que pertence, Harry segue atentamente os noticiários, convencido de que até os Muggles se aperceberão de alguma coisa, se Lord Voldemort voltar a atacar... E é então que os acontecimentos se precipitam. Parece impossível, mas, no bairro mais muggle do mundo muggle, Harry é emboscado por Dementors! Para salvar a sua vida e a do primo Dudley, Harry não tem outra hipótese senão usar magia - mesmo sabendo que isso significará a sua expulsão mais que certa de Hogwarts. Enquanto o Ministério da Magia continua a não acreditar que o terrível Senhor das Trevas está de volta, Voldemort e os seus fiéis Devoradores da Morte já começaram a preparar o seu regresso ao poder. Porém, há uma nova esperança: uma antiga Ordem secreta, da qual os pais de Harry fizeram parte, voltou a organizar-se - e Dumbledore está atento.

Opinião: Acordamos para neste quinto volume para um Harry preocupado e mais adulto, logo desde as primeiras linhas.

Negado a informações e mantido à margem do mundo mágico, Harry serve-se de todos os meios ao seu alcance para detectar algum movimento de Voldemort.

Descobrimos por fim a Ordem da Fénix, que nos vem de certo mode reconfortar e trazer esperança de luta.

Partimos então pela quinta vez para Hogwarts, onde interessantes acontecimentos esperam os três amigos. Acontecimentos esses, que se podem reduzir a um nome: Dolores Umbridge.

Oh sim, esta odiável personagem proporcionou-me um dos livros mais queridos da saga. Com ela veio a ditadura e a censura, e com estas, a resistência.

Todo este clima repressivo que se sente ao longo de "A Ordem da Fénix", me fez em tudo lembrar as ditaduras militares que se viveram ao longo da história, assunto que me interessa particularmente.

Então, tal como em todos os regimes ditatoriais, há sempre alguém que se opõe e se revolta.

Nesta história, a resistência toma o nome de E.D. : Exército de Dumbledore.

Com Harry na vanguarda (e evidentemente Hermione, pois por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher), alguns alunos decidem alistar-se, preparando-se assim para a guerra eminente, uma vez que este conhecimento lhes é negado para servir unicamente os interesses do ministério.

De entre estes militantes, curiosas personagens aparecem pela primeira vez, de entre elas Luna Lovegood, uma das minhas personagens preferidas, por me identificar tanto com ela.

Harry vive também o seu primeiro romance com Cho Chang, e revelando-se bastante imaturo nessa matéria.

Enfim, lá para o fim do ano, (Voldemort, ainda que queira ardentemente matar o Harry, parece preocupar-se bastante com a sua educação), assistimos a uma renovada batalha sangrenta entre alguns membros do E.D e da Ordem da Fénix contra Voldemort e os seus Devoradores da Morte, que resulta num dos fins mais trágicos de toda a saga: a morte de Sirius Black, tão amado desde o terceiro volume. É então, no meio de todo este sofrimento, que Harry é finalmente informado por intermédio de Dumbledore do verdadeiro conteúdo da tão cobiçada profecia: "Nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver". Uma informação crucial para o desfecho da história.

Começa então um tudo ou nada que só poderá ter termo com a morte de Harry ou de Voldemort.

Na minha opinião, um dos melhores livros da saga. Afinal, a partir daqui é sempre a melhorar.

Curiosidade: Na imagem de cima, a Ginny é a única rapariga de calças.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Harry Potter e o Cálice de Fogo



Título: Harry Potter e o Cálice de Fogo
Autor: J.K.Rowling
Tradutor: Isabel Fraga, Isabel Nunes e Manuela Madureira

Sinopse: Harry Potter nem quer acreditar na sua sorte! Afinal não vai ter de aturar os Dursleys até ao início do seu quarto ano em Hogwarts. Graças à Taça Mundial de Quidditch vai passar os últimos quinze dias de férias na companhia dos Weasleys e do seu amigo Ron. Mas a verdade é que nem tudo vai correr pelo melhor para o nosso herói. Quando Harry começa a sentir a sua cicatriz a doer terrivelmente, sabe que Lord Voldemort está de novo a rondá-lo e a ganhar poder. A Marca da Morte, que apareceu no céu, não pode significar outra coisa... Entretanto, este é um ano muito especial para Hogwarts, pois é lá que se irá realizar o célebre Torneio dos Três Feiticeiros, no qual Harry vai desempenhar um papel decisivo e que quase lhe irá custar a vida!! Pela segunda vez, Potter vê-se frente a frente com Voldemort, e ele sabe que o maior desejo do poderoso senhor das trevas é vê-lo morto... Outro livro maravilhoso!

Opinião: Harry faz catorze anos, um ponto de viragem marcante na entrada para a adolescência de um rapaz: demasiado novo para umas coisas e consideravelmente imaturo para a maior parte. De qualquer forma, toda a personalidade e afirmação se moldam e manifestam nesta idade. Bem como as hormonas, a respeito das quais trataremos mais tarde.

Harry, ao entrar para o seu 4º ano na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, julga, esperançoso de poder finalmente disfrutar de um ano tranquilo sem dar muito nas vistas.

Eis, (obviamente) que se torna involuntariamente um campeão do Torneio dos Três Feiticeiros. O quarto indesejado e odiado por todos.

Na minha opinião, um acontecimento como este deve abalar profundamente o mundo de um adolescente de catorze anos, relativamente perturbado e irreflectido. Pobre Harry.

Aparece pela primeira vez neste quarto volume a carismática personagem Moody Olho Louco e com este, as três maldições imperdoáveis: Imperius, Cruciatus e Avada Kedavra.

Penso que o motivo de estes três feitiços em particular terem sido considerados imperdoáveis, poderia gerar uma boa discussão filosófica. (Mas deixemos isso a quem de direito, se é que sabem do que falo).

Divagações à parte, Harry lá se vai safando, tanto às tarefas do Torneio, como aos desentendimentos com Ron, como ainda à rejeição do seu primeiro crush: a atraente seeker dos Ravenclaw, Cho Chang.

Chegamos então ao fim, e com este a um dos momentos mais marcantes de toda a saga: o regresso físico de Lord Voldemort.

Na posse de um novo e melhorado corpo (no qual corre sangue do próprio Harry), Voldemort mostra-se imparavelmente mais poderoso.

Sofremos então dois choques: a morte de Cedric Diggory, tão jovem e prometedor, e a revelação de que o tão fiel Moddy Olho Louco, não é afinal quam aparenta ser, mas sim um Devorador da Morte extremamente perturbado.

Dizem por aí umas más línguas que o Harry não passa de um nabo cheio de sorte. Assim é, sem dúvida, mas incontestavelmente corajoso.

Neste quarto livro, por exemplo, quando resignado à morte às mãos de Voldemort, se decide a morrer enfrentando a morte de frente (à semelhança do seu pai), dá a prova de uma grande presença de espírito, que poucos teriam no seu lugar.

Sortudo, sim. Mas arrisco-me a afirmar, merecedor.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Os Contos de Beedle o Bardo

Título: Os Contos de Beedle o Bardo
Autor: J.K.Rowling
Tradutor: Hermione Granger (Marta Fernandes e Manuela Madureira)

Sinopse: Os Contos de Beedle o Bardo oferecem-nos cinco histórias de feitiçaria, cada uma com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores.
Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros. O Professore reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts.
Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrado por J. K. Rowling, autora da famosa série Harry Potter.


---------- Esta opinião contém, muito provavelmente, alguns spoilers ----------

Opinião: Um pequeno livrinho para perpetuar a ligação dos fãs à série, já que para quem não é seguidor da saga de Harry Potter, este livro não passa de um pequeno livro de histórias infantis. Já para os fãs, como eu, este livro tem pequenos pormenores interessantes e curiosos.

Já para não falar de como é agradável "ouvir" o Dumbledore, nas suas anotações muito à Dumbledore, em que ora filosofa sobre temas profundas, ora fala de doces.

Enfim, não tenho muito para dizer, é engraçado, é pequenito, lê-se numa horita e é especialmente direccionado a quem já conhece toda a história de Harry Potter. Aproveitando a minha falta de palavras, e para não ficar com uma opinião tão pequena, que parece mal, deixo-vos com a deliciosa animação da história dos três irmãos e dos talismãs da morte, que aparece no primeiro filme, narrado pela própria Hermione. Um dos pontos altos do filme, se querem que vos diga:


Parece que não dá para incorporar, enfim, fica o link.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


Título: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Autor: J.K.Rowling
Tradutor: Isabel Fraga

Sinopse: Faltavam ainda algumas semanas para o fim de mais umas horrendas férias de Verão com os Dursleys, quando Harry ouve a triste notícia da vinda da detestável tia Marge! Quebrando as leis de Hogwarts, Harry não resiste a usar os seus poderes de feiticeiro e acaba por abandonar a casa dos tios, deixando a perplexa tia Marge, mais inchada do que um balão, a flutuar junto ao tecto da cozinha dos Dursleys... Mas este terceiro ano de Harry Potter na Escola de Magia e Feitiçaria esconde perigos insuspeitados. De Azkaban, a prisão-forte dos feiticeiros, evade-se o prisioneiro mais temido, Sirius Black, que muitos dizem ser o fiel servidor de Voldemort, o Senhor das Trevas. E porque repetiria ele, durante o sono, a frase: "Ele está em Hogwarts... Ele está em Hogwarts"? Estaria a referir-se a Harry Potter? Tudo indica que sim. O nosso herói não está a salvo nem mesmo dentro das paredes da Escola, agora que o lado negro está a reunir as suas forças. A atmosfera em Hogwarts torna-se cada vez mais tensa. Quem é, afinal, Sirius Black? Porque é que os Dementors, os guardas de Azkaban, têm um efeito tão devastador sobre Harry? Haverá realmente um traidor entre os seus amigos de Hogwarts? A cada nova aventura, Harry enfrenta forças mais poderosas, a cada nova aventura, levanta-se um pouco mais o véu que esconde os mistérios da sua família...


Opinião: É com alguma relutância que escrevo esta minah terceira critica à saga de Harry Potter (embora já tenha acabado o sétimo) uma vez que receio o enjoo dos nossos leitores relativamente a este tema, mas prometemos que - pelo menos - dentro de um mês, tudo terá voltado à normalidade.

Ora bem, quanto a O Prisioneiro de Azkaban, sempre foi o livro da saga que eu considerava menos interessante. Vá-se lá saber porquê, talvez por Lord Voldemort não atacar o Harry directamente, talvez o confronto final com os Dementors não me tenha caído bem, não sei. Era o que menos gostava.

Felizmente (ou infelizmente) desde os meus doze anos muita coisa mudou. Uma delas foi a minha perspectiva relativamente a este terceiro volume da saga de Rowling, que hoje considero como o ponto de viragem fundamental em toda a história do Harry.

Não só ficamos a saber mais e importantes pormenores relativamente ao passado de alguns membros da (ainda para vir) Ordem da Fénix, como também são adicionados alguns pormenores relativos ao mundo mágico na minha opinião geniais: o vira tempo, Dementos e Animagi.

Lupin, Sirius e Wormtail entram também em cena pela primeira vez. Nutri uma simpatia imediata com a personagem de Remus Lupin (que entretante veio a esmorecer ao longo da saga), e com Sirius, cuja imprudência e lealdade me cativaram.

Penso que a personagem de Peter Petigrew é uma das mais características e bem contituídas de toda a saga, devido ao carácter tão fácilmente identificável.

Um exemplo da evolução de Rowling e do próprio Harry, este terceiro volume, que ao entrar na pré-adolescência deixa finalmente as piadas sobre cócós.

Harry Potter e os Talismãs da Morte

Título: Harry Potter e os Talismãs da Morte
Autor: J.K.Rowling
Tradutor: Alice Rocha, Manuela Madureira, Maria Georgina Segurado e Maria do Carmo Figueira

Sinopse: É neste sétimo volume que Harry Potter irá travar a mais negra e perigosa batalha da sua vida. Dumbledore reservou-lhe uma missão quase impossível - encontrar e destruir os Horcruxes de Voldemort... Nunca, em toda a sua longa série de aventuras, o jovem feiticeiro mais famoso do mundo se sentiu tão só e perante um futuro tão sombrio. Chegou o momento do confronto final - Harry Potter e Lord Voldemort... nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver... um dos dois está prestes a acabar para sempre... Os seus destinos estão misteriosamente entrelaçados, mas apenas um sobreviverá... Numa atmosfera apoteótica e vibrante, Rowling desvenda-nos, por fim, os segredos mais bem guardados do universo fantástico de Harry Potter e deixa-nos envoltos, talvez para sempre, na sua poderosa magia. Este sétimo volume tem sido considerado pelo pública e pela crítica como o melhor de toda a série Harry Potter.

---------- Esta opinião contém, muito provavelmente, alguns spoilers ----------

Opinião: Se fosse uma pessoa mais sentimental, agora seria aquela altura em que teria a lágrima ao canto do olho. É que é com este livro que a saga que me acompanhou pela infância e adolescência fora chega ao fim. E que glorioso fim!

Confesso que no intervalo de tempo entre acabar de ler o sexto livro e começar a ler este último, receei seriamente pela minha sanidade mental. Tantos anos a acompanhar a saga, que tem uma evolução tão grande, e um sexto volume espectacular como o foi o Príncipe Misterioso, temi que Rowling não fosse capaz de se superar a si mesma, e que não conseguisse atar todas as pontas soltas e dar o fim merecido a todas as personagens e à própria saga.

Durante este interregno tive medo que o último livro que fosse ler desta espectacular série fosse uma bela duma porcaria. Ou melhor, já estava de tal forma ansioso que ficaria desiludido com qualquer coisa abaixo de divinal!

Mas, felizmente para a minha psique (até pareço uma pessoa culta a falar), Rowling sabe o que faz, e escreveu um sétimo e último volume divinal, com uma mestria que tem vindo a apurar desde a Pedra Filosofal, com uma escrita que evoluiu com o passar dos anos, dos livros e com a própria evolução das personagens. De direccionado para crianças, passando por uma fase juvenil (brrr), e chegando a uma fase mais adulta, tanto os livros como a escrita tiveram uma evolução espantosa e muito positiva.

Neste último volume fecham-se todas as portas e matam-se (quase todas as personagens principais?) muitas personagens, criando assim o tão esperado final de Harry Potter que excede todas as expectativas, apesar de alguns momentos que parecem mais mortos, no que toca ao tempo interminável em que andaram fugidos por bosques e florestas No entanto mesmo isso é apenas um pequeno contratempo, que nem é assim tão morto quanto isso, neste livro cheio de acção até ao último momento, absolutamente... divinal!

domingo, 28 de agosto de 2011

Harry Potter e o Príncipe Misterioso

Título: Harry Potter e o Príncipe Misterioso
Autor: J.K.Rowling
Tradutor: Alice Rocha, Manuela Madureira, Maria do Carmo Figueira e Isabel Nunes

Sinopse: Voldemort está mesmo de volta! Esta é a terrível confirmação que agita o início do sexto ano na escola de feitiçaria de Hogwarts. O crescente poder maléfico de Voldemort e do seu vasto exército de Devoradores da Morte é cada vez mais visível, não só no mundo da Magia como no mundo dos Muggles. Agora, mais do que nunca, é necessário reunir forças para combater o mal e, para isso, Harry e Dumbledore visitam o passado misterioso de Voldemort e o coração da magia negra, e desvendam alguns segredos verdadeiramente espantosos. Mas são muitos mais os enigmas que Harry terá de resolver, entre eles, um muito em especial - quem é o príncipe misterioso a quem pertenceu o livro de poções que Harry recebeu e que revela conhecimentos poderosíssimos e perigosos? Poderá contar com ele como aliado ou será mais um inimigo a vencer? Neste penúltimo livro da série, as forças são testadas até ao limite, e Harry terá de apelar a toda a sua coragem e determinação para prosseguir na luta contra o temível senhor das trevas!... Será que vai conseguir?



---------- Esta opinião contém, muito provavelmente, alguns spoilers ----------

Opinião: Este é o primeiro livro da saga a que me atrevo chamar genial, pelo simples facto de o ser de facto (passe a redundância lexical).

Acho que é pelo ambiente, definitivamente mais negro que nunca, e por causa das milhentas novas revelações acerca da vida de Voldemort. Aliás, eu já já me perguntei se uma saga com Tom Riddle/Lord Voldemort como protagonista não seria tremendamente interessante...

Mas bem, falando deste livro, há aqui vários pontos de interesse, a começar pelo início (passe a redundância, desta vez de conteúdo) algo peculiar, em que até vemos Snape a confraternizar, fora da escola, num momento que até pode ser considerado comovente! E como não podia deixar de ser, um final algo inesperado, ainda que inevitável. Pelo meio ainda temos direito a ver o Snape leccionar Defesa Contra a Magia Negra, o surgimento de um novo professor de Poções, Horace Slughorn, um Slytherin bastante peculiar enquanto personagem, e que se vem a revelar uma peça importante no enredo; o livro de Poções do Príncipe Meio-Sangue, que Harry a modos que "herda", e que lhe dá uma preciosa ajuda a vários níveis, embora também lhe dê alguns problemas. E é este "Príncipe Meio-Sangue" que se vem a revelar uma grande surpresa...

Enfim, acho que aquilo que o livro tem de realmente interessante é a forma como Dumbledore vai dando a Harry um papel cada vez mais activo na luta contra Voldemort, contando-lhe tudo o que sabe da sua história, e tudo aquilo que adivinha dos seus planos, de forma a que Harry o consiga derrotar, e que ao mesmo tempo nos mergulha a nós, leitores, na história do mais malvado feiticeiro que porventura já existiu, deixando-nos embrenhados nos mistérios e nos seus enigmas (riddles, curtiram?).

Não hesito agora em afirmar que começa neste livro um dos melhores finais de saga que já li!

P.S.: SNAAAAAAAAAAAAPEEEEEEEEE!

sábado, 27 de agosto de 2011

Harry Potter e a Ordem da Fénix

Título: Harry Potter e a Ordem da Fénix
Autor: J.K.Rowling
Tradutor: Isabel Fraga, Manuela Madureira, Isabel Nunes e Alice Rocha

Sinopse: Este tem sido um Verão ainda mais insuportável que o costume, para Harry Potter. Sozinho com os Dursleys, não consegue perceber por que razão Ron e Hermione lhe enviam respostas tão vagas às suas cartas. Isolado do mundo mágico a que pertence, Harry segue atentamente os noticiários, convencido de que até os Muggles se aperceberão de alguma coisa, se Lord Voldemort voltar a atacar... E é então que os acontecimentos se precipitam. Parece impossível, mas, no bairro mais muggle do mundo muggle, Harry é emboscado por Dementors! Para salvar a sua vida e a do primo Dudley, Harry não tem outra hipótese senão usar magia - mesmo sabendo que isso significará a sua expulsão mais que certa de Hogwarts. Enquanto o Ministério da Magia continua a não acreditar que o terrível Senhor das Trevas está de volta, Voldemort e os seus fiéis Devoradores da Morte já começaram a preparar o seu regresso ao poder. Porém, há uma nova esperança: uma antiga Ordem secreta, da qual os pais de Harry fizeram parte, voltou a organizar-se - e Dumbledore está atento.


---------- Esta opinião contém, muito provavelmente, alguns spoilers ----------

Opinião: E aqui encontramos o quinto livro, carinhosamente apelidado de o calhamaço da saga, com as suas 750 páginas e uma história que nunca mais acaba. É também o primeiro livro que tem uma grande parte da história a ocorrer fora de Hogwarts; o primeiro em que o vilão de serviço é o Voldemort renascido; o primeiro em que o Dumbledore faz uso dos seus poderes incomensuráveis para lutar... Acho que se pode concluir que é de facto um livro especial, no meio dos 7 que constituem esta saga.

Como tal, este quinto livro é a peça final do processo de transição entre o tom juvenil dos dois primeiros livros e tom sombrio dos dois últimos, processo esse que tinha começado com o terceiro livro. Se há livro que assassina completamente a criança que há em Harry Potter, é este.

E as coisas começam logo a correr mal no início, com a visita dos Dementors ao bairro de Muggles onde vivem os tios de Harry. Devo confessar que este é um aspecto que me agrada bastante num livro, um início abrupto e, de certa forma, violento. É uma das coisas que tanto aprecio nos livros de Stephen King, o meu escritor favorito.

No entanto, e apesar de todas as coisas espectaculares que acontecem, como aparecerem montes de personagens fabulosas, muitas vezes juntas, como Sirius, Lupin, Tonks, Olho-Louco e tantas outras, há uma coisa que me desagrada imenso. Digamos que odeio (abomino!) o trio de protagonistas quando viram adolescentes. Em particular o Harry.

Pareceu-me que tudo aquilo que ele dizia era seguido de um "exclamou Harry, zangado", ou "disse Harry, impetuosamente", ou "gritou Harry, furioso". O desgraçado do rapaz passa as 750 páginas zangado com o mundo. Ou seja, é um adolescente normal, eu sei, mas é absolutamente insuportável... Até aposto que o livro teria menos 100 páginas, se ele se calasse um bocadinho, não gritasse, e ouvisse o que os outros tinham para lhe dizer.

Como ponto positivo, aparece a Umbridge, para apimentar as coisas. É uma personagem verdadeiramente desprezível, sei bem disso, mas protagoniza momentos absolutamente hilariantes, aliás, acho que só a presença dela já era hilariante, sempre impecavelmente vestida de cor de rosa, cheia de fru-frus e coisinhas, com o seu amor incondicional a gatos, e a descrição que lhe dá um ar vagamente anfíbio. Esta odiada professora de Defesa Contra a Magia Negra, que está em Hogwarts à revelia de Dumbledore e a mando do Ministério, acaba por ser uma importante catalisadora dos mais variados acontecimentos.

Termino ao dizer que gostei bastante deste livro, que fica um bocadinho abaixo do terceiro, na lista dos favoritos, em grande parte graças à incrível quantidade de hormonas adolescentes-revoltados-com-o-Mundo presentes em cada página, que me fazem tirar-lhe pontos, apesar de a batalha no Ministério ser digna de nota, assim como o caos causado pelos gémeos Weasley.

Ou seja, o livro assusta, de grande que é, mas, e apesar de algumas pequenas contrariedades adolescentes, vale a pena cada segundo desperdiçado.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Título: Harry Potter e o Cálice de Fogo
Autor: J.K.Rowling
Tradutor: Isabel Fraga, Isabel Nunes e Manuela Madureira

Sinopse: Harry Potter nem quer acreditar na sua sorte! Afinal não vai ter de aturar os Dursleys até ao início do seu quarto ano em Hogwarts. Graças à Taça Mundial de Quidditch vai passar os últimos quinze dias de férias na companhia dos Weasleys e do seu amigo Ron. Mas a verdade é que nem tudo vai correr pelo melhor para o nosso herói. Quando Harry começa a sentir a sua cicatriz a doer terrivelmente, sabe que Lord Voldemort está de novo a rondá-lo e a ganhar poder. A Marca da Morte, que apareceu no céu, não pode significar outra coisa... Entretanto, este é um ano muito especial para Hogwarts, pois é lá que se irá realizar o célebre Torneio dos Três Feiticeiros, no qual Harry vai desempenhar um papel decisivo e que quase lhe irá custar a vida!! Pela segunda vez, Potter vê-se frente a frente com Voldemort, e ele sabe que o maior desejo do poderoso senhor das trevas é vê-lo morto... Outro livro maravilhoso!


---------- Esta opinião contém, muito provavelmente, alguns spoilers ----------

Opinião: Sobre este quarto volume, a minha mente, sempre muito engraçadinha, registou alto e bom som ou em letras garrafais, o que preferirem, que se devia chamar Harry Potter e a Sorte Endiabrada. A verdade é que gostei tanto do nome que o vou usar como título de um post que tenho planeado. E diga-se de passagem que é um título muito acertado... Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, aquilo que por vezes lemos é um autêntico hino nacional, se a sorte fosse um país e Harry o seu único habitante.

Mas quanto a isso eu depois lá me queixo. O que importa é o resto do livro, que por acaso foi o primeiro da saga que reli, e aquele que mais reli, sendo esta, muito provavelmente a quarta ou a quinta vez. Porém, digamos que não fiz propriamente releituras, pois escolhia sempre apenas algumas partes, nomeadamente os capítulos do Torneio, com especial atenção para as 3 provas. É que apesar da tremenda sorte e excepcional ajuda que o Harry teve, não posso deixar de admitir que começa a demonstrar ter as características que um verdadeiro Gryffindor deve possuir.

Não foi ele que se lembrou de usar o Encantamento de Invocação para Invocar a sua Flecha de Fogo, na primeira prova, mas foi ele que voou estupidamente bem em cima dela e conseguiu ultrapassar o dragão. Não foi ele que teve a ideia de usar Guelracho, mas foi ele que nadou por ali fora e salvou metade dos reféns (ou seja, 2 pessoas) sozinho. Também não teve o mérito todo por descobrir o caminho até ao centro do labirinto praticamente incólume, mas vá, trabalhou bem.

Pormenor: a presença de Alastor "Olho-Louco" Moody, que se vem a revelar outra das minhas personagens favoritas, ajuda muito a que eu goste bastante deste quarto volume, juntamente com a realização do Torneio dos Três (quatro!) Feiticeiros. Nota-se praticamente o mesmo tom que no livro anterior, mais maduro, com um ambiente cada vez mais obscuro, a terminar no acontecimento que leva a que tudo se precipite, nos próximos livros.

Só não percebi muito foi a razão de a partir deste volume ser necessária a utilização de um batalhão de 4 tradutoras, quando ainda por cima parece que a tradução piorou, ou então foi a autora que teve um vaipe e decidiu que toda a gente devia dizer "Iá" (podiam pelo menos escrever YA!, que até pode ser menos correcto, mas parece MUITO menos estrago!), até Sirius e o próprio Hagrid, que apesar de já ser cliente habitual dum estilo de fala bastante tosco, à falta de melhor palavra, não deixa de ser estranho que responda "Iá" ao Dumbledore. Já para não falar dos pequenos brasileirismos, como o Ron a dizer que droga!,  ou algo do género, a certa altura, e a Hermione a terminar uma frase com valeu?.

Mas enfim, é um bom livro, apesar de tudo, que continua a provar que J.K.Rowling criou um bom Universo, e no qual se começam a atar algumas pontas soltas, complexificando (achei bonita, a palavra, mesmo que não exista) a narrativa e atiçando o interesse, pelo menos o meu, nesta saga maravilhosa.